Podcast JR Entrevista

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  • ‘Não vamos recuar’, diz Boulos sobre embates com o Congresso

    O convidado do JR ENTREVISTA desta sexta-feira (28) é o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a relação do governo com o Congresso Nacional, a agenda econômica, as políticas sociais prioritárias do Planalto e os desafios políticos rumo a 2026.Logo no início da conversa, Boulos classificou como “absurda” e “vergonhosa” a derrubada de parte dos vetos do presidente Lula à lei do licenciamento ambiental. Ele afirmou que a medida representa “passar a boiada” para atender “interesses escusos”, e chamou atenção para o fato de que a decisão ocorreu menos de uma semana após o Brasil sediar a COP 30. O ministro também criticou outras ações do Congresso — como a aprovação da chamada PEC da Blindagem na Câmara (proposta posteriormente derrubada pelo Senado) e a rejeição à medida provisória alternativa ao aumento do IOF — apontando que todas fazem parte de um clima de “crise e instabilidade” entre os poderes.Apesar das tensões, Boulos disse que o governo mantém disposição para dialogar — papel que atribuiu à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann — mas ressaltou que o Planalto não recuará de suas pautas e não cederá a “chantagens” ou “pressões”. “Acredito que possa se chegar a um bom termo, porque acho que é o que interessa para o povo brasileiro. Mas o governo não vai recuar das suas pautas. Essa ideia de estabelecer uma chantagem, uma pressão para fazer o presidente Lula recuar dos seus compromissos, isso não funcionou até aqui e não vai funcionar. O presidente Lula foi eleito por 60 milhões de brasileiros e representa a maioria do povo brasileiro. Não se pode atuar dessa forma”, afirmou. Na área econômica, o ministro destacou a aprovação unânime da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, compromisso que, segundo ele, estava no programa de governo. Sobre indicações institucionais, o ministro avaliou que a rejeição de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) seria “fora de cogitação”, lembrando que a prerrogativa é do presidente da República e que a última rejeição ocorreu há 131 anos, no governo Floriano Peixoto. Ao comentar o cenário eleitoral de 2026, o ministro defendeu a construção de uma frente ampla em torno da reeleição de Lula e enumerou três pautas que considera fundamentais para o próximo governo: o fim da escala 6x1 de trabalho, a regulamentação dos direitos de trabalhadores de aplicativos e a taxação dos “BBBs” — bilionários, bancos e bets. Sobre a possibilidade de tarifa zero no transporte público, disse que o tema precisa de amplo estudo, já que o custeio nacional é complexo.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    31 min
  • Senacon alerta para fraudes na Black Friday e cobra responsabilidade de plataformas

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (26) é o secretário Nacional do Consumidor, Paulo Henrique Pereira. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre a proteção do consumidor no ambiente digital, os riscos e desafios da Black Friday, a responsabilidade das plataformas de e-commerce e as ações do governo para enfrentar problemas como bets ilegais, suplementos falsificados, superendividamento e questões envolvendo setores regulados.Durante a entrevista, Pereira destacou que a Black Friday, embora tenha se consolidado como uma data relevante para o comércio brasileiro, nasceu com uma experiência considerada “péssima”. Ele lembrou que os consumidores, nas primeiras edições, sentiam falta de descontos reais, o que levou ao apelido de “Black Fraude”, marcado pelo famoso “tudo pela metade do dobro”. Nos últimos anos, segundo ele, tanto lojistas quanto consumidores amadureceram, mas os riscos de golpes permanecem — especialmente em um mês em que o público está mais suscetível a ofertas tentadoras.O secretário detalhou as formas clássicas de fraude: preços artificialmente elevados antes da promoção, descontos falsos, fretes excessivos e links fraudulentos criados para enganar consumidores e capturar dados sensíveis, como informações de cartão de crédito. Segundo ele, enganar sobre o preço viola o direito à informação e pode gerar desde multas até a cassação do direito de exercer a atividade comercial.Pereira reforçou que todos os direitos do consumidor permanecem válidos, mesmo em compras com desconto — como o direito ao arrependimento de 7 dias e à troca ou devolução em caso de defeito. Para orientar o público, o governo criou um manual de proteção para a Black Friday, com dicas para verificar preços, fretes e links suspeitos.O secretário reforçou a importância dos canais de reclamação, como o consumidor.gov.br — fundamental para orientar políticas públicas —, além dos Procons, que classificou como fundamentais e eficientes, e de instrumentos privados de resolução de conflitos.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    32 min
  • Presidente da Abear defende tarifa básica e vê despesas como vilões das passagens

