Podcast JR Entrevista

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Podcast JR Entrevista episodes

  • Wellington Dias rebate críticas a programas sociais e destaca geração de empregos

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (4) é o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a ampliação do programa Gás do Povo, o combate a fraudes em programas sociais, os resultados do Bolsa Família na redução da pobreza, os impactos econômicos das políticas de transferência de renda, além do cenário político para as eleições de 2026 e das ações do governo voltadas a povos indígenas e ao combate ao feminicídio.

    Logo no início da entrevista, Wellington Dias defendeu a ampliação do Gás do Povo, que passará de cerca de 5 milhões para mais de 15 milhões de famílias atendidas, alcançando aproximadamente 50 milhões de pessoas. O benefício cobre integralmente o valor do botijão de gás, que em algumas regiões chega a custar até R$ 150, e será pago por meio de voucher digital, inclusive para beneficiários do Bolsa Família.

    Wellington Dias também abordou o combate a fraudes nos programas sociais. Ele afirmou que o governo investiu na reestruturação do Cadastro Único e na integração de dados com órgãos como a CGU (Controladoria-Geral da União), o TCU (Tribunal de Contas da União), a AGU (Advocacia-Geral da União) e tribunais de contas estaduais. Esse cruzamento de informações permitiu identificar situações de irregularidade, como pessoas com alta renda recebendo benefícios, uso de CPFs falsos e registros de pessoas já falecidas.

    De acordo com o ministro, mais de 6 milhões de pagamentos irregulares foram cancelados. O TCU estimou que as fraudes geravam prejuízos de até R$ 4 bilhões por ano. Com a correção dessas distorções, segundo ele, foi possível incluir famílias extremamente pobres que estavam fora do sistema, sem aumento significativo do orçamento.

    Ao comentar os resultados do Bolsa Família, Wellington Dias afirmou que o Brasil saiu do Mapa da Fome e que mais de 20 milhões de pessoas deixaram a pobreza nos últimos anos. Desse total, 17,4 milhões teriam avançado para faixas de renda mais elevadas. O ministro ressaltou que o orçamento do programa se manteve praticamente estável, mas com maior eficiência na aplicação dos recursos.

    Ele rebateu críticas de que os programas sociais gerariam dependência, afirmando que o Bolsa Família não impede o trabalho formal nem o empreendedorismo. O ministro citou dados segundo os quais 98% das novas vagas de emprego no país são ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único ou beneficiárias do Bolsa Família.

    O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    40 min
  • Acordo Mercosul-UE é aposta de longo prazo para carne bovina do Brasil, diz dirigente

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (21) é o presidente da Abiec (Associação Brasileira da Indústria de Carne Bovina), Roberto Perosa. À jornalista Flávia Alvarenga, ele fala sobre o desempenho recorde das exportações brasileiras de carne bovina em 2025, os desafios impostos por tarifas e salvaguardas internacionais e as perspectivas do setor para os próximos anos.Ao falar sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, Perosa avaliou o tratado de forma positiva, mas ressaltou que se trata de uma estratégia de médio e longo prazo. Ele explicou que o mercado europeu, com destaque para países como Itália, Holanda e Espanha, tem perfil voltado a cortes nobres e não é capaz de absorver o volume excedente que hoje é destinado à China ou os cortes industriais enviados aos Estados Unidos.Durante a entrevista, Perosa destacou que 2025 foi um ano histórico para a indústria da carne bovina brasileira. Segundo ele, o país exportou 3,5 milhões de toneladas, com uma receita próxima de US$ 18 bilhões, superando os números registrados em 2024. Além do volume e do faturamento, o dirigente chamou atenção para a ampliação dos mercados compradores: o Brasil passou de cerca de 150 países importadores para 177, o que, segundo ele, demonstra a confiança internacional na qualidade e no controle sanitário da carne brasileira.Ao comentar o mercado dos Estados Unidos, segundo maior destino das exportações brasileiras, Perosa explicou que o país vive um ciclo de baixa na produção interna, o menor dos últimos 80 anos, com um déficit estimado em 1,5 milhão de toneladas. Esse cenário aumentou a necessidade de importações, mas foi parcialmente afetado pelo tarifaço americano ao longo de 2025, com uma alíquota de 74,6% por cerca de três meses. De acordo com Perosa, a medida impediu que o Brasil alcançasse a meta de 400 mil toneladas exportadas aos EUA, limitando o volume a cerca de 270 mil toneladas, que acabaram sendo redirecionadas para outros mercados. Com a retirada das tarifas após negociações entre o setor privado e os governos, a expectativa é de recuperação do volume em 2026.Sobre a China, principal destino da carne bovina brasileira, o presidente da Abiec afirmou que o país asiático adotou uma medida de salvaguarda para 2026, estabelecendo um limite de 1,106 milhão de toneladas. A restrição representa uma redução de aproximadamente 35% em relação às 1,7 milhão de toneladas exportadas no ano anterior. Segundo Perosa, a medida tem caráter concorrencial e retira do mercado uma demanda equivalente a quase 3 milhões de bois, o que exige diálogo com o governo brasileiro para mitigar impactos sobre empregos e rentabilidade da cadeia produtiva.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    28 min
  • Sarrubbo elogia novo ministro critica politização do debate sobre segurança pública

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (15) é o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele faz um balanço sobre a sua atuação no cargo, a transição no Ministério da Justiça e Segurança Pública e os principais desafios para consolidar uma política nacional de segurança baseada em integração, ciência e resultados concretos.


