Podcast JR Entrevista

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  • Ministra das Mulheres defende ação conjunta no combate ao feminicídio

    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (20) é a ministra da Mulher, Márcia Lopes. À jornalista Vanessa Lima, ela fala sobre o combate à violência contra a mulher, os primeiros resultados do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, políticas de proteção às vítimas, violência digital, igualdade salarial e medidas voltadas à autonomia econômica das mulheres.Durante a entrevista, a ministra avaliou como “bastante positivo” o balanço dos primeiros 100 dias do pacto nacional. Segundo ela, pela primeira vez representantes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo se reuniram para discutir ações de enfrentamento à violência contra as mulheres, analisando legislações, políticas públicas e o funcionamento do sistema de Justiça.“Tivemos a possibilidade de reunir os três poderes para analisar o que tem sido feito e o que tem dado certo. É uma atitude ousada de sentar para analisar, para reparar e reconhecer onde tem falhas e onde tem erros”, afirmou a ministra.Márcia Lopes afirmou que o governo federal tem buscado reproduzir essa articulação em estados e municípios. Ela destacou que o Ministério da Justiça realizou uma operação que prendeu mais de 6.000 agressores com mandados de prisão em aberto e citou avanços legislativos, como mudanças no uso de tornozeleiras eletrônicas e o reconhecimento das doulas como profissionais de saúde, medida que, segundo ela, ajuda no combate à violência obstétrica.A ministra também afirmou que o Judiciário passou a atuar de forma mais rápida na concessão de medidas protetivas. De acordo com ela, pedidos que antes levavam entre 10 e 15 dias agora são entregues em até 48 horas. Ela ainda mencionou a inauguração de novas unidades da Casa da Mulher Brasileira, centros de referência e cuidotecas em parceria com universidades para garantir mais autonomia às mulheres.Ao tratar da violência digital, a ministra celebrou o novo decreto que obriga plataformas de internet a removerem conteúdos de nudez ou intimidade sem o consentimento da vítima em tempo recorde.“Foi um golaço nosso e de todos os poderes. No caso de conteúdo íntimo, a mulher atingida entra em contato com a plataforma e ela tem duas horas para retirar esse conteúdo do ar. Isso dá um alívio, pois a exposição tem levado inclusive ao suicídio”, destacou Márcia Lopes.Ao falar sobre prevenção, a ministra defendeu a educação como ferramenta central para mudar a cultura de violência. Segundo ela, o governo regulamentou o programa “Maria da Penha vai à escola”, que prevê a inclusão do tema nas disciplinas da educação básica, do ensino fundamental ao ensino médio.A ministra também citou investimentos no fortalecimento da rede de atendimento às vítimas, com ampliação de delegacias especializadas 24 horas, salas lilás e da Patrulha Maria da Penha.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    35 min
  • Secretário diz que governo quer impedir que cadeias virem 'escritórios do crime'

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (13) é o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre o Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado, lançado pelo governo federal, que prevê investimento de R$ 11 bilhões, ampliação do rigor no sistema penitenciário e ações integradas para enfraquecer facções criminosas.

    Durante a entrevista, Chico Lucas afirmou que o plano foi construído em conjunto com secretários estaduais, polícias, Ministério Público e representantes da sociedade civil. Segundo ele, a estratégia se baseia em quatro eixos: combate ao fluxo financeiro das facções, enfrentamento ao tráfico de armas, aumento da elucidação de homicídios e endurecimento do sistema penitenciário. “Se o lucro é o objetivo final e também é o motor da dominação, porque com dinheiro você consegue comprar mais armas, corromper agentes públicos, a asfixia financeira é o eixo principal”, declarou.

    O secretário explicou que o governo pretende replicar em 138 unidades penitenciárias estaduais, o equivalente a 10% das 1.380 unidades do país, o modelo adotado nas penitenciárias federais de segurança máxima. As unidades concentram presos considerados de alta periculosidade, como homicidas, líderes de facções e estupradores. “Não dá pra gente permitir que essas pessoas continuem atuando de dentro da cadeia, fazendo das cadeias escritórios do crime”, afirmou. Chico Lucas também defendeu o monitoramento de presos ligados a organizações criminosas e disse que decisões que fragilizem esse sistema “sejam exceções”.