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (19) é o presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Juliano Noman. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre o projeto em discussão no Congresso Nacional que pretende proibir a cobrança pela bagagem de mão.Noman explicou que a criação das diferentes classes tarifárias, hoje no centro da disputa, é resultado direto da política de flexibilização de produtos, autorizada em 2017. Desde então, as empresas podem oferecer diferentes tipos de passagem no mesmo voo — com ou sem bagagem, com ou sem marcação de assento, com ou sem refeição. Essa estratégia, segundo ele, tornou-se essencial a partir de 2018, quando as companhias brasileiras passaram a competir com empresas de baixo custo que operam rotas internacionais ligadas ao Brasil.Foi nesse cenário que surgiu a tarifa básica, descrita por Noman como uma quarta opção criada para garantir competitividade. Ele frisou que é nessa modalidade, a mais barata, que não há direito à bagagem de mão no compartimento superior, mas apenas a uma mochila ou outro item pessoal, a ser colocado embaixo do assento. “O passageiro vê as quatro opções de forma muito transparente e escolhe aquela que melhor lhe convém”, destacou. “Não criou-se uma taxa específica. O que criou foi uma classe tarifária a mais, uma opção a mais para o passageiro”, acrescentou Noman.Para o presidente da Abear, o foco do debate não deveria ser restringir ou proibir o modelo, mas preservar o direito de escolha do consumidor. Ele defende que o Brasil precisa decidir qual modelo regulatório deseja: um sistema flexível, que permita ao passageiro pagar apenas pelo que consome, ou um mercado fechado, com menos opções.“O que a gente tem explicado para os parlamentares é um pouco dessa lógica. É uma discussão regulatória, se o modelo do Brasil deve ser um modelo mais flexível, que o passageiro tem quatro opções. Naquela hora e no dia que ele quer a bagagem, ele compra uma. No dia que ele não quer, ele compra outra”, comentou.Noman destacou que o principal desafio para o preço da passagem não está nas regras de bagagem, mas sim na estrutura de custos do setor. Ele lembrou que grande parte das despesas das companhias é dolarizada, citando arrendamento de aeronaves, manutenção e o próprio combustível de aviação. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    36 min
  • Sarrubbo diz que PL Antifacção foi ‘destruído’ e critica foco em aumento de pena

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (12) é o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre o projeto de lei em discussão no Congresso Nacional que trata de medidas de combate às facções criminosas, o chamado PL Antifacção. Durante a entrevista, Sarrubbo fez críticas à forma como o texto foi alterado pelo relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), lamentou o abandono do projeto original elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e apontou quais medidas, na sua visão, são realmente eficazes no enfrentamento ao crime organizado.Segundo Sarrubbo, o texto apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública foi construído ao longo de mais de um ano, com ampla participação das forças do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública) — incluindo comandantes-gerais de Polícias Militares, chefes de Polícia Civil, Ministério Público e representantes da sociedade civil. Para o secretário, todo esse trabalho técnico e articulado “foi simplesmente destruído na largada”.Entre as principais críticas, Sarrubbo destacou o que considera o grande defeito do projeto atual: a junção entre o PL Antifacção e a reforma da lei antiterrorismo. Ele avaliou que equiparar facções criminosas ao terrorismo “não traz uma vírgula a mais” de eficiência prática. “Chamar de terrorismo [a facção criminosa] não traz nada de novo para aquele cidadão que está na ponta”, afirmou.O secretário também se opôs ao foco do texto no aumento de penas, que podem chegar a 40 anos de prisão. Para ele, essa é uma resposta imediata e populista, mas ineficaz.Apesar das críticas, o secretário reconheceu aspectos positivos no texto em debate. Segundo ele, o projeto preserva algumas medidas originalmente propostas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, como novas medidas cautelares, a possibilidade de intervenção em empresas usadas para lavagem de dinheiro e a criação de pessoas jurídicas fictícias para fins investigativos.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    28 min
  • Presidente da Anfavea explica como o Brasil evitou paralisação por falta de chips

