Salão de Bailes

Salão de Bailes

By Roberto GamitoComedyArtsPerforming Arts
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Salão de Bailes episodes

  • Baile 8 - A skincare a sair-me pelos poros

    Neste episódio discorreu-se sobre a ubiquidade da skincare no discurso actual. Já tenho skin care a sair-me pelos poros episodicamente abertos. A empatia não singra nestes cenários novelescos, confidenciou-me um bate-chapas de carantonhas de actores e actrizes, onde cada um se demora tanto a maquilhar como se fardasse as trombas a fim de ingressar num filme de ficção científica enquanto monstro. Salão de bailes número 8. Estou por aí no Spotify ou outros arrabaldes menos sonantes. Cinco estrelas são apreciadas ou comentários. Espraio-me noutros formatos audiovisuais caso haja interesse ou enfado da vossa parte, basta procurarem pelo meu nome.



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    9 min
  • Baile 6 - E depois da tragédia?

    Cá estamos.



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    11 min
  • Baile 5 - Sempre foi assim

    O quinto certame deste podcast. Sigam ou ouçam, não necessariamente nesta ordem. Até à próxima dança.



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    10 min
  • Baile 4 - A velha é uma perdigueira da vibe

    Cá estamos para o quarto episódio deste desnorteante podcast, o Salão de Bailes. O sujeito que dá voz ao mesmo é, desafortunadamente, o Roberto Gamito. Reconheço sem peias, ninguém está feliz com a solução arranjada, nem eu, que em princípio sou o tal Roberto, nem vocês, que, face às hipóteses em cima da mesa, as 8 mil milhões de alternativas, tiveram de se contentar com o pior dos mundos possíveis — e o Pangloss, meu vizinho, não me deixa mentir.

    Dissertou-se parvamente sobre a velha em contexto de pista de baile e como a idade, em virtude de se abanar o esqueleto vigorosamente, se torna uma abstracção. Apodei-a generosamente de perdigueira da Vibe, aproximando a sénior inesperadamente de um PTM (o gajo dos podcasts vagamente humorísticos), para espanto de catraios e grisalhos. Se não vos conseguir enfadar, aspecto que prometo melhorar numa próxima oportunidade, deixo-vos o lembrete que ando a debitar o aclamado conteúdo em várias frentes e formatos, basta procurarem Roberto Gamito no Spotify.

    Até à próxima dança. E nunca se esqueçam, Faulkner, um dos maiores escritores de sempre, foi administrador de um bordel. Assim também eu, pensará o aspirador a rabiscador profissional.



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    5 min
  • Baile 3 - Samicas de Caganeira

    Trago-vos mais um baile da minha lavra. Até à próxima.



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    11 min
  • Baile 1 - A convenção é uma finta vossa

    O Salão de Bailes, tal como a maioria das coisas que as minhas falangetas e neurónios dão à luz, nasce da necessidade. Resume-se a isto: pôr a fome em discurso. Careço de pachorra para o inferno do mesmo instalado na comédia e em outros tantos ateliers onde nem sequer há vontade de semear bigodes nas convenções. A Mona Lisa atravessa com o vagar de personagem de acção numa cena de explosões um corredor prenhe de artistas contemporâneos e sai imaculada. Talvez até mais penteada do que entrou. Tudo se assoma à mão do artista como se saísse de uma fábrica. O iconoclasta tornou-se uma lenda; a emancipação da obra, conto de fadas. Recebemos o mundo e as notícias sobre o mesmo de joelhos, confundimos a coisa e a sua representação em virtude de a nossa cosmovisão ser de origem ciclópica, quer dizer, literal. Vergamo-nos com prontidão, receosos de que, se exibíssemos a verticalidade — coisa rara em todas as épocas —, nos cortariam a ração, a razão e as rimas fáceis. O humor que se baba por todos os lados, sem dentes e sem garras, mais manso que fera, fugindo do incómodo como o Diabo da cruz, seca-me, em vez de me vivificar. Cada vez me interessa menos essa via. Releio obras de Swift, Rabelais, Cervantes, Sterne e envergonho-me do meu século. Estou em crer que Apolo e a razão foram congeminações de Dioniso (basta ler na diagonal A História da Loucura de Foucault), o deus da embriaguez, do vinho, da tragédia, comédia e insânia e, não esqueçamos, da orgia. Dioniso deu à luz uma ninhada de olímpicos numa câmara anecóica quando o sangue o invadiu, assumindo-se como a única música verdadeira. Chegamos ao amor cansados, sem idioma à altura de explicar o nosso atraso. E isso nota-se na comédia. Quando muito, legendamos o outro e o mundo enfadonhamente. Gostava de experimentar outra senda. Permitam-me esta ousadia. Urge regressar ao inferno acompanhado de Dionísio (outra forma de o grafar) — não me importo de ser seu escravo se este for o labor — como sucede na peça de Aristófanes. Desta vez resgataríamos não os tragediógrafos (felizmente os mestres da tragédia abundam no nosso tempo), mas os maiores comediógrafos, bobos, bufões, rufias com verve, quiçá nos recordassem que a comédia sempre foi sinónimo de liberdade.

    Eis o primeiro episódio. Estará disponível no Spotify e em breve noutras plataformas.



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    8 min

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Farto de estar engaiolado nas convenções da comédia.