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Palma de Ouro em Cannes em 2021, Titane revitalizou o “body horror” e o elevou à categoria de Arte novamente. Dirigido pela brilhante, criativa e original Julia Ducournau, a obra extrapola as convenções do gênero, pois alia, com maestria, situações narrativas altamente transgressivas e chocantes com momentos de singela beleza e humanidade, especialmente no que concerne à relação entre Alexia e Vincent. Ainda que seja um filme apenas para os que têm estômago forte, Titane é também uma história de amor, sem nenhuma dúvida.
Não deixe de acompanhar a nossa discussão sobre fetichismo, gênero, transhumanismo, sobre a assimilação do inorgânico nos corpos e suas consequências, a relação Pai-Filha, o desejo visceral de cuidar de alguém, e muito mais.
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Ficha do Filme: Titane, 2021. Direção e roteiro: Julia Ducournau. Elenco: Agathe Rousselle, Vincent Lindon, Garance Marillier, Laïs Salameh, Myriem Akheddiou, Bertrand Bonello. 108 min. França.
Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro – [email protected]
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara - [email protected]
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Músicas do filme
Apocalypse (Séverin Favriau)
Música de Crédito ao Editor
O episódio 41 do Sala de Projeção é sobre um filme perfeito, uma oferta que o ouvinte não pode recusar. A discussão sobre O Poderoso Chefão, aniversariante de 50 anos, rendeu bastante, além da já esperada apologia rasgada ao brilhante roteiro adaptado de uma obra inferior; à fotografia belíssima em chiaroscuro; à música inconfundível de Nino Rota; às fantásticas atuações, especialmente as de Marlon Brando e Al Pacino; e à magistral direção do Chefão Francis Ford Coppola, pai da Sofia Coppola, tio do Nicolas Cage e irmão da Talia Shire (a Adrian do Rocky). Uma verdadeira “Famiglia” do showbiz.
Não deixe de acompanhar a nossa discussão sobre máfia, família, sobre as possíveis razões do estrondoso e perene sucesso do Poderoso Chefão e sobre a figura central do filme: o Pai-Deus, todo poderoso, milagreiro, a quem a família deve amor incondicional e obediência cega, o que nem sempre acontece. Vai lá na sua plataforma de podcasts favorita agora e aperte play!
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Ficha do Filme: O Poderoso Chefão (The Godfather), 1972. Direção: Francis Ford Coppola. Roteiro: Francis Ford Coppola e Mario Puzo, baseado na obra homônima de Mario Puzo. Elenco: Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Robert Duvall, Diane Keaton, Talia Shire, John Cazale, Sterling Hayden, Al Lettieri, Richard S. Castellano, Abe Vigoda, Gianni Russo, Al Martino, Simonetta Stefanelli, Lenny Montana. 175 min. EUA.
Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro – [email protected]
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara - [email protected]
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Músicas do filme
Connie's Wedding
Música de Crédito ao Editor
Para comemorar 40 episódios do Sala de Projeção, homenageamos o astro, ídolo, Bruce Willis, que estará sempre no coração de quem cresceu assistindo Duro de Matar, A Gata e o Rato, Pulp Fiction e muitos outros. Aliás, seu carisma como galã suave, de poucas palavras, e seu senso de humor cáustico e sardônico se prestou a quase todos os gêneros: comédia, horror, ficção científica, thriller erótico, noir/quadrinhos, infantil, guerra... Bruce Willis fez de tudo.
No entanto, a equipe do Sala escolheu o filme que, além de ser excelente por si só, contém a melhor atuação do astro: Os 12 Macacos, dirigido pelo lendário Terry Gilliam. Consideramos este o melhor trabalho do Bruce, porque se despiu das características mais marcantes de sua persona e nos brindou com James Cole, um personagem genuinamente humano. Ainda que física e mentalmente muito forte, James está constantemente vulnerável, confuso, perdido, entregue aos cuidados da Dra. Katherine, a mulher de seus sonhos e sua psiquiatra. Parabéns, Bruce, em alguns filmes você provou ser simplesmente um excelente ator.
Não deixe de acompanhar, portanto, a nossa discussão sobre a perspectiva anárquico-infantil do genial Terry Gilliam, sobre a imutabilidade do passado, sobre La Jetée, o filme que inspirou os 12 Macacos, sobre ciência e discurso paranoico, e muito mais.
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Ficha do Filme: Os 12 Macacos (12 Monkeys), 1995. Direção: Terry Gilliam. Roteiro: David e Janet Peoples, inspirado pelo belíssimo curta-metragem La Jetée, de Chris Marker. Elenco: Bruce Willis, Madeleine Stowe, Brad Pitt, Christopher Plummer, David Morse, Jon Seda. 129 min. EUA.
Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro – [email protected]
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara - [email protected]
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Músicas do Filme:
"Introduccion" from Suite Punta del Este (12 Monkeys Theme) (Astor Piazzola) (Paul Buckmaster)
Piano Concerto Nº 21 in C Major K467 Elvira Madigan I Allegro maestoso
Sleepwalk (B. J. Cole)
Blueberry Hill (Fats Domino)
Vertigo Suite (Theme from Vertigo Original Soundtrack)
What A Wonderful World (Louis Armstrong)
Música de crédito ao editor
Times Like These (Foo Fighters)
Em memória de Taylor Hawkins (17/02/1972 - 25/03/2022)
Mantendo a nossa tradição de discutir sonhos, fantasias, delírios e devaneios no cinema (o nome do podcast já entrega essa tendência), dedicamos essa quinzena à Bela da Tarde, uma das mais importantes obras e provavelmente o filme mais famoso do legendário diretor espanhol Luis Buñuel.
A Bela da Tarde se presta perfeitamente ao debate, pois desafia convenções e explicações muito fechadas, puramente objetivas. Sim, é muito fácil dizer que Séverine (Catherine Deneuve) se transforma na Bela da Tarde, por conta de sua vida amorosa monótona e entediante. Seria também simplista demais se prender ao curto flashback, inserido por Buñuel com um piscar de olhos irônico, para concluir que ela decide se prostituir na vida adulta, porque foi molestada quando criança. Ainda que, de fato, uma coisa possa levar à outra, qualquer conclusão finalista não abrangerá todas as possíveis interpretações, haja vista o apagamento de fronteiras nítidas entre o real e o onírico, realizado com maestria pelo diretor espanhol. David Lynch certamente tem Buñuel como uma de suas grandes influências.
Não deixe de acompanhar a nossa discussão sobre sexualidade e sua multiplicidade de manifestações; sobre a falsa promessa de felicidade do modo de vida burguês; sobre o que tem na caixinha do cliente asiático; os possíveis significados da fantasia final e muito mais. Vai lá na sua plataforma de podcasts favorita e confira!
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Ficha do Filme: A Bela da Tarde (Belle de Jour), 1967. Direção: Luis Buñuel. Roteiro: Luis Buñuel e Jean-Claude Carrière, baseado no romance homônimo de Joseph Kessel. Elenco: Catherine Deneuve, Jean Sorel, Michel Piccoli, Pierre Clémenti, Geneviève Page, Georges Marchal, Francisco Rabal. 101 min. França.
Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro – [email protected]
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara - [email protected]
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Música incidental:
La Belle de Jour
Alceu Valença
Música de crédito ao editor
Sino dourado
Charlie Brown Jr.
Licorice Pizza, do espetacular P. T. Anderson, é um dos vários excelentes filmes não premiados pelo Oscar desse ano. Se não melhor filme, certamente merecia a estatueta por Roteiro Original. Sem uma trama rigidamente costurada por causa e efeito, que aparentemente se desenrola a partir de uma sucessão de empreitadas aparentemente aleatórias, a qualidade do roteiro se encontra no fato de o fio narrativo estar dedicado ao desenvolvimento da bela relação entre os dois protagonistas. E que protagonistas! Alana Haim e Cooper Hoffman triunfam por sua autenticidade e pela ausência de falsidade e artificialismo de suas atuações.
Não deixe de acompanhar a nossa discussão sobre a adolescência e suas vicissitudes, sobre a nostalgia de quando éramos jovens e otimistas, sobre as desilusões que introduzem o jovem à vida adulta, e muito mais. Afinal, em tempos de pandemia, guerra e extrema direita, precisamos de mais filmes como Licorice Pizza? Vai lá na sua plataforma de podcasts favorita e confira algumas respostas.
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Ficha do Filme: Licorice Pizza, 2021. Direção e roteiro: Paul Thomas Anderson. Elenco: Alana Haim, Cooper Hoffman, Sean Penn, Tom Waits, Bradley Cooper, Ben Safdie, Harriet Sansom Harris, John Michael Higgins, Joseph Cross. 134 min. EUA.
Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro – [email protected]
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara - [email protected]
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Créditos:
Músicas do filme
Stumblin' In
(Suzi Quatro, Chris Norman)
July Tree
Nina Simone
Sometimes I'm Happy
Johnny Guarnieri
My Ding-A-Ling
Chuck Berry
Blue Sands
Chico Hamiton
Peace Frog
The Doors
Let Me Roll It
Paul McCartney
Ac-Cent-Tchu-Ate the Positive
Bing Crosby
Licorice Pizza
Jonny Greenwood
Tomorrow May Not Be Your Day
Taj Mahal
Outras músicas
The Wire
Haim
Música de crédito ao editor
The Payback
James Brown
Fusão perfeita entre a verossimilhança realista e a fantástica, O Labirinto do Fauno, do grande diretor Guillermo del Toro, talvez seja o filme que melhor expressa sua visão de mundo. Por mais que ele tenha feito filmes maravilhosos depois de 2006, ano de lançamento do Labirinto, é difícil bater uma das obras mais belas e aterrorizantes da primeira década do século XXI.
