Sopodesermulher_

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By Só pode ser MULHERSociety & CulturePersonal Journals
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Sopodesermulher_ episodes

  • Episódio 39. Vivências de uma adolescente trans!
    “O que é uma pessoa trans?|
    O termo trans é utilizado para se referir a uma pessoa que não se identifica com o gênero ao qual foi designado em seu nascimento. Quando nascemos, nossos gêneros são determinados pelo nosso sexo. Assim, uma pessoa que nasce com um pênis é considerada como um homem e uma pessoa que nasce com uma vagina, como uma mulher. Contudo, algumas pessoas percebem que se identificam com outro gênero e passam a viver como assim desejam e se sentem melhor consigo mesmas.
    Dessa forma, podemos utilizar “mulher trans” ou “pessoa transfeminina” para se referir a alguém que foi designado homem, mas se entende como uma figura feminina. Já o termo “homem trans” ou “pessoa transmasculina” é indicado para tratar uma pessoa que foi designada mulher, mas se identifica com uma imagem pessoal masculina.
    Pensando no significado etimológico, o prefixo trans- (oriundo o latim) significa “além de”, “para além de”, “o outro lado” ou “o lado oposto”. O termo é utilizado como um “termo guarda-chuva” e se refere a todas as pessoas com identidades trans: transexuais, transgêneros, travestis, pessoas não binárias, etc.
    O que é cis/cisgênero?|
    O prefixo cis-, acrescentado à palavra “gênero”, vem do Latim e significa “do lado de cá”. Dessa forma, o termo Cis/Cisgênero é utilizado para se referir às pessoas cujo gênero é o mesmo que o designado em seu nascimento.
    Ao nascer, uma pessoa é designada homem ou mulher de acordo com seu sexo. Se a pessoa, ao longo da vida, se entende/se identifica com mesmo gênero atribuído ao momento do nascimento, então é cisgênera.”
    59 min
  • Episódio 36! Mãe, mãe solo, mãe de dois ou três, mãe que cria, mãe que ama. MÃE!
    “ A maternidade é um misto de emoções, desde o primeiro momento.
    A maternidade é mista, ela é desafiadora, é forte e é cheia de expectativas.
    O corpo feminino ele foi ''programado'', entre aspas, para gerir um filho(a), isso mesmo, entre aspas, sabemos que tem mulheres com N fatores que de certa forma não podem e não querem engravidar. E sim, essa é uma decisão DA MULHER E SOMENTE DELA, quando se trata de decidir ou não.
    Algumas mulheres com desejos de gerar, mas com alguns pontos desafiadores como problemas de saúde que as impem de gerar, mas não de SER MÃE.
    Temos hoje muitas mães adotivas de coração, de papel, de decisão... tem mãe avó, tem tia mãe, tem madrinha mãe... tem MÃE. “
    HOJE CONTAREMOS COM A PRESENÇA DE LERICE, MÃE DA MARIA EDUARDA QUE TEM UM LINDA HISTÓRIA PARA CONTAR!
    59 min
  • Episódio 35! Mãe, eternas saudades!
    “ O luto é um processo que todo indivíduo irá passar em algum momento da vida. Todavia, há perdas que doem e pensam mais que outras, como o falecimento da mãe. Isto porque a mãe está sempre presente em toda a história de seu filho. Quando ela se vai precocemente, o sentimento pode ser ainda pior.
    Como tudo na vida, uma hora algum círculo se fecha, uma experiência se acaba e nós perdemos alguém. Uma das perdas mais doloridas com certeza é a perda de uma mãe, luto de mãe. Perder uma pessoa tão especial na nossa vida não tem nem explicação.
    De antemão, queremos deixar claro que não temos nenhuma fórmula mágica de como passar por esse momento, porém, trouxemos alguns conselhos de como lidar melhor com essa situação.
    A tristeza em si, quando em demasia, pode ser extremamente perigosa e nesses casos recomendamos a visita e consulta com um psicólogo. Nada em excesso faz bem, e essa tristeza pode se tornar tão profunda a ponto de ser uma depressão.
    Cada luto é particular, afinal, todos nós somos individuais do nosso jeito. Não da para mensurar a tristeza e luto de cada um, a forma de superar um luto de alguém pode ser diferente do seu, e nenhum é menor ou maior do que o outro.
    Superar qualquer morte já é muito difícil, imagine quem te deu a vida. Não se culpe por sentir demais, é normal e compreensível. O amor que sua mãe tinha por você era com certeza único e incondicional, por isso entendemos que esse momento pode estar sendo muito difícil para você.