    Ao comentar o combate aos crimes financeiros e golpes virtuais, o secretário afirmou que o Ministério da Justiça trabalha em conjunto com Banco Central, Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e Polícia Federal para identificar movimentações suspeitas e fortalecer a fiscalização sobre fintechs. Segundo ele, a integração de dados e o uso de inteligência são fundamentais para o enfrentamento ao crime organizado. “Hoje a gente já tem na nossa infraestrutura dados suficientes. O que está faltando é essa integração, esse arranjo institucional para que esses dados consolidados sirvam ao combate à criminalidade”, declarou.

    Na entrevista, Chico Lucas também falou sobre a nova fase do programa Celular Seguro, que deve focar no combate à receptação de aparelhos roubados. A estratégia prevê identificar usuários de celulares furtados ou roubados e notificá-los para devolução dos aparelhos. “A gente tá agora com a base de dados de 2,5 milhões de celulares roubados. E só de São Paulo são mais de 1 milhão”, afirmou. O secretário disse ainda que o governo pretende responsabilizar comerciantes envolvidos na cadeia de venda de celulares roubados e desestimular o mercado ilegal.

    No final da entrevista, o secretário classificou o feminicídio como um dos maiores desafios da segurança pública no país e defendeu mudanças culturais e ações de prevenção. “Em briga de marido e mulher todos devem meter a colher”, declarou. Chico Lucas afirmou ainda que o governo trabalha na integração de dados da segurança pública e da saúde para identificar mulheres em situação de risco e reforçou que o agressor precisa ter consciência de que vai responder pelo crime, “a gente tem que transformar esse agressor em um excluído da sociedade”, finalizou.

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    34 min
  • ‘Custo Brasil’ e baixa produtividade travam crescimento, diz deputado

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (6) é o presidente da Frente Parlamentar Brasil Competitivo, deputado federal Julio Lopes (PP-RJ). Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre os principais gargalos da economia brasileira, o impacto da alta carga tributária e o avanço do crime organizado no país.

    Durante a entrevista, o parlamentar destacou que o Brasil enfrenta uma perda contínua de produtividade, crescendo em ritmo inferior ao de outras economias globais. Segundo ele, um dos principais entraves é o chamado “Custo Brasil”, especialmente no mercado de trabalho.

    31 min
  • Embaixador italiano detalha nova lei da cidadania e relações comerciais com o Brasil

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (30) é o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre as mudanças na lei da cidadania italiana, os efeitos da nova legislação para a comunidade ítalo-descendente no Brasil, o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Itália e a possibilidade de uma visita da primeira-ministra Giorgia Meloni ao Brasil.Durante a entrevista, Cortese explicou que a nova legislação sobre cidadania italiana já está em vigor e foi impulsionada por entendimentos da Corte Suprema italiana. Segundo ele, apesar das restrições impostas, foram incluídas medidas que podem beneficiar descendentes de italianos. “Se um ítalo-descendente mora na Itália por dois anos, pode tomar a cidadania italiana, e normalmente deveriam ser 10 anos, então [está] muito mais rápido”, afirmou.O embaixador também destacou que houve ampliação no prazo para registro de menores que já tinham direito à cidadania antes da mudança legislativa. “Agora, a lei da cidadania italiana é muito próxima à lei da cidadania de todos os países do mundo.”Ao abordar as relações econômicas entre Brasil e Itália, Cortese afirmou que o cenário é de crescimento contínuo. Segundo ele, mais de 1.100 empresas italianas estão presentes no Brasil, número superior ao registrado no ano anterior, e o comércio bilateral já alcança cerca de 12,5 bilhões, com crescimento superior a 14% no último ano.O diplomata avaliou que o acordo entre União Europeia e Mercosul deverá ampliar ainda mais as oportunidades comerciais e servir como motor para intensificar investimentos, exportações e importações entre os dois países.“Tenho certeza que o acordo União Europeia-Mercosul será um instrumento, oportunidade para todos, brasileiros, italianos, europeus, para acrescer as trocas”, disse.Ao comentar a cooperação entre Brasil e Itália na área de segurança, Cortese afirmou que a parceria policial é essencial diante do avanço do crime organizado transnacional. “Posso dizer que não somente é muito boa, mas é necessária”, declarou.Sobre a possibilidade de uma visita da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni ao Brasil, Cortese afirmou que a agenda ainda está em discussão com o Itamaraty. De acordo com ele, o cenário atual é complexo, mas a visita pode ocorrer no próximo ano.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    32 min
  • Lei Geral do Esporte ‘organiza’ setor e governo investe R$ 3,2 bilhões, diz ministro

