SEMANAVM

SEMANAVM

By erhi AraujoArtsPerforming Arts
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SEMANAVM episodes

  • MATERNOS erhi Araujo
    Num dia... à ti ouço
    Noutros, a saudade nos fala
    Tantos dias, que o jazz moço
    Da maternidade, nos cala
    Vem um dente... uma corrente
    Era uma vez, uma roda, uma estrada!
    Viram os ventos, na folha que  estala
    Carregando poeira ao deserto da casa
    Única mesa, a do pão, não serve migalhas.
    A solidão... aos ombros em dissabor
    Arranham as paredes caiadas, 
    E, quando o leite ferve...  naquele grito sem dor
    Num retrato suspenso que nos fala
    Rompe-lhe nos olhos, saltam muralhas
    Pára mãos, deita mãe aos filhos
    Pingos... sobre aquela toalha
    Quando o frio chegar, um dia...
    Dessas noites, o pleito materno
    Rente à lua, recreio das sandálias 
    Batalhas de flores...bailes de amores e mais
    Célebres bordados e estrelas ouvimos como soalhas...
    A sentença é amor, por deleite o eterno!
    M A T E R N O S
             erhi Araujo
    2 min
  • COLO DA LUA erhi Araujo
    Se todas as flores o mundo
    Acordassem assim,  perto de você
    Sei bem que o ar...  sorrindo
    Brinca no amanhecer!
    Mas tem dias que passam
    Como se fossem, domingo...
    Um dia cheio de  si, graças a você
    Vi teu caminhar na praça
    Como  pétalas soltas
    Bailando sempre... me faz querer
    O perfume de quanto estiver dormindo,
    Calor, o quanto estiver sentindo
    Os lábios,  a vontade dos beijos
    Do colo  e o frescor da cidade
    Quando tudo deixar de acontecer
    Entre versos  doloridos,  escuros
    Ao largo dos rios, sois o inalterado futuro...
    Até que a lua nos embale
    Domo... e se anoitecer num estalo
    Cubro a canção de ninar em outro xale!
    COLO DA LUA
               erhi Araujo
    _
    2 min
  • OUTONO INVERSO erhi Araujo
    Gosto de provar o doce sabor da lua
    Posso sonhar e de acordo, salivar teus beijos
    Gosto de ficar longe pra saber das saudades suas
    Posso procurar sorrir no lugar perfeito
    Passo do número carteiro, na rua...
    Gosto de ver a janela como tela nua
    Posso esperar que a serenata flua.
    Posso acorrentar minha parte na dor
    Gosto muito de presentear seu amor
    Se, posso fazer com o meu!
    Gosto da luz escura das madrugadas
    Da neblina fria de agosto, os eus...
    Daquela manhã orvalhada
    Posso ouvir, esconder-te o rosto
    Perder o rumo, entre uns versos, ouço
    Deixar bater o coração à beira da estrada
    Gosto! Mas se alguém soube negar?
    Como ouvir o tempo... além do outono
    Dizer seus lamentos, enquanto houver vida haverá poesia em você!
    OUTONO INVERSO 
                  erhi Araujo
    2 min
  • MALHAS DO OUTONO erhi Araujo
    Que te perfume
    Os beijos...  a flor
    Sem reservas, saúda a alegria,
    Pois, ninguém dá conta ao dissabor ...
    Fazes mundo, viras poesia!
    Medida a essência do teu calor
    O coração... depõe todos os dias
    Discreto com tudo, transformador
    Basta, florescer a sabedoria,
    Na escuridão me ouvistes,  sonhador
    Doma teu amor,  torná-lo  guia...
    Dos tempos sem arredar dos trilhos,
    Longe dos descontentes, palmilho
    Fases do outono, em ouro e pratarias 
    Lugar que há vida, noites e filhos
    Tangendo a canção, vêm estribilhos...
    Das cordas as luas de tanto amor!
    MALHAS DO OUTONO
                    erhi Araujo
    2 min
  • VAPOR D'ALMA erhi Araujo
    Meu coração regenerado
    Já não sofre a mesma dor
    Das noites frias do passado
    Preocupado, sem ter calor
    Dessa paixão,  és o pecado
    Aí de quem vive ou revide esse ardor
    Feitos, então ditos enlatados
    De prazeres servidos, sem sabor...
    O desamor é dívida.
    De quem guarda toda vida
    Vejo-te assim,  sem ninguém...
    Porém aos poucos imagino
    As lições de suas lidas
    Se anéis, sim senhor, se refém
    Dói... os corações separados