    Foram anos com aquela presença tão especial e forte na sua vida, momentos que não voltarão. Por isso, podemos te dar alguns conselhos de como passar por isso de uma forma mais leve. Se você sentir que tudo está muito difícil e que seus sentimentos negativos não diminuirão, procure um profissional.
    Não tenha vergonha de admitir essa dor tão intensa e que você precisa sim de ajuda. Todos nós somos passiveis de dores fortes e você não é menor por isso.”
    Apresentação da convidada: E agora, vamos deixar ela mesmo se apresentar, se definir, mas jamais se limitar. Gabriela Oliveira quem é você no Só pode ser mulher?
    59 min
  • Episódio 34! Mães, sejam parceiras uma das outras.
    “ Com certeza, todas as mães que não trabalham fora, já devem ter ouvido perguntas do tipo: “Nossa, mas você não trabalha?!”, “O que você faz o dia inteiro?!”, “Você não fica preocupada de ficar tanto tempo fora do mercado de trabalho?!”.
    Os julgamentos são inúmeros e os palpites, também! Há os que dizem que é melhor para o seu filho ir para a creche e socializar com outras crianças do que ficar com você em casa o dia todo. Mas, ai de você que não trabalha se decidir colocar o seu filho na creche! Logo virá a pergunta “Mas por que o seu filho vai para a creche se você não trabalha fora?!” Resumindo, independente da situação, sempre há vários palpites alheios, como se todos soubessem o que é melhor para você e sua família.
    Muita gente acha que ser mãe em tempo integral é fácil e se esquece que essas mães muitas vezes não têm nem um intervalo para ir ao banheiro. Ser mãe em tempo integral é um trabalho de 24 horas por dia, 7 vezes por semana, que não é remunerado e não dá direito a intervalos, férias, bônus ou mesmo um dia de descanso quando está doente! E volto ainda a ressaltar o cenário das mães expatriadas, que muitas vezes ainda não contam com uma rede de apoio.
    A maternidade é cheia de desafios e a escolha entre família, carreira ou ambos não deve ser feita por causa de uma pressão social. Cada família tem uma realidade diferente e não dá para nos compararmos à vizinha ou à amiga. Não existe uma escolha correta, existe aquilo que funciona para cada família. Faça aquilo que te faça feliz”
    1 hr 1 min
  • Episódio 33. Vivência de uma mãe SOLO!
    Muitas mulheres compartilham histórias semelhantes: criar, educar e participar da vida de um filho sozinha. O termo “mãe solo” hoje é amplamente utilizado para designar mulheres que são inteiramente responsáveis pela criação de seus pequenos, deixando o conceito de “mãe solteira” em desuso, já que estar ou não em um relacionamento com um(a) parceiro(a) não quer dizer necessariamente compartilhar a difícil missão de ter um filho.
    Seja por escolha própria ou por acaso do destino, ser mãe solo não é nada fácil. Há que ter muita força, paciência e resiliência. Ser uma e valer por mil. Engolir os desaforos e deixar passar os olhares tortos cheios de julgamento de quem não sabe nada sobre criar um filho sozinha. É enfrentar o mundo com unhas e dentes afiados, e um coração cheio de amor e esperança de que a sua vida e a de seu filho seja a melhor possível.
    Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 57,3 milhões de mães solo, isto é, 38,7% de brasileiras chefiando seus lares. Mesmo sendo grande parcela da sociedade, elas ainda sofrem e precisam se reinventar todos os dias para poder realizar tanto a si mesmas, quanto aos filhos.
    Ser mãe não é fácil, ainda mais quando você não se encaixa no perfil que a sociedade tem de família: pai, mãe e filhos. Assim, o psicológico da mãe solo é colocado em risco através de diversas situações cotidianas, mas extremamente prejudiciais. A ansiedade, depressão e estresse podem surgir quando essas mulheres não são amparadas.
    55 min
  • Episódio 32. Vivências e descobertas de uma mãe atípica.
    “A vivência da maternidade constitui uma nova fase da vida da mulher. Desde a gravidez acontecem mudanças na rotina da futura mãe, principalmente se for a primeira experiência de gestação, despertando com isso novos sentimentos, fantasias e expectativas. Dessa forma, já no momento do nascimento, há possibilidades de decepções causadas pelo contato com o bebê, pois existe uma distância entre o filho fantasiado e o filho real.
