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Este episódio do Podcast Portugal Manual vai para o ar numa sexta-feira que coincide com uma data incontornável da nossa história: 25 de Abril. Há 50 anos, com a Revolução dos Cravos, caía o regime que reduzia as mulheres à condição de mães e donas de casa, impedindo-nos de votar livremente, escolher as nossas profissões ou sair do país sem autorização do marido. A democracia trouxe promessas de liberdade e igualdade — e as mulheres começaram, finalmente, a ocupar espaço, a ter voz e a desafiar as regras.
Hoje, apesar das muitas conquistas, a igualdade plena ainda está por alcançar. Mas é justamente nesta tensão — entre o que foi e o que ainda pode ser — que surgem vozes que transformam.
Como a da nossa convidada, Ana Rita de Arruda — artista visual, educadora e investigadora que faz do têxtil um território de questionamento e liberdade. Nascida na Covilhã e a viver no Porto, Ana Rita cria esculturas que desafiam os protocolos do fazer têxtil e exploram a plasticidade da matéria em diálogo com o corpo, a memória e o coletivo. Uma conversa sobre arte, ensino, experimentação e o poder de transformar o mundo — um ponto, um fio, uma peça de cada vez.
Viajamos até Odrinhas, em Sintra, para conhecer o projeto Bzugo, criado por Mariana Cerejo e André Inácio. Fundado em 2018, o atelier nasceu da vontade de dar forma a ideias, unir mãos e coração ao design, e recuperar práticas ancestrais de produção artesanal com um olhar atento à sustentabilidade e à regeneração.
Entre madeiras reaproveitadas, acabamentos naturais e um profundo respeito pelos ciclos da natureza, o Bzugo é mais do que um atelier de mobiliário — é uma filosofia de vida.
Quero saber mais sobre os seus percursos pessoais, o que os motivou a criar a marca, os processos criativos por detrás de cada peça, os desafios e conquistas de trabalhar em dupla, e as novidades que aí vêm.
Hoje temos connosco Margarida Girão, artista visual, especialista em colagem e fundadora do estúdio A NEW DAY. Desde pequena, Margarida sentiu-se fascinada pelo poder da imagem e da composição, e essa paixão levou-a a um percurso rico e multifacetado.
O seu trabalho atravessa diferentes áreas, desde ilustração editorial e comercial até projetos de identidade comunitária e workshops. Mas há algo que a distingue: a forma como a sua arte cruza comunicação, humor e impacto social. Para além da criação artística, Margarida tem um forte interesse por política, relações internacionais e diplomacia, e essa consciência reflete-se na forma como vê o papel da arte na sociedade.
Hoje, quero levar-vos a conhecer a Margarida , falar sobre o seu processo, os projetos colaborativos que desenvolveu e, claro, os workshops que já inspiraram tantas pessoas a experimentar a colagem como forma de expressão.
✨ Neste episódio do podcast Portugal Manual, recebemos Fátima Lopes para uma conversa sobre tempo, autenticidade e o valor do que é feito com as mãos. Comunicadora, empreendedora e uma referência na televisão portuguesa, Fátima partilha connosco a sua visão sobre a importância de recuperar o tempo para criar, escutar e viver com propósito. Uma conversa sobre humanidade, escolhas conscientes e a beleza do imperfeito.
🎧 Ouve agora e deixa-te inspirar por quem acredita que o que é manual tem mais valor.
Como cultivar atenção num mundo que vive distraído?
Neste podcast, Ana Vargas Santos — autora de Atenção na Era da Distração — convida-nos a refletir sobre presença, foco e consciência no quotidiano. Conversas, reflexões e práticas para reaprender a estar.
🎙️ Novo episódio do Podcast Portugal Manual – com Rita Teles Garcia
Nesta conversa, mergulhamos no universo criativo de Rita Teles Garcia, fundadora da KROH, uma marca onde o têxtil e a escultura se entrelaçam em formas inesperadas.
Com um percurso que passa pelas Belas Artes, pelo Museu Coleção Berardo e por colaborações com marcas como Hermès, Grahams e Castro, a Rita construiu um universo visual próprio, onde técnicas manuais como crochet, bordado e tufting ganham novas camadas de expressão.
Falamos sobre:
🧵 A transformação do seu percurso criativo e a importância da experimentação
🎭 O humor e a liberdade como elementos essenciais na sua arte
🤝 Crochet Comum – um projeto colaborativo que entrelaça poesia e têxteis, com encontros abertos ao público na Casa do Comum
Uma conversa sobre identidade, técnica e a beleza do processo manual.
