Live: 25/02/2025
Estudo: O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Tema: A ESPÉCIE HUMANA É A QUE DEUS ESCOLHEU
Apresentação: Carlos Alberto Braga Costa
Reunião Pública realizada na Fraternidade de Estudos Espírita Allan Kardec com público presencial, transmitida pelos Canais GÊNESETV e RAETV. Estudo sequencial da Obra Básica da Doutrina Espírita.
***Fonte: O Livro dos Espíritos Qs 607a - 610
607-a. Assim, poder-se-ia considerar a alma como tendo sido o princípio
inteligente dos seres inferiores da Criação?
“Já não dissemos que tudo se encadeia na Natureza e tende para a
unidade? É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente,
que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco
a pouco e se ensaia para a vida. É, de certo modo, um trabalho
preparatório, como o da germinação, por efeito do qual o princípio
inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. Entra,
então, no período de humanização, começando a ter consciência
do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilidade
dos seus atos, do mesmo modo que à infância sucede
o período da adolescência, depois o da juventude e, finalmente,
o da madureza. Aliás, nada há nessa origem que deva humilhar o
homem. Os grandes gênios se sentirão humilhados por terem sido
fetos informes no ventre materno? Se alguma coisa deve humilhar
o homem, é a sua inferioridade perante Deus e sua impotência
para sondar a profundeza dos desígnios divinos e a sabedoria das
leis que regem a harmonia do Universo. Reconhecei a grandeza de
Deus nessa admirável harmonia, que faz que tudo seja solidário na
Natureza. Acreditar que Deus pudesse ter feito alguma coisa sem
finalidade e criado seres inteligentes sem futuro seria blasfemar da
sua bondade, que se estende por sobre todas as criaturas.”
607-b.
Esse período de humanização começa na Terra?
“A Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana.
Geralmente, o período de humanização começa em mundos ain
da
mais inferiores. Isto, entretanto, não é regra absoluta, pois pode
acontecer que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a
viver na Terra. Esse caso não é frequente; seria antes uma exceção.”
608.
Após a morte, o Espírito do homem tem consciência de suas existências
anteriores ao período de humanização?
“Não, pois não é nesse período que começa a sua vida de Espírito.
Ele mal se lembra de suas primeiras existências humanas, exata
mente
como o homem já não se lembra dos primeiros tempos
de sua infância e ainda menos do tempo que passou no ventre
materno. É por isso que os Espíritos dizem que não sabem como
começaram.” (78)
609. Depois que entra no período de humanização, o Espírito conserva
alguns vestígios do que era precedentemente, isto é, do estado em que
se achava no período a que se poderia chamar ante-humano?
“Depende da distância que separa os dois períodos e do progresso
realizado.
Durante algumas gerações, ele pode conservar vestígios
mais ou menos pronunciados do estado primitivo, pois nada se faz na
Natureza por brusca transição. Há sempre anéis que ligam as extremidades
da cadeia dos seres e dos acontecimentos, mas esses vestígios
se apagam com o desenvolvimento do livre-arbítrio. Os primeiros
progressos se realizam lentamente, porque ainda não têm a vontade
para secundá-los; seguem uma progressão mais rápida à medida que
o Espírito adquire consciência mais perfeita de si mesmo.”
610. Ter-se-ão enganado os Espíritos que disseram que o homem é um ser
à parte na ordem da Criação?
“Não, mas a questão não tinha sido desenvolvida e há coisas que
não podem vir senão a seu tempo. De fato, o homem é um ser à
parte, visto possuir faculdades que o distinguem de todos os outros
e ter outro destino. A espécie humana é a que Deus escolheu
para a encarnação dos seres que podem conhecê-lo.”