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A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (8) é a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. À jornalista Tainá Farfan, ela fala sobre a reforma administrativa e o trabalho do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) para redefinir e redistribuir de cargos em prol de serviços mais eficientes.Em pauta na Câmara dos Deputados, o texto da reforma administrativa, elaborado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), está começando a ser analisado pelo governo. Segundo a ministra, há pontos de intercessão, como o combate aos chamados "supersalários", por exemplo. "No Executivo, a gente já tem tentado enfrentar isso. Tanto eu quanto o ministro Haddad e a ministra Simone temos falado sobre isso", comenta. Por outro lado, conforme Dweck, há tópicos inegociáveis para o governo, como a retirada da estabilidade do servidor público. "A gente defende estabilidade não pelo servidor, mas pelo Estado brasileiro. A estabilidade torna o servidor mais diligente. Ele tem medo porque, se ele fizer algum mal feito, vai perder o emprego", ressalta. A estabilidade, segundo a ministra, também protege o servidor de perseguições políticas. "Ele pode denunciar coisas erradas e continuar a fazer aquilo que tem que fazer. A estabilidade é uma proteção do Estado brasileiro. Então, para a gente, isso é inegociável realmente."Na entrevista, Dweck comenta que o MGI tem feito mudanças importantes para aumentar a eficiência da administração pública, como “transversalizar” carreiras, ou seja, torná-las mais amplas e, ao mesmo tempo, adequadas às necessidades de cada setor."Aqui no ministério, a gente fez já muitas ações, algumas legislativas, outras infralegais. A gente começou a fazer o chamado dimensionamento da força de trabalho, que é tentar olhar e falar qual é a força de trabalho que eu vou precisar nos próximos 10, 15, 20 anos na administração pública. A gente começou a ver que tinha um monte de cargos vagos, mas que eram obsoletos. Então, percebeu que era preciso transformar em cargos novos", ressalta. Uma das mudanças a serem feitas é na área de educação, que deve ter 22 mil cargos "transformados" em breve. A ministra explica que, além da carreira de professor, há a de técnico em educação, e é nesta última que haverá alterações, como a divisão em apenas dois cargos: de nível médio e superior. "Você tinha mais de 300 cargos diferentes dentro dos técnicos de educação. E as universidades, muitas vezes, queriam fazer o concurso, e o cargo que elas tinham vago não era o que elas precisavam. Então, o que a gente pactuou foi tornar essa carreira mais ampla. Agora, a gente vai ter dois cargos só: de nível superior e médio. E a especialidade será a universidade que vai definir", detalha. "A gente acha que tem que melhorar o Estado, e não reduzir", conclui a ministra. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (6) é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. À jornalista Tainá Farfan, ele detalhou a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que transcorreu com muita “naturalidade” e “tranquilidade”. Haddad manifestou as “melhores expectativas” de que, a partir desse primeiro diálogo, os EUA podem rever a tarifa de 50% imposta ao Brasil.
O ministro destacou não haver justificativa para o tarifaço e afirmou acreditar que, à medida que as “informações corretas forem chegando pelos canais devidos, os canais institucionais de parte a parte”, as coisas transcorrerão com mais normalidade.
Haddad afirmou que a tarifa não se sustenta do ponto de vista comercial e reiterou que o Brasil é deficitário em relação aos Estados Unidos. Na avaliação dele, o tarifaço se deve à "desinformação que estava sendo patrocinada" para induzir o governo dos EUA a erro.
O ministro destacou que o momento é de uma "nova fase" e de "boa vontade" dos dois lados, e que essa tensão "não tem razão para prosperar".
“Penso que nós estamos numa nova fase, que é a fase da boa vontade. Desde a reunião da ONU, aquele encontro muito breve que os dois tiveram, os discursos que foram feitos de parte a parte já foi no sentido de buscar uma aproximação”, disse Haddad.
“Do anúncio do tarifaço para cá, muita informação chegou. Nós também passamos a conhecer melhor as engrenagens do governo Trump, para fazer chegar as informações corretas. Então, eu realmente não acredito que essa tensão vai prosperar. Ela não tem razão para prosperar”, acrescentou.
