Podcast JR Entrevista

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Podcast JR Entrevista episodes

  • JR ENTREVISTA: Reforma tributária pode elevar preços e exige adaptação das empresas a partir de 2027

    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (28) é a procuradora de Assuntos Tributários da OAB/DF (Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal), Tattiana Navarro. À jornalista Vanessa Lima, ela fala sobre as mudanças previstas na reforma tributária a partir de 2027, os possíveis impactos nos preços, os desafios para a adaptação das empresas e a possibilidade de prorrogação de etapas da implementação. Segundo a especialista, a transição será complexa e deverá exigir ajustes até 2033.

    25 min
  • 'Não existe indústria da multa', diz diretor da PRF sobre vistoria nas estradas

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (21) é o diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Fernando Oliveira. Ao jornalista Yuri Achcar, ele falou sobre as estratégias de fiscalização e fluidez no trânsito durante o período eleitoral, as ações de conscientização contra acidentes nas rodovias, o impacto da PEC da Segurança Pública no policiamento e a expansão das parcerias internacionais da corporação.

    29 min
  • El Niño atual é o mais intenso dos últimos 76 anos, alerta meteorologista

    O convidado do JR Entrevista é o meteorologista Francisco de Assis Diniz, ex-diretor do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e representante do Brasil na OMM (Organização Meteorológica Mundial). Em entrevista à jornalista Tainá Farfan, ele falou sobre a intensidade do atual fenômeno El Niño, os impactos na produção agrícola brasileira, os transtornos nos centros urbanos e a dinâmica natural das mudanças climáticas globais.

    27 min
  • Presidente da Anvisa alerta para riscos de canetas clandestinas e pede denúncias

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (7) é o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Leandro Safatle. À jornalista Vanessa Lima, ele fala sobre os cuidados necessários no uso de canetas emagrecedoras, os riscos de produtos clandestinos, a fiscalização do mercado e a investigação de possíveis efeitos adversos relacionados aos medicamentos.

    Safatle pediu ajuda aos consumidores para identificar e denunciar irregularidades na venda desses produtos. “É importante fazer essa denúncia para a gente. Então, se estiver comprando, vendendo um produto sem receita, é muito importante que a gente tenha essa informação para que a gente possa fazer a atuação devida”, afirmou.

    26 min
  • Especialista alerta para avanço de canetas emagrecedoras falsificadas

    O avanço das canetas emagrecedoras falsificadas e clandestinas representa uma ameaça à saúde pública, segundo Rodolpho Ramazzini, presidente da ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação). Em entrevista ao JR Entrevista, ele afirmou que as apreensões desse tipo de produto aumentaram mais de 4.000% em um ano e alertou para a falta de controle sobre a origem dos componentes e os processos de fabricação.

    27 min
  • ANPD detalha ações no caso Discord e reforça regras para proteção de crianças na internet

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (23) é o superintendente de fiscalização da ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), Fabrício Lopes. À jornalista Flávia Alvarenga, ele falou sobre a atuação da agência na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, a fiscalização de plataformas — entre elas o Discord —, as exigências de transparência com o ECA Digital e o combate à coleta excessiva de dados e à violência online.


    No início da entrevista, Lopes detalhou a intervenção da ANPD no Discord após investigações policiais apontarem crimes e abusos contra menores na rede. Ele disse que a interrupção das transmissões ao vivo na plataforma trata-se de uma medida preventiva cautelar e não de uma sanção definitiva.

    27 min
  • JR ENTREVISTA: 'Educação não é gasto, é investimento com retorno garantido', afirma ministro

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (16) é o ministro da Educação, Leonardo Barchini. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre a transição histórica do Brasil da garantia de acesso às salas de aula para a busca pela qualidade da aprendizagem, além dos impactos socioeconômicos do programa Pé-de-Meia e das metas de expansão do ensino em tempo integral e técnico no país.


    O ministro anunciou que o governo federal planeja expandir o programa Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio público no Brasil. Atualmente, a iniciativa recebe um aporte de R$ 12 bilhões por ano. Citando estudo do Insper, Barchini revelou que o programa evitou a evasão de quase 370 mil jovens em 2025, gerando um retorno estimado em R$ 180 bilhões para a economia nacional. Nos últimos quatro anos, os indicadores mostraram queda de 61% no abandono escolar, 62% na reprovação e 28% na distorção idade-série.


