
Sign up to save your podcasts
Or


Reduzir a dependência do Brasil das importações de fertilizantes, esse é o objetivo do Plano Nacional de Fertilizantes, lançado pelo Governo Federal nesta sexta-feira (11), no Palácio do Planalto.
O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) é uma referência para o planejamento do setor de fertilizantes para os próximos 28 anos (até 2050), promovendo o desenvolvimento do agronegócio nacional e considerando a complexidade do setor, com foco nos principais elos da cadeia.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, destacou a importância do plano para produção brasileira e ressaltou a presença de embaixadores de outros países presentes no evento, demonstrando a preocupação com a segurança alimentar do mundo.
A elaboração do plano foi iniciada em 2021 e formalizado por Decreto, assinado nesta sexta-feira. O documento também institui o Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas, órgão consultivo e deliberativo que coordena e acompanha a implementação do Plano Nacional de Fertilizantes.
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina explicou que não se trata de o país alcançar a autossuficiência, mas sim de se ter autonomia, com um percentual reduzido de dependência externa para o fornecimento dos fertilizantes ao produtor.
No próximo dia 12, a ministra viaja ao Canadá para tratar do tema, após ter visitado o Irã recentemente, e a Rússia, no ano passado.
O PNF buscará readequar o equilíbrio entre a produção nacional e a importação ao atender sua crescente demanda por produtos e tecnologias de fertilizantes. Pretende-se diminuir a dependência de importações, em 2050, de 85% para 45%, mesmo que dobre a demanda por fertilizantes.
Com o objetivo de promover melhorias nas infraestruturas dos portos, o Governo Federal realizou nesta sexta-feira (11) o Leilão dos Terminais Pesqueiros Públicos (TPPs) de Belém (PA), Manaus (AM) e Vitória (ES).
O leilão foi realizado pela Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/MAPA) e a Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos do Ministério da Economia (SEPPI/ME) na B3, em São Paulo. Essa foi a primeira vez que a B3 sediou um leilão de terminais pesqueiros.
A empresa Amazonpeixe Aquicultura arrematou os lotes de Belém (PA) e de Manaus (AM). O terminal pesqueiro de Belém recebeu proposta de outorga de R$ 140.757,74 e o de Manaus teve proposta de R$ 126.991,07. Ambas as ofertas representaram ágio de 50,50% do valor proposto no edital.
O terceiro lote teve como objeto o terminal de Vitória (ES) e foi vencido pela empresa Himalaia Refrigeração e Conservação, com uma proposta de outorga de R$ 1.003.000,00.
O secretário de Aquicultura e Pesca do Mapa, Jorge Seif Jr, destacou que a gestão privada deverá promover melhorias na infraestrutura dos portos, garantindo mais apoio aos pescadores e aumentando a eficiência do setor. Segundo ele, atualmente há vários terminais pesqueiros públicos inativados.
Seif lembrou que aproximadamente 30% do que é pescado no Brasil é descartado por falta de condições. Segundo ele, ao dar estrutura para os pescadores, o custo da produção será reduzido.
O leilão teve como objetivo a seleção da proposta mais vantajosa, com o critério de maior oferta de outorga por cada terminal ou bloco de terminais, para a exploração, revitalização, modernização, operação, manutenção e gestão pelo período de 20 anos.
Segundo o PPI, o processo para concessão dos Terminais Pesqueiros Públicos de Aracaju (SE), Natal (RN) e para o Bloco formado pelos TPP's de Santos (SP) e Cananéia (SP) será submetido à reanálise, para realização do leilão em nova data, que será divulgada oportunamente.
O Canadá autorizou o início da importação de carne bovina e suína in natura do Brasil. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (14) pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que está em viagem ao Canadá. Com isso, o Brasil ultrapassou a marca de 200 novos mercados externos para produtos agropecuários abertos desde o início de 2019.
Ao sair do encontro com o vice-ministro canadense, Paul Samson, a ministra Tereza Cristina comemorou a conquista e disse que trará novos empregos e renda para o país.
O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Orlando Leite Ribeiro explica que, levando em conta o market share do Brasil (Uma quota ou fatia de mercado, relativo a participação no mercado que designa a quantidade absoluta e relativa detida por uma organização) para esses dois produtos é possível estimar exportações da ordem de US$ 150 milhões por ano.
