De acordo com o que o pastor Diogo Cavalcanti explica na página 59 da Revista Primeiro Deus edição 2019, o livro de Deuteronômio, que encerra o Pentateuco, foi escrito por Moisés, por volta de 1.400 a.C., exceto a conclusão adicionada após a morte de Moisés (Dt 34). E quanto ao tema desse livro, seus títulos fazem referência a seu conteúdo: Deuteronomiou, utilizado na primeira versão grega do Antigo Testamento (Septuaginta ou LXX), que significa "repetição da lei", conforme o título hebraico Mishneh Torah.
E, em hebraico, Devarim (nome extraído da frase de abertura do livro), que significa "Palavras", "Falas", "Discursos", que traduz bem o que vem a ser o contexto do livro, né, que pode ser dividido em quatro discursos introduzidos pelos termos 'elleh e zot, traduzidos como "estas", "esta", "estes", que anunciam o registro de arquivos no Pentateuco: (1o) "estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel", 1:1-4:43; (2o) "esta é a lei que Moisés pôs perante os filhos de Israel", 4:44-11:32; (3o) "estes são os estatutos e os juízos que cuidareis de cumprir", 12:1-28:68; (4o) "estas são as palavras da aliança que o Senhor ordenou", 29:1-30:20 (segue-se uma conclusão em 31:1-34:12).
Moisés não só reconta a condução divina durante as peregrinações pelo deserto, mas como também diz aqui no capítulo de hoje, explica as leis e apela ao povo a ser fiel à aliança. É o discurso de despedida de Moisés, na planície de Moabe. (Fonte: Diogo Cavalcanti, Revista Primeiro Deus versão 2019, página 59, adaptado.).