Prosa do Livro

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Prosa do Livro episodes

  • #40 Finalizando Um Conto Todo Dia
    Conversa sobre o saldo final do projeto Um Conto todo Dia. Junho foi intenso e produtivo, muito além das nossas expectivas. Quer saber co o foi narrar um conto todos dias? Bora ouvir então!
    12 min
  • #39 LEITURA DE CONTO: A menina na janela, Adriana de Souza Geronymo
    Divulgação de autor inciante, seguimos com o projeto um conto todo dia. Adriana de Souza Geronymo, 39 anos,  é mestra em Língua portuguesa, licenciada e graduada em Letras e professora de português há 19 anos. Atualmente, está na funçao de professora coordenadora no Núcleo Pedagógico da Diretoria de São Vicente.
    Sua paixão pela literatura nasceu das leituras indicadas pela mãe e pelos professores. Sempre se sentiu muito solitária por estudar em períodos diferentes dos irmãos e pelos pais trabalharem muito, afastava a solidão com os personagens dos livros que lia. 
    Como professora incentiva que todos os alunos leiam para conhecer a si mesmos e as pessoas que o cercam, além de viajar por mundos desconhecidos.
    7 min
  • #38 LEITURA DE CONTO:O conto do anjo, Marina Araujo
    Autora por ela mesma: Meu nome é Marina Nascimento Araujo. Minha família sempre amou ler, por isso sempre tive muitos e muitos livros à mão. Mas só me tornei mesmo uma aficionada quando, aos meus 11 anos, minha escola inaugurou uma pequena sala de leitura. Em pouco estreitei as relações com a "tia" que tomava conta dos livros e vivia à bater em sua porta atrás de uma nova leitura. No mesmo ano comecei a escrever meus primeiros capítulos de histórias de aventura e fantasia. "O Conto do Anjo" surgiu despretensiosamente mais ou menos uma década depois, misturando experiências românticas, religião e imaginação.
    Como aspirante à escritora, espero ver alguns de meus livros publicados um dia. Mas este conto em especial foi escrito só para mim mesma, sem intenção de lucro ou prestigio. Sinto um grande frio na barriga por dividi-lo neste podcast. Mas estou muito feliz e espero que aproveitem a história.
    24 min
  • #37 LEITURA DE CONTO: Recomeços, M S Costa
    Um conto todo dia está chegando ao fim mas iniciamos uma fase importante do projeto: a divulgação de novos escritores
    Começamos com a autora @maylasnts. A autora tomou coragem, enfrentou os medos e encarou o desafio de ter seu conto narrado e divulgado pelo Prosa do Livro.
    O conto narrado de hoje será Recomeços da autora amazonense M. S. Costa tem apenas 19 anos e é estudante de farmácia, escreve desde criança. Suas inspirações estão em Hawking, Sagan, Tolkien, Gaiman, Asimov, Lovecraft, Sarah J Maas, JK Rowling, Machado de Assis e Clarice Lispector. Todos grandes escritores. Ela também ama e escreve romances de ficção científica.
    Agradecemos a confiança e a oportunidade de conhecermos novas escritoras e novos textos.
    Nos ajudem a divulgar e incentivar o trabalho da autora, comentem e visitem o perfil da Mayla.
    #novosescritores #umcontotododia #literatura
    12 min
  • #35 LEITORA DE CONTO: Os dois irmãos e o ouro, Liev Tolstoi
    Liev Nikoláievitch Tolstói nasce em 1828 em Iásnaia Poliana. Em 1852 pública seu primeiro romance, Infância. Em 1863 começa a escrever Guerra e Paz e já em 1873 Anna Karienina. Falece, sozinho numa estação rodoviária, em 1910.
    "Seu coração busca a Deus, em seus pensamentos já confusão e falta de crença" - publicação de um amigo de Tolstoi dita por um ancião (TOLSTÓI a biografia, Rosamund BARTLETT)
    O conto narrado de hoje será Os dois irmãos e ouro.
    #lievtolstoi #literatura.
    6 min
  • #34 LEITURA DE CONTO: Aí pelas três da tarde, Raduan Nassan
    Raduan Nassan é um escritor nascido no interior de São Paulo, na cidade de Pindorama. Publicou grandes romances como Um copo de cólera e Lavoura arcaica. O conto narrado de hoje conheceremos um pouco de sua escrita apaixonante, uma excelente porta de entrada para os romances. AÍ pelas três da tarde: NESTA SALA ATULHADA de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis
    escreventes dividiram entre si o bom-senso do mundo, aplicando-se em ideias claras
    apesar do ruído e do mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que