No encontro entre a ministra Tereza Cristina e o vice-ministro da Agricultura do Canada foram tratados temas como sustentabilidade e cooperação entre os dois países na área de pesquisa e tecnologia. Tereza Cristina destacou que Brasil e Canadá são líderes comprometidos com uma agricultura segura, baseada na ciência e sustentável e lembrou a atuação do Brasil durante a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU e a COP26.
Na viagem a Ottawa estão previstas reuniões com presidentes de empresas produtoras e exportadoras de potássio instaladas no país para conversar sobre a possibilidade de aumentar as exportações de potássio para o Brasil.
Hoje a ministra terá reuniões com os presidentes das empresas ligadas ao ramo. Ontem (13), Tereza Cristina se reuniu com a diretoria da Brazil Potash,empresa brasileira privada, de capital fechado, controlada por investidores brasileiros e estrangeiros.
Em seu primeiro ano de atividade práticas com os jovens beneficiários, o Programa de Residência Profissional Agrícola, o AgroResidência, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), já atendeu mais de 90 residentes a conquistar um emprego com a experiência adquirida durante as atividades em 2021.
Destinado à qualificação de jovens estudantes e recém-formados dos cursos de ciências agrárias e afins, o programa se caracteriza pela inserção dos beneficiários no ambiente real de trabalho, por meio de treinamento prático, orientado e supervisionado, propiciando o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao exercício profissional.
Para a ministra Tereza Cristina, o AgroResidência contribui para estimular a assistência técnica no país, proporcionando a capacitação dos beneficiários para atenderem o produtor rural.
Por meio da política pública, são custeadas bolsas para residentes de cursos técnicos de nível médio, no valor de R$ 900; e de nível superior, no valor R$ 1.200. A carga horária de trabalho dos residentes é de 40 horas semanais. Também são custeadas bolsas para professor orientador, que corresponde ao valor de R$ 200 por orientado. Cada professor deve orientar entre cinco (mínimo) e dez (máximo) residentes, sendo assim, a bolsa pode variar de R$ 1 mil a R$ 2 mil.
O cearense Wíctor Rodrigues, de 25 anos, é um exemplo de que o AgroResidência já colhe bons frutos. Depois de participar das atividades, entre fevereiro e dezembro de 2021, o jovem engenheiro agrônomo foi contratado pela Unidade Residente.
Outra beneficiária do programa que comemora a conquista do emprego é Ane Cavalcante, de 24 anos. Nas fazendas de uma empresa voltada para nutrição animal, localizada no Pará, a jovem zootecnista desenvolveu atividade de cria, recria e engorda de bovinos.
Atualmente, o programa conta com mais de 100 projetos de residência profissional agrícola, desenvolvidos em parceria com instituições de ensino em diversos estados do Brasil. Cada projeto leva em conta as características das atividades agropecuárias da região onde é implementado. Até 2023, serão atendidos mais de 1.300 beneficiários com as atividades de qualificação técnica desenvolvidas pela política pública.
Outras informações podem ser solicitadas pelo e-mail: [email protected] e por telefone: (61) 3276-4675 ou 3276-4674.
Em reunião com representantes das Nações Unidas e dos governos dos países americanos, a ministra Tereza Cristina defendeu nesta quarta-feira (16) que os fertilizantes sejam excluídos do regime de sanções, a exemplo do que ocorre com os alimentos. Segundo ela, reprimir o comércio desses insumos afeta a produtividade do campo, reduz a disponibilidade de alimentos, reforça a tendência inflacionária das principais commodities e, como consequência final, ameaça a segurança alimentar, especialmente dos países mais vulneráveis.
A ministra, preside a Junta Interamericana de Agricultura (JIA) e deverá encaminhar o assunto para a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização das Nações Unidas Para Alimentação e Agricultura (FAO).
A ministra apresentou outras ações para que, de forma coordenada, seja possível mitigar os impactos negativos da atual crise de preços dos insumos, em especial de fertilizantes. Além de intensificar a pesquisa científica em busca de inovações tecnológicas que permitam fortalecer a eficiência e a sustentabilidade da agropecuária, Tereza Cristina sugeriu aumentar o intercâmbio de informações sobre os mercados agrícolas globais, ampliando, por exemplo, o escopo do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas do G-20 (o AMIS) e incluir dados sobre fertilizantes, o que representaria importante contribuição para a transparência e estabilidade dos mercados.