    Deparar-se com as limitações do filho, em qualquer família, é sempre um encontro com o desconhecido. Enfrentar essa nova e inesperada realidade causa sofrimento, confusão, frustrações e medo. Por isso, exercer tanto a maternidade como a paternidade torna-se uma experiência complexa, e, mesmo existindo o apoio de inúmeros profissionais e outros familiares, é sobre os pais que recaem as maiores responsabilidades. Atualmente, é possível encontrar diferentes etiologias, graus de severidade e características específicas ou usuais do autismo.
    Diante disso, caracteriza-se esse diagnóstico como um transtorno de início precoce, com causas diversas e que compromete o processo de desenvolvimento infantil. De acordo com o DSM-IV-TR (Associação Psiquiática Americana [APA], 2002), o autismo está incluído entre desenvolvimento os transtornos e globais caracteriza-se do por comprometimento em três áreas do desenvolvimento: habilidades de interação social recíproca, habilidades de comunicação e comportamento, interesses e atividades com padrões restritos e repetitivos.
    A conduta do autismo se caracteriza principalmente pela incapacidade de estabelecer um sistema adequado de comunicação com o meio social. Essa dificuldade de comunicação se deve ao atraso na aquisição da linguagem, ao uso estereotipado e repetitivo da fala e à falta de reciprocidade social e emocional que o autista apresenta em suas relações. As crianças com autismo encontram maior dificuldade em realizar as atividades ditas comuns, daí acentuar-se a necessidade de cuidados e a dependência para com os pais ou cuidadores. Dessa forma, para se adaptar às limitações e necessidades específicas da criança com autismo, a família necessita de constantes mudanças na sua rotina diária . É possível considerar então que as características inerentes aos comportamentos autistas, somadas à gravidade desse transtorno, podem constituir estressores em potencial para os familiares.”
    57 min
  • Episódio 31. Mãe atípica não quer título ou rótulo de ''guerreira'', quer apoio para seus filhos.
    “Mulheres que criam crianças com deficiência lidam com sobrecarga, isolamento e falta de apoio disfarçados sob rótulo de guerreiras
    A esta altura de nossas vidas, todos que têm filhos ou convivem com mulheres que têm filhos sabem como a demanda para educá-los é alta. Criança é treta. Dá trabalho educar seres humanos para que sejam pessoas que perpetuem o ciclo de responsabilidade e honestidade que nosso país tanto necessita.
    A cobrança é muito alta e ela recai, na maioria das vezes, apenas nos ombros de nós, mulheres. Afinal de contas, para o ideário coletivo de que mulheres nasceram para ser mães, nós não fazemos mais que nossa obrigação. “Por que quis ter filho, então?”, “você sabia antes de engravidar que o filho é da mãe”, “o homem provê o sustento e a mulher é o alicerce da casa, mantendo um ambiente limpo, seguro e agradável para a família” e tantos outros absurdos fazem com que a mulher se sinta cada vez mais sobrecarregada e exausta.
    Por outro lado, ainda temos que lidar com aquela máxima já conhecida de muitos de nós, que diz que esperam que trabalhemos como se não tivéssemos filhos e tenhamos filhos como se não trabalhássemos. Assim seguimos nossas vidas, tentando equilibrar nossos interesses pessoais que vão além de casa/filhos/marido (pasmem, temos nossos interesses pessoais também!), nossas vidas profissionais e nossa família.
    Mães lidam com rotina sobrecarregada, e a situação fica ainda mais delicada ao criar um filho com deficiência em uma sociedade capitalista.”
    58 min
  • Episódio 30. A flexibilidade cognitiva em autismo!
    “A flexibilidade cognitiva é, em resumo, a capacidade de acompanhar as mudanças, aquelas coisas que podem mudar todo o nosso planejamento. Autistas, em boa parte dos casos, precisam de previsibilidade, de uma vida com regras, com estruturas. E mudar pode ser extremamente desafiador.
    O termo “função executiva” é utilizado para falar de todas as habilidades que têm a ver com a cognição das pessoas. As funções executivas no autismo, no entanto, são muito afetadas. Muitas pessoas que estão no espectro têm algum comprometimento nessas funções, ou seja, alguns déficits.
    Por conta desses déficits, os autistas, muitas vezes, não conseguem executar coisas simples como tomar banho, limpar o quarto, entre outras coisas. O que, para as pessoas neurotípicas, parece algo tão fácil, para os autistas pode ser até mesmo impossível. Para alguns autistas, inclusive, os déficits nas funções executivas chegam a ser mais evidentes do que os problemas sociais.
    Clinicamente falando, as funções executivas são todos os processos cognitivos que nos ajudam a combinar nossos pensamentos com as nossas ações.”
    59 min

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