Sopodesermulher_

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By Só pode ser MULHERSociety & CulturePersonal Journals
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Sopodesermulher_ episodes

  • Episódio 29. Autismo: Vida Real!
    O autismo – ou Transtornos do Espectro Autista (TEA) – refere-se a uma série de transtornos que caracterizados por desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não verbal, assim como características únicas e diferentes. Não existe um autismo único autismo e sim vários tipos, causados por diferentes combinações genéticas.
    Aproximadamente 1 em cada 160 crianças em todo o mundo possui algum transtorno do espectro autista, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Uma criança autista apresenta dificuldades no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, interação e comportamento social. Mas estudos já mostraram que programas de treinamento e educação podem reduzir essas dificuldades.
    Não há testes de sangue ou genéticos que possam determinar se uma criança é autista. O diagnóstico é baseado no comportamento.
    O processo de identificar uma criança autista assemelha-se a identificar uma deficiência de aprendizado. O professor precisa olhar para as habilidades sociais da criança e ver se elas ficam aquém do seu potencial. Não existe uma maneira simples de conferir se uma criança demonstra comportamento social apropriado para sua idade, da mesma maneira que as habilidades de leitura e escrita.
    Tal como qualquer pessoa, quem é diagnosticado com TEA tem pleno direito à educação em escolas regulares, sejam públicas ou particulares. Estar na sala de aula comum permite à pessoa diagnosticada com TEA socializar e aprender com pessoas diferentes. Por lei, toda criança tem o direito de conviver em sociedade e aprender em um ambiente heterogêneo - o que é positivo para o desenvolvimento humano.
    59 min
  • Episódio 28. A coragem e a vivência das jovens empreendedores.
    O empreendedorismo tem crescido no imaginário do jovem brasileiro. Não mais interessados em ganhar um salário fixo em trabalhos que não correspondem aos seus interesses pessoais e profissionais, esses jovens empreendedores correspondem a 20,3% dos brasileiros entre 18 e 24 anos.
    Além disso, por precisarem trabalhar em torno de 10,4 horas a mais por semana com os afazeres domésticos e com os filhos, as mulheres acabam tendo menos tempo para o próprio negócios do que os homens, somando 17% de horas a menos do período dedicado.
    Mesmo com vários obstáculos ao longo de suas carreiras, as mulheres crescem ainda mais. Com apoio, força e conhecimento, elas vêm se tornando, a cada dia, empreendedoras de sucesso e donas de si.
    Segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor, existem 30 milhões de mulheres brasileiras empreendedoras. Esse número equivale a quase metade do mercado empreendedor (48,7%). Desse modo, o empreendedorismo feminino está ganhando espaço e mais mulheres estão gerenciando o seu próprio negócio.
    A presença de mulheres em cargos de liderança traz melhorias para a sociedade, economia e para as empresas.
    Além disso, as lições de empreendedorismo, principalmente o feminino, auxiliam no crescimento da economia e na criação de novos empregos e oportunidades para outras mulheres.
    As mulheres empreendedoras, por meio do compartilhamento de suas histórias, podem influenciar, inspirar as novas gerações e ajudar outras a superar obstáculos e desafios.
    O Brasil está cheio de exemplos de jovens empreendedores com negócios que unem inovação e responsabilidade social.
    Ao aliar o seu propósito de vida a conhecimentos em gestão, somando-se a isso uma boa dose de trabalho e perseverança, você conseguirá criar negócios incríveis que impactam positivamente a vida de muitas pessoas!
    50 min
  • Episódio 27. As dificuldades da mulher que assume um papel de decisão.
    “As tradições dos séculos anteriores davam ao homem o direito de ser o único provedor das necessidades da
    casa; para as mulheres ficava somente a obrigação da organização do lar. Assim, a elas não cabia o direito de trabalhar fora, principalmente se fosse para ganhar dinheiro, tampouco contavam com o direito de participar das decisões sociais.
    No passado, uma mulher inserida no mercado de trabalho era algo difícil de ser visto, uma exceção, e em qualquer ficha cadastral que tivesse a presença feminina, localizava-se no campo “profissão" a descrição "do lar" ou "doméstica."