Na reunião de hoje, o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu comentou que a fome e a insegurança alimentar estão mais fortes do que nunca por causa da pandemia e disse que é preciso garantir a sustentabilidade dos sistemas alimentares, com o enfrentamento das restrições ao comércio por meio de um trabalho conjunto.
A enviada Especial das Nações Unidas para a Cúpula dos Sistemas Alimentares, Agnes Kalibata, também reforçou a necessidade de iniciativas conjuntas.
Já o secretário de Agricultura dos Estados Unidos da América, Tom Vilsack, comentou sobre a alta dos preços dos fertilizantes e defendeu esforços para a inovação, tecnologia e sustentabilidade para uma maior produção desse insumo.
O encontro, realizado de forma virtual, também debateu as preocupações com a segurança alimentar diante do desafio de uma nova agenda global em agricultura. Tereza Cristina disse que, enquanto maior região exportadora líquida de alimentos, as Américas podem capitanear respostas coletivas e coordenadas a esses desafios.
Também participaram da reunião outros ministros da Agricultura das Américas, além dos integrantes do Conselho Agropecuário do Sul (CAS)
Em continuidade ao projeto piloto de implantação do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica (PSC) em Alagoas, lançado em 2021, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a iniciativa privada realizam de 21 de março a 30 de abril a segunda etapa de vacinação contra a doença no estado. Estima-se que serão vacinados cerca de 120 mil suínos.
As vacinas aplicadas nesta etapa são doadas pela Zoetis Indústria de Produtos Veterinários LTDA e a aplicação das doses será feita por 120 vacinadores contratados pela iniciativa privada.
O diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Geraldo Moraes, explica o trabalho conjunto realizado entre o Mapa e a iniciativa privada para prevenção dos animais contra a doença.
Os investimentos para execução do projeto piloto, que envolve a vacinação contra a PSC em Alagoas, são provenientes de parceria público-privada e somam mais de R$ 2 milhões.
Também conhecida como febre suína, a PSC é uma doença viral, altamente contagiosa e que afeta somente suínos domésticos e asselvajados, não sendo transmissível a humanos. Os principais sintomas nos animais são febre alta, lesões avermelhadas na pele, conjuntivite, falta de apetite, fraqueza, diarreia e aborto.
Além de Alagoas, outros dez estados fazem parte da zona não livre da doença, sendo eles: Amapá, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.
Na primeira etapa de vacinação contra a PSC em Alagoas, executada entre junho e agosto de 2021, foram vacinados cerca de 112 mil suínos, distribuídos em mais de sete mil propriedades rurais do estado.
A vacinação foi realizada por meio de 60 vacinadores contratados pela iniciativa privada e com vacinas doadas pela Zoetis. Já a fiscalização e auditoria do processo foi realizada pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e pelo Mapa.
Intitulado como Aplicador Legal , o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Croplife Brasil, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), lançaram nesta quinta-feira (17), o Programa Nacional de Habilitação de Aplicadores de Agrotóxicos e Afins.
A medida é prevista no Decreto Nº 10.833/2021, que determinou a criação de registros de aplicadores, com a obrigatoriedade de treinamento para os profissionais aplicadores em campo. A capacitação é importante para aumentar a conscientização sobre riscos, bem como orientar a aplicação adequada visando à proteção do meio ambiente, à segurança alimentar e às melhores práticas para a saúde humana. Até 2026, estima-se a capacitação e registro de 2 milhões de agricultores.
A ministra Tereza Cristina destacou que os problemas relacionados à aplicação de produtos no Brasil estão ligados ao mau uso.
Ela acrescentou que a capacitação irá combater a desinformação sobre o uso desses insumos na produção agrícola.
Durante o evento de lançamento do programa foi assinado um Protocolo de Intenções entre a Secretaria de Defesa Agropecuária, a CropLife Brasil, o Sindiveg e o Senar, visando a elaboração de um Plano de Trabalho para a consecução de cursos de capacitação destinados à aprovação do registro de aplicador de agrotóxicos e afins. O secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, explicou a finalidade do programa.
