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Nos primeiros anos de vida os bebês ainda não conseguem verbalizar seus sentimentos e muito menos os seus desejos. E esse é mais um grande motivo para criarmos uma conexão profunda com eles. Será através desta conexão que passaremos a ler o comportamento não-verbal dos nossos filhos.
Você já deve ter ouvido falar da Angústia da Separação né? Pois é, existem alguns aspectos desse processo que, segundo a abordagem com Apego Seguro, diferem de muita coisa que é dita por aí. Neste episódio quero repartir um pouco com você a visão do apego seguro em relação a isso.
Muitas vezes para as mães que já reconhecem o seu estado emocional, a parte mais desafiadora é a cobrança por uma perfeição ao ponto de tentar inibir os sentimentos, entrando assim em um estado de recalque emocional. Dentro do conceito do Apego Seguro é possível desenvolver a habilidade de ir para além do recalque e alcançar um lugar de regulação emocional.
Em contraste com o Entorpecimento Emocional, é imprescindível que possamos desenvolver cada vez mais a habilidade de estarmos em contato com os nossos sentimentos.
Dentro do conceito de Inteligência Emocional, todo sentimento tem sua importância. Porém ele precisa primeiro ser percebido para depois ser gerenciado. Gerenciando bem os meus sentimentos, eu consigo desenvolver as minhas atividades entendendo como os meus sentimentos as afetam. E com isso eu consigo me adaptar para cuidar melhor do meu bebê.
Assim como luz branca é a mistura de todas as cores, assim também são os nossos sentimentos. Quando vivemos em uma fase em que muitos sentimentos afloram e se misturam, muitas vezes entramos em um estado de entorpecimento emocional. Ou seja, passamos a não responder mais os estímulos, ficamos um pouco alheias a tudo que está acontecendo ao nosso redor e isso também provoca um distanciamento em relação aos nossos filhos.
Autocuidado não é luxo! É uma necessidade real! Muitos se enganam ao achar que uma mãe precisa viver o maternar se sacrificando 100% em favor da criança. As consequências disso podem ser desastrosas.
Toda mãe necessita ter um tempo para cuidar de si mesma e precisa para isso contar com uma boa rede de apoio, que seja disponível e não seja predadora. Uma rede que saiba entender e apoiar a mãe em atividades que farão bem para ela como indivíduo.
Se eu não reconheço meu estado de estresse, como vou perceber que não estou dando atenção ao meu filho(a)? Se eu observo bem meu estado emocional, percebo os pequenos sinais. Essa é uma habilidade que precisamos desenvolver.
Não existe apego seguro sem uma estrutura de autocuidado. Dentro dessa estrutura é mais fácil entrarmos em contato com os nossos sentimentos. É preciso ampliar o nosso repertório de atividades para cuidarmos de nós mesmas para estarmos aptas a regular nossas próprias emoções e assim, cuidar melhor dos nossos filhos(as).
Não é possível cuidar do outro, se não soubermos cuidar de nos mesmos. Nesta trajetória do maternar precisamos entender que uma mãe saudável emocionalmente está mais apta a cuidar de uma criança. É aí que entra o autocuidado.
Precisamos abandonar este velho pensamento que diz que maternar é somente sacrifício. É se anular em prol da criança. Este tipo de maternar não promove o Apego Seguro. Muito pelo contrário, ele torna a relação sofrida ao invés de prazerosa.
Ter uma boa rede de apoio é essencial para que a mãe tenha qualidade no maternar. Ter pessoas com que pode-se contar faz com que uma mãe esteja muito mais plena e realizada para aí sim dar tudo de si em uma relação de Apego Seguro.
Quando eu estou apta para reconhecer o meu estado emocional. Fica mais fácil também reconhecer e regular as emoções do bebê quando já consigo me situar como a parte que traz segurança na relação.
Existem alguns sinais nos quais podemos perceber que o Bebê está passando por um estado de estresse. Muitas vezes esses fogem dos padrões que esperamos e se manifestam inclusive fazendo a criança ser muito "calma", por exemplo.
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