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Segundo o diretor polonês Pawel Pawlikowski, mesmo diretor de Ida, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2014, o ponto de partida para Guerra Fria foi seu desejo de fazer um filme sobre seus pais, cuja relação tempestuosa durou até o fim de suas vidas, um pouco antes da queda do muro de Berlim. Além do nome – Zula e Wiktor - talvez esta seja a única característica em comum entre eles e os protagonistas de Guerra Fria. Pawlikowski disse que a melhor maneira de contar a história de seus pais era transformá-los em personagens totalmente fictícios.
Se você gostou de Ida, ou se é fã de fotografia em preto e branco, não deixe de assistir essa belíssima história de amor, contada de forma sucinta, por meio de breves retratos da vida de um casal dividido por um muro, literal e figurativamente. Em seguida, confira a nossa discussão sobre o amor pendular, em constante movimento entre sonho e pesadelo; sobre ser estrangeiro e o desejo de retornar à pátria e às origens; sobre nacionalidade e identidade; e, por fim, não perca a participação especialíssima da nossa querida amiga e ouvinte Carol Galli.
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Quer fazer um comentário, uma crítica ou uma sugestão? Envie um email a [email protected] e responderemos em breve.
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Ficha do Filme: Guerra Fria (Cold War/Zimna Wojna), 2018. Direção: Pawel Pawlikowski. Roteiro: Pawel Pawlikowski, Janusz Głowacki e Piotr Borkowski. Elenco: Joanna Kulig, Tomasz Kot, Borys Szyc, Agata Kulesza, Cédric Kahn e Jeanne Balibar. 88 min. Polônia.
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Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Músicas do filme: Trechos do filme (Cold War), Loin de Toi (Performed by Joanna Kulig), Love for Sale (Cole Porter), Dwa serduszka - jazz version (Marcin Masecki)
Musica de crédito ao editor: It's the Love (The Breeders)
“Onde vocês estão me levando?” “Até onde o arco-íris termina.” Assim começa a jornada do protagonista de Eyes Wide Shut, última obra do mestre Stanley Kubrick. Na época de seu lançamento, alguns meses depois da morte de Kubrick, o filme teve recepção polarizada, tanto em termos de público quanto de crítica, muito por conta da enorme expectativa que a campanha publicitária criou, com base na promessa de cenas luxuriosas entre Tom Cruise e Nicole Kidman, o casal queridinho da América naquele momento.
Revisto vinte anos depois, sem expectativas relacionadas à celebridade do casal protagonista, a apreciação do filme tem sido muito maior, especialmente se acompanhada da leitura de “Breve romance de sonho” (Traumnovelle), novela de Arthur Schnitzler, adaptada de maneira bastante fiel pelo próprio Stanley Kubrick e Frederic Raphael. Confira, portanto, a nossa discussão a respeito de sonhos e fantasias e o quanto ambos afetam o nosso comportamento; sobre o conflito entre a promessa de êxtase e entusiasmo oferecidos pela vivência do proibido em face à segurança e estabilidade da vida em família; sobre desejar o desejo do outro; e também sobre eunucos e marinheiros. Não perca!
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Ficha do Filme: De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut), 1999. Direção: Stanley Kubrick. Roteiro: Stanley Kubrick e Frederic Raphael, baseado na obra “Traumnovelle”, de Arthur Schnitzler. Elenco: Tom Cruise, Nicole Kidman, Sidney Pollack, Todd Field, Marie Richardson, Rade Sherbedgia, Leelee Sobieski, Alan Cumming, Vinessa Shaw. EUA/Inglaterra.
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Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Músicas do filme:
"Baby Did a Bad Bad Thing" (Chris Isaak), "Musica Ricercata, II" (György Ligeti), "Grey Clouds" (Franz Liszt), "Naval Officer" (Jocelyn Pook), "The Dream" (Jocelyn Pook), "Masked Ball" (Jocelyn Pook) e "When I Fall in Love" (Victor Silvester).
Música de crédito ao editor: Daydreaming (Radiohead).
O desafio parecia ser intransponível: falar sobre duas obras monumentais como Blade Runner e Blade Runner 2049 em apenas um episódio e ainda desbravar um assunto tão complexo como a inteligência artificial. Bom, espero que desfrutem o resultado final (perdoem os 101 minutos de conteúdo).
Já que falamos bastante sobre o que é ser humano em episódios passados (Babel, Sob a Pele), confira a nossa discussão sobre o que significa ser robô, além de outras temas, como morte e nascimento, autonomia e obediência, teoria da mente, autoconsciência e os limites da inteligência artificial. Descubra também porque William Blake e Nabokov são tão importantes para melhor apreciar ambos os filmes do que o próprio Philip K. Dick.
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Ficha dos Filmes:
Blade Runner – O Caçador de Andróides, 1982. Direção: Ridley Scott. Roteiro: Hampton Fancher e David Peoples. Elenco: Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Edward James Olmos, Darryl Hannah, Joe Turkel, M. Emmet Walsh, Brion James, James Hong. EUA.