    "As primeiras normas brasileiras de proteção ao trabalho da mulher constam da Consolidação das Leis do
    Trabalho (CLT), de 1943, e impunham restrições às atividades extraordinárias, noturnas, insalubres e perigosas"
    Ainda destaca que naquela época, toda mulher era vista como rainha do lar, e as organizações sociais tinham como composição familiar o homem como o único provedor. A mulher tinha o papel de cuidar da casa, do marido e dos filhos, não havia um trabalho para o qual ele saísse de casa como o homem, apenas ficava em casa, exercendo atividades rotineiras.
    Destacam também que as mulheres podem assumir com propriedade os papéis de liderança modernos, mesmo
    que continuem a enfrentar obstáculos por conta de preconceitos ligados ao gênero e dos modelos de líderes que
    são mantidos pelos seguidores. De modo geral, independente do gênero, os líderes devem ser sensíveis às
    situações e aos seguidores, se adaptando à realidade e às condições necessárias para o êxito do seu papel.
    A vantagem feminina ao atuar na liderança é que, de fato, as mulheres já possuem atributos essenciais para
    uma boa liderança, como: facilidade de delegação de tarefas, autoridade, realização de várias atividades ao
    mesmo tempo, trabalho em grupo, autodisciplina, organização, carisma, capacidade de influenciar, comunicação, capacidade de admitir erros, capacidade de negociação e resolução de problemas.”
    1 hr
  • Episódio 26. Esporte é lugar de mulher sim!
    “Contar a história do futebol feminino brasileiro é mais do que lembrar gols, vitórias, derrotas, lances marcantes e seus personagens. É falar sobre resistência, descaso e barreiras quebradas. É lembrar períodos de proibição, preconceito e amadorismo. É impossível contar essa história sem falar da maior de todos os tempos, da única jogadora eleita seis vezes a melhor do mundo: a Rainha Marta.
    As primeiras referências de partidas de futebol disputadas por mulheres surgiram nos anos 20. Os registros de jornais mostram a prática, ainda de forma muito tímida, no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Norte.
    Pode parecer piada, mas o circo traz algumas das primeiras referências do uso das palavras "futebol feminino". Era
    tratado como uma performance, um show. Não uma partida.
    Até a década de 40, o futebol entre mulheres era longe de clubes ou grandes ligas. O que se sabia era de prática em periferias. Não há registros de uma seleção. Apesar de ainda não ser proibida, a modalidade era considerada violenta e ideal apenas para homens.
    A primeira proibição ocorreu (1941) através de um processo de regulamentação do esporte no Brasil.
    Apenas no fim da década de 70 foi revogada a lei que proibia as mulheres de jogarem futebol. E o início de uma nova jornada para a modalidade entre as mulheres.
    1991 É o ano da primeira Copa do Mundo Fifa de Futebol Feminino.
    Apesar de ter conquistado parcialmente seu papel na sociedade, a mulher ainda exerce funções secundárias na mídia
    esportiva. O discurso sexista existente na sociedade atual estabelece que profissões dominadas por homens não devam ser ofertadas para o sexo feminino. No jornalismo esportivo as mulheres atuantes sofrem diariamente com o preconceito de gênero, a desaprovação profissional e o assédio. A desigualdade nesse meio é claramente notável pela quantidade de
    mulheres equiparada aos homens que trabalham na imprensa esportiva, o número é nitidamente muito menor. Além disso, a competência feminina é questionada diariamente pelo público que julga que o sexo biológico define
    compreensão de um tema. É importante destacar também como a mulher não ocupa papel de destaque na mídia esportiva, pois ainda é incomum que mulheres narrem e comentem jogos. Dessa forma, é possível concluir que mesmo com maior participação das mulheres no telejornalismo esportivo a equidade de gênero está longe de ser alcançada, pois o espaço que as mulheres ocupam em canais da TV aberta e fechada ainda é limitado quando se trata da cobertura e dos
    debates esportivos.”
    58 min
  • Episódio 25. O preconceito com a mulher que busca um novo destino.
    “Estamos na segunda década do Século XXI, mas percebo que ainda existem muitos tabus em relação ao divórcio, principalmente associados à uma visão de derrota, de uma relação que não deu certo. São preconceitos que persistem, especialmente no caso das mulheres; lembrando que a lei do divórcio foi promulgada em 1977.
