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A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (26) é a coordenadora de Modernização Tecnológica do Ministério da Justiça, Beatriz Figueiredo. À jornalista Flávia Alvarenga, ela fala sobre a mobilização nacional para coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas, o funcionamento do Banco Nacional de Perfis Genéticos, os avanços da perícia criminal e o uso de novas tecnologias nas investigações.Atualmente, existem cerca de 14 mil amostras de pessoas desaparecidas, vivas ou mortas, que ainda não foram identificadas, enquanto aproximadamente 10.000 familiares já fizeram a coleta de material genético. Para Beatriz, a mobilização busca aproximar esses números. “A mobilização funciona como um chamamento, para a gente trazer a atenção para essa pauta que é tão importante, que é a de pessoas desaparecidas”, afirmou. A coleta é voluntária e pode ser feita a qualquer momento.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (19) é o presidente da Apex Brasil, Laudemir Müller. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre o plano de diversificação de exportações criado para ajudar empresas brasileiras afetadas pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos, a busca por novos mercados para os produtos nacionais, os investimentos da agência na promoção das exportações e as oportunidades para pequenas e médias empresas no comércio internacional.Segundo Laudemir Müller, a Apex Brasil está reunindo capacidade para atender cerca de 5.300 empresas afetadas pelo aumento das tarifas no mercado norte-americano. A estratégia prevê um investimento de R$ 210 milhões em um plano de diversificação de exportações, desenvolvido em parceria com 29 setores empresariais. A proposta é aproximar as empresas de compradores internacionais de mercados alternativos e ajudar os negócios a encontrar novos destinos para produtos que antes eram vendidos aos Estados Unidos. Müller explicou que a Apex pretende utilizar feiras internacionais, rodadas de negócios e encontros virtuais para aproximar os empresários brasileiros de potenciais compradores. Segundo ele, a agência também conta com escritórios em diferentes regiões do mundo e uma carteira com mais de 2.000 compradores internacionais. “A lógica é fazer com que esses empresários possam encontrar um comprador internacional do seu produto no mercado alternativo”, disse.O presidente da Apex Brasil afirmou que o trabalho para identificar novos mercados já começou. A agência está realizando levantamentos de inteligência de mercado, analisando produto por produto e buscando identificar os países com maior demanda e melhores oportunidades. Entre os 36 mercados considerados prioritários estão Canadá, México, países da Europa, África do Sul, Nigéria, Etiópia, Índia, Turquia, China, Singapura, Malásia, Indonésia, Tailândia e Vietnã.Apesar da estratégia de diversificação, o presidente da Apex Brasil ressaltou que os Estados Unidos continuam sendo um mercado importante para as empresas brasileiras. Segundo ele, a agência pretende investir mais de R$ 30 milhões nos próximos 12 meses para trabalhar no mercado norte-americano, além de atuar para ampliar as isenções tarifárias e apoiar as empresas que continuam vendendo para o país. “Nós não vamos abandonar o mercado americano. A gente segue trabalhando nos Estados Unidos para aumentar a isenção”, afirmou.Na entrevista, Müller também afirmou que o aumento das tarifas não interessa ao setor privado brasileiro nem ao norte-americano. Ele explicou que empresas e consumidores dos Estados Unidos também são afetados, já que os importadores precisam lidar com o aumento de custos dos produtos brasileiros. “Ninguém do mundo empresarial quer essas tarifas. Inclusive as empresas americanas foram junto com as empresas brasileiras à audiência para dizer que elas também eram contra”, declarou.O presidente da Apex Brasil destacou ainda o desempenho das exportações brasileiras. Segundo ele, o Brasil exportou US$ 220 bilhões no primeiro semestre, contra US$ 200 bilhões no mesmo período do ano anterior. Embora tenha havido uma redução de cerca de US$ 2,9 bilhões nas exportações para os Estados Unidos, Müller citou aumentos nas vendas para a Europa, Índia e China, contribuindo para um crescimento de aproximadamente US$ 20 bilhões nas exportações brasileiras em relação ao ano anterior.Para Müller, o Brasil também vive um momento de maior interesse internacional. Ele afirmou que o país foi o quinto maior destino de investimentos do mundo em 2025, quando recebeu US$ 77 bilhões em investimentos, e disse que, até junho deste ano, já haviam entrado US$ 47 bilhões. Segundo ele, o interesse está relacionado também à capacidade brasileira de participar de discussões globais sobre segurança alimentar, sustentabilidade, transição energética e mudanças climáticas.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (5) é o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. Ao jornalista Yuri Achcar, ele falou sobre a meta de zerar a fila de espera do INSS até o final deste ano, o ressarcimento bilionário a aposentados vítimas de fraudes e o posicionamento do governo contra novas reformas que endureçam as regras de acesso à aposentadoria.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (29) é o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele falou sobre os desafios logísticos do país, os impactos das tarifas impostas por Estados Unidos e China, e as preocupações do setor com a pauta de redução da jornada de trabalho em discussão no Congresso.