    afligem o homem moderno (espécie da qual você, milenarmente cansado, talvez se sinta
    um tanto excluído), largue tudo de repente sob os olhares à sua volta, componha uma
    cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais
    severos, dê um largo “ciao” ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida,
    surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiveram
    em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não sabia antes como era
    conduzida. Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por
    instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem
    demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do
    corpo como se retirasse a importância das coisas, pondo-se enfim em vestes mínimas,
    quem sabe até em pelo, mas sem ferir o pudor (o seu pudor, bem entendido), e aceitando
    ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento.
    Feito um banhista incerto, assome depois com sua nudez no trampolim do patamar e
    avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto
    abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem pressa, degrau por
    degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a
    boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada. Passe por eles calado, circule
    pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de
    louco ainda não precipitado), e se achegue depois, com cuidado e ternura, junto à rede
    languidamente envergada entre plantas lá no terraço. Largue-se nela como quem se larga
    na vida, e vá fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um
    impulso do pé (já não importa em que apoio), goze a fantasia de de sentir embalado pelo
    mundo. - Raduan Nassan. #literaturabrasileira #contos #raduannassan
    3 min
  • #33 LEITURA DE CONTO: O sonho dos ratos, Rubem Braga.
    Quantas vezes estamos nos afogando em nós mesmos, em meio as ondas da vida e Rubem Braga nós dá um conselho: calma, controle a respiração, seja frio, controle as emoções e jogue para fora desse mar. Venha sentir a areia morna lhe acariciar a pele.
    #rubembraga #literaturabrasileira #contos #audiobook #audiolivro #prosadolivro #leituradeconto #leitores
    7 min
  • #32 LEITURA DE CONTO: A caolha, Julia Lopes de Almeida.
    Julia Lopes de Almeida nasce em 1862 e faleceu aos 71 anos em 1932. Foi escritora e contribuiu para a criação da Academia Brasileira de Letra, sendo no último momento excluída. A causa? Ser mulher! Os grandes imortais decidiram que o clube permaneceria masculino.
    Julia e seus romances ficaram por muito tempo esquecidos. Já em 2020, seu romance A falência, foi selecionado para compor a lista de obras obrigatórias do vestibular da UNICAMP.
    O conto narrado de hoje será A caolha, tendo como tema principal a relação de filho e mãe.
    "A CAOLHA ERA UMA mulher magra, alta, macilenta, peito fundo, busto
    arqueado, braços compridos, delgados, largos nos cotovelos, grossos nos pulsos; mãos
    grandes, ossudas, estragadas pelo reumatismo e pelo trabalho; unhas grossas, chatas e
    cinzentas, cabelo crespo, de uma cor indecisa entre o branco sujo e o louro grisalho,
    desse cabelo cujo contato parece dever ser áspero e espinhento; boca descaída, numa
    expressão de desprezo, pescoço longo, engelhado, como o pescoço dos urubus; dentes
    falhos e cariados. O seu aspecto infundia terror às crianças e repulsão aos adultos; não
    tanto pela sua altura e extraordinária magreza, mas porque a desgraçada tinha um defeito
    horrível: haviam-lhe extraído o olho esquerdo; a pálpebra descera mirrada, deixando,
    contudo, junto ao lacrimal, uma fístula continuamente porejante."
    #julialopesdealmeida #conto #literaturabrasileira
    15 min
  • #31 LEITURA DE CONTO: O afogado, Rubem Braga
    Quantas vezes estamos nos afogando em nós mesmos, em meio as ondas da vida e Rubem Braga nós dá um conselho: calma, controle a respiração, seja frio, controle as emoções e jogue para fora desse mar. Venha sentir a areia morna lhe acariciar a pele.
    #rubembraga #literaturabrasileira #contos #audiobook #audiolivro #prosadolivro #leituradeconto #leitores
    7 min

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