O mercado do fitness carece de qualidade, não porque fosse pouca – apesar de eu ser um fervoroso crítico da qualidade técnica no fitness vigente, reconheço que nos últimos anos, com a emergência de algumas escolas de formação contínua que fomentam largamente o pensamento crítico, a qualidade subiu, porque a exigência na docência também subiu. A questão central é que o consumidor, agora e daqui em diante, durante uns bons anos, mesmo que decida gastar o seu dinheiro connosco, estará híper-sensibilizado ao preço. Que quer isto dizer? Que irá medir muito bem a diferença entre preço e valor, isto é, entre o que paga e o que leva – entre o dinheiro e a experiência. E é aqui que as habilidades técnicas e pessoais serão de suma importância. Com isto, introduzo a necessidade emergente da influência da filosofia no exercício. “Para que serve a filosofia no fitness e exercício?”, perguntam-me algumas vezes, com a admiração de quem desaprova – hoje falo sobre isto!