Costa destacou que, embora o tarifaço americano preocupe, o aumento do custo do diesel devido a conflitos internacionais é mais imediato. "Estamos sofrendo muito mais com a atitude com relação à guerra no Golfo Pérsico, porque atingiu diretamente o petróleo e, por consequência, o óleo diesel, aumentando o custo tanto de cargas quanto de passageiros", afirmou.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (22) é o ministro da CGU (Controladoria-Geral da União), Vinicius Carvalho. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele falou sobre as recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, classificando a medida como “hipocrisia” e fruto de uma decisão política sem embasamento técnico.
Carvalho rebateu críticas americanas ao sistema Pix, definindo-o como uma “inovação pública” que promoveu a bancarização e a formalização econômica, e não uma prática de concorrência desleal.
Sobre o combate à corrupção no Brasil, o ministro utilizou uma analogia médica para explicar que a detecção de irregularidades é sinal de um sistema de controle ativo. Ele destacou que a utilização da ferramenta de inteligência artificial “Alice” permitiu uma economia de R$ 5 bilhões aos cofres públicos por meio de auditorias focadas em contratos com possíveis problemas.
“O que nós estamos fazendo é comprar os equipamentos, é trabalhar com os equipamentos... que são as investigações, que são as apurações”, afirmou, comparando a CGU a um sistema de diagnóstico que identifica doenças para poder tratá-las.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (15) é o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre o impacto dos pequenos negócios na economia brasileira, o aumento do teto de faturamento para o MEI e as novas perspectivas para o setor diante da reforma tributária e da inovação tecnológica.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (8) é o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Pereira. À jornalista Tainá Farfan, ele falou sobre a proposta do governo para aumentar o teto do MEI (microempreendedor individual), a renegociação de dívidas por meio do programa Desenrola e o posicionamento da pasta sobre temas como a escala 6x1 e as tarifas comerciais dos Estados Unidos.O ministro detalhou o plano para atualizar o faturamento máximo do MEI, que está congelado em R$ 81 mil desde 2018, gerando perdas devido à inflação. A proposta prevê uma elevação escalonada para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, além de permitir a contratação de um segundo funcionário pelo empreendedor.“A vida desse empreendedor ficou muito apertada. [...] A ideia é que esse aumento permita que o empreendedor recomponha essa perda salarial e continue desenvolvendo os negócios”, explicou Pereira.Segundo o ministro, existe espaço fiscal e político para aprovar a medida ainda este ano. O custo estimado é de aproximadamente R$ 1,5 bilhão por ano, valor que ele garante estar contemplado no orçamento após cortes do próprio governo.Pereira demonstrou otimismo quanto ao Congresso, citando a interlocução com o presidente da Câmara, Hugo Motta: “A proposta está muito redonda para ser aprovada. O governo cortou da própria carne para dar esse reajuste.”Questionado sobre um possível aumento no teto do Simples Nacional, o ministro foi cauteloso, afirmando que não há uma proposta imediata devido ao alto custo fiscal, estimado em R$ 8 bilhões, e à necessidade de adaptar o sistema à reforma tributária.Sobre o endividamento, Pereira destacou o sucesso do Desenrola Pequenos Negócios, que já viabilizou R$ 15 bilhões em renegociações, e o lançamento do Desenrola MEI. Este último oferece descontos de até 70% nas dívidas e parcelamento em 145 meses para cerca de 3,5 milhões de inadimplentes.O ministro também comentou a proposta de fim da escala 