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Isaac Cordal, artista espanhol nascido em Pontevedra, em 1974, que trabalha com escultura, instalações e fotografia em espaços públicos e expositivos.
O trabalho de Cordal tem sido profundamente influenciado pelos lugares onde viveu, como Londres e Bruxelas, e atualmente em Bilbao. Uma de suas obras mais conhecidas é o projeto nômada ‘Cement Eclipses’, composto por intervenções urbanas efêmeras e permanentes que retratam a sociedade moderna por meio de pequenas esculturas figurativas.
Desde o início do projeto, Cordal utiliza o mesmo personagem estereotipado: um homem de meia-idade, calvo, uniformizado, vestindo um fato cinzento. Um personagem anônimo se torna uma crítica visual à decadência e às imperfeições da nossa sociedade.
As intervenções são sempre realizadas em espaços públicos cuidadosamente escolhidos, onde o contraste de escala e o uso sutil de humor e ironia nos levam a um ponto ambíguo entre o drama e o cômico, provocando uma reflexão profunda sobre a condição humana.
Vamos saber tudo sobre a sua experiência na ultima edição do WOOL, onde criou intervenções ligadas às Minas da Panasqueira.
No episódio de hoje, temos o prazer de conversar com Jesuino António Moreira Simões, cuja participação na última edição do WOOL trouxe uma abordagem única e desafiadora. Jesuino não se considera um artista no sentido tradicional, mas, através da sua música exploratória, ele cria paisagens sonoras que oscilam entre o minimalismo da eletrónica imersiva e as reminiscências de uma juventude industrial vivida na margem sul do Tejo.
Mais do que apenas um território de conforto, Jesuino vê a música como um espaço de conflito e combate, onde desafia as realidades sociais, políticas e económicas. Seus trabalhos lançam provocações ao “éter dominante”, utilizando a criação sonora como uma forma de resistência e expressão crítica. No projeto Antes de Mentes, movimenta-se livremente pela experimentação, criando sem constrangimentos, e ocasionalmente colabora com outros artistas.
Hoje vou estar à conversa com a Marina Bortoluzzi, curadora de arte e investigadora contemporânea.
Marina traz-nos uma trajetória rica em experiência e inovação. Com uma formação académica que inclui um mestrado em Estética e História da Arte pela USP e especializações internacionais, Marina conta com mais de 20 anos de experiência em planeamento e consultoria. É co-fundadora do Instagrafite, uma empresa focada em projetos disruptivos de arte, e fundadora do WOW – Women on Walls, um projeto que celebra e dá visibilidade ao contributo das mulheres na arte.
A sua mais recente exposição, “Mulheres que mudaram 200 anos”, na Caixa Cultural, é um testemunho do seu empenho em destacar o papel das mulheres na arte. No episódio de hoje, vamos conhecer mais sobre estes projetos, discutir o impacto das mulheres na arte urbana e explorar o futuro desta forma de expressão criativa.
Hoje vou estar à conversa com o Vasco Mendes, realizador e vencedor do Prémio Acesso Cultura - Mickaella Dantas 2024 pelo seu documentário sobre o projeto WOOL + | Arte Urbana mais acessível. Formado na Covilhã, Vasco é conhecido pela sua sensibilidade e pelos projetos de construção comunitária que realiza.
O WOOL + é uma iniciativa dedicada a tornar a arte urbana mais inclusiva, promovendo acessibilidade e participação de toda a comunidade, incluindo pessoas com deficiência. Este projeto valoriza a arte como um meio de integração e expressão para todos.
Nascido no Porto em 1987, Vasco cruza música, ritmo, arquitetura e cinema nos seus trabalhos. Criou videoclipes para bandas como Clã, Capicua e White Haus, e produz documentários focados na música, cidade e pessoas. Já colaborou com as Capitais Europeias da Cultura de Guimarães e Malta e filmou em diversos países, trazendo uma visão global ao seu trabalho.