    É óbvio que quando as pessoas se casam, o intuito é manter a relação até o fim da vida. Mas entre o casamento e o fim de uma vida há muitas situações que podem mudar o rumo da história. E isso não pode ser entendido como um erro. Talvez, algumas relações se acertem exatamente quando o casal se separa; do contrário, a caminhada poderia ser, de fato, muito ruim, muito triste para ambos. É importante entender isso para não ficarmos na busca de explicar o inexplicável.
    No passado – e ainda uma realidade em muitos núcleos sociais -, havia a ideia de que mulher saía de casa para o altar já com a sentença de “produto sem devolução”. As preocupações por trás dessa sentença talvez estejam relacionadas ao aspecto financeiro. O marido assumia o papel de provedor da casa. Significava dizer que a mulher, caso o casamento terminasse, é que deveria assumir as responsabilidades pelo seu próprio sustento. Outro estigma social que ainda persiste é a ideia de que a mulher solteira, a mãe solteira, separada ou divorciada, é alguém que “não segurou o casamento”. Historicamente, a mulher separada não era bem vista, era sinônimo de leviana e, até mesmo, representava um risco para outros casamentos. Não era bem-vinda socialmente. E todos esses estigmas e preconceitos tomavam – e tomam ainda, em muitos casos – uma proporção maior quando a mulher tem filho.
    É óbvio que atualmente todos esses preconceitos são bem menores ou praticamente desapareceram, dependendo do meio social que essa mulher frequenta; mas o fato é que, no geral, ainda existem e também estão por trás do sofrimento de quem se separa e não quer passar a ser vista dessa forma, como alguém que não deu certo. Existe ainda a dificuldade da mãe solteira de seguir sua vida, mantendo suas amizades e o direito a cultivar seus hobbies e diversão. “
    1 hr 1 min
  • Episódio 24. Os desafios da mulher no ramo da construção civil!
    “ Em 2019 o CAU/BR fez um levantamento completo sobre a presença da mulher na arquitetura e no urbanismo. De acordo com esses dados, dos profissionais ativos e registrados no conselho, 63,10% são mulheres. O mesmo ocorre dentro das universidades, com 67% das alunas sendo mulheres. Entretanto, quando se fala em produção arquitetônica, dentre os principais serviços prestados pelas mulheres e registrados na plataforma do CAU, 55,7% são enquadrados dentro de projeto enquanto apenas pequenas porcentagens – 7%, 2,3%, 1,3% – estão relacionadas a outros serviços como execução, engenharia de segurança do trabalho e planejamento territorial, respectivamente. Nos quesitos de premiação e representatividade, os números também se invertem, apenas 17% dos prêmios nacionais de projeto foram concedidos a equipes lideradas por mulheres assim como apenas 17% dos membros do conselho diretor federal são mulheres, 24% no conselho estadual, e por aí vai.
    É triste pensar que, o que até Lina Bo Bardi vivenciou quando seu professor Marcello Piacentini disse, depois de dar uma nota baixa, que era “melhor passar pois, uma bella ragazza vai casar, não vai exercer a arquitetura”, ainda possa ser visto quase um século depois. Quantas Linas deixaram – ou deixarão – de existir por posturas assim? Falando ainda sobre o período de formação profissional, vale destacar que também não somos acostumadas a lidar com referências mulheres dentro do campo arquitetônico, os mesmos e escassos nomes já perduram por gerações. Sobre isso, Ana Gabriela Lima, na sua tese “Revendo a História da Arquitetura: Uma Perspectiva feminista” (2004), afirma que há uma lacuna na historiografia oficial que contribui para a formação de uma imagem equivocada sobre a relevância do trabalho feminino no campo profissional o que, em alguma medida, acaba por contribuir para a perpetuação da disparidade entre homens e mulheres no que diz respeito ao reconhecimento do direito de exercer legitimamente e intensamente as atividades profissionais em seus diversos estágios e de gozar do devido reconhecimento.
