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O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (1º) é o diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo, Gilberto Scheffer. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre os impactos da alta do combustível, os desafios enfrentados pelo setor e a importância social da aviação de pequeno porte no Brasil.
Durante a entrevista, Scheffer destacou que o recente reajuste de cerca de 55% no preço do querosene de aviação, anunciado pela Petrobras, tem provocado forte pressão sobre os custos operacionais das empresas.
Segundo ele, o combustível representa entre 30% e 50% das despesas do setor, o que faz com que muitos voos já estejam operando no prejuízo ou tenham se tornado inviáveis. Em regiões mais remotas, como o interior do Amazonas, o litro do combustível pode ultrapassar R$ 20, elevando ainda mais o risco de colapso das operações.
O diretor explicou que, embora as aeronaves não utilizem diesel, o combustível impacta indiretamente o setor, já que o querosene é transportado por caminhões e balsas movidos a diesel até localidades distantes, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste. Esse efeito em cadeia contribui para o encarecimento ainda maior da operação.
O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (26) é o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre o cenário eleitoral para 2026, o crescimento do partido e a estratégia da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (25) é a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. À jornalista Tainá Farfan, ela fala sobre sua saída do governo para disputar as eleições de 2026, faz um balanço da gestão à frente da pasta, comenta casos recentes envolvendo o governo e reflete sobre violência política, racismo e misoginia no país.
Durante a entrevista, Anielle confirmou que deixará o comando do ministério até o início de abril para concorrer a uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro. Segundo ela, a decisão tem caráter coletivo e busca fortalecer a presença feminina e progressista no Congresso Nacional, além de dar continuidade ao legado de sua irmã, Marielle Franco, morta em 2018.
Ao fazer um balanço de sua gestão, a ministra destacou a consolidação da igualdade racial como uma política transversal dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as principais entregas, citou a titulação de territórios quilombolas, a criação de editais em parceria com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para fortalecer mulheres negras na ciência, além do programa Juventude Negra Viva, voltado à garantia de direitos básicos como emprego, saúde e cultura.
Um dos projetos mais valorizados por Anielle é a Casa da Igualdade Racial, definida por ela como o “grande xodó” da gestão. O equipamento público oferece letramento racial, acolhimento e orientação jurídica para vítimas de racismo. A primeira unidade foi inaugurada no Rio de Janeiro, com expansão prevista para outras regiões do país, em parceria com instituições como a Defensoria Pública e a Fiocruz.
Ao comentar o caso envolvendo o ex-ministro Silvio Almeida, denunciado por importunação sexual, Anielle afirmou que o andamento das investigações representa uma resposta importante contra a impunidade. Ela negou omissão do governo, declarou que escolheu o momento de se manifestar e afirmou ter sido acolhida, destacando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou a decisão necessária diante do caso.
A ministra também celebrou a aprovação, no Senado, do projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo. Ela relatou o impacto pessoal de ter sido vítima de importunação e classificou a nova legislação como um avanço essencial para garantir mais segurança a mulheres e meninas.
Sobre o caso de sua irmã, Anielle avaliou as condenações dos responsáveis pelo assassinato de Marielle como uma resposta à família e à democracia, embora tenha afirmado que a verdadeira justiça seria tê-la viva. O episódio, segundo ela, evidencia a violência política de gênero e raça, usada historicamente para silenciar mulheres em espaços de poder.
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O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (23) é o ministro da Casa Civil, Rui Costa. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre sua saída do governo para disputar as eleições de 2026, a crise envolvendo o Banco Master, o preço dos combustíveis, a relação com caminhoneiros e o balanço de sua gestão à frente da pasta.
Durante a entrevista, Rui Costa confirmou que deixará o comando da Casa Civil no próximo dia 30 de março. Segundo ele, a data marcará uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentação de um balanço da gestão e a formalização da transição. O ministro afirmou que não será o único a sair: até 18 integrantes do governo devem deixar seus cargos para concorrer nas eleições de 2026.
Costa disse que pretende disputar uma das duas vagas ao Senado pela Bahia. Ao comentar o cenário político no estado, negou desgaste do PT e afirmou que a oposição perdeu força no interior. Ele também criticou a gestão da Prefeitura de Salvador nos últimos 16 anos, apontando falhas na oferta de creches e na educação infantil. Para o ministro, a campanha eleitoral deve se basear na comparação entre as ações do atual governo — como investimentos em habitação, crédito e prevenção de desastres — e os resultados da gestão anterior.
Sobre a crise envolvendo o Banco Master, Rui Costa atribuiu a responsabilidade pela fiscalização ao Banco Central durante a gestão anterior. Ele afirmou que a autorização para a expansão da instituição financeira ocorreu após uma reversão de decisão em 2019, já sob a presidência de Roberto Campos Neto. Segundo o ministro, o banco cresceu rapidamente sem a devida supervisão.