    “Ele não é um programa assistencialista, é um programa pedagógico (...). Diante desses resultados, nós vamos, no próximo período, expandir o Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio público no Brasil”, destacou o ministro.


    Ao contextualizar o financiamento educacional, Barchini argumentou que o Brasil iniciou seus investimentos em educação básica de forma tardia em relação a outros países emergentes, consolidando fundos permanentes como o Fundeb apenas nas últimas duas décadas. Para acelerar o rendimento dos alunos, o Ministério da Educação trabalha para elevar a proporção de matrículas em tempo integral de 15% para 26% no país.


    “No mundo inteiro, a escola é de tempo integral (...). A gente precisa aumentar a exposição do estudante, do jovem à aprendizagem, à escola”, sustentou o chefe da pasta, ressaltando reflexos positivos também na segurança pública e no apoio às famílias.


    O ministro também apresentou dados sobre a expansão do ensino técnico integrado ao ensino médio, modalidade que subiu de 10% para 20% das matrículas nacionais. Segundo Barchini, alunos do ensino técnico apresentam uma taxa de ingresso no ensino superior de 44%, contra 27% dos egressos do ensino médio regular. Para ampliar a oferta, o MEC está construindo 111 novas unidades dos Institutos Federais, que gerarão 140 mil novas vagas. No ensino superior, o programa Universidades Transformadoras adicionará 20 mil vagas em cursos de áreas inovadoras e na saúde, suportado por um investimento de mais de R$ 5 bilhões para consolidação e criação de novos campi.


    Por fim, a entrevista tratou da valorização dos professores e das diretrizes para a introdução da inteligência artificial nas escolas públicas. Barchini enfatizou que a tecnologia deve ser adotada com parcimônia para não comprometer o aprendizado, priorizando a capacitação docente por meio do ambiente virtual Avamec. “Inteligência artificial é ferramenta, não é um fim por si só (...). Primeiro de tudo, a gente precisa ter uma formação massiva dos nossos docentes no Brasil inteiro”, concluiu.

    25 min
  • Presidente da ADPF defende julgamento em plenário no STF e mandato na PF

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (10) é o presidente da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), Edvandir Paiva. À jornalista Flávia Alvarenga, ele falou sobre a instabilidade gerada por decisões monocráticas sobre a cúpula da instituição, a necessidade de julgamento no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) e a defesa de mandato e autonomia para consolidar a Polícia Federal como uma instituição permanente de Estado.Ao analisar o afastamento e a posterior recondução de Andrei Rodrigues ao cargo, Paiva defendeu que medidas dessa gravidade sejam deliberadas pelo plenário do STF para garantir segurança jurídica e evitar oscilações na rotina policial. “Uma medida tão grave como essa nós entendemos que deveria vir diretamente do plenário para que ela fosse definitiva no sentido de sua segurança, ela não vai ser reformada a todo momento, e que trouxesse uma tranquilidade maior para a instituição”, declarou.O entrevistado ressaltou a existência de divergências e desconfianças mútuas entre a direção da corporação e gabinetes da Corte, mas esclareceu que o diretor-geral exerce função administrativa, enquanto as investigações são conduzidas por delegados de carreira de forma autônoma. “O que fica parecendo por conta de o nome do diretor-geral estar aparecendo a todo momento é que ele faz investigação, mas esse não é o papel dele. Ele não faz investigação. Quem faz investigação são os delegados que estão no caso em si”, afirmou.Paiva também criticou a tentativa da PGR (Procuradoria-Geral da República) de instaurar procedimento de controle externo sobre os investigadores — medida suspensa pelo STF — e manifestou preocupação com a utilização de relatórios de inteligência para avaliar inquéritos. “Isso coloca em risco a autonomia investigativa dos delegados, porque eles já são controlados pelo Ministério Público, pelo judiciário, pela defesa, pela Corregedoria Geral da Polícia Federal. Não cabe aos setores de inteligência fazer controle sobre os delegados”, alertou.Mandato na PFPara evitar interferências e instabilidades em mudanças de governo, a ADPF defende a aprovação da PEC 412, a criação de um mandato para a chefia da corporação que atravesse governos e a escolha do diretor-geral a partir de lista tríplice votada pelos delegados. “Nós não queremos decidir eleições, nós queremos fazer o nosso trabalho independentemente de quem esteja no governo ou disputando o governo”, concluiu Paiva, reforçando que a corporação deve atuar estritamente como instituição de Estado.