    Quando o amanhã acordou
    Ferido, disse aos dias, enganados
    Sem chão,  sem ar... sem cor
    Mesmo assim, via-se cercado
    Entre os retalhos, bilhetes de amor
    Esquecidos, desbotados,  sem proveitos
    Que na ilusão vespertina,  resgatou!..
    VAPOR D'ALMA
              erhi Araujo
    2 min
  • A FELICIDADE erhi Araujo
    A felicidade está por vir
    Em teus desejos e quereres
    Virados de costas pra ela.
    Não faz esperar... nem te apressa
    Sabe quando o tempo vai consumar
    Quem vem,  com tudo que interessa...
    Ao sabor dos queijos
    Dos lapsos insuspeitos
    Os beijos...daqueles servidos na travessa
    Até mesmos... os escondidos sob a pressa 
    Escutaram nossos tempos.
    Teus cachos por dentro nos laços
    De uma íntima flor!
    Vem um coração palpitante, ao sereno
    Nos beijos, que a flor do lácio providencia
    O agasalho! Entre teus braços, querendo
    Disse, e a felicidade à toa
    Daquela noite, emprestara o luar
    O sol que deixou, fez dourar
    O que a vida nos trouxe com seus ventos
    E a felicidade pôde vir namorar !
    A FELICIDADE
          erhi Araujo
    2 min
  • LUZ ESCURA erhi Araujo
    Sete sílabas... E algumas
    Cedam a noite.
    Sete folhas... pálidas
    Secam no chão
    Sete  lágrimas, fáticas
    Veem no açoite
    Amargam teu coração...
           Sete  dias vazios
           Sem pernoite
           No outono ou na paixão.
           Sete portas, sem fachadas
            Sem molduras, sem afoites
            Sentinelam à toa, em razão
    Sete horas frias
    Laminam ensanguentadas noites
    Livra-nos,  dá-nos a mão!
    Sete pontos, infiltrados
    Dizem úmidas palavras, doces
    Fazem sentir um luar, uma estação...
    LUZ ESCURA
               erhi Araujo
    2 min
  • SÓIS DO OUTONO erhi Araujo
    Preciso, e prefiro andar
    Pelo amor que se inicia
    Preciso a luz, prefiro estar
    Pelo calor, pelo condor, pela alegria
    Preciso voltar, consigo!
    Dar os mesmos passos, na mesma via
    Preciso-te... contar, contrito
    Tal, como a saudade nos invadia...
    Preciso da tábua de riscos à numerar
    Teus versos no peito,  dna de poesia!
    Da serenidade, da loucura, da afasia
    Na solidão que despeja um rio, a cada olhar
    Mascaras por tréguas ou agonia
    Findas o dia sem luz, sem vaidades
    Guarda-corpo de domesticas maldades
    Pulsas, portando verdade,  alegria do amor!
    SÓIS DO OUTONO
                 erhi Araujo
    2 min
  • CAIXA DE RECORDAÇÕES erhi Araujo
    Analise as amas, as Anas e Cecilias
    Não se escolhe no nome
    Isoladamente, Maria...
    Não interfere nos saltos das filhas.
    Mas te confesso que sei!
    Não, quem enfeitiça a fome.
    Ou quem mexe contigo,
    Desde tempo, destes também
    O cinismo nas portas e quem as fecham
    Apertam as mãos e os botões...
    Das Margaridas desbotadas, rosas sentenças
    Surradas Angélica e suas paixões,
    Dos misteriosos compromissos
    Sem se mastigar
    Deita um sinal azul, um bilhetinho
    Sobre o vazio do quarto que  esfriou,
    O abraço assinado,  o torque labial
    Encolhidos, dentro do envelope
    E, sem remetente, sem endereço postal.
    CAIXA DE RECORDAÇÕES
                              erhi Araujo
    2 min
  • FEMININO erhi Araujo
    Há dias que um sim
    Há quem por dias sãos
    Não cabe viver assim...
    Se o teu calor
    Se o teu amor...
    Se anoitecer com dúvidas,
    Tolos os dias, que não os são!
    Então que sejas lá, quem for.
    Um dia, um fim, outro porém
    Simples carmim e como convém
    O parto, o ato... o trato vivo  
    De todos, num retrato
    Emolduras entre as mãos
    Nos dissestes amém!
    Coube o dia enfim, desde então!..
    O desejo te vem, mulher
    De alma doída ou perfumada
    Alimenta os ensejos, dá lição
    Dá nobreza, dá  vistas, enluarada
    De resto, dá o tempo que nos detém.
    FEMININO
    erhi Araujo
    2 min

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