Haddad também fala sobre o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês, aprovado na Câmara na semana passada. O ministro tem "muita certeza" de que o Senado fará o mesmo que a Câmara e reconhecerá o problema da desigualdade no Brasil.
Além disso, Haddad declarou ter “praticamente certeza” de que o presidente Lula sancionará a lei ainda em outubro. O ministro acrescentou que o projeto é “neutro do ponto de vista fiscal” e “fiscalmente responsável”.
O ministro afirmou que o governo teve a coragem de começar um trabalho de correção das desigualdades, que se soma a outras ações do Estado em áreas como educação, transferência de renda e SUS, buscando maior igualdade de oportunidades.
“As pessoas que ganham R$ 5.000, R$ 6.000, R$ 7.000 pagando imposto, e pessoas que ganham mais de R$ 1 milhão por ano pagando uma alíquota muito menor. Alguém tinha que tomar coragem de começar a corrigir. Não é que nós estamos corrigindo, nós estamos começando um trabalho de correção das desigualdades, que vai se juntar ao da educação, que vai se juntar à transferência de renda, que vai se juntar ao SUS. São várias ações no sentido de buscar alguma igualdade de oportunidades no Brasil.”
O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (2) é o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a aprovação na Câmara dos Deputados do projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda e a necessidade de outras reformas, como a administrativa, para garantir justiça tributária aos brasileiros.Por 493 votos favoráveis e nenhum contrário, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (1º), o projeto de isenção total do IR a quem recebe até R$ 5.000 e parcial aos brasileiros com salários de até R$ 7.350. O texto agora será apreciado pelo Senado. "Para você ter uma ideia, com essa isenção, é quase como, para uma pessoa que ganha na faixa de R$ 5.000, se ela estivesse ganhando mais um salário no ano. É quase o 14º salário mínimo. São R$ 4.000 a mais no bolso do trabalhador brasileiro”, destaca Barbosa Pinto. Para compensar a falta de arrecadação, a medida aprovada pelos deputados prevê cobrança adicional a contribuintes cujo rendimento anual ultrapassa os R$ 600 mil. "Eu gosto de dizer que são aquelas pessoas da cobertura do condomínio que estão sendo tributadas. Eu acho que foi uma grande vitória do Brasil. Porque, pela primeira vez, a gente está conseguindo tributar aquelas pessoas que estão no topo da pirâmide de renda, que ganham mais", frisa o secretário.Ele rebate críticas de setores da sociedade sobre o fato de cerca de 15 milhões de pessoas deixarem de pagar o IR. "As pessoas, às vezes, falam: 'Vamos deixar que 90% da população deixe de pagar imposto de renda?'. Sim, elas vão deixar de pagar imposto de renda, mas já pagam muito imposto. Ele está lá dentro dos produtos que elas estão comprando. O brasileiro médio paga 40% da sua renda de imposto", observa.Barbosa Pinto também aborda, na entrevista, a reforma administrativa, defendida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo ele, o governo é a favor da medida. "Essa agenda é muito importante. A gente precisa fazer com que o Estado brasileiro seja mais eficiente. A reforma administrativa é para isso, para dar os mecanismos para que a gente tenha um gerenciamento no Estado, um serviço público melhor à população. A gente vê nessa reforma uma chance grande de moralizar um pouco a administração pública", diz, referindo-se aos supersalários recebidos por algumas categorias de servidores públicos.“[Com a reforma administrativa], a gente tem a chance de emplacar limites aos supersalários, para valorizar o funcionário público, para que o gestor público possa ter os mecanismos para gerir os seus servidores, dar incentivos a eles, inclusive bônus. E, por outro lado, coibir o abuso", argumenta.