Abordamos as criaturas de Gulllermo del Toro, entre elas, as Fadas, o Fauno, o Homem Pálido, e o monstro mais aterrador e cruel de seu panteão, o capitão Vidal. Seriam elas mero fruto da imaginação de Ofélia, criadas por sua necessidade inconsciente de lidar com a terrível realidade, ou de fato existem num mundo à parte, perceptível apenas para aqueles dotados de uma visão especial?
Não deixe de acompanhar a nossa discussão sobre a importância fundamental dos contos de fadas e da literatura fantástica, especialmente no momento atual; sobre a desobediência filial e a civil; paganismo vs. catolicismo; e muito mais.
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Ficha do Filme: O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno), 2006. Direção e roteiro: Guillermo del Toro. Elenco: Ivana Baquero, Sergi López, Maribel Verdú, Ariadna Gil, Doug Jones, Álex Angulo. 119 min. Espanha/México.
Créditos: Ilustração: Felipe Sobreiro – [email protected] Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara - [email protected] Música de Introdução: https://www.bensound.com
Músicas do filme: Todas as músicas de autoria de Javier Navarrete. Guerrilleros Long, Long Time Ago Mercedes Not Human Ofelia Rose, Dragon The Fairy & The Labyrinth The Funeral
Música de Crédito ao Editor ¿Y tú qué has hecho? (Buena Vista Social Club)
Quem acompanha o Sala de Projeção desde os primeiros episódios deve pensar “esse pessoal adora os filmes produzidos pela A24 films, especialmente se for preto e branco”. Apesar de ser coincidência, é verdade, analisamos vários filmes da A24 (O Farol, O Homem Duplicado, Sob a Pele, A Lenda do Cavaleiro Verde), simplesmente porque costumam ser de alta qualidade. Nada mais lógico, portanto, do que incluirmos na lista The Tragedy of Macbeth, primeiro filme dirigido por Joel Coen sem a companhia de seu irmão, Ethan, estrelado pelos titãs Denzel Washington e Frances McDormand (somados os dois, são 6 Oscars).
Confira a nossa discussão não apenas sobre esse Macbeth, mas também sobre diversas outras versões da “peça escocesa”, dirigidas e adaptadas por lendas da história do cinema, como Orson Welles, Akira Kurosawa e Roman Polanski. Abordamos vários temas, entre eles o fardo da profecia; o desconforto e a ruína que o sucesso pode acarretar; a ambivalência do texto Shakespeariano; a relação simbiótica, inseparável e nefasta do casal Macbeth; complexo de Édipo, bruxas, chacina, parricídio, incesto, e muito mais. Vai lá na sua plataforma de podcasts favorita e aperte play assim que puder.
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Ficha do Filme: A Tragédia de Macbeth (The Tragedy of Macbeth), 2021. Direção e roteiro: Joel Coen, baseado na obra homônima de William Shakespeare. Elenco: Denzel Washington, Frances McDormand, Kathryn Hunter, Brendan Gleeson, Bertie Carvel, Alex Hassell, Corey Hawkins, Ralph Ineson. 105 min. EUA.
Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro – [email protected]
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara - [email protected]
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Músicas do filme (todas do compositor Carter Burwell)
Birnam Wood
Blood Will Have Blood
Come Seeling Night
Fair is Foul
My Black Desires
Out Damned Spot
Something Wicked This Way Comes
The End of Macbeth
Música de crédito ao editor
Black Sabbath (Black Sabbath)
Grande sucesso de público e crítica, o primeiro filme da atriz e diretora Maggie Gyllenhaal rendeu muita discussão entre nós da equipe do Sala de Projeção, tendo em conta a participação especialíssima da nossa amiga Daniela Mombach, que elevou e enriqueceu a conversa com sua inteligência e perspicácia sobre diversos assuntos tabus, espinhosos, difíceis de expressar em linguagem. Suas experiências como mãe de uma filha de seis anos e seus insights sobre a obra e o estilo de Elena Ferrante, autora do romance que deu origem ao filme e da tetralogia Napolitana, foram fundamentais para a construção de interpretações que prometem instigar e surpreender o público ouvinte.
Portanto, não deixe de acompanhar a nossa discussão, está imperdível! Dessa vez não vamos nem adiantar os temas, vai lá na sua plataforma de podcasts favorita e aperte play assim que puder.
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Ficha do Filme: A Filha Perdida (The Lost Daughter), 2021. Direção e roteiro: Maggie Gyllenhaal, baseado no romance “A Filha Perdida” (La Figlia Oscura), de Elena Ferrante. Elenco: Olivia Colman, Dakota Johnson, Jessie Buckley, Ed Harris, Peter Sarsgaard, Dagmara Domińczyk. 121 min. EUA.
Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro – [email protected]
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara - [email protected]
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Músicas do filme (todas do compositor Dickon Hinchliffe):
Broken Glass
Glass of Water
Leda
Mina
Octopus
Unnatural Mother
Música de crédito ao editor:
Mother (Danzig)
Considerado um clássico moderno, sempre presente nas listas dos melhores filmes do século XXI, Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive) é fonte inesgotável de exegese, um filme destinado aos prazeres da análise interpretativa. A equipe do Sala de Projeção se divertiu muito ao sugerir possíveis respostas aos vários enigmas propostos: quem é Diane Selwyn? Existe uma realidade no filme ou é tudo sonho? O que é a caixa azul? O que é o clube Silêncio? A moça de cabelo azul? O cowboy? O mendigo atrás do Twinkies? O casal de velhinhos?
Essas e muitas outras questões estão presentes na nossa discussão, que inevitavelmente está bem freudiana. Abordamos a dinâmica dos sonhos - o que eles revelam e ocultam, como se dá a realização do desejo na narrativa onírica, a relação entre o pesadelo e a culpa, ego e superego, o que está além do princípio do prazer e o que isso tudo tem a ver com a famosa Mulholland Drive, uma estrada cheia de curvas, com acesso a vistas espetaculares de Los Angeles, onde se passou muito da história de Hollywood.
Durante a discussão, mencionamos dois vídeos que oferecem interpretações exaustivas sobre o filme. Vale a pena dar uma conferida:
https://www.youtube.com/watch?v=OiCfHW3N3vo
https://www.youtube.com/watch?v=j_6oUyqtymM&ab_channel=isidoor2
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Ficha do Filme: Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive), 2001. Direção e roteiro: David Lynch. Elenco: Naomi Watts, Laura Elena Harring, Justin Theroux, Ann Miller. 146 min. EUA.
Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro – [email protected]
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara - [email protected]
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Músicas do filme:
Mulholland Drive (Angelo Badalamenti & The City of Prague Orchestra)
Mr Roque/Betty's Theme (Angelo Badalamenti)
The Beast (Milt Buckner)
Dwarfland/Love Theme (Angelo Badalamenti & David Lynch)
Silencio (Angelo Badalamenti)
Llorando/Crying (Rebekah Del Rio)
Diane and Camilla (Angelo Badalamenti)
Mulholland Drive/Love Theme (Angelo Badalamenti)
Música de crédito ao editor
All I Hate To Do Is Dream (The Everly Brothers)
Super favorito para todos os prêmios de melhor filme estrangeiro (já ganhou vários; deve ganhar o Oscar), Drive my Car está entre os melhores filmes de 2021, sem nenhuma dúvida. Dirigido com maestria, sem solavancos e freadas bruscas, pelo jovem diretor japonês Ryusuke Hamaguchi, o filme é como uma daquelas viagens que você nem sente o tempo passar.
Ao destilar a experiência da perda sob a perspectiva dos diversos personagens de Drive my car, Hamaguchi agrega elementos de várias fontes literárias, não somente do conto homônimo no qual o filme é baseado, mas também das histórias “Sheherazade” e “Kino”, também presentes na coletânea “Men without Women”, de Haruki Murakami, além, é claro, do tio Vânia, de Chekhov. Recomendamos fortemente a leitura dessas excelentes obras antes de ver o filme, vai enriquecer muito sua experiência como espectador.
Não deixe de acompanhar a nossa discussão sobre o luto e a melancolia, o impulso conservador e o avesso ao imprevisto, o Ponto Cego nas relações amorosas, o filme Shin Godzilla, e muito mais.
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Ficha do Filme: Drive my Car (ドライブ マイ カー), 2021. Direção: Ryusuke Hamaguchi. Roteiro: Ryusuke Hamaguchi e Takamasa Oe, baseado em "Drive My Car", de Haruki Murakami. Elenco: Hidetoshi Nishijima, Tōko Miura, Masaki Okada, Reika Kirishima, Park Yoo-rim. 179 min. Japão.
Créditos:
Ilustração: Felipe Sobreiro – [email protected]
Edição e Identidade Visual: Thiago Vergara - [email protected]
Música de Introdução: https://www.bensound.com
Músicas do filme por Eiko Ishibashi
-Drive My Car
-Drive My Car (Misaki)
-Drive My Car (Cassette)
-We'll live through the long, long days, and through the long nights
-We'll live through the long, long days, and through the long nights (Oto)
-Drive My Car (The truth, no matter what it is, isn't that frightening)
-“We’ll live through the long, long days, and through the long
Música de crédito ao editor
Drive My Car (The Beatles)
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