    26 min
  • 87% dos casamentos infantis no Brasil são informais, diz ONU

    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (9) é a coordenadora de programa do Fundo de População da ONU (Organização das Nações Unidas) no Brasil, Anna Cunha. À jornalista Lívia Veiga, ela fala sobre a campanha “Casamento é Coisa de Adulto”, lançada para conscientizar a população sobre o casamento infantil no país, os números da prática e as consequências das uniões precoces para crianças e adolescentes.Segundo Anna, internacionalmente, casamento infantil é considerado qualquer união conjugal, formal ou informal, em que pelo menos uma das pessoas tenha menos de 18 anos. No Brasil, a maioria dessas relações não passa por cartório ou cerimônia: cerca de 87% são informais, caracterizadas principalmente pelo fato de a criança ou adolescente passar a morar com o parceiro. Dados do último Censo apontam 34 mil uniões envolvendo crianças de 10 a 14 anos no país. “Por causa dessa informalidade, é mais difícil da gente ter estatísticas precisas de mensurar essa questão e, portanto, de dar visibilidade a ela”, destaca.O Brasil tem o maior número absoluto de casamentos infantis da América Latina e ocupa a sexta posição no mundo. Os dados apresentados pela representante da ONU mostram ainda que 77% das pessoas envolvidas em casamentos infantis são meninas e 69% são pretas ou pardas. A situação de pobreza e a falta de perspectivas também estão entre os fatores relacionados às uniões precoces. De acordo com Anna, algumas meninas podem enxergar o casamento como uma saída para a vulnerabilidade, enquanto familiares podem apoiar a relação por acreditarem que ela representa uma possibilidade de mudança de vida.Anna também chamou atenção para os impactos da gravidez e da maternidade durante a adolescência. Segundo ela, especialmente entre meninas de 10 a 14 anos, a gravidez apresenta riscos à saúde. Além disso, a chegada de um bebê muda a rotina de uma adolescente que ainda está em fase de desenvolvimento. As diferenças de idade, renda e escolaridade em alguns relacionamentos também podem gerar dependência econômica e diminuir a autonomia das meninas, aumentando a exposição a situações de violência e abuso. “É muito além de simplesmente um casamento”, pontuou.Sobre a legislação, a coordenadora explicou que mais de 50 países já estabeleceram os 18 anos como idade mínima para o casamento, sem exceções. Na América Latina, ela citou mudanças recentes em países como Bolívia, Peru e Colômbia. No Brasil, desde 2019, a legislação proíbe o casamento de menores de 16 anos em qualquer situação. Atualmente, propostas sobre o tema estão em discussão no Congresso Nacional, incluindo a possibilidade de proibir o casamento antes dos 18 anos sem exceções.Para Anna, porém, uma mudança na legislação não seria suficiente para enfrentar o problema. “A mudança legislativa é um passo fundamental e importante”, afirmou, mas defendeu também o fortalecimento de políticas públicas de proteção, assistência social, saúde, educação, esporte e cultura.

    25 min
  • Procurador-geral do Trabalho alerta para assédio eleitoral e avanço da pejotização

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (2) é procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo. À jornalista Lívia Veiga, ele fala sobre o combate ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho, que já soma mais de 250 denúncias recebidas pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), além de abordar a pejotização, o fim da escala 6x1, o trabalho em condições análogas à escravidão e as relações entre trabalhadores e plataformas digitais.

    Segundo Gláucio Araújo, o assédio eleitoral ocorre quando o empregador tenta interferir na manifestação de vontade do trabalhador por meio de ameaças, coação ou promessas. “É todo ato ou conduta do patrão, do empregador, tendente a interferir na manifestação de vontade do trabalhador eleitor, por meio de coação, ameaça, falsas promessas, a ameaça de demissão, ou então prometendo um aumento salarial, uma promessa de ganhos, de ascensão funcional, de uma promoção funcional”, explicou. A prática pode ocorrer tanto em empresas privadas quanto na administração pública, com ameaças de exoneração ou promessas de gratificações e cargos.

    26 min

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O JR Entrevista é um programa multiplataforma em que apresentadores e repórteres entrevistam figuras de destaque dos três poderes. O programa é gravado nos estúdios da RECORD Brasília, e é transmitido…