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No episódio 42 do SENSU CAST, podcast da SENSU Consultoria de Comunicação em saúde, ciência e educação, discutimos o que muda quando o profissional de saúde sai do consultório e passa a falar com a mídia.
Apresentado pelo jornalista e doutor em Ciências Moura Leite Netto, o episódio analisa as diferenças entre a comunicação com pacientes, pares acadêmicos e o público amplo, destacando como cada contexto exige escolhas conscientes de linguagem, escuta, intenção comunicativa e uso da voz.
Para essa conversa, recebemos Leny Kyrillos, fonoaudióloga, doutora em Ciências dos Distúrbios da Comunicação, comentarista da Rádio CBN e profissional com mais de duas décadas de atuação em televisão, rádio e media training nas áreas da saúde e da ciência. Ao longo do episódio, ela explica como a comunicação vai além do conteúdo técnico e envolve percepção, postura, olhar, articulação e preparo para entrevistas ao vivo e em ambientes digitais.
O episódio aborda ainda a tradução da linguagem técnica para o público leigo, a pressão do tempo nas entrevistas, o receio do julgamento dos pares acadêmicos, os desafios da comunicação em videoconferências e a importância da escuta ativa na relação médico-paciente. Temas como autenticidade, sotaques, humanização do cuidado e cuidados com a voz também fazem parte da conversa.
Este episódio é um convite à comunicação qualificada, ética e responsável, essencial para construir confiança, ampliar a compreensão pública e fortalecer a relação entre saúde, ciência e sociedade.
🎧 Ouça o episódio completo, siga o SENSU CAST e compartilhe com colegas da saúde, da ciência e da comunicação.
FICHA TÉCNICA
Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Edição: J.Benê
Direção: Luciana Oncken
No episódio 41 do SENSU CAST, o podcast da SENSU Consultoria de Comunicação em saúde, ciência e educação, colocamos no centro do debate uma afirmação que precisa ser repetida até deixar de ser exceção na prática clínica e na vida cotidiana de milhões de mulheres: dor não é normal.
A endometriose é uma doença crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, o equivalente a aproximadamente 190 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Mesmo com essa prevalência, a condição ainda é marcada por atrasos diagnósticos, desinformação e pela histórica banalização da dor feminina. Cólicas intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual, alterações intestinais e urinárias, infertilidade e impactos relevantes na saúde mental seguem sendo, em muitos contextos, tratados como “normais”.
Neste episódio, o SENSU CAST propõe uma conversa sobre endometriose e comunicação em saúde, destacando o papel da escuta qualificada, da informação correta e da responsabilidade na forma como profissionais de saúde, jornalistas e a sociedade lidam com doenças ginecológicas.Para esse diálogo, recebemos dois convidados que uniram prática médica e rigor jornalístico no livro Dores Femininas – A jornada humana de um médico contra a endometriose:
Rubens Paulo Gonçalves Filho é ginecologista e obstetra, mestre em Ciências da Saúde, doutorando e MBA em Gestão da Saúde, além de docente da Pós-Graduação Internacional em Cirurgia Robótica do Einstein Hospital Israelita. Com mais de 30 anos de atuação, Rubens compartilha reflexões contundentes sobre o atraso diagnóstico da endometriose, falhas estruturais na formação médica, a importância do exame físico completo, os limites dos exames de imagem e os desafios éticos de uma prática cada vez mais pressionada por produtividade.
Cristiane Segatto é jornalista especializada em saúde, mestra em Gestão da Saúde pela FGV, com passagem por veículos como Época, O Globo, O Estado de S. Paulo, Abril e UOL. Vencedora de 15 prêmios nacionais e internacionais, entre eles dois Prêmios Esso, Cristiane fala sobre o desafio de traduzir ciência em linguagem acessível, a cobertura da imprensa sobre saúde da mulher, os silêncios em torno da endometriose e o impacto de ouvir histórias reais de pacientes que conviveram durante anos com dor não validada.
Ao longo do episódio, a conversa aborda temas centrais para o debate público e para a prática profissional:
– a normalização histórica da dor feminina– o atraso no diagnóstico da endometriose, inclusive em adolescentes– o impacto da doença na vida profissional, nos vínculos afetivos e na autoestima
– infertilidade e como comunicar riscos de forma responsável– limites e possibilidades dos tratamentos clínicos e cirúrgicos– o peso emocional de conviver com uma condição crônica
– o papel da informação de qualidade para pacientes, familiares, profissionais e gestoresEste episódio é também um convite ao acesso qualificado à informação.