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (29) é o ministro dos Esportes, Paulo Henrique Cordeiro. À jornalista Tainá Farfan, ele detalha a ampliação do orçamento da pasta, o fortalecimento do programa Bolsa Atleta e os planos para corrigir falhas estruturais antigas do ministério.Durante a entrevista, Cordeiro afirmou que sua nomeação, após a saída de André Fufuca, combina perfil técnico e articulação política. Ele destacou a experiência à frente da Sneaelis (Secretaria Nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social), responsável pela maior parte da execução orçamentária. “Tem critério técnico, mas, obviamente, que à frente de qualquer pasta se deve ter sensibilidade política”, afirmou.O ministro apontou o aumento expressivo no orçamento como um dos principais avanços recentes. Segundo ele, os investimentos saltaram de cerca de R$ 600 milhões em 2023 para R$ 3,2 bilhões em 2026. Ele também ressaltou medidas de modernização, como a implementação de um sistema com inteligência artificial para agilizar a análise de projetos e a criação de uma diretoria específica de acompanhamento e prestação de contas, voltada à transparência e eficiência na execução dos recursos.

    Entre os destaques, Cordeiro citou a transformação da Lei de Incentivo ao Esporte em permanente e o fortalecimento do Bolsa Atleta, que atende cerca de 11 mil esportistas e teve reajuste de aproximadamente 11%. O programa, segundo ele, garante estabilidade financeira aos atletas e inclui avanços como a proteção a gestantes. “A nossa preocupação é dar estrutura para que o atleta possa efetivamente brilhar”, disse.

    Por fim, Cordeiro destacou a Lei Geral do Esporte como um marco regulatório que organiza o setor no país. Segundo ele, a legislação funciona como uma espécie de “código do esporte”, ao reunir normas como a Lei Pelé e o Estatuto do Torcedor e estabelecer diretrizes mais claras para gestão, governança e integridade. O ministro afirmou que a medida amplia a segurança jurídica para atletas e entidades e aproxima o Brasil dos padrões internacionais.

    Ele também projetou avanços com a Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontecerá no Brasil, e garantiu segurança aos atletas no ciclo até Los Angeles 2028. “Todos os atletas brasileiros podem ter certeza que estaremos trabalhando para ampliar esse fomento e levar o esporte brasileiro aos mais altos níveis internacionais”, afirmou.

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    31 min
  • Gilmar Mendes critica pressões sobre o STF e alerta para uso político de ataques

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (22) é o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre críticas à corte, disputas políticas, investigações recentes e o papel do Judiciário em temas sensíveis do país.

    Durante a entrevista, Mendes rebateu declarações do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, que acusou o Supremo de proteger “intocáveis”. O ministro afirmou que ataques desse tipo têm motivação eleitoral, bem como defendeu que declarações de autoridades com responsabilidade institucional sejam analisadas por órgãos como a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Polícia Federal.

    Gilmar também criticou a tentativa do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) de pedir o indiciamento de ministros do STF. Segundo ele, a imunidade parlamentar não pode ser usada como escudo para abusos, e classificou esse tipo de iniciativa como indevida, especialmente quando relacionada a decisões judiciais, como a concessão de habeas corpus.

    O ministro reforçou que críticas ao Supremo fazem parte do debate público, mas destacou que ataques com motivação política, especialmente em períodos eleitorais, têm se tornado recorrentes e exigem resposta institucional.