O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (30) é o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre políticas públicas implementadas ao longo dos dois anos e sete meses em que está à frente da pasta, como o programa Gás do Povo. Também aborda o tarifaço imposto pelos Estados Unidos e a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na região da Margem Equatorial.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (25) é o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele faz um balanço dos dois anos em que esteve à frente da Corte e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), comenta sobre a tensão entre Estados Unidos e Brasil e destaca o caráter pedagógico do julgamento do chamado núcleo crucial da trama golpista. Barroso ressaltou que, embora ninguém fique feliz em condenar ninguém, o julgamento envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros aliados era imprescindível para ter uma democracia saudável e para encerrar a ideia de que "quem perde pode tentar virar a mesa".O ministro contrastou a tentativa de golpe com o período de estabilidade democrática vivido no país. Ele lembrou que, sob a Constituição de 1988, o Brasil completou aproximadamente 37 anos de estabilidade institucional e, desde 1985, 40 anos de poder civil. Barroso destacou que a tentativa de golpe julgada era uma volta a um passado do qual o país queria virar a página.“A punição funciona como uma forma de dissuadir as pessoas de cometerem crimes”, pontuou. “Esse julgamento simboliza o fim dos ciclos do atraso na institucionalidade brasileira”, completou Barroso.O presidente do STF disse estar convencido de que as punições nos Estados Unidos a ministros do tribunal decorrem de uma narrativa equivocada que prevaleceu junto às autoridades daquele país, pois a diplomacia brasileira não conseguiu entregar a narrativa factual correta de que houve uma tentativa de golpe.Barroso opinou que é totalmente fora do padrão um país procurar interferir nas decisões judiciais de outro. Segundo ele, o STF está cuidando de "seu jardim" e não busca produzir efeitos no exterior.Sobre a gestão dele como presidente do Supremo, Barroso classificou o período como "muito fecundo” e ressaltou que houve um "clima muito harmonioso e colaborativo entre os ministros".O ministro ainda reconheceu ter ficado arrependido de uma declaração dada em julho de 2023, quando afirmou que “nós derrotamos o bolsonarismo”. Ele disse que a expressão deu a impressão errada de que o Supremo havia derrotado o movimento. O ministro considerou um erro "fulanizar" o adversário, pois por temperamento, nunca gostou de personalizar. Barroso destacou que nunca respondeu nem mesmo quando o ex-presidente lhe dirigiu ofensas e "barbaridades". O que ele queria dizer era que havia derrotado o extremismo, a "forma grosseira, intolerante e agressiva de fazer política".O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (24) é a delegada Raquel Gallinati, diretora da Adepol do Brasil (Associação dos Delegados de Polícia do Brasil). À jornalista Natalie Machado, ela fala sobre ameaças que recebeu quando exercia o cargo de secretária de Segurança de Santos (SP), a necessidade de leis para proteger quem combate o crime e a falta de cuidado com a saúde mental de policiais. Empossada na Secretaria de Segurança de Santos, no litoral de São Paulo, em junho de 2024, a delegada Raquel Gallinati pediu exoneração do cargo em maio deste ano, meses antes do assassinato de Ruy Ferraz, secretário de Administração de Praia Grande, por, segundo a polícia, pessoas ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Gallinati conta que atuava para combater crimes "a varejo" — como furto de celular, prática de adegas clandestinas, comercialização de peças de ferro-velho — quando começou a ser ameaçada. "Recebi ameaças de morte em decorrência da minha atuação institucional. Houve a necessidade de ter um planejamento estratégico em relação à minha segurança pessoal dentro dos recursos que a prefeitura possibilitava", lembra.Ela reforça a necessidade de leis para proteger policiais, principalmente quando eles estão em momentos de folga ou lazer, situações que os deixam mais vulneráveis. "Não existe legislação nenhuma no nosso país que prevê mecanismos de proteção para aquele que combate o crime. É por conta e risco do policial. É como se, quando optássemos por integrar as forças de segurança pública, estivéssemos anuindo, de forma tácita, a um pacto certo com a morte", salienta.Raquel Gallinati também comenta sobre a existência de um pensamento predominante na sociedade segundo o qual o policial seria uma figura "invencível". "Existe um silêncio atrás de cada farda, de cada distintivo. A gente pode falar que é a síndrome do 'Ethos do guerreiro'. É um conceito em que a sociedade espera do policial uma força invencível, seja uma força física, mental, de coragem. E muitas vezes aquele policial, que é humano e está fragilizado, não se permite essa fragilidade emocional", explica, referindo-se à cultura de que integrantes das forças policiais não podem aceitar derrotas nem desistir, mesmo diante de grandes dificuldades. O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (17) é o presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre o projeto de anistia — que tem sido articulado pela oposição no Congresso Nacional —, a PEC das Prerrogativas, aprovada pela Câmara dos Deputados nessa terça-feira (16), e a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Presidente do Novo desde 2020, Ribeiro afirma que uma eventual anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, condenados na última semana pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), além dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, "é justa e pacificaria o país". "[Defendemos a anistia] desde o início desses inquéritos capitaneados pelo ministro Alexandre de Moraes. Entendemos que o cerne desses processos é completamente viciado. Então, tudo o que foi feito a partir dali, entendemos que é um desvio do Estado de Direito, precisa ser corrigido, e o Congresso tem essa prerrogativa", declara. Nessa terça-feira, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC das prerrogativas, que prevê, entre outras medidas, autorização da Câmara ou do Senado para o STF processar parlamentares. A proposta ainda terá de passar pelo Senado. Ribeiro explica que a bancada do partido se posicionou contra porque a Justiça precisa ter liberdade para investigar. "Entendemos que a Justiça como um todo tem que ter a liberdade para investigar, especialmente casos de corrupção e crimes no âmbito penal, que precisariam ser investigados por um órgão afastado e não protegido e blindado por um corporativismo da própria Câmara", salienta. Por outro lado, o presidente do Novo faz críticas ao atual momento do Judiciário e afirma que a Corte pratica "ativismo político". "É nítido, é bastante óbvio que hoje há, por parte do Supremo de Tribunal Federal, uma pressão ou perseguição com relação a certos parlamentares, a como eles se posicionam. Isso é totalmente contrário ao que defende a nossa Constituição, especialmente em relação aos parlamentares."Ribeiro também comenta sobre decisão do PL (Partido Liberal), anunciada nessa terça-feira, de nomear o deputado federal Eduardo Bolsonaro líder da minoria na Câmara — a deputada Caroline de Toni (PL-SC) anunciou que renunciaria ao cargo em favor do filho do ex-presidente Bolsonaro. Se a medida for efetivada, o parlamentar poderá representar a bancada diretamente dos Estados Unidos. "Eu acho que ele tem toda a legitimidade de continuar atuando por lá. Vive uma situação muito diferente dos outros, uma situação específica, familiar, de posicionamento. É uma situação também, de fato, de perseguição política em algum grau", conclui.O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (10) é o presidente da FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação), Alexandre Sampaio. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre o que tem sido feito por empresários, pela população e pelo governo para receber os participantes da COP 30 e sobre a possibilidade de o turismo ganhar força na região após a Conferência. Marcada para o período de 10 a 21 de novembro, a COP30 tem sido alvo de críticas de delegações estrangeiras por causa de diárias de hotéis com valores considerados exorbitantes. Na opinião de Alexandre Sampaio, o governo brasileiro deveria ter pensado em soluções com antecedência. "Quando houve a decisão de levar a COP a Belém, talvez as linhas de financiamento tivessem que ter sido viabilizadas muito antes", opina. "A opção política de fazer em Belém é compreensível, porque estamos na Amazônia, mas trazer um evento para 60 mil pessoas, em média, a uma capacidade hoteleira de 15 mil era uma tragédia anunciada", salienta. Apesar da crítica, o dirigente da FBHA afirma que os problemas no setor de hospedagem estão sendo contornados. Segundo ele, além de dois navios contratados pelo governo para servir de hotéis temporários, há algumas unidades em construção, e a comunidade local tem se mobilizado para receber os visitantes. "Os órgãos de defesa do consumidor, inclusive federais, acabaram propondo um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] com