Ao compreender que sentir dor recorrente não é normal, mulheres passam a reconhecer sintomas, buscar ajuda especializada e romper ciclos de silêncio que atravessam gerações. Ao mesmo tempo, o episódio convida profissionais de saúde e comunicadores a rever práticas, linguagem e responsabilidades na produção e disseminação de informações sobre saúde da mulher.
🎧 Se este episódio fizer sentido para você, curta, compartilhe e deixe seu comentário. Informação de qualidade pode reduzir sofrimento, orientar decisões e transformar trajetórias.
FICHA TÉCNICA
Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Edição: J.Benê
Direção: Luciana Oncken
No episódio 41 do SENSU CAST, o podcast da SENSU Consultoria de Comunicação em saúde, ciência e educação, colocamos no centro do debate uma afirmação que precisa ser repetida até deixar de ser exceção na prática clínica e na vida cotidiana de milhões de mulheres: dor não é normal.
A endometriose é uma doença crônica que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, o equivalente a aproximadamente 190 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Mesmo com essa prevalência, a condição ainda é marcada por atrasos diagnósticos, desinformação e pela histórica banalização da dor feminina. Cólicas intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual, alterações intestinais e urinárias, infertilidade e impactos relevantes na saúde mental seguem sendo, em muitos contextos, tratados como “normais”.
Neste episódio, o SENSU CAST propõe uma conversa sobre endometriose e comunicação em saúde, destacando o papel da escuta qualificada, da informação correta e da responsabilidade na forma como profissionais de saúde, jornalistas e a sociedade lidam com doenças ginecológicas.Para esse diálogo, recebemos dois convidados que uniram prática médica e rigor jornalístico no livro Dores Femininas – A jornada humana de um médico contra a endometriose:
Rubens Paulo Gonçalves Filho é ginecologista e obstetra, mestre em Ciências da Saúde, doutorando e MBA em Gestão da Saúde, além de docente da Pós-Graduação Internacional em Cirurgia Robótica do Einstein Hospital Israelita. Com mais de 30 anos de atuação, Rubens compartilha reflexões contundentes sobre o atraso diagnóstico da endometriose, falhas estruturais na formação médica, a importância do exame físico completo, os limites dos exames de imagem e os desafios éticos de uma prática cada vez mais pressionada por produtividade.
Cristiane Segatto é jornalista especializada em saúde, mestra em Gestão da Saúde pela FGV, com passagem por veículos como Época, O Globo, O Estado de S. Paulo, Abril e UOL. Vencedora de 15 prêmios nacionais e internacionais, entre eles dois Prêmios Esso, Cristiane fala sobre o desafio de traduzir ciência em linguagem acessível, a cobertura da imprensa sobre saúde da mulher, os silêncios em torno da endometriose e o impacto de ouvir histórias reais de pacientes que conviveram durante anos com dor não validada.
Ao longo do episódio, a conversa aborda temas centrais para o debate público e para a prática profissional:
– a normalização histórica da dor feminina– o atraso no diagnóstico da endometriose, inclusive em adolescentes– o impacto da doença na vida profissional, nos vínculos afetivos e na autoestima
– infertilidade e como comunicar riscos de forma responsável– limites e possibilidades dos tratamentos clínicos e cirúrgicos– o peso emocional de conviver com uma condição crônica
– o papel da informação de qualidade para pacientes, familiares, profissionais e gestoresEste episódio é também um convite ao acesso qualificado à informação.
Ao compreender que sentir dor recorrente não é normal, mulheres passam a reconhecer sintomas, buscar ajuda especializada e romper ciclos de silêncio que atravessam gerações. Ao mesmo tempo, o episódio convida profissionais de saúde e comunicadores a rever práticas, linguagem e responsabilidades na produção e disseminação de informações sobre saúde da mulher.
🎧 Se este episódio fizer sentido para você, curta, compartilhe e deixe seu comentário. Informação de qualidade pode reduzir sofrimento, orientar decisões e transformar trajetórias.