Blade Runner 2049, 2017. Direção: Denis Villeneuve. Roteiro: Hampton Fancher e Michael Green. Elenco: Ryan Gosling, Robin Wright, Jared Leto, Harrison Ford, Dave Bautista, Ana de Armas, Sylvia Hoecks. EUA.
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Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Música de crédito ao editor: Technologic (Daft Punk)
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Músicas dos filmes
Blade Runner:
“Love Theme”, “Main Titles”, “Memories of Green”, “Tale of the Future”, “Tears in Rain” (Vangelis)
Blade Runner 2049:
“2049”, “Joi”, “Rain” e “Wallace” (Hans Zimmer and Benjamin Wallfisch)
Episódio especialíssimo do Sala de Projeção Podcast. Além de ter sido aniversário do nosso querido projecionista Gustavo Leal, vulgo tio Guga, a equipe produziu três conteúdos sobre Babel, película de 2006, dirigida pelo aclamado Alejandro González Iñárritu, estrelada por Brad Pitt, Cate Blanchett e grande elenco:
1) a nossa conversa, lógicamente, em formato clássico, onde tentamos extrair alguns dos múltiplos significados contidos em Babel;
2) episódio bônus com entrevista resumida, em inglês, com a cenógrafa japonesa Miyuki Kitagawa, que trabalhou em Babel, no departamento de arte; e
3) a entrevista completa com Miyuki-san, em vídeo com legendas em inglês, disponível no nosso canal no Youtube.
Esperamos que o episódio e a entrevista sejam interessantes e informativos; tem bastante conteúdo sobre bastidores da produção, detalhes sobre o estilo de direção do Iñárritu, o ofício do diretor de arte e cenógrafo, e outros mais. E, claro, não perca a nossa discussão sobre globalização cultural, antropologia e cinema, as vicissitudes de ser estrangeiro, comunicação fora e dentro do idioma, a frieza impessoal da Lei e, tema recorrente nosso, o que é universalmente humano.
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Ficha do Filme: Babel, 2006. Direção: Alejandro González Iñárritu. Roteiro: Guillermo Arriaga. Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett, Rinko Kikuchi, Adriana Barraza, Koji Yakusho, Gael García Bernal, Elle Fanning, Driss Roukhe. México, Marrocos e Japão.
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Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro
Músicas do filme:
"Mujer Hermosa" - Los Incomparables
Musica de crédito ao editor: "Love and Communication" - Cat Power
Tudo tem uma primeira vez e não poderia ser diferente com episódios bônus do Sala de Projeção podcast.
Diego Nunes e Igor de Campos entrevistam, em inglês, a cenógrafa japonesa Miyuki Kitagawa, diretora de arte com longa experiência no meio cinematográfico japonês e internacional.
Na versão da entrevista publicada nas plataformas do podcast, Miyuki-san nos conta sobre sua experiência no departamento de arte em Babel, além de compartilhar histórias interessantes sobre Iñárritu e seu estilo passional e obsessivo. No fim, discutimos sua visão da obra, na perspectiva de designer de set, e também na posição de espectadora, o que resultou em várias boas ideias para a nossa discussão no podcast.
A versão completa da entrevista, com legendas em inglês, pode ser encontrada no nosso canal no Youtube.
Não perca Miyuki-san falando sobre o início de sua carreira, como assistente no departamento de arte de grandes filmes como Lost in Translation e Kill Bill; e depois, já como diretora de arte, em Man of Tai Chi (primeiro filme dirigido por Keanu Reeves), Kaidan (de Hideo Nakata, diretor do primeiro Ringu), e nos mais recentes Earthquake Bird, com Alicia Vikander, e Kate, com Mary Elizabeth Winstead.
Descumprimos a duas primeiras regras do Clube da Luta! Falamos muito sobre o Clube da Luta e foi ótimo, que Tyler Durden nos perdoe e não nos bata o mais forte que ele puder. Se você está entre os poucos que não viram esse clássico dos anos 90, corrija esse lapso imediatamente. Clube da Luta é um retrato nítido do Zeitgeist no final do século XX e previu vários fenômenos da atualidade, como trolagem na internet, culto ao macho-alfa tirânico, e outros mais.
Aperte play e confira nossa discussão sobre meninos de 30 anos entediados, inertes e insones; consumismo; narcisismo; masoquismo; angústia na pós-modernidade e a busca pelo caos e pela tirania; entre outros. Ah, a gente fala bastante sobre internet também.
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Ficha do Filme: Clube da Luta (Fight Club), 1999. Direção: David Fincher. Roteiro: Jim Uhls, baseado na obra homônima de Chuck Palahniuk. Elenco: Edward Norton, Brad Pitt, Helena Bonham Carter, Jared Leto, Meat Loaf, Zach Grenier. EUA.
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Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Música de crédito ao editor: Eu Quero Ver O Oco (Raimundos)
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Músicas do filme:
Stealing Fat / Space Monkeys / Corporate World / Marla / Medulla Oblongata / Finding the Bomb (The Dust Brothers)
Where Is My Mind (Pixies)
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Reportagem:
Atirador em Shopping (Jornalismo TV Cultura): https://bityli.com/AMjoc
O 17º. episódio do Sala de Projeção Podcast é dedicado a uma obra que, apesar de recente, já virou cult entre os fãs de filmes de horror e admiradores do cinema de arte. O tema do filme, em princípio, é sobre uma alienígena, interpretada pela maravilhosa Scarlett Johansson, que vem à Terra com o simples intuito de se alimentar de homens. Mas será que é só isso? Claro que não, tem muito mais. Under the Skin é o típico filme-enigma que o Sala adora destrinchar.