No regresso do Podcast Portugal Manual, conversamos com Catarina Tomaz, Portugal Marketing Director da VIA Outlets, sobre a relação entre arte, cultura e espaços comerciais.
Neste episódio, exploramos a exposição Contra/Tempo, o impacto da curadoria na experiência do público e como projetos culturais podem transformar locais de consumo em espaços de reflexão e criatividade.
Hoje encerramos a temporada WOOL. 10 semanas de desafio mas acima de tudo, 10 semanas de descobertas. O nosso agradecimento à Lara e ao Duarte pela confiança e oportunidade.
Para fechar esta primeira temporada Wool estarei à conversa com a Ana Lua Caiano, é uma revelação no cenário musical nacional. O seu trabalho é uma exploração fascinante entre o passado e o futuro, unindo coros tradicionais com sintetizadores, beat-machines e sons do quotidiano. Recentemente, Ana Lua conquistou o Globo de Ouro com a canção “Deixem o morto morrer”, uma obra que traz o peso da tradição e a inovação sonora ao centro da cultura pop portuguesa.
vamos mergulhar na experiência da Ana Lua durante o WOOL, onde colaborou com as Adufeiras da Casa do Povo do Paul. Este grupo feminino, que guarda a herança cultural das aldeias portuguesas, juntou-se à Ana Lua numa residência criativa para trazer uma nova dimensão aos sons tradicionais do adufe. O resultado dessa colaboração foi algo realmente singular e mostra como a tradição pode ser reinventada e revigorada através de novas perspectivas.
Vamos falar sobre o processo criativo desta residência, os desafios e as surpresas que surgiram ao longo do caminho, e claro, o impacto que esta fusão de gerações e estilos musicais teve tanto para a Ana Lua como para as Adufeiras.
Hoje vou estar à conversa com José Carlos Mota, professor auxiliar no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e Territoriais da Universidade de Aveiro e investigador no GOVCOPP.
José Carlos Mota tem uma trajetória inspiradora na promoção de cidades mais participativas e comunitárias, onde os cidadãos têm um papel ativo no processo de planeamento e construção dos seus territórios.
Com vários projetos de investigação nacionais e internacionais, o José Carlos tem estado na vanguarda do planeamento urbano participativo, procurando maneiras de integrar a cidadania na tomada de decisões e na co-criação das cidades. Quero saber como é que a sua visão de cidades mais colaborativas se cruza com a arte, e como o WOOL Festival, através das intervenções urbanas, pode ser um veículo para fomentar a participação cívica e o sentimento de comunidade.
Hoje vou estar à conversa com a Silly & Fred, um duo que traz uma combinação única de música, palavras e ritmos que nos convida a mergulhar em uma experiência artística sensorial e imersiva.
Silly é o alter ego de Maria Bentes, uma artista multifacetada que nasceu nos Açores, cresceu no Alentejo e hoje vive em Lisboa. Através de Silly, Maria expressa seu “eu” mais íntimo e sincero, unindo suas duas paixões: a música e as palavras. Com uma formação que inclui guitarra e piano, Silly é influenciada por gêneros como hip hop, jazz, R&B e bossa nova, que permeiam suas composições musicais. Apesar de sua carreira ainda ser recente, Silly já colaborou com artistas como Papillon e NAPA, e já se apresentou em locais icônicos como o Musicbox, Teatro São Luiz e o CCB, além de festivais como NOS Alive e MIL Lisboa. Sua inspiração vem não de livros ou poemas, mas da simples e profunda observação da vida ao seu redor.
Fred, nascido em Lisboa, é baterista. Arrisco-me a dizer que se tornou num dos nomes incontornaveis da musica portuguesa. Começou a tocar aos 15 anos e integra as bandas Orelha Negra, Banda do Mar e 5-30, Fred já colaborou com artistas como Buraka Som Sistema, Sam The Kid, Mallu Magalhães e Adriana Calcanhotto. A Sua bateria já ecoou em palcos de diferentes partes do mundo, desde os Estados Unidos ao Japão, e de África à América Latina.
Neste episódio, vamos querer saber como essa dupla dinâmica se conectou, o que os inspirou a colaborar no WOOL e como o som dos teares da Burel Factory serviu como ponto de partida para sua intervenção artística que será apresentada na Rua WOOL.
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