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As exportações do agronegócio em julho deste ano chegaram ao valor recorde de US$ 11,29 bilhões, 15,8% superior ao exportado no mesmo mês do ano passado (US$ 9,75 bilhões).
O crescimento das exportações está ligado à elevação do índice de preços dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil, que foi de 28,5% na comparação entre julho de 2020 e julho de 2021.
O coordenador geral de Estatística e Análises Comerciais da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Gustavo Cupertino, explica a razão do recorde alcançado.
Destaque para soja em grãos e carnes (bovina, suína e de frango). A soja teve queda na quantidade exportada de aproximadamente 10 milhões de toneladas (julho/2020) para 8,7 milhões de toneladas (julho/2021). As carnes atingiram valor recorde de exportações com US$ 2,03 bilhões em vendas externas em julho passado (+34,9%). Cupertino atribui essa estabilidade mesmo com a queda no volume exportado com a adaptação do mercado pós pandemia.
As importações do agronegócio chegaram a US$ 1,2 bilhão. O saldo da balança comercial do agronegócio atingiu US$ 10 bilhões. O agronegócio contribuiu com 44,2% na participação das exportações totais brasileiras.
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participou nesta quinta-feira (12) do lançamento da antena 5G no espaço de Vitrine de Tecnologias da Embrapa Soja, em Londrina (PR).
Consulta veterinária digitalizada, sistemas embarcados em máquinas agrícolas, internet das coisas para a tomada de decisões e centro de soluções com conexões entre máquinas formam as estações técnicas com demonstrações de experiência da tecnologia de internet 5G para o agronegócio.
Tereza Cristina, conferiu as demonstrações de perto e destacou a inclinação da região para um agronegócio cada vez mais conectado.
Para a ministra, o impacto dessa tecnologia para os pequenos produtores será significativo.
Em parceria com o Ministério das Comunicações, serão instaladas antenas de conexão 5G como pilotos para o leilão da tecnologia, que acontece ainda este ano no Brasil. Assim, para o agro, os projetos demonstrativos são conduzidos em cidades selecionadas pela referência de suas instituições de pesquisa agropecuária e universidades e pelo potencial de gerar mais tecnologias a partir da sinergia nos ecossistemas e arranjos regionais.
As instalações e testes das antenas 5G em regiões de destaque no agro já foram realizadas em Rondonópolis (MT), na área do Instituto Mato-Grossense de Algodão (IMAmt), e em Sorocaba (SP), na área do Centro Universitário Facens.
O coordenador de Fiscalização de Produtos Vegetais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cid Rozo, explica como é o trabalho para evitar fraudes na venda de azeite de oliva no Brasil.
O Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) aprovou na terça-feira (10) a criação de reserva no valor de R$ 1,32 bilhão no orçamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para atender os cafeicultores prejudicados pelas geadas nas últimas semanas.
A medida já havia sido discutida na reunião do Comitê Técnico do conselho na semana passada. Agora, o tema será encaminhado ao Ministério da Economia para ser submetido ao Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião extraordinária.
Com o aval do CMN, os valores ficarão à disposição dos agentes financeiros após uma avaliação oficial das perdas causadas pela geada nas regiões produtoras. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) conduz o levantamento em conjunto com entidades do setor cafeeiro.
O diretor de Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silvio Farnese, acredita que os recursos devem ser aprovados nas próximas duas semanas.
Os recursos fazem parte dos R$ 5,9 bilhões aprovados para aplicação nas linhas de financiamento do Funcafé na safra 2021/2022. Com a manutenção da reserva, nesse primeiro momento, os agentes financeiros terão R$ 4,6 bilhões para as linhas de crédito de custeio, comercialização, capital de giro e aquisição de café. Os contratos estão no final de processamento.
O CDPC é formado por sete membros do governo federal e sete da iniciativa privada, das principais associações de produtores e da indústria. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o secretário-executivo, Marcos Montes, participaram da reunião do Conselho.
