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A nossa abordagem enquanto profissionais deve ser sempre empática. Não podemos atuar como alguém de fora e totalmente apática a experiência das famílias que atendemos, muito menos com uma postura de meramente apontar os erros. Precisamos vivenciar os processos, precisamos ser um agente transformador do curso daquela família, porém como alguém que entende e está caminhando junto.
Não se trata de estar do outro lado da ponte chamando alguém para atravessá-la. Mas sim atravessar junto.
Não somos capazes de evitar que nossos filhos sofram situações traumáticas. Porém temos a possibilidade de atuar para evitar que muitas dessas situações se tornem um trama. Pois o trauma não é somente o resultado da situação traumática em si, mas sim como fomos acolhidos e reagimos a estas situações.
Hoje já temos comprovações de que a necessidade mais importante das crianças o sentimento de proteção, até mais do que o alimento. Mais uma prova de que o mais importante em relação a contextos traumáticos é a forma que iremos acolher os nossos filhos.
Muitas famílias vivenciam contextos desafiadores que afetam bastante a criação de uma criança. São contextos de violência (verbal ou não-verbal), abandono, falta de informação, inexistência de rede de apoio, dificuldades financeiras, dentre tantos outros fatores.
Como proceder em situações assim? É possível lidar com esse tipo de realidade enquanto profissionais? Talvez a principal pergunta seja: estamos prontas para amar essas famílias e demonstrar esse amor?
Para a criança é muito importante reconhecer o seu cuidador principal. E naturalmente a principal candidata é a mãe. Pois a tendência natural é que a criança se identifique emocionalmente de maneira mais intensa com aquele outro ser que a gerou. Porém muitas vezes a dinâmica com o marido ou até mesmo com outros cuidadores podem alterar esta relação.
A teoria do Apego Seguro já é uma realidade validada por diversos autores. Nesse Episódio Especial iremos discorrer um pouco sobre os principais autores que estão relacionados a esses estudos maravilhosos.
Precisamos entender que a Rede de Apoio é super importante. Porém é necessário tomarmos cuidado para que essa rede não acabe fazendo além do que convém e invada um espaço que é somente da mãe.
Como que você gostaria que seus filhos descrevessem a relação entre vocês? Será que hoje o que nós descrevemos sobre a nossa relação com nossos pais seria uma projeção idealizada ou traduz realmente aquilo que vivenciamos?
É possível revisitarmos as emoções da nossa infância e nos organizarmos para nossa relação com nossos filhos?
A maioria das mães buscam informações para responder às perguntas do tipo "como". Porém para sermos mais assertivas e mais atentas às necessidades dos nossos filhos, precisamos aprender a fazer mais perguntas do tipo "por quê".
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