No terceiro e último episódio da nossa série sobre O Agente Secreto, mergulhamos na relação entre Carnaval e ditadura militar. Ambientado em Pernambuco, o filme nos provoca a refletir sobre como a festa mais popular do Brasil sobreviveu aos anos de chumbo, à censura e ao falso moralismo que atacava a arte e a expressão popular.
Hoje nosso convidado é o jornalista Chico Otávio, professor de jornalismo da PUC do Rio de Janeiro e profundo conhecedor dos bastidores do Carnaval, da ditadura e das conexões com o jogo do bicho e o poder. A partir do filme, ampliamos a discussão para entender como a cultura popular resistiu, negociou e ocupou espaços mesmo sob vigilância. Entre Pernambuco e o Rio, entre a festa e a repressão, este episódio mostra que o Carnaval nunca foi apenas entretenimento, mas também território político.
Neste episódio, usamos as seguintes músicas para ilustrar a conversa, com os devidos créditos:
Mestre Ambrósio – Pescador
Banda de Pífanos de Caruaru – A Briga do Cachorro com a Onça
Angela Maria – Não Há Mais Tempo
Ennio Morricone – Guerra e Pace, Pollo e Brace
Zé Ramalho e Lula Côrtes – Harpa dos Ares
Zé Ramalho – Trilha de Sumé – Culto à Terra – Bailado das Muscarias
Waldik Soriano – Eu Não Sou Cachorro Não
Chico Science – Monólogo ao Pé do Ouvido