Os agricultores brasileiros serão responsáveis por uma colheita de 254 milhões de toneladas de grãos. O resultado só não é melhor devido às condições climáticas adversas registradas nas diversas regiões produtoras do país. O volume esperado para o ciclo 2020/2021 é menor em cerca de 3 milhões de toneladas do que o registrado na safra anterior, como aponta o 11º Levantamento divulgado nesta terça-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Mesmo com o aumento de área plantada de 4%, as produtividades principalmente das lavouras de 2ª safra tiveram forte impacto pelo clima registrado durante o desenvolvimento das culturas, como destaca o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.
O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Guilherme Bastos, ressalta que o clima é o grande desafio para a produção de alimentos no mundo.
No âmbito do mercado externo em geral, o algodão em pluma segue com cenário positivo no mercado internacional. Por outro lado, a companhia reduziu as previsões do volume exportado de milho e de soja.
Outras informações sobre a produção de grãos na atual safra podem ser acessadas no site da companhia em www.conab.gov.br
N-NE: Sem previsão de chuva entre o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (MATOPIBA), mantendo as condições favoráveis para a colheita do algodão e do milho 2ª safra. Já em Sergipe, Alagoas e Bahia (SEALBA), há previsão de pouca chuva, principalmente nas áreas mais próximas do litoral. A umidade no solo será suficiente para o desenvolvimento do feijão e do milho 3ª safra.
CO-SE: Não há previsão de chuva em grande parte dessas regiões. O tempo seco continuará favorecendo a colheita do algodão e do milho 2ª safra.
A baixa umidade no solo causará restrição de água às lavouras de trigo não irrigado.
S: Áreas de instabilidade são previstas, com maiores acumulados de chuva no leste de SC. No RS, queda de chuvas mais significativas se concentram na área centro-norte do estado. As chuvas contribuirão para a manutenção da umidade no solo, favorecendo o desenvolvimento dos cultivos de inverno. Já na metade norte do PR haverá diminuição de água, em função da baixa umidade no solo e da previsão de pouca ou nenhuma chuva. Há possibilidade de ocorrer geada fraca, desde o sul do PR até o RS, com previsão de baixo impacto às lavouras.
Previsão Agrometeorológica – 09/08 a 16/08/2021
As informações do Boletim são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Nacional de Abastecimento (Inmet).
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta sexta-feira (6) a Portaria nº 249 declarando estado de emergência fitossanitária para a praga Moniliophthora roreri (monilíase do cacaueiro) nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. A declaração visa reforçar as medidas de prevenção e evitar que a praga se espalhe para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu.
O estado de emergência fitossanitária será de um ano e incluiu o Amazonas e Rondônia por serem as unidades da federação que fazem fronteira com o Acre. A coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro, destacou a importância da medida que visa proteger a produção do fruto no país.
Durante a duração do estado de emergência, todas as ações necessárias à erradicação da praga e que evitem sua disseminação para as áreas produtivas poderão ser adotadas com maior agilidade tanto no nível federal, quanto estadual.
Desde a confirmação da ocorrência da praga equipes compostas por profissionais do Mapa, do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (IDAF/AC), da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (IDARON/RO), da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (ADAF/AM), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade de Brasília (UnB) estão no município executando uma varredura completa na área considerada como de maior risco de detecção de possíveis novos focos da praga.
Conforme previsto na Portaria, nos próximos dias será publicado um ato complementar com o detalhamento das medidas a serem adotadas por cada estado, conforme o nível de risco e particularidades de cada um, podendo englobar ações específicas relacionadas à fiscalização do trânsito de plantas hospedeiras, ao manejo preventivo da praga em áreas produtivas, campanhas de educação fitossanitária, mapeamento e eliminação de plantas, entre outras.
No desempenho do primeiro mês da safra 2021/22, as contratações do crédito rural atingiram R$ 27 bilhões, aumento de 16% em relação à safra passada.
Com o volume contratado, em julho, os investimentos somaram R $6,8 bilhões, apresentando o maior crescimento (+38%). As operações de custeio totalizaram R $16,5 bilhões, em relação a igual período do ano passado.
De acordo com o Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2021/2022, os produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) apresentaram o melhor desempenho relativo, com R$ 6,6 bilhões contratados, dos quais R$ 4,2 bilhões em custeio e R$ 1,8 bilhão em investimento.
