A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou nesta terça-feira (11) o julgamento do recurso especial da arquiteta Adriana Villela, condenada a 61 anos e três meses de prisão por assassinar os próprios pais – o advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela e a advogada Maria Carvalho Mendes Villela –, além da funcionária do casal, Francisca Nascimento da Silva.
O episódio, em agosto de 2009, ficou conhecido como "Crime da 113 Sul", quadra residencial de Brasília onde ocorreram as mortes. Apontada como mandante, Adriana Villela foi levada a júri popular e condenada. A defesa pretendia anular essa condenação, alegando, entre outros pontos, que foi manifestamente contrária às provas dos autos. Também pediu ao STJ para não haver a execução imediata da pena de prisão.
No entanto, o relator, ministro Rogerio Schietti Cruz, negou provimento ao recurso especial e deferiu o pedido de execução imediata da pena privativa de liberdade formulado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo assistente da acusação. Entre os diversos fundamentos, o ministro Schietti destacou que pontos ressaltados pela defesa estavam preclusos, ou seja, atos processuais relacionados às alegações defensivas não foram praticados no tempo legal adequado e, portanto, não haveria mais o direito de apresentá-los.
Um pedido de vista do ministro Sebastião Reis Junior suspendeu o julgamento no STJ, que ainda não tem data para ser retomado.