    Ao comentar a saída do ex-ministro Ricardo Lewandowski, Sarrubbo afirmou que a transição foi planejada e não pegou a equipe de surpresa. De acordo com ele, Lewandowski já havia sinalizado que encerraria seu ciclo no início do ano, deixando um legado relevante tanto na justiça quanto na segurança pública

    29 min
  • Presidente do Serpro detalha plataforma da reforma tributária lançada pelo governo

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (14) é o presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), Wilton Mota. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre o papel estratégico da empresa pública de tecnologia da informação na digitalização do governo federal, na segurança de dados dos cidadãos e na implementação de sistemas considerados essenciais para o funcionamento do Estado brasileiro.


    Durante a entrevista, Mota destacou o lançamento da plataforma digital que vai operacionalizar a reforma tributária, acessível por meio do Gov.br. A ferramenta permitirá que cidadãos e empresas consultem impostos pagos, notas fiscais emitidas e valores a serem restituídos. Segundo ele, o objetivo é dar transparência ao sistema tributário e permitir que o contribuinte compreenda melhor o que paga e o que recebe do Estado.

    31 min
  • JR ENTREVISTA: INSS fechou brechas usadas para descontos irregulares, diz presidente

    O convidado do ⁠JR ENTREVISTA⁠ desta quarta-feira (7) é o presidente do ⁠INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre a sanção de uma ⁠nova lei que proíbe descontos associativos automáticos nos benefícios previdenciários⁠, o ressarcimento de milhões de ⁠segurados vítimas de cobranças indevidas⁠, o combate a fraudes em empréstimos consignados e as mudanças na gestão do instituto.


    30 min
  • JR ENTREVISTA: Agro responde por 25% da economia e puxa alta do PIB em 2025, diz diretor da CNA

    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (30) é Maciel Silva, diretor-técnico adjunto da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre os números positivos da agropecuária brasileira, a despeito dos prejuízos causados pelas condições climáticas na região Sul do país; a inadimplência de produtores rurais e o impacto das tarifas norte-americanas a produtos brasileiros.

    30 min
  • Falta de engenheiros trava projetos estratégicos no Brasil, diz presidente do Confea

    O presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Vinicius Marchese, afirmou em entrevista ao JR Entrevista que a precariedade da infraestrutura brasileira passa diretamente pela escassez de engenheiros qualificados. Segundo ele, relatórios sobre rodovias em más condições refletem não apenas falta de investimento, mas também ausência de profissionais técnicos capazes de planejar, executar e manter obras públicas. Marchese apontou queda acentuada na formação de engenheiros nos últimos anos. O número de estudantes recuou cerca de 30%, enquanto a engenharia civil perdeu mais da metade dos ingressantes. O cenário resulta em déficit estimado de 500 mil profissionais, problema que compromete projetos logísticos, ferrovias, saneamento básico e iniciativas como a rota bioceânica, considerada estratégica para reduzir custos de exportação rumo ao mercado asiático.Durante a conversa, o presidente do Confea também destacou a urgência de fortalecer equipes técnicas na administração pública. Para ele, recursos existem, porém faltam quadros especializados dentro do Estado. Marquese defendeu valorização da engenharia, mudanças na formação acadêmica e políticas públicas capazes de preparar o país para enfrentar desafios estruturais, climáticos e sociais, sob risco de perpetuar desigualdades e atrasar o desenvolvimento nacional.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    33 min
  • Saúde vai acelerar registros para baratear canetas emagrecedoras, diz Padilha

