
Sign up to save your podcasts
Or


Inspiração divina, desordem da alma, construção social, conflito inconsciente, a perdição do amor... o que quer que seja a loucura, nós identificamo-la, falamos sobre ela, seja uma loucura clínica ou não. Deixamos a parte clínica para quem a entende. E escolhemos tratar da loucura da coragem, do amor, do absurdo, da criatividade.
Leituras:
António Osório, Os Loucos
Fernando Pessoa, D. Sebastião, Rei de Portugal
Raul Seixas, Maluco Beleza
Álvaro de Campos, Ora até que enfim, perfeitamente
Clarice Lispector, A Descoberta do Mundo
António Aleixo, Ser Doido-Alegre, que Maior Ventura
O tema do Amor teria de surgir, eventualmente. Não esperamos mais e neste terceiro episódio do “Se as Palavras Tivessem Decote” trazemos poemas sobre a nossa condição de amantes, a dificuldade da grandeza do amor, a praticidade quotidiana, que o apequena, e a fruição desinteressada. Visões diferentes, amores diferentes dentro e fora de um Amor maior.
Leituras:
Amar e Malamar, Carlos Drummond de Andrade
Não é fácil o amor, canção de Janita Salomé
Só um Mundo de Amor Pode Durar a Vida Inteira, Miguel Esteves Cardoso
Amar, Florbela Espanca
A pequenez e a grandeza. Nossa e dos outros. Os disfarces de todos os dias para esconder uma e aumentar outra. São poucos os que hoje usam sandálias de vento e permitem a quem os vê, sentados, julgar o que quiser.
Este episódio, em que tomámos emprestadas as palavras de Ruy Belo para o título, tem um pequeno conjunto de poemas que sempre me fez refletir sobre esta grandeza tão pobre que queremos exibir e também, no seu reverso, uma pureza tão singela que todos tentamos esconder.
Leituras:
Grandeza do Homem, Ruy Belo
Poema em Linha Reta, Álvaro de Campos
Da Observação, Mário Quintana
Meu Pai Tinha Sandálias de Vento, Fernando Namora
Poemas deste episódio:
- Fui para os bosques, Henry David Thoreau;
- Não posso adiar o amor, António Ramos Rosa;
- Se um dia destes parar; Herberto Helder;
- Vivam, apenas, José Gomes Ferreira;
- O Coração
From the publisher's feed