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (5) é o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Igor Calvet. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre os desafios e as perspectivas da indústria automobilística brasileira, abordando temas que vão da crise global de semicondutores à transição para veículos eletrificados e à sustentabilidade ambiental do setor.Calvet explicou o impacto da crise global de semicondutores — os chips usados em praticamente todos os sistemas eletrônicos de um carro moderno. Segundo ele, um veículo pode conter entre 1.000 e 3.000 semicondutores, e a falta de apenas um componente pode paralisar toda a linha de produção. A situação, disse Calvet, não é de mercado, como ocorreu na pandemia, mas de natureza geopolítica, envolvendo China, Estados Unidos e Europa.A Anfavea atuou junto ao governo brasileiro, especialmente com o vice-presidente Geraldo Alckmin, e ao governo chinês, para viabilizar licenças especiais que garantam o fornecimento de chips ao país. “Nós pedimos ao governo brasileiro que abrisse um canal de diálogo com o governo chinês. Ao mesmo tempo, a Anfavea, que representa todas as montadoras instaladas aqui no Brasil, também abriu esse canal de contato com o governo chinês. E hoje nós podemos dizer que fomos, sim, bem-sucedidos, porque o governo chinês analisará individualmente cada um dos casos e poderá conceder licenças especiais para as empresas puderem importar esses chips aqui para o Brasil”, comentou.Questionado sobre o aumento dos preços dos veículos 0 km, Calvet destacou que o encarecimento não se deve apenas à inflação, mas a uma soma de fatores estruturais. A mudança no perfil do consumidor, que passou a preferir SUVs — mais caros e complexos —, o custo das novas exigências de segurança e emissões e o alto peso dos impostos, que representam entre 40% e 45% do valor final, explicam a escalada. Ainda assim, o mercado se mantém aquecido, com crescimento projetado acima de 5% em 2025.Sobre a reforma tributária, o presidente da Anfavea expressou preocupação com a falta de previsibilidade. Embora elogie a simplificação do sistema, Calvet alertou para os riscos do imposto seletivo sobre veículos e da indefinição da alíquota do novo tributo (IBS/CBS), estimada entre 26,5% e 28,5%.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    32 min
  • ‘Estávamos com o sistema de previdência aberto a roubo’, diz relator da CPMI do INSS

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (29) é o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL). À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), da qual é relator. Também comenta a Operação Contenção, realizada nessa terça-feira (28) pelas forças de segurança do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha. A ação resultou em ao menos 119 mortes.Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS investiga um esquema de descontos ilegais em benefícios de segurados do Instituto. Gaspar afirma que a comissão está na primeira fase dos trabalhos. "Estamos na apuração do roubo bilionário — mais de R$ 6 bilhões de reais, de quase 9 milhões de aposentados e pensionistas. E, quando acabarmos essa etapa, iremos para a segunda linha de investigação, os desvios dos empréstimos consignados que envolvem diretamente instituições financeiras", declara. O relator ressalta que o esquema de desvios não tem cor partidária, pois, segundo ele, há décadas, não há fiscalização sobre a atuação de entidades associativas e financeiras em relação a beneficiários do INSS. "Desde 1993, 1994, quando começou a questão do acordo de cooperação técnica entre o Estado brasileiro e a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura); e de 2003, quando começou a questão dos descontos e empréstimos consignados, nunca tinha havido fiscalização. Ou seja, eram as entidades e os bancos que diziam o valor e de quem descontar”, detalha o deputado. Na entrevista, Alfredo Gaspar — ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas — também defende a megaoperação realizada por agentes de segurança na Zona Norte do RJ. Para ele, “havia a necessidade do embate”. "Não dá para o RJ ser um local para abrigar criminosos. Morreu muita gente envolvida em criminalidade, que já matou também nos tribunais de crime das organizações criminosas milhares de pessoas. Prefiro 1 milhão de bandidos mortos do que um policial de bem tombado pelas mãos assassinas da criminalidade", diz. O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    26 min
  • ‘Mais de 90% das ações contra cias aéreas estão no Brasil’, diz presidente da Anac

