O convidado do 13º episódio do Política ao Quadrado é Cristovam Buarque, o economista, engenheiro, ex-senador e ex-governador do Distrito Federal. No papo com Lívia Carolina e Caio Barros, ele falou sobre sua paixão, a revolução do Brasil pela educação. O político esclareceu as bases que, acredita, serem necessárias para o novo rumo do desenvolvimento: conhecimento, ciência, tecnologia e respeito ao meio ambiente. Quer ir direto ao assunto? Veja abaixo a “minutagem”.
Ex-ministro da educação do governo Lula, Cristovam explicou seu projeto de revolução educacional. Ele propõe um sistema federal de educação em substituição aos sistemas municipais. Uma carreira federal de magistério, avaliação constante de professores, novos prédios escolares, horário integral, entre outros, seriam alguns dos elementos dessa transformação, que levaria 30 anos.
Ele avaliou que, durante o governo Lula, deu-se prioridade ao Ensino Superior, uma estratégia eleitoral correta, mas um equívoco estratégico nacional. Houve aumento do número de universitários, no período, sem diminuição do número de analfabetos ou aumento de pessoas que terminam o Ensino Médio com qualidade. Cristovam ainda sentencia, a universidade dá voto. O diploma seria um bem de consumo, pois significa status: “ninguém faz festa porque o menino entrou na escola aos 4 anos, mas faz festa se o menino passa no vestibular”.
O político falou sobre seu apoio a Aécio Neves contra Dilma Rousseff no segundo turno das eleições de 2014. Hoje Cristovam afirma ter discordâncias morais em relação ao tucano, bem como ao presidente Bolsonaro. Ao votar pelo impeachment, o ex-senador admitiu não saber se a atitude foi um erro lógico ou acerto moral. Ele falou francamente sobre o episódio, que lhe custou a perseguição de familiares, a perda de eleitores, de prestígio internacional, a diminuição de seguidores no Twitter, além do "cancelamento" em setores da esquerda.
Cristovam também fez uma análise da desigualdade nacional como resultado de um longo período de escravidão. Para o ex-senador, a elite brasileira (que ele denomina “hélite”) é perversa. “Ela prefere viver em condomínio fechado, com muita renda e, do lado de fora, todo mundo muito pobre; do que distribuir um pouquinho desta renda e não ter que viver nos guetos dourados”, afirmou.
*Quem faz o quadrado?* O Política ao Quadrado é o podcast de primeira que vai ao ar toda segunda. A produção independente tem apresentação de Lívia Carolina e Caio Barros, técnica e vídeo por Kauê Pinto, edição e mixagem de Bruno Rosseti e produção de Germano Neto. Siga o programa nas redes sociais: twitter.com/politicaao2 instagram.com/politicaao2 Gostou do projeto? Apoie em: apoia.se/politicaao2 Contato: polí[email protected]
*Minutagem*
3’40’’ a 7’08’’
Meritocracia excludente
21’40’’ a 35’05’’
Inflação e Estado eficiente, estatal versus público
36’25’’ a 49’03’’
Revolução educacional
49’27’’ a 57'54''
Eleições 2014 e impeachment de Dilma
58’52’’ a 1h07’
Articulação para 2022