6x1, classificando-a como justa e benéfica para o consumo e o empreendedorismo de tempo parcial. Ele defendeu que os pequenos negócios podem absorver a mudança, especialmente com o suporte de novos créditos e a flexibilidade para contratar um segundo funcionário. “A medida é correta, é justa, ela tem que vir sem compensação, porque é um direito dos trabalhadores e das trabalhadoras”, ressaltou.Pereira abordou ainda a ameaça de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos, classificando a medida como “inadequada e equivocada” e garantindo que o governo agirá diplomaticamente. Ele ressaltou que o Brasil buscará ampliar a inserção em outros 500 novos mercados abertos recentemente para garantir a competitividade do empresário nacional. “O Brasil é um país altivo, não vai baixar a cabeça para ninguém”, concluiu.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (2) é o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues. À jornalista Flávia Alvarenga, ele falou sobre as prioridades da agenda legislativa, com destaque para a urgência da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública. Randolfe classificou o combate às facções criminosas como uma “guerra” que deve ser vencida pelas instituições brasileiras, criticando tentativas de interferência externa no país.Para o senador, a PEC da Segurança é fundamental para atualizar as atribuições da Polícia Federal, permitindo que o órgão atue de forma institucional e coordenada no combate ao crime organizado, que se tornou transnacional. Ele rebateu críticas da oposição sobre a classificação de facções como o PCC e o Comando Vermelho por órgãos dos Estados Unidos, classificando o movimento como uma “conspiração”.“Quem tem que derrotar o crime organizado no Brasil são as instituições brasileiras. Não pode ser nenhum governo estrangeiro, como alguns querem conspirar contra o Brasil, se articulando com nações estrangeiras para, sob pretexto de combater o crime, na verdade, ofender nossa soberania”, afirmou. Segundo ele, se a oposição estivesse interessada no combate efetivo, já teria avançado com a votação da PEC no Congresso.Outro ponto central da entrevista foi o adiamento da votação sobre a aposentadoria especial para agentes de saúde. Randolfe explicou que a medida poderia gerar um impacto fiscal estimado entre R$ 40 bilhões e R$ 60 bilhões. O senador destacou que, embora o governo tenha sensibilidade social, é preciso respeitar os princípios constitucionais de responsabilidade fiscal.“Nós só temos que encontrar as fontes necessárias para pagar aos agentes de saúde ou para quaisquer outras categorias o que está sendo reivindicado. Não pode ter despesa sem uma fonte previamente anunciada. Isso é um princípio constitucional”, pontuou.Randolfe também detalhou o projeto para aumentar o limite de faturamento do MEI (microempreendedor individual), que atualmente é de R$ 81 mil. A proposta prevê um escalonamento para R$ 110 mil e, posteriormente, R$ 140 mil. De acordo com o senador, essa medida funciona como uma contrapartida econômica diante das mudanças nas relações de trabalho, como a redução da jornada semanal.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (1º) é o ministro da Fazenda, Dario Durigan. À jornalista Flávia Alvarenga, ele falou sobre a expectativa do governo federal em aprovar o fim da escala de trabalho 6x1 no Senado antes do recesso parlamentar. Segundo o ministro, a proposta alcançou um “grau de maturidade” suficiente para que o Congresso tome essa decisão.
“Não é simples, porque a agenda do Congresso está apertada, o tempo está curto, mas eu acho que, olhando para o grande apelo que essa matéria tem, para o grau de maturidade que esse debate alcançou no país, está na hora de o Congresso dar esse passo também no Senado e aprovar o fim da escala 6x1”, afirmou.