Confira nossa discussão sobre o formigueiro humano, observado da perspectiva de uma inteligência não humana; identidade, corpo e a imagem no espelho; a invulnerabilidade da predadora alienígena vs. a fragilidade humana da mulher; e muito mais.
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Ficha do Filme: Sob a Pele (Under the Skin), 2013. Direção: Jonathan Glazer. Roteiro: Jonathan Glazer e Walter Campbell. Elenco: Scarlett Johansson, Adam Pearson, Jeremy McWilliams. Reino Unido.
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Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro
Músicas do filme:
Under The Skin Soundtrack (Mica Levi) e Real Gone Kid (Deacon Blue)
Música de crédito ao editor: Gimme Some Skin (The Stooges)
Nada melhor que um filme que celebra a amizade com muito champanhe e vodka para estrear o novo visual do Sala de Projeção Podcast. Saúde! Tim-Tim! O 16º filme do Sala é Druk – Mais uma Rodada, ganhador merecido do Oscar de melhor filme “internacional”. Dirigido e estrelado respectivamente pela dupla dinâmica dinamarquesa Thomas Vinterberg e Mads Mikkelsen (também responsáveis pelo excelente “A Caça”, de 2012), Druk é o registro definitivo do talento de ambos. Não deixe de assistir essa belíssima tragicomédia, com personagens profundamente autênticos, que decidem beber para viver e descobrem que a vida não é nem um mar de rosas sem ressacas nem o abismo da sarjeta.
Para deixar esse episódio mais especial ainda, tivemos a fantástica e ilustre presença do nosso convidado Pedro Peixoto, co-host do podcast “The Peter and Ivan Show”, que nos agraciou com sua voz de radialista, seus argumentos sempre sensatos e sua risada contagiante. Venha conferir a nossa discussão sobre a reconquista da vitalidade e do lúdico na meia-idade; sobre a inevitabilidade de um preço a se pagar pelo prazer imediato; e sobre permitir-se gostar desse filme mesmo se você não é um quarentão nórdico.
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Ficha do Filme: Druk – Mais uma Rodada (Druk), 2020. Direção: Thomas Vinterberg. Roteiro: Thomas Vinterberg e Tobias Lindholm. Elenco: Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen, Lars Ranthe, Magnus Millang, Maria Bonnevie e Susse Wold. Dinamarca.
Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro – [email protected]
Identidade visual e edição: Thiago Vergara - [email protected]
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Músicas do filme:
What a Life (Another Round Movie) - Scarlet Pleasure
Fantasie in F Minor, Op. 103, D. 940 - Schubert
Hvila vid denna källa - Fredmans Epistel No 82)
Cissy Strut - The Meters
The Father (movie mention) - Untitled Original Soundtrack (Thiago Vergara)
Musica de crédito ao editor
1970 - The Stooges
Chegamos ao fim da temporada de clássicos do Sala de Projeção Podcast com o Piano, de 1993. Considerado por pesquisa da BBC como o melhor filme da história dirigido por uma mulher (será?), essa bela história de amor, mas também de violência e abuso, é protagonizada magistralmente por Holly Hunter, na melhor atuação de sua carreira.
Quem aprecia música não pode perder esse episódio, que está carregado da belíssima trilha composta para o filme pelo grande Michael Nyman, que absurdamente não foi indicado ao Oscar daquele ano.
Confira nossa discussão sobre trilhas sonoras, comunicação sem palavras, as futilidades da civilização no meio da selva na Nova Zelândia do século XIX, o desejo insondável, e o Sublime.
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Ficha do Filme: O Piano (The Piano), 1993. Direção e roteiro: Jane Campion. Elenco: Holly Hunter, Anna Paquin, Harvey Keitel e Sam Neill. Nova Zelândia.
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Créditos:
Músicas do filme: "The Scent of Love", "To the Edge of the Earth", "The Sacrifice" e "The Promise" de Michael Nyman.
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Considerado como o “Everest” pela crítica, por sua complexidade e beleza inigualáveis, Persona é um filme que sempre oferece uma nova experiência toda vez que você o vê. Lançado em 1966, é um dos filmes mais “cinematográficos” de Ingmar Bergman, também conhecido por ser um grande diretor de teatro e maravilhosos filmes teatrais. Persona é teatral sim, mas também é puro cinema. Não perca essa obra magistral, atemporal, obrigatória para quem é minimamente fã da sétima arte e confira a nossa discussão sobre o que mostramos ao mundo vs. quem realmente somos, e como a linguagem e o silêncio entram nessa equação.
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Ficha do Filme: Persona, 1966. Direção e roteiro: Ingmar Bergman. Elenco: Liv Ullmann e Bibi Andersson. Suécia.
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Créditos: https://www.bensound.com
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