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🎬 EPISÓDIO 3 | COSMOVISÃO E OLHAR CRÍTICO SOBRE O MUNDO: Freud, séries médicas e o mal-estar da civilização
Neste episódio do Psicanálise e Cultura, mergulhamos no conceito freudiano do Mal-Estar na Civilização e como ele se manifesta na cultura contemporânea. Exploramos:
📚 FREUD E O MAL-ESTAR
Por que a vida em sociedade exige renúncia aos instintos? Como o superego e a repressão geram angústia, culpa e insatisfação — e por que esse conflito é inescapável.
🏥 THE PITT × ER: O MAL-ESTAR DE CADA ÉPOCA
Duas séries médicas, três décadas de diferença:
ER (Anos 90): O idealismo frente a um sistema precário.
The Pitt (2025): O esgotamento psíquico de uma sociedade em colapso.
→ Como ambas refletem os dilemas de suas eras, da meritocracia ao burnout coletivo.
🎸 FONTAINES D.C. E A APATIA MODERNA
A banda irlandesa traduz em post-punk o vazio contemporâneo. Em "In the Modern World", o clipe do car-jitsu vira metáfora da violência cotidiana e da desconexão afetiva.
🌍 COSMOVISÃO: COMO ENXERGAMOS O MUNDO?
Da CPI do MST ao debate sobre visões de mundo, discutimos:
Por que nossa percepção muda com a idade e as experiências.
Como a cultura nos afeta (e como afetamos o coletivo).
💡 PROVOCAÇÃO FINAL:
Você está vivendo ou apenas sobrevivendo? Como organiza seu tempo, suas metas e seu mal-estar?
👉 Compartilhe nos comentários: Qual obra (série, música, livro) melhor representa o mal-estar da sua geração?
#PsicanáliseECultura #Freud #MalEstarNaCivilização #ThePitt #FontainesDC #Cosmovisão
✍️ Nota do autor:
"Este episódio é um convite a olhar criticamente o mundo — e a nós mesmos. Se ressoou em você, compartilhe para ampliar a reflexão!"
🔹 Referências:
✅ Freud – O Mal-Estar na Civilização (1930)
✅ The Pitt (2025) e ER (1994) – Como o hospital espelha a sociedade.
✅ Fontaines D.C. – "In the Modern World" e a poesia do desencanto.
✅ Quadrinhos da Sarjeta (@alexandrelinck) – Pelo olhar crítico que inspira.
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"Tentamos fragmentar o tempo, criamos a ilusão de um tempo fractal. Criamos uma temporalidade fractal, onde passado, presente e futuro se misturam. Passado, porque estamos sempre tentando retornar a um determinado ponto de nossas vidas onde não havia preocupação, dívidas ou tristeza. Eu apenas existia. “Recordar, repetir e elaborar”, já dizia Sigmund. Um presente fractal porque tentamos dividi-lo entre microimpulsos, notificações, pequenos gozos e a busca de um tal propósito. E um futuro fractal a partir de agendas, de planos que talvez nunca se concretizem e sonhos que serão interrompidos pelas necessidades do mercado. O mundo atual virou uma perlaboração constante de traumas singulares e coletivos."
🔹 Referências:
✅ "Dias Perfeitos" (Win Wenders) – A delicadeza do cotidiano e a eternidade capturada em instantes.
✅ Pato Fu – "Sobre o Tempo" e "Canção Para Viver Mais", músicas que questionam a passagem do tempo e o desejo de permanência.
✅ Jacques Lacan – "O Tempo Lógico e a Asserção da Certeza Antecipada" (texto presente no livro "Escritos", 1966), onde Lacan redefine o tempo como uma construção simbólica e não linear.
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E chegamos a um momento de mudanças aqui no podcast que, a partir deste episódio, transmuta-se para Psicanálise e Cultura. A ideia aqui é expandir também para uma organização de vídeo, portanto este episódio também está no Youtube em meu canal pessoal. Link na descrição.
Aqui vamos tecer conexões sobre 4 pontos específicos focando no tema principal:
1) DEFINIÇÃO DE ANSIEDADE E RELAÇÃO COM A PSICANÁLISE;
2) PARTE 2: O MUNDO TELA
3) UMA PÍLULA PARA CADA SINTOMA
4) A ROMANTIZAÇÃO DO NOSSO SOFRIMENTO
Sim, eu sei que o episódio ficou gigantesco, mas a gente vai se ajustando a partir daí...