Costa destacou que a identificação de irregularidades ocorreu já no atual governo, por iniciativa de Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Lula ao Banco Central. De acordo com ele, após a constatação de inconsistências nos balanços, foram determinadas auditorias e, posteriormente, a liquidação da instituição.
O ministro também comentou um encontro entre Lula e o empresário Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto. Segundo Costa, reuniões com empresários são rotineiras e, na ocasião, o presidente teria deixado claro que o governo não promove perseguições, mas também não protege quem comete irregularidades.
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A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (18) é a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. Ao jornalista Yuri Achcar, ela fala sobre a implementação do ECA Digital, o enfrentamento à violência contra a mulher e o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1.
Segundo a ministra, o ECA Digital estabelece uma responsabilidade compartilhada entre famílias, Estado e plataformas digitais, superando o cenário anterior em que os pais lidavam sozinhos com os riscos da internet para crianças e adolescentes.
Macaé Evaristo explicou que o ECA Digital prevê obrigações mais rígidas às empresas de tecnologia. Entre elas, a remoção de conteúdos criminosos — como exploração sexual e exposição vexatória — a partir de denúncia, sem necessidade de ordem judicial.
As plataformas também deverão oferecer ferramentas de controle parental acessíveis, implementar sistemas de verificação de idade que respeitem a privacidade e adotar mecanismos para identificar e bloquear conteúdos impróprios quando o usuário for criança. O descumprimento pode gerar sanções, incluindo multas.
Ao tratar dos direitos das mulheres, a ministra afirmou que o governo tem dado atenção especial às meninas, diante de indicadores preocupantes como casamentos infantis, exploração sexual, aliciamento e trabalho infantil.
Ela destacou que o enfrentamento à violência exige ações integradas entre Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo a priorização de julgamentos, o treinamento das forças de segurança para evitar a revitimização e a efetividade de medidas protetivas, como o uso de tornozeleiras eletrônicas.
Ao comentar o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, a ministra classificou a exploração laboral como uma forma de violência e defendeu que o tema deve ser tratado como questão de direitos humanos. Segundo ela, o modelo impacta de maneira desproporcional as mulheres em empregos precarizados, que acabam sobrecarregadas pela chamada “agenda de cuidados” em seu único dia de folga.
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O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (11) é o presidente do Inmetro, Márcio André Brito. À jornalista Flávia Alvarenga, ele fala sobre as novas estratégias do órgão para combater a falsificação de selos de certificação, ampliar a fiscalização de produtos e reforçar a segurança dos consumidores brasileiros.
Uma das principais novidades apresentadas na entrevista é o selo digital do Inmetro, desenvolvido em parceria com a Casa da Moeda. O novo modelo possui nível de segurança semelhante ao de um passaporte e inclui um QR Code que pode ser lido pelo aplicativo “Inmetro na Palma da Mão”.
Por meio do aplicativo, o consumidor consegue verificar instantaneamente se o selo é verdadeiro ou falso. A ferramenta também permite enviar denúncias com a localização do usuário, o que ajuda o órgão a criar um mapa de calor das irregularidades e direcionar operações de fiscalização.
Os primeiros produtos a receberem o novo selo digital foram capacetes, extintores de incêndio e cilindros de gás natural, escolhidos por estarem diretamente ligados à segurança e por concentrarem grande número de denúncias.
Segundo Brito, o cronograma de implementação já está em andamento. O prazo para adaptação dos importadores vence em março, enquanto o comércio terá até junho para se adequar. A partir de julho, todos os produtos dessas categorias deverão utilizar o novo selo digital. A meta é que toda a carteira de cerca de 600 produtos regulados pelo Inmetro esteja com o novo sistema em até cinco anos.
O presidente do Inmetro reforçou que os consumidores podem encaminhar dúvidas ou denúncias ao órgão por meio das redes sociais ou da Ouvidoria, pelo telefone 0800 285 1818. Segundo ele, a participação da população é fundamental para ampliar o alcance das fiscalizações e garantir mais segurança no mercado brasileiro.