a rede hoteleira e as plataformas, que foram instadas a não aceitarem preços exorbitantes", conta, estimando um faturamento de R$ 30 milhões para o setor durante a COP30. Alexandre Sampaio destaca que o legado da COP30 será atrair turistas estrangeiros às cidades amazônicas. "Existe um imaginário da população mundial vindo para conhecer a região amazônica. A possibilidade de fazer excursões no entorno de Belém, ter a vivência da floresta Amazônica, vai ser importante", acredita.O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (27) é o prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos). À jornalista Lívia Veiga, ele fala sobre regulação das redes sociais, pacto federativo e efeitos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Sorocaba, cidade cuja população é estimada em 750 mil habitantes.Conhecido como “prefeito tiktoker" — seus seguidores nas redes sociais ultrapassam os 6 milhões —, Manga defende o uso de uma linguagem "mais leve" para atingir a população e se opõe à regulação das redes. "Sou contrário. Acho que tem que ter punição a quem comete crime. Agora, você regulamentar uma rede que dá oportunidade de voz para a população, sou totalmente contrário", ressalta.Reeleito no primeiro turno, em 2024, com 74% dos votos válidos, Manga destaca a necessidade de se revisar o pacto federativo, para que as cidades e os municípios tenham mais autonomia na destinação de recursos."Imagine que, de tudo o que se arrecada nos municípios por todo o Brasil, 15% ficam com a cidade, 60%, com o governo federal, e 25% vão para o governo estadual. Então, eu tenho trabalhado muito para que a gente venha a equalizar isso, para que os municípios possam cuidar melhor da população", afirma.Na entrevista, o prefeito também salienta o impacto para Sorocaba das tarifas impostas pelo governo americano a produtos brasileiros. De tudo o que é exportado pelos empresários locais, 40% vão para os EUA, segundo Manga. Os setores mais afetados são o de café e alumínio."Estamos dando isenção de todos os impostos municipais para as indústrias que exportam para os EUA e foram impactadas. A condição é que essas empresas mantenham os empregos das pessoas que moram em Sorocaba", explica, ressaltando que o governo federal precisa insistir em uma aproximação com Donald Trump. "O presidente Lula deve ligar para o presidente dos Estados Unidos, fazer uma conversa, usar a diplomacia brasileira", opina.O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (20) é o deputado federal Jadyel Alencar (Republicanos-PI). Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre o processo de elaboração do projeto de lei 2.628/2022, do qual é relator. Conhecido como PL da "adultização", o texto dispõe sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Jadyel Alencar conta que recebeu o PL em 30 de abril deste ano e, de lá para cá, participou de 53 reuniões com especialistas, representantes das plataformas digitais, dos Três Poderes, membros do Ministério Público e a sociedade civil organizada, com o objetivo de aprimorar o projeto. “Foi realmente muito bem construído, um texto que nós entregamos maduro. Tivemos o cuidado em cada palavra, em cada linha, para não deixar nada que possa trazer censura, vedação, liberdade de expressão”, salienta. O deputado ressalta que, apesar de ter um caráter suprapartidário, o PL é questionado pela oposição — que alega risco de censura. “O deputado Nicolas e o PL [Partido Liberal], por exemplo, têm um receio grande da Autoridade Nacional, mas nós fizemos questão de, tecnicamente, explicar o que é isto ao PL e ao deputado Nicolas”, afirma. A Autoridade Nacional, de acordo com o relator, seria um agente de fiscalização do ambiente digital. “Pode ser uma agência, uma autoridade nacional de verificação de conteúdos nocivos. Por exemplo, uma pessoa civil verifica que, em uma plataforma, há um conteúdo direcionado à pedofilia. Então, a Autoridade Nacional verifica o conteúdo e faz um indicativo para que a plataforma tire do ar. Se ela não remover, a autoridade notifica. E vai aumentando o nível de sanções”, explica. Outras medidas contidas no projeto de lei referem-se à obrigatoriedade de haver canais de denúncias em português e à presença no Brasil de um responsável legal pelas plataformas estrangeiras. “Daqui a 100 anos, 200 anos, esse projeto estará marcado positivamente. Ele traz um regramento claro para que as crianças possam estar na rede, mas protegidas da pedofilia, adultização, automutilação, publicidade de jogos de azar”, conclui o deputado.O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
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