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (22) é o diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de aviação Civil), Tiago Faierstein. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre o custo das passagens aéreas, o trabalho para aumentar a oferta de voos e a escassez de recursos enfrentada pela agência. Empossado na Anac no último dia 17 de setembro, Faierstein destaca que 60% dos valores de passagens aéreas praticados no país sofrem influência do dólar. "Isso a Anac não consegue controlar. Mas consegue ajudar nos outros 40%, procurando aumentar a oferta de assentos, ou atraindo novas companhias aéreas, ou ajudando as atuais a terem mais aeronaves, mais malhas, mais rotas. Estamos conversando bastante com o setor para que a gente amplie essa oferta de assentos e tenha uma redução do custo da passagem", garante, ressaltando que as empresas do setor ainda enfrentam consequências da pandemia de Covid-19. "O mercado de aeronaves, peças, manutenção, ainda não recuperou a capacidade de atendimento. Muitas aeronaves de companhias aéreas aqui do Brasil estão em solo, aguardando em filas para manutenção. Além disso, a gente tem três companhias no Brasil, e as três ou passaram ou estão passando por um processo de recuperação judicial", observa. Esse cenário, segundo o diretor-presidente, contribui para o alto custo das passagens, que também sofre influência do que Faierstein classifica como “indústria de judicialização”. "Mais de 90% das ações judiciais contra companhias aéreas no mundo estão no Brasil, sendo que nós respondemos apenas por 3% do tráfego aéreo mundial. As companhias aéreas têm custos bilionários por ano com essa judicialização alta. Hoje, tem escritórios de advocacia que esperam um passageiro na porta do avião para pegar uma procuração e entrar com um processo judicial. Isso se reflete no custo da passagem."Outro aspecto abordado na entrevista é a falta de recursos enfrentada pela Anac. Segundo Faierstein, a agência tem 30% do orçamento que tinha em 2015. "Precisamos urgentemente recompor o orçamento, porque pouco orçamento para a Anac significa menos fiscalização. E estávamos com provas de pilotos suspensas e provas de comissários também suspensas por quase um ano. Agora, em outubro, vamos voltar à prova de comissários de voo", relata. "A gente já está conversando com o governo, já está tendo ajuda do Ministério de Portos e Aeroportos, do ministro Silvio Costa Filho. Ele fez um aporte financeiro na agência neste ano para poder ajudar", conta. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    34 min
  • Alckmin defende exploração de petróleo e diz que decisão não podia esperar a COP

    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (21) é o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a possível conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na Ásia, a COP30 e a recente viagem que fez à Índia em busca de novas mercados.Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin se diz otimista com a possibilidade de uma possível conversa entre Lula e Trump, na Malásia. “A conversa por telefone do presidente Lula com o presidente Trump foi muito positiva. O encontro também na ONU, em Nova York. O próprio Trump falou que deu uma boa química. Eu, que fui professor de cursinho de química orgânica, [digo] que a química acelera os processos", diz. O encontro entre os presidentes está previsto para o próximo domingo (26), mas Alckmin ressalta que as negociações para diminuir tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros já estão em andamento. "Já tem tido retirada de produtos [do rol dos taxados]. Só a celulose, que é 4% do que nós exportamos para os Estados Unidos, zerou um mês atrás. Há 15 dias, tirou madeira macia e cerrada, e alguns tipos de móveis. Acho que tem espaço. Não tem como dizer uma data firme [para acabar com o tarifaço], porque isso depende dos dois lados", salienta. Na entrevista, Alckmin comenta sobre a importância da COP30 não só para os países se comprometerem a diminuir o aquecimento global, mas para novas perspectivas de investimento. "A COP traz muita oportunidade de investimento. E o Brasil tem as melhores condições do mundo. Temos a matriz elétrica mais limpa, 80% da nossa energia elétrica é renovável. Temos a maior floresta tropical do mundo, que é a amazônica. E quem tem 30% de álcool na gasolina? Ninguém tem no mundo, só o Brasil", destaca. A despeito de críticas que o governo recebeu nessa segunda-feira (20), após o Ibama autorizar a Petrobras a explorar petróleo na Margem Equatorial, a menos de um mês da COP30, Alckmin afirma que o anúncio foi feito após 5 anos de estudos. "Estamos fazendo uma transição com várias rotas tecnológicas. Mas você não faz uma transição em 5, 10 anos. Então, o Brasil poderia amanhã não ter mais reservas e ter que comprar petróleo. Não tem sentido. Ele vai ajudar a transição energética. Essa é a grande realidade. Aí falam que devia ter esperado a COP. Não, não é correto, porque o Ibama tomou todas as medidas que precisava tomar. Levou 5 anos", afirma. O presidente em exercício também aborda a recente viagem que fez à Índia, na companhia de empresários brasileiros de diversos setores, em busca de oportunidades de negócios. Entre as medidas anunciadas, está a abertura de um escritório da Embraer no país asiático. "A Índia hoje é a maior população do mundo — 1,4 bilhão de pessoas. A Embraer fez uma associação com uma empresa indiana para fabricar avião lá. E ela é um dos grandes países do mundo, um país continental. Então, precisaria de aviação regional", conta. O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    36 min
  • ‘Nosso negócio deixou de ser uma commodity’, diz líder das empresas de ônibus