Do montante de recursos autorizados para o Pronaf, ainda restam a ser contratados 87% dos investimentos e 78% das demais finalidades.
O Diretor de Crédito e Informação da Secretária de Política Agrícola do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, explicou o aumento na procura por crédito rural
O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) apresentou uma elevação de 5% no volume de recursos contratados e atingiu R$ 3,8 bilhões. Desse montante, R$ 3,5 bilhões referem-se às contratações de custeio e, R$ 306 milhões, aos investimentos. Nesse sentido, o saldo remanescente para atendimento a futuras demandas dos médios produtores amparados pelo programa, situa-se em 93% para investimentos e 88% para custeio, comercialização e/ou industrialização.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou o estado do Acre como “área sob quarentena” para a praga quarentenária ausente Moniliophthora roreri (Monilíase do Cacaueiro), detectada pela primeira vez no Brasil em área urbana do município de Cruzeiro do Sul (AC). A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (5), por meio da Portaria nº 372.
A declaração, feita para todo o estado do Acre, implica na proibição do trânsito de materiais vegetais (frutos, plantas) hospedeiros da praga (espécies do gênero Theobroma e Herrania) provenientes de todo o estado para as demais unidades da federação.
A monilíase é uma doença devastadora que afeta, principalmente, plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e uma elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.
Essa é uma doença que atinge somente as plantas hospedeiras do fungo, sem riscos de danos à saúde humana.
O status de "área sob quarentena" para todo o estado permanecerá em vigor até que sejam concluídos os trabalhos de delimitação da área exata da ocorrência da praga e estruturadas as medidas previstas de prevenção e erradicação da praga previstas no Plano Nacional de Prevenção e Vigilância de Moniliophthora roreri.
No mês passado, um foco da praga foi detectado em área residencial urbana no município de Cruzeiro do Sul, interior do Acre.
O Mapa alerta que devido ao seu potencial de danos às culturas que atinge é de fundamental importância a notificação imediata de quaisquer suspeitas de ocorrência da praga nas demais regiões do país às autoridades fitossanitárias locais.
O Brasil hoje é o terceiro maior importador de azeite de oliva do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia. De acordo com dados do Conselho Oleícola Internacional (International Olive Council, ou IOC, na sigla em inglês), em 2020 o Brasil importou 104.179 toneladas de azeite de oliva e bagaço de oliva, 20% maior em relação ao ano anterior.
Com o aumento no consumo, as ações de fiscalização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vêm se intensificando para evitar a comercialização de produtos fraudados. As ações realizadas em conjunto com outros órgãos registraram quedas no nível de inconformidade desse tipo de produto nos últimos anos, resultado também da responsabilização dos comerciantes pela venda de azeites fraudados.
Atualmente, o azeite de oliva é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, atrás apenas do pescado. A fraude mais comum é a mistura de óleo de soja com corantes e aromatizantes artificiais. Também são encontrados casos de azeite de oliva refinado vendido como extra virgem.
Segundo o coordenador de Fiscalização de Produtos Vegetais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cid Rozo, é justamente essa dificuldade na identificação dos produtos alterados que permite o alto número de fraudes a esse produto.
Para evitar a proliferação de casos de fraude de azeites de oliva, o Mapa realiza um plano de fiscalização com ações programadas em média duas vezes ao ano. O acompanhamento pelos fiscais leva em consideração os níveis de consumo do azeite, a vulnerabilidade de produtos, o histórico de inconformidade das marcas.
Em retrospectiva das ações de força-tarefa, o nível de inconformidade desse tipo de produto girava em torno de 20% e, após ações sucessivas de fiscalização, foi possível reduzir o índice para 1%, em 2019.
Ao identificar algum produto fraudado, o Mapa atua com Poder de Polícia Administrativa. Os fiscais do Ministério determinam a apreensão dos produtores fora de conformidade, a suspensão da comercialização das marcas identificadas, a autuação e responsabilização do varejista e do envasador do produto, com aplicação de multa no valor máximo de R$ 540 mil, conforme o lote encontrado na ação de fiscalização.
Como o produto apreendido é impróprio para o consumo, ele é devidamente descartado e, geralmente, é utilizado na indústria de biodiesel ou em outras finalidades.
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