FICHA TÉCNICA
Produção: SENSUComunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Edição: J.BenêDireção: Luciana Oncken
#SENSUCAST #Endometriose #SaúdeDaMulher #ComunicaçãoEmSaúde #JornalismoCientífico #DorCrônica #SaúdeMental #InformaçãoEmSaúde #PodcastBrasil #Ciência #EducaçãoEmSaúde
Como a comunicação pode transformar a inclusão das pessoas com deficiência? No episódio #40 do SENSU CAST, Moura Leite Netto conversa com José Carlos do Carmo, o Kal, médico e coordenador da Câmara Paulista para a Inclusão da Pessoa com Deficiência, e com o jornalista Bruno Favoretto.
Kal reforça a importância da lei de cotas no mercado de trabalho: “Ela é a principal ferramenta legal que nós dispomos para garantir um direito historicamente negado”. Já Bruno compartilha sua trajetória no jornalismo e os desafios da acessibilidade: “Eu sentia que precisava acertar sempre para abrir portas para outros”.
Um episódio sobre desafios, avanços e boas práticas para empresas, jornalistas e toda a sociedade que acreditam no poder da comunicação inclusiva.
Como a comunicação pode transformar a inclusão das pessoas com deficiência? No episódio #40 do SENSU CAST, Moura Leite Netto conversa com José Carlos do Carmo, o Kal, médico e coordenador da Câmara Paulista para a Inclusão da Pessoa com Deficiência, e com o jornalista Bruno Favoretto.
Kal reforça a importância da lei de cotas no mercado de trabalho: “Ela é a principal ferramenta legal que nós dispomos para garantir um direito historicamente negado”. Já Bruno compartilha sua trajetória no jornalismo e os desafios da acessibilidade: “Eu sentia que precisava acertar sempre para abrir portas para outros”.
Um episódio sobre desafios, avanços e boas práticas para empresas, jornalistas e toda a sociedade que acreditam no poder da comunicação inclusiva.
Ouça agora nas principais plataformas de áudio e compartilhe sua opinião com a gente!
#inclusão #acessibilidade #comunicaçãoinclusiva #jornalismo #pessoacomdeficiência #sensucast #sensucomunicacao
O cuidado com a saúde masculina ainda é um tema cercado de tabus, preconceitos e barreiras culturais. Enquanto campanhas voltadas à saúde da mulher avançaram nas últimas décadas, os homens seguem mais resistentes em buscar ajuda médica e manter hábitos de prevenção. Para aprofundar essa reflexão, o episódio 39 do SENSU CAST recebe o cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) e coordenador-geral dos departamentos cirúrgicos oncológicos da BP.
Ao longo da conversa conduzida pelo jornalista Moura Leite Netto, o episódio traz à tona as raízes culturais que fazem muitos homens acreditarem serem “invulneráveis” e, por isso, deixarem de lado sinais importantes do corpo. Gustavo Guimarães explica como essa visão, construída desde a infância, na qual meninos são tratados como super-heróis, influencia diretamente em maior exposição a riscos, mortalidade precoce e menor expectativa de vida em comparação às mulheres.
Entre os principais pontos debatidos estão:
Campanhas de saúde masculina: a necessidade de ampliar o Novembro Azul para além do câncer de próstata, abordando doenças cardiovasculares, diabetes, câncer de pênis, de testículo e saúde mental.
Tabus e comunicação: a resistência em falar sobre temas como câncer de pênis e depressão masculina, e o papel dos meios de comunicação, das empresas e das instituições de saúde na quebra desses preconceitos.
Prevenção desde cedo: a importância de consultas regulares com urologistas ainda na adolescência, vacinação contra HPV, educação sobre higiene íntima e incentivo ao autoexame de testículos.
Fatores de risco: álcool, tabaco, sedentarismo e alimentos ultraprocessados como vilões da saúde, e a necessidade de campanhas de conscientização que dialoguem de forma clara, sem tom de imposição.
Saúde mental: como falar de estresse, ansiedade e depressão sem reforçar estigmas, mostrando que buscar apoio psicológico é um ato de coragem e autocuidado.
Tecnologia e inovação: o impacto da cirurgia robótica e da inteligência artificial no tratamento de cânceres urológicos, incluindo o recente avanço da incorporação da robótica ao SUS.
Responsabilidade compartilhada: a relevância do engajamento de líderes e gestores em incentivar práticas de autocuidado dentro das empresas, tornando a comunicação em saúde mais institucionalizada e eficaz.
