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A Rumo pediu autorização do governo para construir 10 trechos ferroviários, alguns dos quais também foram solicitados por outras empresas. Até 6ª feira (2.set.2022), não havia uma solução regulatória para esse conflito.
Por isso, para os contratos assinados antes desta data, a solução encontrada pelo mercado foi: a ferrovia será da empresa que 1º fizer o investimento. A afirmação é do CEO da Rumo, João Alberto Abreu, em entrevista ao Poder360.
O procurador do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) Roberto Livianu diz que as comemorações dos 200 anos de Independência do Brasil serão marcadas pela desunião. Sem citar seu nome, ele disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) está usando a data para promover mentiras.
“Lamentavelmente, o 7 de setembro de 2022 será um dia que estimula a desunião do país, a disseminação de inverdades sobre as urnas“, disse ao Poder360 sobre os movimentos que Bolsonaro tem convocado.
Os evangélicos são um dos poucos segmentos da sociedade que têm demonstrado em pesquisas eleitorais uma preferência consistente por Jair Bolsonaro (PL).
No último levantamento do PoderData, o atual presidente registrou 52% das intenções de voto desse grupo, contra 31% de Lula. Considerando toda a sociedade, Lula está à frente, com 44% contra 37%.
O cientista político Vinícius do Valle, diretor do Observatório dos Evangélicos, cita a atuação da primeira-dama Michelle Bolsonaro como um dos trunfos da campanha do atual presidente nesse setor.
“Muitas evangélicas se veem na posição da Michelle porque vivem uma experiência semelhante no seus lares: são casadas com homens que não vão à igreja ou até vão, mas têm uma postura muitas vezes violenta, muitas vezes agressiva. Essas mulheres estão na igreja orando, tentando fazer de tudo para converter os seus maridos. Há uma identificação dessa mulher com a figura da Michelle“, afirmou o doutor em ciência política pela USP em entrevista ao Poder360.
A alta permanente nos preços dos combustíveis se deve a 3 fatores: carga tributária elevada, o PPI (Preço de Paridade de Importação) e a alta do dólar. Essa é a análise de James Thorp Neto, 49 anos, presidente da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes).
Em entrevista ao Poder360, Thorp avalia que a alta carga tributária é o pior destes motivos porque diminui a margem de lucro e de capital de giro dos postos. Também diminuiu o poder de consumo da população.
O relator-geral do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI), quer negociar o espaço no teto de gastos para manter o Auxílio Brasil de R$ 600 e reajustar o salário de funcionários públicos federais com o vencedor da eleição presidencial de outubro e líderes do Congresso.
A equação, que envolverá ainda o valor e as regras das emendas de relator, é “quase impossível”, afirmou Castro em entrevista ao Poder360. Sua estimativa é reservar de R$ 110 bilhões a R$ 120 bilhões para despesas discricionárias –a verba que o governo escolhe onde aplicar e que equivale ao espaço no teto.
O ex-ministro e candidato ao Senado Astronauta Marcos Pontes afirmou que a escolha de seu nome para a disputa de uma vaga no Senado por São Paulo partiu de Jair Bolsonaro (PL). No final de junho, o presidente da República ficou sem candidato ao Senado no Estado depois da desistência do apresentador de TV José Luiz Datena (PSC).
“O presidente me ligou. Falou assim: Olha, posso considerar seu nome? Falei: Pode, eu estou aqui para servir. Tô aqui para ajudar o meu país e o meu Estado. Então se precisar eu assumo a missão”, disse o ex-ministro da Ciência e Tecnologia em entrevista ao Poder360.
Criador do 1º jornal brasileiro na internet (o JB on-line, em 1995) e um dos mais influentes pensadores sobre as mudanças no mercado de jornalismo no mundo, Rosental Alves, 70 anos, disse em entrevista ao Poder360 enxergar uma onda de ataque à democracia liberal.
Ameaças à imprensa, afirma, são uma etapa rumo a esse objetivo. “A imprensa livre é um dos pilares fundamentais da democracia. Não é à toa que presidentes e primeiros-ministros com vocação autoritária, de esquerda ou de direita, atacam a imprensa. A tecnologia os habilita a ter uma comunicação direta com os seus seguidores. Eles se sentem no direito de mobilizar essas hordas contra o jornalismo.”
O diretor do Centro Knight de jornalismo para as Américas considera que a regulação da mídia em disputa em diversos países terá papel importante na resposta a essa ameaça. “A regulação virá. O problema é o que virá. As diferentes forças vão aproveitar o momento para puxar para um mundo mais democrático, ou menos democrático“, diz Rosental.
O presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Alexandre Cordeiro, 46 anos, diz que a autarquia julgará neste ano ações que devem facilitar a abertura do setor de óleo e gás para dar maior competitividade.
Os segmentos de saúde e infraestrutura também estão na lista. Envolvem grandes operações de fusões e aquisições, e que afetam diretamente a população e o desenvolvimento da economia.
Há grandes processos envolvendo a Petrobras. O colegiado tem na pauta o julgamento da venda da Reman (Refinaria Isaac Sabbá), em Manaus (AM), mais um passo para abrir o mercado e diminuir a concentração da estatal no setor.
“Fazer abertura de mercado nunca é simples. Ainda mais quando a gente tá tratando de uma empresa pública que foi criada para ser uma monopolista”, afirmou Cordeiro ao PoderEntrevista.
A advogada Rosângela Wolff Moro diz que será candidata a deputada federal por São Paulo porque o Estado está carente de defensores da Operação Lava Jato, protagonizada pelo seu marido, Sergio Moro.
“São Paulo está meio órfão de pessoas que verdadeiramente defendam o combate à corrupção e o endurecimento de leis para isso“, disse em entrevista ao Poder360.
A senadora Soraya Thronicke, pré-candidata do União Brasil ao Palácio do Planalto, afirmou em entrevista ao Poder360 que flexibilizou seu próprio liberalismo econômico diante do aumento da fome no país. Também assumiu um tom crítico ao governo de Jair Bolsonaro (PL), que agora classifica como “caos completo”.
Lançada na cabeça de chapa ao lado do ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra (União Brasil), Soraya disse que seu partido deixou as negociações da chamada 3ª via por causa do “fisiologismo” e da “postura de não ceder em hipótese alguma” do MDB e do PSDB.
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