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"E aqui entra um ponto crucial: a cultura não é só aquilo que a gente vê nos museus ou nos livros de arte. Ela está em tudo. Nos filmes que maratonamos, nas músicas que embalam nossos dias, nos memes que compartilhamos e até nas dinâmicas do mercado de trabalho. Lacan, ao expandir a teoria psicanalítica, reforçou que o inconsciente é estruturado como uma linguagem, e a cultura é justamente o campo onde essa linguagem se materializa. Ou seja, a escuta psicanalítica não pode ignorar o lugar central que a cultura ocupa na formação do sujeito. "
Vamos trocar sobre o assunto?
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"Vamos começar pelo básico, mas sem perder a profundidade, tá? Psicologia e Psicanálise são como dois rios que correm paralelos, mas que têm origens, trajetórias e desembocaduras completamente distintas. A Psicologia, como ciência, nasceu no berço da filosofia e da fisiologia, buscando entender o comportamento humano de forma empírica, mensurável, quase como se fosse possível dissecar a mente em laboratório. Já a Psicanálise, essa criatura rebelde e inquieta concebida por Freud, surge como uma espécie de contraponto, uma viagem ao submundo do inconsciente, onde as coisas não são tão claras, nem tão fáceis de quantificar. É como comparar um mapa detalhado com um poema: ambos podem te guiar, mas de formas radicalmente diferentes."
Bora falar sobre o assunto?
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"E acho que é um pouco por aí que quero caminhar: será que o sofrimento ainda é o mesmo? É uma pergunta pertinente pois quando estamos iniciando nossos estudos sobre a psicanálise somos trazidos para 1900 e a construção que Freud fez sobre sua criação. E se você está na jornada e não se perguntou: “ué, mas isso vai me servir hoje como?” está fazendo algo errado. Afinal, as teorias, os conceitos, os casos e manejos clínicos com mais de um século ainda são basilares e constitutivos para o enfrentamento do sofrimento?
A resposta direta é: sim, são. E, vou mais além: sem eles não há psicanálise."
Vamos falar sobre o assunto?
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“E eu sei que parece um assunto clichê, mas é importante que de tempos em tempos a repetição faça parte de nossa vida. Freud e a psicanálise já deixavam clara a importância do “Recordar, repetir e elaborar” para a psicanálise, mas também podemos colocar em prática na organização do senso comum. Afinal, elaborando as repetições a partir das recordações podemos colocar mudanças em movimento...”
Vamos falar sobre o assunto?
Referências do episódio:
FREUD, Sigmund. “O futuro de um ilusão”
FERENCZI, Sándor. “O conhecimento do inconsciente”
PATRÍCIO, Alexandre. “Por uma ética do cuidado – Vol 1”
WATTERSON, Bill. “Calvin e Haroldo”
Link para o poema “Mude”, Antônio Abujamra – TV Cultura: https://www.youtube.com/watch?v=A2hk9jtL7WA
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Neste episódio, o tema traz uma fala sobre as relações entre o trabalho excessivo e como essa perspectiva da atualidade trata os sujeitos como máquinas e como é importante para cada um de nós elaborar tempos de qualidade em nossas existências.
Bibliografia e referências:
FREUD, S. “Mal-estar na civilização”.
FREUD, S. “O futuro de uma ilusão”.
DEBORD, G. "Sociedade do Espetáculo".
DUNKER, C. THEBAS, C. “O palhaço e o psicanalista”.
DANIEL, C. “Você não merece ser feliz”.
Matéria da CNN citada: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/casos-de-avc-aumentaram-cerca-de-15-em-pessoas-jovens-veja-riscos/
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"A manutenção de seu convívio social é parte de um processo de elaboração positiva de seu próprio tempo. Se o discurso do colega, amigo, parente não faz parte do que lhe motiva para a vida, não há porque aturar. Se a amizade é um 'laço que une dois diferentes que se unem na igualdade', como diz o Dunker ao citar Aristóteles – 'formatado por relações assimétricas que devem ser retroalimentar para trocas que sejam impactantes para ambos os lados', talvez perceber a balança de seus próprios ganhos de tais laços façam um pouco de sentido, não é? E uma das premissas da amizade é que ela está ligada ao conceito de liberdade, portanto pode ser desfeita a qualquer momento."
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"Tudo isso para trazer um pouco sobre algo que tem estado muito incidente nos discursos dos analisantes, que é um certo estranhamento em lidar com o fato de que está tudo bem. Já falamos neste podcast sobre como buscamos suporte apenas com os desconfortos advindos, o que nos conecta automaticamente para a fala relacionada a prevenção".
Vamos falar sobre o assunto?
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