Na parte final, Guimarães deixa duas mensagens essenciais: aos homens, um convite direto para se cuidarem, entendendo que prevenir doenças é também um gesto de amor com quem está ao redor; e aos comunicadores e profissionais de saúde, o chamado para falar com os homens e não apenas sobre eles, trazendo histórias reais e exemplos que inspiram mudanças de comportamento.
O episódio reforça que cuidar da saúde não é fraqueza, mas sim responsabilidade e coragem. Informação de qualidade e comunicação sem tabus são caminhos fundamentais para que os homens se reconheçam como protagonistas do próprio bem-estar.
Dê o play e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.
FICHA TÉCNICA
Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Edição: J.Benê
Direção: Luciana Oncken
O tema do episódio 38 do SENSU CAST é Comunicação eCâncer de Cabeça e Pescoço.
Os convidados são ODorival de Carlucci Jr, cirurgião de cabeça e pescoço, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e Milena Perez Mak, oncologista clínica da Oncologia D´Or e Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e presidente do Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP).
Diferente de muitos tipos de câncer, em que as principais causas não são conhecidas, os principais fatores de risco para desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço são bem estabelecidos.
Não fumar (e isso vale para cigarro comum, cigarro eletrônico e narguilé) / Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso / Vacinar contra o HPV / Manter a higiene bucal em dia / não se expor ao sol sem proteção / e usar preservativo nas relações sexuais – são medidas importantes para prevenção dos tipos mais comuns de câncer na região de cabeça e pescoço, como os de cavidade oral e laringe.
Este é um episódio especial de Julho Verde, mês de conscientização sobre câncer de cabeça e pescoço e a Comunicação de qualidade é fundamental para que as mensagens corretas cheguem à população.
Dê o play e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.
FICHA TÉCNICA
Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Edição: J.Benê
Direção: Luciana Oncken
Neste episódio do SENSU CAST, conversamos sobre os caminhos possíveis para quem trabalha com jornalismo de ciência e saúde: redação fixa ou vida de freelancer? Nosso convidado é o jornalista Theo Ruprecht, apresentador do podcast Ciência Suja, com mais de uma década de atuação na área e passagens por veículos como TV Globo e Veja Saúde.
Na conversa com Moura Leite Netto, Theo compartilha sua trajetória profissional, os aprendizados e desafios da transição para o jornalismo independente, a gestão do tempo e da renda como freelancer, as vantagens da autonomia e os dilemas de precificação e saúde mental. Um episódio essencial para quem pensa em seguir carreira no jornalismo — dentro ou fora das redações.
Aperte o play e reflita com a gente sobre o futuro da profissão.
Aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.
FICHA TÉCNICA
Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Edição: J.Benê
Direção: Luciana Oncken
O episódio 36 do SENSU CAST aborda o jornalismo científico na América Latina tendo como convidada a jornalista Luisa Massarani, uma das principais referências da área no continente. Luisa Massarani é um das autoras, ao lado do também brasileiro Luiz Felipe Fernandes Neves e do colombiano Nicolás Bustamante Hernández, do relatório Princípios orientadores para o jornalismo de ciência: uma perspectiva global 2024. Luisa é também coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz, coordenadora para América Latina de SciDev.Net e editora-chefe do Journal of Science Communication – América Latina.
A pesquisa, promovida pela World Federation of Science Journalists e aplicada a mais de 500 jornalistas de 82 países, traça um panorama global da prática jornalística voltada à ciência. O estudo mostra que 53% dos respondentes se identificam como mulheres e que 52% possuem formação em jornalismo, mas há uma diversidade crescente de perfis – com destaque para os profissionais que vêm de áreas científicas e ingressam na comunicação por vocação ou necessidade de tradução do conhecimento.
Durante a entrevista, Luisa destaca que a ideia do relatório surgiu da demanda por diretrizes mais claras e globais para o jornalismo científico. A consulta, traduzida para seis idiomas e amplamente distribuída, revelou um campo em expansão, ainda que repleto de desafios: remuneração baixa, precarização profissional e a dificuldade de equilibrar precisão científica com acessibilidade ao público.
Um dado que chama atenção é o envelhecimento qualificado da categoria: 38% dos entrevistados atuam na área há mais de 16 anos e 55% têm o jornalismo científico como principal ocupação. “Temos diferentes gerações ainda atuando, e isso é positivo. Significa que há renovação e permanência”, comenta Massarani.
