O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cobrou um programa social novo mais amplo que o Bolsa Família, mais inclusivo, e que respeite as regras fiscais do teto de gastos. Lira afirmou ser contrário à postergação do auxílio emergencial e disse esperar que, antes do fim do prazo para o fim do acesso ao benefício, previsto para julho, seja aprovado um novo programa de renda para os brasileiros mais vulneráveis. Lira avalia que o auxílio poderá ser pago até agosto, mas, depois desse prazo, é preciso pensar um novo programa para já entrar em funcionamento ainda este ano. Ele participou de evento promovido pelo Bradesco nesta segunda-feira (7).
“Que seja um programa que venha com a inclusão social; no programa novo, você poderia fazer com que o cidadão que almeje melhorar a renda, se entrar no mercado de trabalho e depois perder o emprego, possa voltar ao programa (o que não acontece no atual Bolsa Família). Acredito que tenhamos condições de votar antes do final do auxílio (emergencial). ”
Lira reafirmou a importância das reformas estruturantes para garantir um crescimento sustentável da economia brasileira no período pós-pandemia. Segundo Lira, o País tem demonstrado sua capacidade de superação da crise, mas é preciso aquilo que chamou de “imunização econômica” com a aprovação das reformas tributária, administrativa e outras agendas que modernizem o Estado. Ele também defendeu a aceleração da vacinação da população para o retorno à normalidade.
“O que todos queremos é viver um otimismo sustentável e não um otimismo passageiro. Por isso, o Congresso tem tomado medidas estruturantes e não conjunturais. Por isso, o Congresso tem tomado medidas permanentes e não fugazes. Temos que ter uma era do otimismo que o Brasil merece. ”
Arthur Lira disse ainda que a reforma tributária encaminhada pelo Executivo, que trata da criação da CBS em substituição aos impostos federais, deve ser levado ao Plenário, mas com uma ampla discussão sobre o tema. Ele disse que a proposta não vai ter um tratamento “meteórico” pela Casa, mas um trâmite adequado. Por se tratar de um Projeto de Lei (PL 3887/20), a votação do texto exige um quórum de maioria simples para sua aprovação.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Luiz Gustavo Xavier