    Ao comentar o caso envolvendo o Banco Master, Gilmar afirmou que o envolvimento do STF é “marginal” e avaliou que o episódio revela uma crise mais ampla no mercado financeiro. Ele comparou a situação a um modelo semelhante a pirâmides financeiras e disse que atribuir responsabilidade ao Supremo seria uma tentativa de desviar o foco do problema, que, segundo ele, está no mercado e na fiscalização de órgãos como o Banco Central e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

    O ministro ainda se posicionou contra a forma como vem sendo discutida a criação de um Código de Ética para o STF, proposta defendida pelo presidente do Supremo, Edson Fachin. Gilmar afirmou que mudanças internas devem ocorrer de maneira consensual e sem exposição excessiva.

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    40 min
  • Aécio Neves defende Ciro Gomes como alternativa à polarização em 2026

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (15) é o presidente do PSDB, deputado federal Aécio Neves. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a estratégia do partido para as eleições de 2026, a busca por uma alternativa à polarização política e as propostas para a reconstrução da legenda no cenário nacional.

    Durante a entrevista, Aécio destacou que o PSDB convidou Ciro Gomes para ser candidato à Presidência da República em 2026. Segundo ele, Ciro é um nome experiente e qualificado, capaz de elevar o nível do debate político e representar uma alternativa à polarização entre o chamado “lulopetismo” e o “bolsonarismo”. A estratégia, afirmou, é atrair eleitores insatisfeitos com os extremos e cansados do atual ambiente político.

    Ao comentar o cenário político, Aécio reforçou a oposição histórica do PSDB ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticando o que classificou como um modelo de gestão “paquidérmico”, com excesso de ministérios e gastos sem avaliação de resultados.

    Em relação à direita, representada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que ainda não vê propostas claras de gestão pública e classificou a agenda bolsonarista como atrasada em valores e com ações que, segundo ele, se aproximam do limite democrático. Aécio ressaltou que o PSDB não pretende integrar ministérios de nenhum dos lados em caso de derrota eleitoral, optando por uma oposição “forte e propositiva”.

    Questionado sobre seu futuro político, Aécio destacou que, após 40 anos consecutivos de mandatos, sua prioridade é a articulação do projeto nacional do PSDB e o apoio à eventual candidatura de Ciro Gomes.

    No entanto, o deputado não descartou a possibilidade de disputar um cargo em Minas Gerais, possivelmente o Senado, caso isso seja considerado estratégico para o fortalecimento do partido.

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    34 min
  • Polarização entre Lula e Bolsonaro dificulta terceira via, diz Marcos Pereira

    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (14) é o presidente do Republicanos, Marcos Pereira. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre o cenário político nacional, as estratégias eleitorais do partido e a disputa presidencial de 2026.

    Durante a entrevista, Pereira avaliou que o cenário eleitoral brasileiro está cada vez mais polarizado entre os campos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, candidatos apoiados por qualquer um desses polos já partem com cerca de 35% das intenções de voto, o que dificulta significativamente o surgimento de uma alternativa viável de “terceira via”, como os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

    Ao comentar o desempenho do senador Flávio Bolsonaro em pesquisas eleitorais, Pereira afirmou não se surpreender com cenários em que ele aparece empatado ou até à frente de Lula. Para o presidente do Republicanos, isso reflete a consolidação do eleitorado de direita após a oficialização da pré-candidatura.

    No campo partidário, Pereira reforçou que o Republicanos se posiciona como uma legenda de direita com diálogo e equilíbrio. Ele afirmou que o partido iniciará, a partir de maio, discussões internas para definir estratégias eleitorais e ampliar sua presença no Congresso Nacional.

    O dirigente destacou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, seria o nome mais competitivo da direita para a Presidência da República, descrevendo-o como alguém com perfil mais centrado e aberto ao diálogo. Pereira também minimizou especulações sobre uma eventual saída de Tarcísio do partido, ressaltando que o governador conta com apoio majoritário da sigla.

    No cenário paulista, o presidente do Republicanos demonstrou otimismo com a possível reeleição de Tarcísio, caso enfrente Fernando Haddad. Ele atribui essa vantagem aos altos índices de aprovação do governador e ao perfil conservador do interior do estado.

    Em relação às metas eleitorais, o Republicanos projeta eleger entre 50 e 60 deputados federais e alcançar uma bancada de sete a oito senadores.

