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A transformação que desejamos ver precisa começar em nós. Governos passam, culturas mudam e ideologias desaparecem, mas o Reino de Deus permanece para sempre. Não importa quem esteja hoje em um trono terreno: chegará o dia em que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor. Por isso, não devemos nos conformar com este mundo, nem sermos moldados por sua cultura, mas renovarmos nossa mente pela Palavra de Deus.
Seguir a Cristo não nos isenta das aflições, mas nos sustenta em meio a elas: somos pressionados, mas não esmagados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não abandonados. O sofrimento não é o nosso fim, pois, mesmo em nossa fraqueza, a vida de Jesus se manifesta em nós. Ser discípulo é negar a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir a Cristo, renunciando ao domínio do ego, da soberba e das próprias vontades para viver segundo a vontade de Deus. Permanecemos fiéis a Jesus, confiantes de que a nossa vida está nele.
Quando começamos a nos apegar a palavra, o nosso coração vai nos tornar dependentes disso.
No caminho o que sempre vai nos sustentar é a palavra de Deus!
Antes de pensar no que fazer, precisamos entender para quem existimos.
Fomos criados para conhecer, amar e glorificar a Deus. Nosso propósito começa nEle.
A Bíblia inteira aponta para uma só pessoa: Cristo.A cruz nos lembra que não podemos nos salvar e que a nossa esperança nunca esteve na nossa capacidade, mas na suficiência de Jesus.Ele não foi para a cruz por acidente. Foi uma entrega de amor.A cruz revela que Ele nos conhece por inteiro e, ainda assim, nos ama.O evangelho é suficiente. E quando nossos olhos permanecem na cruz, permanecemos em Cristo.
Jesus não nos transforma apenas para que tenhamos histórias sobre o que Ele fez, mas para que nossa vida revele quem Ele é. Por isso, não podemos separar o domingo da segunda-feira, como se nossa fé estivesse restrita à igreja. O encontro com Cristo precisa transformar nossas escolhas, atitudes e reações aonde estivermos. Somos chamados a ser cartas vivas de Jesus, testemunhando Sua presença não apenas pelo que falamos, mas pela maneira como vivemos.
O verdadeiro poder e crescimento da igreja vêm da união indispensável entre o conhecimento profundo da Palavra de Deus e a total dependência do Espírito Santo. É essa combinação que gera maturidade e autoridade, capacitando a igreja a manter um coração íntegro e continuar a obra de Jesus na Terra, escolhendo obedecer a Deus acima dos homens.
A jornada cristã, desde a compreensão do Evangelho, passando pela santificação até o testemunho eficaz, não é sustentada por esforço, estratégia humana ou merecimento, mas é uma obra sobrenatural do Espírito Santo. Sem Ele, somos incapazes de entender a verdade de Deus, vencer o pecado e viver a missão que Cristo nos confiou. Por isso, a vida cristã começa e continua na dependência: reconhecer nossa insuficiência e pedir que o Espírito nos conduza, transforme e capacite.
O evangelho é escândalo porque revela a realidade de um Deus soberano, santo e perfeito que escolhe habitar em nós, falhos e pecadores, e nos chama a viver em total dependência dele. A presença do Espírito Santo não nos torna superiores aos que estão fora da igreja; ao contrário, nos capacita a viver e a testemunhar o evangelho. O poder que recebemos não é para nossa exaltação ou benefício próprio, mas para que Cristo seja conhecido. Por isso, tudo começa e termina nele: não estamos sendo transformados pela nossa própria força ou mérito, mas pela ação do Espírito Santo em nós.
Ao longo do processo de amadurecimento, enfrentaremos continuamente a batalha entre a carne e o espírito, e haverá lutas que conhecimento, experiência ou currículo não serão capazes de vencer. Por isso, precisamos manter vivo o fogo por Deus, abandonar tudo aquilo que não vem dEle e aprender a discernir o que devemos conservar e o que precisamos deixar. Para crescer, precisamos buscar sabedoria em Deus, investir no conhecimento dEle e estar na mesa.
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