Durigan classificou a mudança como um debate sobre a desigualdade no mundo do trabalho. Ele apresentou dados mostrando que três em cada dez brasileiros seguem na escala 6x1, enquanto sete em cada dez já trabalham no modelo 5x2. “Quem que está na escala 6x1? Quem ganha menos, trabalhador negro, trabalhador mulher, quem não tem tempo de se capacitar para ter um grau a mais ali de formação”, afirmou.
O ministro argumentou que o atual cenário econômico é favorável para a transição, citando os baixos índices de desemprego e o recorde de mais de 100 milhões de pessoas ocupadas no país. “Nós estamos no momento no Brasil com a mínima de desemprego. O mercado de trabalho tá aquecido”, disse Durigan, ressaltando que essa é a hora de aproveitar que a economia “está bem” para que os trabalhadores e empresas se acomodem ao novo modelo.
Sobre o impacto nas empresas, o ministro defendeu que a redução da jornada deve ser acompanhada de ganhos de produtividade. “O trabalhador vai continuar sendo cobrado por eficiência. Não é que ele vai trabalhar a menos, então, ele vai ter que entregar menos. Ele vai continuar tendo que entregar bastante”, ponderou.
Durigan relembrou a redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais na Constituição de 1988. Ele pontuou que, na época, também houve reclamações sobre possíveis aumentos de custos, mas que a transição foi bem-sucedida.
Para o ministro, o fim da escala 6x1 alinha o Brasil ao que o resto do mundo já reconheceu: a necessidade de um dia a mais de descanso para saúde e capacitação do trabalhador. Ele reforçou que, apesar da agenda apertada do Congresso, acredita na aprovação da PEC pelo Senado nos próximos meses.
O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (29) é o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre a trajetória de oito décadas da instituição, completadas em 2026, e como o Sesi se consolidou como um pilar fundamental para o desenvolvimento social e industrial do Brasil, alcançando 90% de reconhecimento entre a população.Segundo o gestor, o Sesi nasceu em 1946 para viabilizar direitos sociais básicos e, hoje, atua de forma complementar ao Estado para levar inovação e serviços essenciais onde o setor público enfrenta dificuldades.O destaque, na avaliação dele, é a metodologia Steam e a robótica, que servem como ferramentas de letramento tecnológico e organização curricular. “Nós acreditamos que o século 21 demanda uma nova educação, que muitas vezes o Estado tem muita dificuldade de trazer essa inovação. Nosso papel é apresentar inovações”, afirmou o entrevistado ao explicar como a robótica ajuda a trabalhar competências como matemática e trabalho em grupo.Na vertente social, a EJA (Educação de Jovens e Adultos) permanece como um “carro-chefe”, com o objetivo de elevar a escolaridade de quem foi afastado da escola. O presidente enfatizou a importância de levar o ensino até o local de trabalho.“Como é que eu faço para trazer a escola para esse mundo? [...] Nós estamos dentro das empresas, dentro dos canteiros de obra, nós estamos dentro dos presídios, nós estamos junto com os catadores.” A meta, segundo ele, é adaptar o ensino às demandas reais do trabalhador, integrando a educação básica à qualificação profissional.A saúde do trabalhador também passou por transformações, evoluindo do atendimento médico básico para a gestão de segurança e promoção de saúde preventiva.Com quase 1 milhão de vacinas aplicadas em parceria com o SUS no último ano, o Sesi agora foca em doenças crônicas e no bem-estar psíquico. “Estamos tendo que lidar agora com a questão da saúde mental, que é algo que sempre esteve presente, mas principalmente pós-pandemia, a gente viu um emergir muito mais relevante dessa questão”, destacou Junior.A inovação tecnológica, incluindo a Inteligência Artificial, já é uma realidade na gestão do Sesi, sendo utilizada para criar planos educacionais individualizados e expandir a telemedicina.Um exemplo citado foi a operação de saúde no Marajó, realizada via barco, com suporte de equipes em outras capitais. Para ele, a tecnologia deve ser usada para o bem comum. “A IA ajuda a gente sair da burocracia. Muita coisa que era burocracia, seja do professor, seja da área da saúde, faz com que isso seja acelerado”, afirmou.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.
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