SEMANAVM

SEMANAVM

By erhi AraujoArtsPerforming Arts
Download on the App Store

SEMANAVM episodes

  • VERSOS DOBRADOS                  erhi Araujo
    Preciso eu, te escutar um pouco
    Parar... ouvir e não ter a reclamar
    A poesia de quem ouço, dita
    Deixa o corpo solto a imaginar
    No caminho descalço, de pés no chão
    Acariciando memórias, no coração
    Preciso saber,  se mal digo
    Preciso sentir sem alaridos
    Por bem querer
    Pra não ficar rouco
    E, se me resta dizer alguma coisa
    Se, preciso de tantas palavras
    Quanto devo lavrar a dor, o perigo
    Ou quando devo te trazer ou te deixar
    Nos escritos,   que cercam os ouvidos
    Sobre um verso dedicado, faço entender
    A úmida voz de quem trata o ferido
    Amanhece calada,
    Partida sem poder suspirar
    Preciso eu... te escutar em repouso
    Diante da flores que o vento soprar!
    VERSOS DOBRADOS
                     erhi Araujo
    2 min
  • CORAÇÃO DOS VENTOS erhi Araujo
    Anchor 12.10.23
    Quando do lago viemos
    Raspando as pedras, vivemos
    Longe do cáustico ardor.
    Por onde seguimos
    Os passos e as regras que ouvimos
    Faz-se ouvidos de mercador...
    O ontem, foi o que queremos
    A porta cerrada, os olhos no sereno
    Em sinais de lágrimas que o tempo secou
    Da fome, se nos vestimos
    Sob os panos da morte, me destino
    De viver contra a vida de sonhador!
    Entoa neste canto o fascínio
    Ao sol que nasce, acolhedor!
    CORAÇÃO DOS VENTOS
    erhi Araujo
    2 min
  • PRÓXIMA VEZ erhi Araujo
    São desses olhos,  mágicos
    Que gostaria de ter
    De tão perto, teus lábios
    Pra nunca mais esquecer...
    Um toque suave em pétalas
    Aveludadas,  cheirosas
    Sem molduras,  sempre aquarela!
    São esses olhos,  meus desejos
    Numa voz carinhosa de primavera
    Por todas as noites,  alucinantes
    Enquanto a lua Invade o quarto
    Pela janela,
    Amanhece e uma brisa, refrescante
    Plaina um beija-flor na flor amarela.
    PRÓXIMA VEZ
           erhi Araujo
    2 min
  • TELA NUA erhi Araujo
    Quando chegas cheirosa e faceira
    Vestido esvoaçante sob zul céu
    Um vento que encanta se atrevia
    Entre abraços escondidos, sem o véu
    De alguém doce, aos pés da poesia
    Lambe os dedos... guardados segredos
    Numa prosa apaixonada,  deliciosa  corria
    o jardim orvalhado... a primeira era
    Selado beijo da noite, silenciosa ardia
    Assim, como te Inflama...
    Diz tudo... ao amor de primavera!
    TELA NUA
    erhi Araujo
    2 min
  • PONTO FINAL erhi Araujo
    Posso  não  te olhar nos olhos
    Mas entrego meus medos...
    E os novos versos da coleção
    Sem mentir ao coração.
    Todo bem que temo, é fascinante
    Dramático ou refrigerante
    Dá proveito constante
    Quando  torce os dedos da  paixão!
    O que  nos  maltrata
    O que me destrata
    O que nos queima
    O que me teima e ressalta ...
    Nos queixas n'alma
    O quanto me lava na purificação...
    Sigo à toa, por mares distantes
    Dito fosse, com a doçura das mãos
    - Amanheceu!
    Um outro dia santo
    Sem chover internamente
    Tenso como orvalho da noite
    Nasce,  por todo bem...
    A despertar o caminho da sua canção!
    PONTO FINAL
          erhi Araujo
    2 min
  • LINHA DO TEMPO erhi Araujo
    Sigo amando
    Continuo com meus passos
    Na trilha do amor...
    O caminho, não tardo
    Pra celebrar por onde for.
    Digo, imaginando um barco
    Que balança ao vento, como flor!
    Suspirando o perfume de outono
    No meio da rua,
    Banhado de lua, sem receios de teu calor
    Num vale de desejos
    Contados e um encantador
    De noites ferventes, coalhada de amor.
    Ainda acordo sonhando
    E desperto os olhos em você
    Uma janela proclama que o quer te ver
    Uma réstia, um farol, uma rua
    Os pés a caminho de areia
    Seguem o coração e uma estrela
