Um dia para amar...
É Natal
tem um ruído
Entre o trilho do trem
E o apito de um ano Novo
Que lembra que a cada dia
Mais velho fica o tempo
E a ponta dos meus dedos
Noel voou sem trenó
Deixou lá fora meu sono
Infantil mergulhado na
Fantasia da inexistência
Uma figura que todo ano vem e
não vem
Deixa à espera
Como muitos cristãos
Que brindam o nascimento aguardam a volta de seu Deus
Tanto céu,
Pouca terra
Impossíveis de trenós e renas
Num sistema de visão externa
Cadê os olhos de dentro?
Papai Noel é aquela moça que
Preparou a sopa a um desconhecido Cristo que tem fome.
Uma mãe que trocou o dia pela noite
Para ter um panetone
Um pai que não dormiu a noite
Uma avó doce
Um irmão que trouxe a cerveja
Um tio que assa o churrasco
A prima que prepara a maionese
A tia que traz o pudim
Em volta da árvore,
Carências disfarçadas
De presentes.
Símbolos por uma troca de abraços
Natal
Um dia, uma desculpa para amar
Melina Guterres
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