No recorte latino-americano, os jornalistas mostram-se divididos sobre a possibilidade de neutralidade na cobertura científica — 48% afirmam que o jornalista não pode ser neutro. Para Massarani, a neutralidade é ilusória: “Escolher a pauta, a fonte e o enfoque já é tomar uma posição. O importante é ter responsabilidade e transparência”.
Outro ponto central discutido é o lugar do cientista como fonte. Seis em cada dez jornalistas concordam que a fala de um cientista deve ser tratada de forma diferente da de um leigo. Ainda assim, Massarani alerta para o risco de transformar o discurso científico em verdade incontestável. “Precisamos ouvir mais a sociedade e entender como a ciência impacta a vida cotidiana”.
As plataformas digitais dominam a atuação dos jornalistas científicos: 70% publicam em portais e sites, enquanto apenas uma minoria veicula seus conteúdos em museus, televisão ou eventos. Para Luisa, essa realidade exige profissionais versáteis e abertos à inovação: “Além de escrever bem, o jornalista precisa dominar formatos multimídia e atuar em diferentes frentes”.
O relatório também revela tensões éticas, como o debate sobre a aceitação de viagens ou presentes para cobertura de eventos científicos. A posição dos jornalistas varia conforme a região do mundo, mas Luisa reforça: “A independência editorial deve ser sempre prioridade, independentemente de quem financia o deslocamento”.
Por fim, Massarani ressalta a importância das associações e redes de apoio, como a RedeComCiência no Brasil, para fortalecer a categoria e fomentar o intercâmbio entre profissionais. Ela também convida jornalistas e pesquisadores a conhecerem e contribuírem com o Journal of Science Communication – América Latina, periódico que busca conectar ciência, prática jornalística e sociedade.
Ouça e aproveite para compartilhar a suaopinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.
FICHA TÉCNICA
Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Edição: J.Benê
Direção: Luciana Oncken
Com o tema Impacto dos Estados Unidos Saúde Global, este é o episódio 35 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação. A apresentação é de Moura Leite Netto, jornalista, doutor em Ciências e diretor da SENSU Consultoria de Comunicação.
Neste episódio, o convidado é o médico e comentaristade Saúde da Rádio CBN, Luís Fernando Correia, que é também comentarista de saúde na TV Connect USA, transmitida em português para brasileiros que moram nos Estados Unidos.
Ao tomar posse como o quadragésimo sétimo presidente da história dos Estados Unidos, Donald Trump reforçou a promessa de campanha de retirar do país da Organização Mundial da Saúde (OMS), a agência global de saúde das Nações Unidas, que é responsável por proteger e promover a saúde em todo o mundo desde 1948.
A expectativa é de haver um grande impacto, pois os Estados Unidos são um dos maiores financiadores da OMS. O país é o maior produtor de pesquisas médicas, o que gera impactomundial. Recentemente, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), principais financiadores desses estudos, anunciaram um corte bilionário.
Ouça e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.
FICHA TÉCNICA
Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Edição: J.Benê
Direção: Luciana Oncken
Com o tema Comunicação e a meta da OMS de eliminar o câncer de colo do útero, este é o episódio 34 do SENSU CAST, um podcast para falarmos sobre jornalismo e comunicação corporativa de saúde, ciência e educação.
Neste episódio, nosso convidado é o cirurgião oncológico Reitan Ribeiro, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).
O câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres e é o mais incidente entre todas as neoplasias ginecológicas. Para o ano de 2025, a previsão do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é que mais de 17 mil brasileiras recebam o diagnóstico de câncer de colo do útero.
A boa notícia é que houve importantes avanços para o controle da doença, especialmente no ano passado.
Houve a retomada da imunização por meio da vacina contra o HPV nas escolas de todo o país, como parte do Calendário Nacional de Vacinação.
Tivemos a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) da videolaparoscopia – modalidade de cirurgia minimamente invasiva – para pacientes com câncer de colo do útero.
E houve também a incorporação no SUS do exame molecular HPV-DNA, que possibilita identificar a presença de HPV de alto risco antes que a infecção venha a causar uma lesão pré-câncer.
São três importantes passos para o Brasil seguir com sua caminhada de cumprir a meta da OMS, que prevê a eliminação do câncer de colo do útero. Sobre isso, falaremos aqui com o nosso convidado.
Ouça e aproveite para compartilhar a sua opinião e sugerir temas para os próximos episódios do SENSU CAST.
FICHA TÉCNICA
Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Edição: J.Benê
Direção: Luciana Oncken
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