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Mas vamos por partes: o que seria minha autoimagem? A resposta mais simples seria algo como “a percepção que tenho de mim mesmo”, o que fica além do visual, mas lida com nossa subjetividade e, mais uma vez, Lacan se coloca em seu sistema Real – Simbólico – Imaginário.
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"Com o tempo fui aprendendo a dar essa olhada para trás, para o que já passou, mas faz parte de mim. Esse podcast, por exemplo, começou em 14 de maio de 2021. 3 anos e poucos depois, fui lá ouvir alguns dos primeiros episódios. E a maneira que foi montado, dito, elaborado... eu certamente faria tudo diferente hoje em dia. Mas é o tal do Oroboros, a serpente ou dragão que morde a própria cauda: esse episódio de hoje provavelmente não existiria sem o que hoje considero que faria diferente. É parte do que sou. E nem acho que deveria deletar ou mudar porque é parte da minha evolução, das minhas frustrações e, também, das minhas vitórias. "
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Reinícios exigem uma certa audácia de nossa parte. Coragem também. O conservar parece mais simples afinal, como eu disse anteriormente, é um incômodo, mas um incômodo conhecido. Novos incômodos podem ser maiores, mas também pode ser menores. Podem não ser, inclusive, incômodos. Só que não saberemos até dar aqueles passos em direção a ele.
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"Portanto, o que seriam metas possíveis? Seriam objetivos que tenham a ver com o que você realmente deseja. Desejo não é vontade, não é nosso interesse. O desejo é intangível e, de certa forma, também é o que nos move. Talvez esquecer um pouco de métricas e focar mais em sonhos, em experiências possíveis. Tentar tirar o foco libidinal do objeto e olhar mais para si e no que realmente importa para nós. Geralmente focamos em adquirir mais dinheiro, perda de peso, comprar alguma coisa, férias, escolher melhor nossos relacionamentos, diminuir excessos, ampliar o que anda faltando, trabalhar menos... tudo isso sem uma base concreta relacional, além de que tudo isso depende diretamente de outras pessoas e situações que temos pouco ou nenhum controle. "
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"O sentimento se dá a partir do primeiro contato. É bem aquele finalzinho de Ratatouille: o crítico bota a comida na boca e automaticamente é transportado para a época onde ela se tornou parte dele. Ali, o sabor, a textura, a visão, tudo o que compõe aquele prato é a representação subjetiva de alguns momentos de sua vida. Memórias boas ou ruins, os afetos se impregnam em determinadas circunstância, objetos, situações, palavras... não há como controlar muito isso. Se tornar representativos a partir do que emulam, ou melhor, evocam".
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Em uma perspectiva filosófica, o tédio é quase que uma necessidade. Pois ele traz uma questão fundamental no processo: a de que eu terei que “encarar meus próprios pensamentos”. Por ter em sua constituição uma realidade subjetiva, ou seja, que é sobre cada um de nós, lidar com o tédio pode ser extremamente exaustivo. De um lado, pode ser até doloroso lidar com esse tédio que nos coloca numa posição de revisita à nossa condição humana em uma relação muito íntima com a perda de sentido pois, como humanos, temos essa tendência a buscar sentido em tudo, seja na figura da relações com o outro, das realizações ou de palavras mais utilizadas na atualidade, como propósito.
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O ser moderno é um ser conectado. E a palavra social foi incorporada em nossa vida como um produto, em um discurso de emancipação da voz, liberdade, presença, prometendo um ambiente de trocas profícuo e neutro. Na prática se mostrou algo bastante diferente, em que a construção do lucro com o conteúdo gerado por nós e da organização de bolhas sob controle de grandes corporações é parte de um constructo de destruição considerável do elemento individual e de suas coletividades.
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Pensar em cirurgias estéticas é pensar em excessos e faltas o tempo todo. Excessos no sentido de “tirar algo para me tornar algo”, talvez menos cheio de preocupações, de tristezas, de mazelas, de representações do absurdo. “Não carregar mais esse peso” é algo que pode ser representativo e trabalhando em terapia ou análise. Não é errado dizer que estando em um processo de análise, o indivíduo começa a “esvaziar-se” desses sentimentos e, sem nem perceber, está se alimentando melhor, está executando tarefas sadias com mais praticidade, incluindo exercícios físicos (de forma saudável) em seu cotidiano.
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A sensação de busca por uma satisfação completa, é algo que gera muito sofrimento. Pois, em essência, parece que há um espaço a ser preenchido para nós. E não sabemos definir, não sabemos buscar, não sabemos organizar... porque é um espaço que nunca será ocupado efetivamente. Ironicamente, é o que nos coloca em movimento.
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Será que dá pra aprender a conviver com a tecnologia de forma mais saudável?
E, a continuidade desse debate seria: as redes sociais permitiriam?
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Mal-Estar e Linguagem (vídeo apresentação): https://youtu.be/V5D0zZUvCk4
Informações sobre cursos e livros: https://linktr.ee/sandrocavallote
Podcast EPC: https://www.escoladepsicanalisedecuritiba.com/podcast-epc/
Link para livro na Amazon: https://www.amazon.com.br/Psican%C3%A1lise-Comunica%C3%A7%C3%A3o-Vol-Sandro-Cavallote/dp/6500506642
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