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O historiador Luiz Estevam de Oliveira Fernandes traz uma análise de como a humanidade inventou a gula e associou-lhe culpa.
Episódio dedicado à série "os sete pecados capitais", originalmente publicado em vídeo pelo canal history chanel
Nesta série do Café Filosófico que fala dos 7 pecados capitais, chegou a hora de entender a preguiça. Por que a preguiça é pecado? Porque é vergonhosa? Se a preguiça ofende a moral ocidental apoiada na produtividade, no fazer, preguiça também é fruto da necessidade humana, de entorpecimento diante da ferida da existência, diante da falta de sentido da vida. O filósofo Oswaldo Giacóia Jr. traz outra visão sobre este hábito mal-visto. E um elogio à preguiça é feito a partir da Filosofia de Nietzsche. Afinal, como disse o escrito Albert Camus: ”São os ociosos que transformam o mundo porque os outros não têm tempo algum.”
A Quarta parte de 7 videos que tratam sobre os pecados capitais e a inversão de valores. Excelente Trabalho projetado por Leandro Karnal. Leandro Karnal é um historiador brasileiro, atualmente professor da UNICAMP. Parabéns ao seu excelente trabalho!
“Alguns sábios afirmaram que a ira é uma loucura breve; por não se controlar a si mesma, perde a compostura, esquece as suas obrigações, persegue os seus intentos de forma obstinada e ansiosa, recusa os conselhos da razão... incapaz de discernir o que é justo e verdadeiro, semelhante às ruínas que se abatem sobre quem as derruba.” Nas reflexões de Seneca, filósofo da Antiguidade, a ira transforma o ser em fera portanto, segundo ele ,“o melhor remédio para a ira é fazer uma pausa”, “ela desaparece se tiver que esperar”. Mas quem nunca se irritou? E quantas vezes jogamos a culpa no outro por nossa ira? Estamos sempre dizendo: o outro me deixou com raiva, alguma coisa me irritou. A culpa é sempre de algo que está fora de nós. Mas a ira é algo que brota dentro de nós. Neste programa da série “7 prazeres capitais – pecados e virtudes hoje”, a ira é o tema da reflexão, conduzida pelo Padre jesuíta Carlos Alberto Contieri, que também a vê como uma forma de nos conduzir à esperança.
Afinal, o que é e o que não é pecado? Será que existe uma resposta para essa pergunta que seja verdadeira em todos os tempos da história? Ou será que a nossa ideia do pecado muda com o tempo? Revoluções do conhecimento e do pensamento alteraram para sempre o lugar do homem no mundo e no universo. E o novo homem não aceita a culpa dos pecados como o homem medieval. Na contemporaneidade, tudo é subjetivo - até mesmo o pecado. Neste café filosófico, o historiador Leandro Karnal discute as muitas faces do pecado. Passando por séculos de história, acompanhamos as transformações teológicas e sociais que mudaram nossa relação com esse conceito tão complexo.
O filósofo Luiz Felipe Pondé mostra os desprazeres do pecado do prazer.
“O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios.” Este pensamento de Santo Agostinho parece não ser mais levado em tanta consideração. Pois, a vaidade parece estar cada vez mais em alta nesta sociedade, onde o individualismo o “empreendedorismo” passaram a ser metas, valores, fortemente estimulados. Aquele que já foi visto como o maior e o primeiro dos pecados capitais por seus atributos maléficos - o orgulho - hoje virou virtude. Disfarçada e rebatizada de autoestima, a vaidade é agora “amor próprio”. Este programa abre a série do Café Filosófico que traz os “7 prazeres capitais – pecados e virtudes hoje”, com a curadoria e apresentação do historiador Leandro Karnal.
Neste programa da série “7 prazeres capitais – pecados e virtudes hoje”, o historiador Leandro Karnal nos mostra como a inveja pode ser a porta de entrada para um corajoso mergulho em nós mesmos, para conhecermos quem somos e o que buscamos.
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