Hoje temos o prazer de receber a dupla de artistas visuais MOTS, formada pelo pintor e ilustrador português Diogo Ruas e a fotógrafa polaca Jagoda Cierniak. Conhecidos pelos seus murais expansivos que apresentam formas abstratas e complexas, MOTS transformam superfícies em paisagens surreais que desafiam a imaginação dos espectadores. As suas obras têm sido apresentadas em diversas publicações, festivais de arte urbana, e exposições por toda a Europa. Vamos explorar as inspirações, desafios e impacto do trabalho deles.
Vamos conversar sobre a sua obra na ultima edição do Wool, onde reinventaram a icônica “Taberna do Papagaio”, trazendo à tona memórias e histórias através da sua arte. Também falaremos sobre o mural pintado na usina nuclear de Chernobyl, contrastando com o projeto na Covilhã. Vamos explorar as inspirações, desafios e o impacto do seu trabalho deles tanto local quanto internacionalmente.
Hoje recebemos a Susana António, a co-fundadora do projeto “A Avó Veio Trabalhar”.
A Avó veio trabalhar é uma hub criativa 60+. Uma iniciativa sem fins lucrativos de impacto local. Um espaço de produção artesanal e criativa, que produz uma rede de afectos onde o centro são os mais velhos e as suas mestrias. A idade é entendida como um poder. Cada Avó tem um talento único, aspirações e paixões que são celebradas individualmente.
Hoje, “A Avó Veio Trabalhar” conta com mais de 70 avós ativas que participam em workshops, colaborações artísticas, e até mesmo desfiles de moda.
Gostaria também de mencionar que “A Avó Veio Trabalhar” já é nosso parceiro mesmo antes da Portugal Manual existir. Temos caminhado lado a lado, e a Susana e o Ângelo são sempre uma fonte de inspiração e referência para mim.
No primeiro episódio desta temporada, Lara Seixo Rodrigues curadora, produtora cultural e diretora artística do Wool vai partilhar connosco as suas experiências e insights sobre a última edição do WOOL, que voltou a encher a Covilhã de cor e vida com novos murais, instalações artísticas e a primeira edição das WOOL TALKS - Conferência Internacional de Arte Urbana.
Queremos conhecer as histórias por trás das obras que saíram à rua este ano assim como saber como estes projetos impactam a comunidade local.
A Lara já esteve connosco no episódio 4 da segunda temporada e estamos entusiasmados por tê-la de volta para uma conversa ainda mais profunda sobre a arte urbana, a importância do debate e da reflexão neste setor, e o que podemos esperar desta nova temporada do podcast da Portugal Manual.
Daniela Carneiro Lino, nasceu em 1993 em Valongo e desde cedo mostrou aptidão para as artes, sobretudo, para o desenho. Fez a sua formação em Produção Artística na Escola Soares dos Reis, seguindo-se a licenciatura em Artes Plásticas-Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Mas foi na Academia das Artes e Design de Bratislava que os seus estudos em Escultura lhe viriam a ditar o seu percurso artístico.
A introdução ao Yoga em 2015 influenciou sua abordagem ao mundo e, consequentemente, a sua forma espontânea de trabalhar a matéria-prima.
Daniela Carneiro Lino é uma artista multidisciplinar e vê a sua arte como um ato de criação em silêncio. Explorando a matéria, seja o som, o têxtil ou o metal, Daniela mergulha nestas linguagens, deixando acontecer o processo criativo, sem dependências de inspirações e recursos. Sentir o belo, este é o factor X do encontro entre o espiritual e a matéria no trabalho desta artista multidisciplinar do Porto .
https://visitporto.travel/en-GB/curatedporto/daniela-lino
Célia Esteves nasceu em Viana do Castelo e aos 16 anos foi viver para o Porto. De Viana guarda a riqueza etnográfica do artesanato que lhe dá a inspiração para o seu trabalho. Na cidade do Porto, imersa numa comunidade artística vibrante, fundou o projeto GUR em 2012, um casamento entre tradição e contemporaneidade. Focada em produzir em colaboração com artistas, Célia utiliza técnicas tradicionais, 100% manuais para criar tapetes únicos.
https://visitporto.travel/en-GB/curatedporto/clia-esteves-art
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