Num dia... à ti ouço
Noutros, a saudade nos fala
Tantos dias, que o jazz moço
Da maternidade, nos cala
Vem um dente... uma corrente
Era uma vez, uma roda, uma estrada!
Viram os ventos, na folha que estala
Carregando poeira ao deserto da casa
Única mesa, a do pão, não serve migalhas.
A solidão... aos ombros em dissabor
Arranham as paredes caiadas,
E, quando o leite ferve... naquele grito sem dor
Num retrato suspenso que nos fala
Rompe-lhe nos olhos, saltam muralhas
Pára mãos, deita mãe aos filhos
Pingos... sobre aquela toalha
Quando o frio chegar, um dia...
Dessas noites, o pleito materno
Rente à lua, recreio das sandálias
Batalhas de flores...bailes de amores e mais
Célebres bordados e estrelas ouvimos como soalhas...
A sentença é amor, por deleite o eterno!
M A T E R N O S
erhi Araujo