    Mapa que o amor nos deixa guiar!
    LINHA DO TEMPO
    erhi Araujo
    2 min
  • TRATOS DE AMOR erhi Araujo
    Entre meus dedos
    Escorregaram pétalas e pensamentos
    Um lápis, um pedaço de papel e o lenço
    Cobrindo mesas,  sem aborrecimentos
    Vieram noites... passaram-se os dias
    Aceito o recado, quando não mais queria
    Entre os mesmos dedos
    Aponta-me o lapso, o quanto ouvirias
    Disse, quando esqueci que era dia
    A vida segura a teu lado,
    Um verso contente, apaixonado
    Entre abraços e beijos molhados
    As sombras da noite, uma  doce alegria
    Teus olhos,  uma luz que só a lua daria
    Dois dias contados de amor!
    Um primeiro, enquanto meu sol te sentia
    Como perfume de primavera, traz frescor
    Uma flor... a esconder no sorriso a espera
    De todo silêncio... virias dizer
    Noutro segundo, tal como relógio
    Apressava as horas e os desejos
    Da paixão  corrente e, ansiosos beijos
    A tempo de acalmar a tarde
    Das leves gotas que  nos brotou
    E sufocar os meus  e todos outros medos.
    TRATOS DE AMOR 
                  erhi Araujo
    2 min
  • LAÇOS SERENOS erhi Araujo
    Hoje
    O engenho que nos dá a vida
    É o mesmo lugar para todos nós
    Se, cada um escolher seu canto
    Por tristeza ou desencanto
    Nada há de lhe fartar...
    Nem suas memórias, nem a sua história
    Tratará o tempo de acalmar.
    Ontem, que desfecho dei a meus prantos
    O que ao longe moldura os planos
    Lá fora... À mesa de frios, humanos
    Bordados em tempos profanos
    De úmidas noites a se definhar
    O que tanto trago envelhecido
    No lápis que disponho pra decalcar
    Sobre o vazio desse olhar...
    Encontro, no sopro dos ventos
    Ao alcance das folhas, nos fazem dançar!
    Amanhã
    Acordado com a tua alegria
    Benvinda... para todos nós
    N'alquimia de tratos fecundos
    Tem o sorriso entre o céu e o mar
    Sem reservas, receitas ou dietas
    Que me deixas ouvir
    Do meu peito e falar sujeito
    Então presente quando o dia
    Nos vier encontrar!...
    LAÇOS SERENOS
    erhi Araujo
    3 min
  • COALHADO DE AMOR erhi Araujo
    Espero que a chuva passe
    Entre os enlaces da imaginação
    Espero florescer na face
    O que a tempos nasce da purificação
    Não espere que o vento trace
    Um rio que abrace toda inundação
    Escreve com o olho e amasse
    Num papel que casse a hora e a razão
    Poesia para mulher que nasce
    Pulsa maternal toda vez, após anunciação
    Um dia cheio e um feliz disfarce
    Outro num vazio trace a desconstrução
    Purga à melodia que nos arraste
    Atrai as flores essa tal condição 
    O menor desenho, o verbo inpirastes
    Escala da sorte, ordenas em tuas mãos
    Se, puderes... a menor,  olhares         
    Expurga desordem, põe-se indignação       
    Dederes em fios que aviastes    
    Costuras partidos, pelo sim, pelo não
    Se todas as forças em flores contasse
    Do perfume natural de tuas mãos
    Às vezes tão cedo, nada imaginasse
    O esforço, a palavra põe-se igual no coração!
    E sem medos você  chegasse
    O quando, de saltos no chão
    E milhões de beijos te encontrasse
    Um buquet de rosas, te abrindo o portão!
    COALHADO DE AMOR 
                        erhi Araujo
    3 min
  • ÂNCORAS erhi Araujo
    Dedos dos pés na areia
    Marinheiros nas sombras do caminhar
    Dois passos que a lua  prateia
    Onde o sol da esperança, doirar
    Veleiros e braços de flores e palmeiras
    Então presente, mas por onde a onda quebrar...
    Saltam aos olhos o que lá dentro, tonteia
    A vida, é uma noite na beira-mar
    Sobre a pedra de sal, um cristal lhe ponteia
    Solta... navegando em seu cantar
    Transbordado em poesia por aqui ou além-mar!
    ÂNCORAS
    erhi Araujo
    2 min

About SEMANAVM

From the publisher's feed

emissões poéticas