Acto 3: “quais são as consequências não intencionais de conseguires exactamente o que queres?”
Exploração e investigação de histórias e mitos eclesiásticos, a construção da narrativa. A origem e romantizaçãodas narrativas - escrita, ilustração ou da própria vida.
Uma viagem de significado durante a procura em que se assume humildemente que não se sabe nada. As representações visuais da busca do “que é ser pessoa”.
O partir do Todo e a dificuldade do humano articular e compreeender o absoluto.
A necessidade de partir a realidade em pedaços mais pequenos, por não conseguirmos conceber tudo de uma só vez. O caos e a ordem como unidades mais básicas de medida. A ideia da persona e da sombra. A persona como forma de gerar ordem, de criar adaptação ao contexto que nos rodeia e as diferentes personas em função das nossas necessidades e das narrativas que vamos vivendo.
A romantização do vilão enquanto processo de incorporação da sombra colectiva e individual - a consciência e a aceitação.
A separação do Todo em duas partes e a inseparabilidade da existência de ambas.
O Renato foi rabiscando e explicando o conceito das partes, do sair da zona de conforto para ir buscar forças ao caos para a expansão do nosso Ser. O Yng e Yang como simbolismo do caos e ordem em si mesmos, o conhecido e o desconhecido, o feminino e o masculino e a aplicação das partes das narrativas actuais e representadas em séries e ficção.
O simbolismo de cada personagem - o explorador, o ego, a sereia e a grande mãe. O mecanismo biológico feminino enquanto escolha e forma do ideal que conduz e informa sobre as partes que têm de morrer para se chegar onde se deseja.
A ponte com o Tarot - e o olhar para a mesma coisa com outros olhos. A narrativa com imagens que aponta para o auto-desenvolvimento. O Parvo, o Mago, a Sacerdotisa e a Imperatriz/o Imperador e a Carroça. As paixões e os apetites como os cavalos da carroça que nos puxam em direções contraditórias e a união com o Mundo. O Tarot como viagem de regresso ao Todo, na incorporação das partes que faltam a caminho da união.
O poder do provérbio assente não no conteúdo mas na ligação das coisas.
Duas páginas A6 com representações dos arquétipos e a sua presença na nossa cultura. Os quatro arquétipos como modus operandi.
A diversidade de pensamento em função do contexto sócio-cultural e as influências pessoais (as diferentes personas nas diferentes relações) os quatro papéis em cada um de nós, feminino e masculino, como forma de termos o espectro total da emoção humana, conseguirmos habitar tudo aquilo que é Ser Pessoa.
Não interessa se é real ou não pois não é aí que está o significado nem o valor.
A teia que nos liga a todos.
O perceber que as ferramentas antigas já não servem e a curiosidade de quem poderemos vir a ser - a mensagem dos deuses. Os vários momentos em que levantamos o véu como concretização de projeção mas também como realização de algo que falta incorporar em si.
O que nos vai fazer voltar ao Todo?
A indicação de que a beleza é alinhamento. A beleza é a autenticidade.
E a importância da reconciliação do feminino e do masculino em respeito dos arquétipos. Uma lente que foi sendo moldada para ver o mesmo mundo de várias formas. Obrigada Renato, também eu estou a ver o mesmo com outros olhos!🙏✨