Também será disponibilizado um aplicativo para celular que será utilizado para emissão da carteira digital de habilitação dos aplicadores que obtiverem o certificado de conclusão dos cursos de capacitação junto às entidades credenciadas pelo Mapa nos Estados e no Distrito Federal.
A Anvisa e o Ibama participaram da elaboração dos conteúdos mínimos dos cursos.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou nesta quarta-feira (23), o Agro Hub Brasil, espaço virtual que reúne informações sobre o ecossistema de inovação da agropecuária brasileira e as principais iniciativas em curso no país. Números de agtechs (startups do setor agropecuário) e de hubs de inovação, informações sobre parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras. Esses dados estão disponíveis no site do Mapa.
A ferramenta foi apresentada ao público em live de lançamento com a participação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Ela destacou que a plataforma será uma referência para o produtor acompanhar as ações de inovação em andamento no país, servindo, como exemplo, para aproximar os empreendedores do agro da captação de recursos para os projetos.
No Agro Hub Brasil, o usuário tem acesso a um calendário com as principais iniciativas do agro que acontecem no país, além de espaço dedicado ao produtor rural que quer conhecer um pouco mais sobre a agricultura digital. Neste espaço, estão disponíveis informações sobre conectividade em áreas rurais e aplicativos de celular com soluções para o dia a dia no campo e exemplos de uso das tecnologias digitas na agropecuária.
O coordenador-Geral de Inovação do Mapa, Daniel Trento, explica que o Agro Hub Brasil contribui para uma maior coordenação das ações em curso, sejam elas promovidas pelo Ministério ou por outras instituições, além de integrar o compromisso do Mapa de promover e potencializar iniciativas de inovação que fortaleçam a aceleração da transformação digital no campo.
A ferramenta ainda traz informações sobre startups, empresas nascentes de base tecnológica com objetivo central de desenvolver soluções e aprimorar um modelo de negócio. As que atuam no setor agropecuário também são conhecidas como agtechs ou agritechs. Ainda há explicações sobre linhas de apoio e fomento público e privado para as startups.
Mais 31 consórcios públicos municipais, abrangendo 520 municípios, vão receber orientações técnicas do Projeto de Ampliação de Municípios Integrados ao Sisbi-Poa por Meio de Consórcios Públicos Municipais (Consim). A segunda etapa do projeto foi lançada nesta quinta-feira (24) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Os consórcios estão localizados em nove estados e foram selecionados por meio de Edital de Chamamento Público.
O Projeto Consim tem como objetivo orientar tecnicamente os consórcios públicos de municípios que buscam desenvolver seus serviços de inspeção de produtos de origem animal, visando a inclusão no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Após a adesão, as agroindústrias de carnes, leite, pescados, ovos, mel e respectivos derivados podem comercializar seus produtos em todo o território nacional.
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina destacou a importância do modelo de consórcios municipais para que os produtores possam ampliar sua comercialização.
O Projeto Consim está estruturado em cinco fases: inscrição, qualificação, capacitação, preparação para adesão e avaliação da equivalência. Os consórcios selecionados receberão capacitação, orientação técnica e transferências voluntárias para financiamento de veículos e equipamentos de informática.
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal, disse que o Sisbi-POA dobrou de tamanho nos últimos três anos.
A primeira edição do Projeto Consim foi realizada entre 2020 e 2021 e contou com a participação de 12 consórcios públicos. Desses, dez conseguiram obter adesão ao Sisbi-POA, beneficiando uma área de abrangência de 175 municípios em seis estados.
Com isto, o Sisbi-POA passou a contar com 22 Estados, o Distrito Federal, 31 Municípios individualmente, 14 Consórcios Públicos de Municípios (contemplando 260 municípios). Atualmente, existem quase 10 mil produtos com o Selo Sisbi circulando no país.
Nesse episódio do projeto de Podcast da Divisão de Febre Aftosa, o médico veterinário e ponto focal do PNEFA na SFA-SP, Gabriel Torres, conversa com Nilton Antonio de Morais, médico veterinário, auditor fiscal federal agropecuário da Coordenação de Emergência Zoossanitárias - CEZS, do Departamento de Saúde Animal (DSA), sobre a preparação do Brasil para emergência zoossanitária relacionada à febre aftosa. Data: 28/03/2022.
From the publisher's feed