    O prêmio Pritzker, por exemplo, demorou 26 anos para laurear uma mulher pela primeira vez, Zaha Hadid, em 2004. Desde então, o prêmio foi conferido a apenas mais quatro mulheres: Kazuyo Sejima, em 2010, ao lado do parceiro de SANAA Ryue Nishizawa; Carme Pigem, em 2017, que venceu junto aos seus sócios Ramon Vilalta e Rafael Aranda, do escritório RCR e Y do Grafton Architects no ano passado.”
    Agora convidamos vocês a mergulhar de cabeça nesse bate-papo super descontraído com a convidada Natália Silveira.
    58 min
  • Episódio 23. Como é ser mulher na política?
    “Para nós mulheres, o exercício da política é um dos maiores interditos à nossa cidadania. Somos 52 % da população e apenas 10 % do Congresso Nacional. De acordo com os levantamentos da IPU (Inter-Parliamentary Union), o Brasil ocupa o 152° lugar no ranking mundial sobre participação das mulheres nos Parlamento federal. Essa representação é ainda mais baixa para a representação da população negra e povos indígenas. Se a pluralidade das pessoas de uma sociedade não está representada nos locais onde se propõem, se discutem e onde se deveriam aprovar propostas para o bem estar comum, fica fácil compreender o porquê suas demandas não estão sendo consideradas.
    Estamos diante de um cenário político bastante complexo. A elite econômica, política e religiosa do país obteve sucesso em estabelecer uma ruptura em nossa frágil democracia. Promoveram um golpe parlamentar com apoio ininterrupto da mídia corporativa, do sistema de (in)justiça e com um amálgama ideológico-religioso que foi fundamental para o impedimento da primeira mulher presidenta do país. Sim, necessário falar de que se tratava de uma mulher no mais alto cargo do Executivo do país, pois ainda que sua gestão não tenha significado avanços reais às mulheres brasileiras, a possibilidade de que nós mulheres pudéssemos chegar até onde Dilma Rousseff chegou, minimamente fez alterar o imaginário de gerações de brasileiras sobre igualdade perante os homens. No entanto, a misoginia foi peça fundamental em seu processo de impeachment, como se a elite no poder de homens brancos e proprietários não suportasse mais uma mulher exercendo poder.”
    58 min
  • Episódio 22. Mulheres negras na política!
    “Você já reparou na pouca representatividade das mulheres negras na política? Apesar de 27% da população feminina se declarar negra, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, mulheres negras representam apenas 2% do Congresso Nacional e são menos de 1% na Câmara dos Deputados.
    Como mostramos em nosso relatório “Tempo de cuidar: o trabalho de cuidado não remunerado e mal pago e a crise global da desigualdade“, essa é uma questão mundial: em todo o mundo as mulheres representam apenas 25% dos parlamentares eleitos.
    Mas afinal, se são a maioria, por que as mulheres, em especial as mulheres negras, têm tão pouca representatividade política?
    A razão da baixa representatividade das mulheres negras na política está em questões estruturais da nossa sociedade: machismo e racismo.
    Antes de tudo, as mulheres negras precisam lutar para sobreviver. De acordo com o Atlas da Violência de 2019, 66% de todas as mulheres assassinadas no país naquele ano eram negras. Além disso, 63% das casas chefiadas por mulheres negras estão abaixo da linha da pobreza, de acordo com a última Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE.
    Uma vez garantida a vida e superada a miséria, os desafios continuam. Apesar de, pela primeira vez, os negros serem maioria nas universidades públicas, como aponta a pesquisa Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil do IBGE, mulheres negras ainda recebem menos da metade do salário dos homens brancos no Brasil.
    A primeira mulher negra a ser eleita para uma Assembleia Legislativa no Brasil foi Antonieta de Barros em 1934. De lá para cá, os avanços são inegáveis, mas ainda há um longo caminho a ser trilhado.
    A participação política de mulheres vem crescendo, mas quando se trata especificamente de mulheres negras, o déficit é grande. Ainda que uma decisão do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) tenha estabelecido uma cota de 30% para candidaturas de mulheres nos partidos, não existe nada a com relação a questão racial.
    O número de mulheres eleitas em 2018 cresceu 52,6% em relação a 2014. Foram eleitas 290 mulheres no total. Para a Câmara Federal, foram 77, sendo 13 delas negras e uma indígena. No Senado Federal, foram 7 senadoras, o que significa 13% do total de parlamentares, porém nenhuma negra.