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O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (4) é o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI). À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre as articulações para as eleições de 2026, a possível formação da federação entre PP e União Brasil, críticas ao governo Lula, pautas prioritárias da direita, política externa e temas polêmicos como o caso do Banco Master.Ao tratar da sucessão presidencial, Nogueira afirmou que o PP tem grandes chances de apoiar uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, desde que o projeto seja voltado para a unificação do país e para um governo que dialogue com a maioria da população. Segundo ele, uma campanha restrita à “bolha bolsonarista” ou centrada apenas na defesa do legado do ex-presidente Jair Bolsonaro teria dificuldade para conquistar o eleitorado de centro. O senador avaliou que a população está cansada da polarização política e quer foco em áreas como saúde, educação e segurança pública. Ele também disse não acreditar na viabilidade de uma terceira via e afirmou que o segundo turno tende a se consolidar entre um candidato ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outro apoiado por Flávio.Sobre a relação com o governo federal, Ciro negou a existência de qualquer pacto de não agressão com Lula e garantiu que não o apoiará nas eleições no Piauí. Ele reconheceu que o presidente teve desempenho positivo em mandatos anteriores, mas avaliou que atualmente adota postura que, em sua visão, contribui para a divisão do país. Sobre a possibilidade de indicar o vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro, o senador afirmou que o mais importante é construir um projeto vencedor e de união nacional. Ele elogiou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e declarou que, em sua avaliação, ela poderia ter sido a vice de Jair Bolsonaro em 2022, o que teria reduzido a rejeição do ex-presidente entre o eleitorado feminino.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (25) é o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), relator do acordo entre Mercosul e União Europeia na Câmara. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre o alcance do tratado comercial, as mudanças no clima político do Congresso Nacional, o poder das plataformas digitais e a polêmica dos supersalários e “penduricalhos” no serviço público.Nesta quarta, o plenário da Câmara deu aval ao tratado, que segue para votação no Senado. Entre os benefícios econômicos do acordo, Chinaglia citou três pontos principais: ampliação do mercado consumidor, geração de empregos — afirmando que cada 1 bilhão de dólares exportado à Europa garante mais de 28 mil empregos no Brasil — e modernização da indústria nacional, que poderá importar máquinas europeias com isenção de impostos, aumentando a produtividade e reduzindo custos.O deputado ressaltou que o tratado funciona como contrapeso ao protecionismo dos Estados Unidos, reforçando o multilateralismo em um momento em que a Europa busca parceiros considerados confiáveis.O relator destacou ainda que o governo brasileiro estruturou mecanismos de defesa comercial. Caso a União Europeia taxe um produto brasileiro de forma considerada injusta, como frutas, o Brasil poderá aplicar medida equivalente, taxando produtos europeus, como vinhos, para reequilibrar a balança.Sobre a resistência de agricultores franceses, o deputado classificou os protestos como exagerados e parte de um “jogo político” por mais subsídios.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (18) é o presidente interino da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Accioly. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre a atuação da autarquia no caso do Banco Master, os mecanismos das fraudes investigadas, os impactos sobre fundos de previdência e os desafios estruturais enfrentados pelo órgão regulador do mercado de capitais.Sobre o caso do Banco Master — que anteriormente se chamava Banco Máxima — o presidente interino afirmou que a atuação da CVM é anterior à crise de liquidez tornada pública. De acordo com ele, a autarquia identificou irregularidades envolvendo entidades ligadas ao grupo desde pelo menos 2019. À época, a instituição ainda não havia mudado de nome nem enfrentava questionamentos públicos sobre sua situação financeira.Accioly explicou que houve dois processos administrativos com acusação formal que resultaram na celebração de termos de compromisso — acordos em que os acusados ressarciram prejuízos aos investidores. Atualmente, segundo ele, existem mais de 20 processos relacionados ao caso em diferentes fases de investigação dentro da CVM.Durante a entrevista, o presidente interino detalhou os mecanismos das fraudes investigadas. Um deles seria a chamada “inflação de ativos”, prática que consistiria na inserção de ativos em fundos com valores muito superiores aos reais.Ele também mencionou situações em que o próprio Banco Master figurava como cotista de um fundo com ativos inflados, prática que descreveu como uma forma de aumentar artificialmente o próprio patrimônio da instituição.Outro mecanismo citado foi a criação de carteiras de crédito falsas, com empréstimos concedidos a pessoas inexistentes ou a “laranjas”, que repassavam os recursos e deixavam de pagar as dívidas, gerando receitas fictícias. Accioly ainda relatou a existência de empréstimos sem lógica econômica, como a concessão de valores milionários a empresas com faturamento irrisório, nos quais os recursos acabariam beneficiando os controladores do esquema.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
William Dib, presidente da AFE Brasil (Associação das Farmácias Estéreis), abordou no JR Entrevista a polêmica sobre o uso de canetas emagrecedoras em clínicas e hospitais. A associação representa farmácias de manipulação na discussão sobre substâncias para emagrecimento.
Dib esclareceu que esses produtos são manipulados legalmente sob supervisão médica, reforçando a importância da orientação profissional no tratamento da obesidade.
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