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    30 min
  • Presidente do PT diz que reeleição de Lula é prioridade absoluta do partido

    O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (13) é o presidente do PT, Edinho Silva. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre as estratégias do partido para as eleições de 2026, a provável candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alianças políticas, economia, denúncias recentes e propostas de reformas.Durante a entrevista, Edinho Silva afirmou que Lula será o candidato do PT à reeleição em 2026, embora a oficialização dependa das convenções partidárias. Segundo ele, o presidente é hoje a única liderança com capacidade de conduzir o país em meio a um cenário internacional de instabilidade.O dirigente também detalhou a estratégia política da sigla, que terá como prioridade absoluta a reeleição de Lula. Para isso, o PT admite abrir mão de candidaturas próprias nos estados a fim de consolidar alianças com partidos de centro, como MDB, PSD, PP e União Brasil. A ideia, segundo Edinho, é formar palanques amplos capazes de enfrentar o que ele classificou como forças autoritárias e garantir a continuidade de projetos de reconstrução nacional.O presidente do PT ainda indicou as prioridades de um eventual quarto mandato de Lula. Entre elas, estão: aprofundamento da reforma da renda e do consumo, com redução de impostos para as camadas mais pobres e pequenos empresários; implementação de uma política integrada de segurança pública entre União, estados e municípios; e a genda voltada ao futuro, com investimentos em tecnologia, uso estratégico de terras raras, fortalecimento da indústria, apoio à agroindústria e ações voltadas à transição energética e ao enfrentamento das mudanças climáticas.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    34 min
  • Secretário do MJSP defende regulação de plataformas e diz que ‘não é censura’

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (8) é o secretário Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Victor Fernandes. Ao jornalista Yuri Achcar, ele detalha os avanços na legislação brasileira voltada ao ambiente virtual e comenta os principais desafios para garantir mais segurança aos usuários na internet.Ao longo da entrevista, Fernandes ressaltou que a evolução dos direitos digitais no país começou com o Marco Civil da Internet, considerado um marco regulatório importante para estabelecer direitos e deveres no uso da rede. No entanto, ele afirma que o cenário atual exige atualização constante diante do crescimento de crimes virtuais e da disseminação de conteúdos prejudiciais. “As plataformas são ambientes que precisam ser controlados de alguma maneira para coibir crimes, golpes e fraudes, além de qualquer tipo de agressão aos direitos das pessoas”, pontua.Nesse contexto, ele defendeu a responsabilização das plataformas digitais como um passo necessário diante das mudanças no funcionamento das redes: “O mundo inteiro diz que agora a plataforma tem, sim, que ser responsabilizada se aquele conteúdo for um crime, porque as plataformas estão monetizando esse conteúdo”. Para o secretário, a medida é essencial para que empresas adotem mecanismos mais eficazes de controle e prevenção.Ao abordar o debate sobre regulação e liberdade de expressão, Fernandes rebateu a ideia de censura e afirmou que o objetivo é assegurar transparência. “Quando falamos de regulação de plataformas, não estamos falando de censura. A regulação não é para impedir que determinado conteúdo seja publicado por uma plataforma, é simplesmente para garantir transparência”, pontua. O secretário também ressaltou a criação do ECA Digital, proposta voltada à segurança de crianças e adolescentes na internet. A iniciativa prevê mecanismos mais rígidos para impedir o acesso de menores a conteúdos impróprios e reforça o papel das plataformas na construção de ambientes virtuais mais seguros. Fernandes ainda comentou ações voltadas ao combate de crimes virtuais ligados ao feminicídio e ampliou o alerta para novas formas de violência digital, como o uso de deep fakes para atacar mulheres. “A gente tem vivido uma epidemia de feminicídio no Brasil. O que a gente percebe é que, muitas vezes, esse ato extremo de violência contra a mulher tem origem num comportamento sexista e de misoginia, que é cada vez mais alastrado nas redes sociais e na internet. Isso tem a ver com as chamadas comunidades de red pill, a tal da machosfera, que são produtores de conteúdo que fazem vinculações de mensagens machistas e de ataque de inferiorização e violência contra as mulheres”, afirma.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    32 min

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O JR Entrevista é um programa multiplataforma em que apresentadores e repórteres entrevistam figuras de destaque dos três poderes. O programa é gravado nos estúdios da RECORD Brasília, e é transmitido…