    O convidado do JR ENTREVISTA desta desta quarta-feira (10) é o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre novos avanços na vacinação, políticas públicas prioritárias para o SUS, tensões políticas em Brasília e avaliações sobre o cenário eleitoral de 2026.Durante a entrevista, Padilha detalhou a chegada da primeira vacina 100% brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o Ministério da Saúde. De dose única e com proteção contra os quatro sorotipos, ela será distribuída inicialmente para pessoas mais velhas — começando pelos 59 anos e descendo progressivamente para faixas etárias inferiores — além de voluntários dos testes clínicos e profissionais de saúde, especialmente da atenção primária e pronto-socorro. O Butantan prevê 9 milhões de doses no primeiro semestre do próximo ano e 30 a 35 milhões no segundo. A Anvisa deve publicar o registro definitivo ainda esta semana, e a vacinação começará em janeiro, priorizando profissionais de saúde. O ministério também manterá a vacinação internacional para adolescentes de 14 a 16 anos, que exige duas doses.Na área de medicamentos e tecnologia, o ministro afirmou que o país está acelerando o processo regulatório para ampliar a oferta de canetas emagrecedoras produzidas no Brasil. Com o fim de patentes previsto para alguns medicamentos já no próximo ano, o governo espera redução de preços. O Ministério da Saúde, segundo ele, também financia estudos para avaliar a incorporação das canetas emagrecedoras no SUS, especialmente para pacientes na fila da cirurgia bariátrica.Sobre a política em Brasília, o ministro comentou o clima em torno da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) e disse esperar uma retomada do diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que recentemente elogiou ações do governo no Amapá. Padilha afirmou que o presidente Lula sempre buscou o diálogo com os chefes dos Poderes.Ao comentar o cenário eleitoral, Padilha avaliou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência como uma tentativa de Jair Bolsonaro manter sua influência sobre uma direita que, na visão dele, está fragmentada. Ele defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve liderar uma frente ampla progressista em 2026, lembrando que o governo já inclui ministros de centro e centro-direita.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    37 min
  • Brasil pode ter apagão mesmo com sobra de energia solar, alerta dirigente do setor

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (3) é o presidente da ABRACE Energia, Paulo Pedrosa. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre como o alto custo da energia no Brasil tem comprometido a competitividade da indústria, pressionado a inflação e afastado o país da oportunidade de se tornar um grande produtor de bens verdes e competitivos no mercado global.Ele defendeu a necessidade de reduzir subsídios, eliminar distorções e recuperar o papel do planejamento energético, que perdeu espaço para decisões políticas.Pedrosa também destacou que o consumidor precisa de melhor informação de preços — por exemplo, aproveitando horários de energia mais barata para lavar roupas ou utilizar eletrodomésticos.O presidente da ABRACE Energia falou também sobre um paradoxo pouco conhecido do setor elétrico brasileiro: o risco de apagão causado não pela falta, mas pelo excesso de energia. Segundo ele, “por incrível que pareça”, o país vive hoje uma ameaça de desligamento generalizado decorrente do desequilíbrio provocado pela entrada massiva de energia solar, sobretudo aquela gerada por painéis instalados em residências e comércios.Pedrosa explicou que o sistema elétrico opera sob uma regra rígida: a cada segundo, a energia produzida precisa ser exatamente igual à energia consumida. Qualquer descompasso entre geração e demanda — seja por falta, seja por sobra — compromete a estabilidade. No caso da energia solar distribuída, o problema ocorre quando há sol em abundância: “há tanto painel solar na casa das pessoas” que uma quantidade enorme de energia entra de forma simultânea na rede.Nesse cenário, o sistema pode sofrer um desequilíbrio súbito, comparável, segundo o presidente da ABRACE, a “tentar engolir muita água de uma vez só”. A energia que chega é maior do que o que a rede consegue absorver, e se a diferença for muito grande, “o sistema perde o equilíbrio e cai”. Para evitar isso, o operador nacional precisa agir rapidamente, ordenando o desligamento de hidrelétricas e termoelétricas, mesmo em situações em que essas usinas seriam importantes para garantir estabilidade.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    31 min
  • Presidente da EBC diz que big techs lucram com desinformação e pede regulação urgente

    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (2) é o presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Andre Basbaum. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre a missão da comunicação pública no Brasil, os desafios impostos pelas big techs, a necessidade de regulação do ambiente digital, os avanços tecnológicos da TV 3.0 e a conjuntura política no Congresso.Basbaum iniciou a entrevista explicando a missão central da EBC: garantir a todos os brasileiros o direito à comunicação, oferecendo conteúdo que contribua para o desenvolvimento do país e ajude as pessoas a melhorar de vida. Segundo ele, a comunicação pública ocupa um espaço que o setor privado muitas vezes não cobre por falta de interesse econômico, sendo decisiva para a democracia ao assegurar jornalismo profissional, diversidade e pluralidade. Sobre os desafios impostos pelas big techs, o presidente da EBC afirmou que o adversário não são as TVs abertas brasileiras, mas os “grandes conglomerados internacionais”. Segundo ele, as plataformas estrangeiras operam no país sem pagar a mesma carga tributária, sem remunerar a produção jornalística e ainda lucram com desinformação e crimes. Para Basbaum, é urgente proteger o conteúdo nacional e o audiovisual brasileiro, por meio de uma regulação clara e moderna. Ele reforçou que regulação não significa censura, mas sim organização.Basbaum alertou para os riscos da falta de regras, mencionando especialmente problemas ligados à segurança das crianças, como a adultização precoce e a circulação de conteúdos criminosos nas redes. Ele lembrou que veículos tradicionais têm responsabilidade legal e editorial, enquanto as plataformas ainda não contam com mecanismos suficientes para impedir violações graves, como crimes de pornografia.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    32 min

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O JR Entrevista é um programa multiplataforma em que apresentadores e repórteres entrevistam figuras de destaque dos três poderes. O programa é gravado nos estúdios da RECORD Brasília, e é transmitido…