Em Números 21, Israel está para entrar na Terra Prometida e sofre uma intensa frustração ao ter que contornar o território de Edom, num mesmo contexto em que o povo conquista suas primeiras vitórias ao derrotar três reis. E é interessante esse ataque do rei de Arade aí, porque a gente vê que, em um momento de fragilidade, Israel é pego de surpresa pelo rei de Arade, que dominava a região do Neguebe (sul de Canaã).
Daí, em vez de murmurar, o povo se levanta determinado e faz um voto de herem ("banir"), ou seja, os israelitas destruiriam suas cidades e não tomariam nada para si, devotando qualquer despojo a Deus. E foi por isso que, após aquela vitória, eles chamaram aquele lugar de Horma, que quer dizer, "destruição". Agora, já no episódio da Serpente de Bronze, o povo murmura diretamente contra Deus, por ter saído do Egito e por sua alma estar enjoada do "pão leve", considerado por eles "insubstancial", "insignificante". Hum.
Deus, então, enviou "serpentes abrasadoras", né, que atacaram a muitos, levando-os à morte. E é interessante, porque soe você olhar Dt 8:1, vai ver que, até ali, Deus havia protegido eles desses animais venenosos. Mas agora, desprotegidos, em desespero, o povo tem que confessar seus pecados. Foi daí que o Senhor, ordenou que Moisés fizesse uma serpente abrasadora de bronze, pra que todos os que tivessem sido mordidos e olhassem para ela, fossem curados. Leia Números 21! (Fonte: Diogo Cavalcanti, Revista Primeiro Deus 2019, p. 43).