    Garantir maior participação das mulheres negras na política, além de ser um processo de reparação histórica é também uma forma de promover a democracia e a pluralidade de vozes nos espaços de tomada de decisões. Vale lembrar que garantir a participação plena e efetiva de mulheres negras na política e promover a igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas em todos os níveis estão entre as metas globais do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5 – Igualdade de Gênero.”
    Apresentação da convidada: E agora, vamos deixar ela mesmo se apresentar, se definir, mas jamais se limitar. Ciete, quem é você no Só pode ser mulher?
    59 min
  • Episódio 21. Evolução histórica das mulheres na política!
    Há apenas 90 anos, as mulheres nem sequer participavam da vida política do país, uma vez que eram proibidas de votar.
    Somente em 24 de fevereiro de 1932, o Código Eleitoral passou a assegurar o voto feminino. E em 1934, o voto feminino passou a ser previsto na Constituição Federal.
    Quem acompanha a importância da luta das mulheres por direitos e o quanto essa discussão tem espaço nos dias atuais muitas vezes não imagina quão recentes são algumas das conquistas para o gênero feminino do ponto de vista histórico. Há apenas 88 anos, as mulheres nem sequer participavam da vida política do país, uma vez que eram proibidas de votar.
    Esse cenário não era exclusividade do Brasil. Na França, por exemplo, o voto feminino se tornou realidade em 1944 e, na Suíça, em 1971. No Brasil, no entanto, a bandeira das mulheres pelo direito de votar e de serem votadas teve início décadas antes, pelo menos desde 1891, quando foi apresentada proposta de emenda à Constituição brasileira que trazia essa prerrogativa. A proposta, contudo, foi rejeitada. O tema ganhou ainda mais força no início do século XX, a partir da militância política feminina na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Essa atuação organizada e estratégica inspirou outras mulheres no mundo todo. A internacionalização do movimento, conhecido como sufragista, favoreceu a conquista do voto feminino em diversos países. Por isso convidamos vocês a mergulhar e escutar de cabeça aberta a conversa de hoje. Que conta com a participação de Menésia Simião.
    1 hr 4 min
  • Episódio 20. A importância da representatividade feminina na política.
    “Ao redor do mundo, mulheres representam menos de 25% dos cargos parlamentares e somente 12% dos líderes de governos são mulheres. No Brasil, vigora por lei o sistema de cotas eleitorais. Nas eleições proporcionais, para as câmaras de vereadores, as assembleias legislativas e o Congresso Nacional, os partidos são obrigados a apresentar uma porcentagem mínima de 30% e máxima de 70% para candidaturas de cada gênero. O objetivo, portanto, é criar um equilíbrio entre os gêneros nas eleições, levando os partidos a terem pelo menos 30% de candidatas mulheres.
    Essa política, no entanto, tem sido alvo de diversas irregularidades: partidos criam “candidaturas fantasmas” ou “laranjas”, incluindo nomes de candidatas mulheres apenas para preencher os requisitos legais, sem distribuir recursos de campanha. Nos últimos anos, duas leis foram instituídas com o intuito de desestimular essa prática: (1) as campanhas de mulheres devem receber, pelo menos, 30% dos recursos do fundo eleitoral e do tempo de propaganda e (2) a quantidade de recursos deve ser proporcional ao número de candidatas (isto é, se o partido tem 40% de candidatas mulheres, elas devem receber 40% dos recursos de campanha).
    Apesar disso, a participação das mulheres no sistema político continua extremamente baixa. Atualmente, menos de 15% dos membros da Câmara dos Deputados são mulheres — abaixo da média de 26% para a América do Sul —, enquanto apenas 12% dos municípios têm uma líder mulher. Dados de outubro de 2020 mostram o Brasil em 143º lugar no ranking mundial de participação feminina em parlamentos nacionais.” Por isso convidamos vocês a mergulhar e escutar de cabeça aberta a conversa de hoje. Que conta com a participação de SONIA FORTALEZA.
    59 min

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Olá, meninas e meninos, garotas e mulheres. Esse é um encontro semanal de debate e empatia com a missão de empoderar mulheres. Produzido por Roana Sousa , Larissa Máximo, Nara Lima e Gabriela…