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (15) é o presidente da Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros), Paulo Porto. À jornalista Natalie Machado, ele fala sobre a preponderância do transporte rodoviário no Brasil, a segurança e a competitividade surgidas a partir de novas regulações e os benefícios desse modal em relação ao setor aéreo.

    28 min
  • ‘Irmão de Lula nunca recebeu um centavo’, diz Paulo Pimenta sobre fraude no INSS

    O convidado do JR ENTREVISTA desta sexta-feira (10) é o deputado federal Paulo Pimenta (PT- RS). Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre a CPMI do INSS, a recente derrota do governo na Câmara com relação à proposta alternativa ao aumento do IOF e o projeto da anistia aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro.Ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Pimenta ressalta que a orientação do presidente Lula para a CPMI do INSS é ser "implacável na investigação". Em abril deste ano, a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) deflagraram a primeira fase da Operação Sem Desconto para combater um esquema de descontos feitos por associações sem autorização de aposentados e pensionistas. "Desde o início, o presidente Lula tomou a decisão de a gente ser implacável na investigação e apurar quem promoveu esse roubo. Em segundo lugar, [Lula quer] garantir que o dinheiro roubado seja devolvido. Isso está sendo feito. Já devolvemos para quase 3 milhões de aposentados e aposentadas", afirma.Um dos alvos da Operação Sem Desconto é o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical), que tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido por Frei Chico, irmão do presidente Lula."Com relação ao irmão do presidente Lula, essa é a maior fake news que a oposição tenta criar. Ele não tem função administrativa, financeira, nunca teve. Nunca teve contrato, nunca recebeu um centavo", frisa Pimenta. O deputado também comenta a derrota do governo na Câmara com a derrubada da MP alternativa ao aumento do IOF. Por 251 votos a favor e 193 contrários, a Casa aprovou, na última quarta-feira (8), a retirada de pauta da medida, o que provocou a perda da validade dela. "Eu acho que a oposição errou de novo, porque ela vota contra uma medida que tem grande apelo popular, que é cobrar imposto de quem não paga", observa Pimenta, ressaltando que o governo estuda medidas para compensar a falta de arrecadação. Outro ponto abordado na entrevista é o projeto da anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. O relator do texto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), disse nesta semana que espera votar a proposta na próxima terça-feira (14). Para Pimenta, não há possibilidade de uma anistia ampla e irrestrita ser aprovada. "Chance zero. Nem o relator vai propor a anistia. O que ele está tentando construir é um projeto de redução de penas. Mas, sinceramente, mesmo o projeto da dosimetria hoje tem muita dificuldade, porque os bolsonaristas mais radicais não aceitam", salienta.O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    29 min

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O JR Entrevista é um programa multiplataforma em que apresentadores e repórteres entrevistam figuras de destaque dos três poderes. O programa é gravado nos estúdios da RECORD Brasília, e é transmitido…