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A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, iniciou viagem na quarta-feira (12), pelas áreas do centro-sul do país atingidas pela estiagem. A ministra esteve em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul; em Chapecó e em Santa Catarina. A equipe de técnicos do Ministério, da Conab, Embrapa e representantes do Banco Central, Banco do Brasil e do Ministério da Economia integram a comitiva.
Tereza Cristina disse que o objetivo da viagem é fazer um levantamento nos locais afetados pelas questões climáticas e estudar soluções para os problemas.
Conforme dados da Emater/RS, em decorrência da estiagem no Rio Grande do Sul, os produtores tiveram dificuldade em realizar a semeadura da soja, já que, no fim do ano passado, o plantio alcançou 93% da área.
Em Santa Catarina, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), a região oeste do estado apresentou de 20% a 40% da média histórica de chuvas para o mês de dezembro. E as chuvas dos meses de setembro e outubro não foram suficientes para recuperar os aquíferos, sendo o armazenamento de água no solo insuficiente para manter os mananciais em condições adequadas.
Desde o fim do ano passado, quando foram identificados os primeiros impactos do período de seca nas regiões, equipe técnica do Mapa está em campo para avaliar a situação das lavouras. A ministra reforçou que as vistorias da Conab foram antecipadas em uma semana para um levantamento atualizado sobre a intensidade e amplitude do impacto na produção agrícola, dimensionando os níveis de perdas por cultura e região. A ideia é dar mais celeridade ao processo de perícia e liberação das lavouras atingidas.
Em relação ao crédito rural, o Mapa estuda o apoio de crédito adicional aos produtores dos municípios em que o estado de emergência foi reconhecido pelo Governo Federal. Já há possibilidade de apoio sem necessidade de autorização do Banco Central, inclusive em relação às dívidas referentes a operações de crédito de investimento contratadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme previsto no Manual de Crédito Rural (MCR).
A equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), liderada pela ministra Tereza Cristina, esteve no Paraná e em Mato Grosso do Sul e se reuniu com produtores afetados pela estiagem, nesta quinta-feira (13). A viagem é continuação da agenda iniciada no Rio Grande do Sul e que passou por Santa Catarina, na quarta-feira (12).
Em Cascavel (PR) e em Ponta Porã (MS), a ministra destacou que o foco no momento é garantir que os produtores, atingidos pela seca, tenham condições de plantar a safrinha, principalmente de milho.
Para fazer o diagnóstico da situação das lavouras nos estados afetados (RS, SC, PR e MS), a equipe do Mapa conta com apoio da Conab, Embrapa e representantes do Banco Central, Banco do Brasil e do Ministério da Economia.
A ministra sobrevoou a região de Ponta Porã e Naviraí, em Mato Grosso do Sul, onde estão as lavouras mais castigadas pela seca no estado.
Para possibilitar tomadas de medidas de forma mais ágil e ajudar agricultores e outras categorias de profissionais afetadas pela estiagem no estado, o governo do Paraná decretou situação de emergência. Da mesma forma, foi decretada situação de emergência em todos os municípios do estado do Mato Grosso do Sul. A região também teve perdas registradas nas atividades pecuárias devido à falta de água para os animais.
Em relação ao crédito rural, o Mapa estuda o apoio de crédito adicional aos produtores dos municípios em que o estado de emergência foi reconhecido pelo Governo Federal. Já há possibilidade de apoio sem necessidade de autorização do Banco Central, inclusive em relação às dívidas referentes a operações de crédito de investimento contratadas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme previsto no Manual de Crédito Rural (MCR).
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participou nesta segunda-feira (17), da cerimônia de posse do diretor-Geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero. Enquanto presidente da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), a ministra leu o ato de juramento de posse, que ocorreu de forma virtual.
O argentino Manuel Otero foi reeleito diretor-Geral do IICA, no âmbito da Conferência de Ministros da Agricultura das Américas 2021. Ele terá um novo mandato entre 2022 e 2026 à frente do organismo internacional especializado em desenvolvimento agrícola e bem-estar rural.
Após a leitura inicial, a ministra parabenizou a reeleição e destacou avanços dos últimos quatro anos como ações para contenção da Peste Suína Africana e adoção de princípios comuns pelos países das Américas, levados à Cúpula dos Sistemas Alimentares das Nações Unidas, em setembro passado.
Já, para os anos seguintes de gestão, Tereza Cristina destacou o trabalho conjunto do IICA como a “Casa da Agricultura das Américas” para que os países cumpram o papel de fornecedores de alimentos para o mundo.
A consolidação e o fortalecimento da posição do continente Americano no comércio mundial também foram destacados na fala do diretor-Geral do IICA, Manuel Otero, principalmente frente a um novo contexto geoalimentar fortemente impactado pela pandemia.
Otero assumiu o cargo de diretor-geral do IICA pela primeira vez em 16 de janeiro de 2018, e foi novamente conduzido no cargo pelos ministros da Agricultura e secretários representantes de 33 países americanos que participaram da Conferência Ministerial, cujas sessões sediaram a reunião da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), órgão máximo de governança do IICA.
Os produtores de café deverão colher a terceira maior safra do grão neste ano. De acordo com o primeiro levantamento da safra do produto em 2022, divulgado nesta terça-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção esperada é de 55,7 milhões de sacas de 60 quilos. A estimativa, caso confirmada, representa um acréscimo de 16,8% em comparação à 2021, aumento já era esperado devido à temporada anterior ser de bienalidade negativa para a cultura. O efeito da bienalidade é comumente atribuída à diminuição das reservas das plantas em anos de safra com altas produtividades, o que faz com que, em virtude do menor crescimento dos ramos, a produção no ano seguinte seja baixa.
O presidente da Conab, Guilherme Ribeiro destacou as questões climáticas que afetaram no resultado da safra.
Na comparação da produção deste ano com a de 2020 houve queda, reflexo das condições climáticas adversas registradas principalmente entre os meses de julho e agosto em 2021. A estiagem e as geadas ocorridas com maior intensidade nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, impactaram nas condições fisiológicas dos cafezais. Com isso, as produtividades, em especial da espécie arábica, não deverão manifestar seu pleno potencial produtivo. Ainda assim, a produção para esta variedade de café é estimada em 38,7 milhões sacas.
Já para o conilon, a expectativa é de um novo recorde com a colheita podendo chegar próxima a 17 milhões de sacas.
O diretor de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Silvio Farnese, ressaltou que já estão a disposição do produtor recursos para ajudar na comercialização dos seus produtos em razão da dificuldades enfrentadas com o clima.
Para mais informações sobre o primeiro levantamento da safra do produto em 2022, acesse o site da conab em: www.conab.gov.br
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