O Superior Tribunal de Justiça (STJ) promove a Semana da Mulher, com eventos voltados a celebrar o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. Ministras, servidoras e colaboradoras participaram da mesa-redonda “Participação Feminina no STJ: trajetórias e conquistas”, com apresentação de experiências profissionais e pessoais de mulheres que compõem o tribunal, destacando os desafios e as conquistas ao longo dos anos. A abertura do evento foi feita pelo presidente do STJ e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Herman Benjamin.
“Eu gostaria, em primeiro lugar, de dar boas-vindas a todas e todos que participam desse evento, que, para nós do STJ, é muito importante, comemorando todas grandes contribuições das mulheres na prestação jurisdicional do STJ.
O vice-presidente do STJ e do CJF, ministro Luis Felipe Salomão, falou em seguida. Ele lembrou a história de pioneiras no Judiciário.
“Essas histórias que vão aqui ser contadas pela perspectiva do STJ é revivida a cada vez que outras mulheres assumem posições de liderança na magistratura e dentro do Poder Judiciário. Essa trajetória está sendo construída a cada passo e está longe de ser concluída”
A conversa foi mediada pela jornalista Karla Lucena, da TV Globo. O painel contou com a participação das ministras Nancy Andrighi, Maria Thereza de Assis Moura e Daniela Teixeira. Além delas, também integrou o evento a ministra aposentada Eliana Calmon, que destacou a responsabilidade que carregou enquanto atuava no STJ.
“Em 14 anos e meio em que estive aqui no STJ< todas as vezes que eu entrava na garagem e que via meu nome escrito “ministra Eliana Calmon” na parede onde ficava o carro oficial, eu dizia o seguinte: ‘eu tenho a responsabilidade de carregar sobre os meus ombros o fato de ter sido a primeira, eu não posso errar, porque atrás de mim precisa vir muita gente.”
Segundo a ministra Nancy Andrigui, o alicerce preparado pela ministra Calmon foi essencial para a ascensão ao Tribunal da Cidadania.
“A minha chegada aqui foi muito mais leve e foi muito segura, porque eu tinha a mão da Eliana me segurando. E eu já cheguei de mãos dadas com uma fortaleza, então, para mim, foi muito fácil”.
A ministra Daniela Teixeira salientou a responsabilidade de representar a força feminina nos espaços de poder.
“Essa é a nossa função aqui: é mostrar que a gente dá conta, que a gente consegue. A gente não quer reconhecimento. A gente quer abrir a porta para as próximas”.
Também representou as servidoras, a assessora-chefe da Assessoria de Apoio a Julgamentos Colegiados, Vânia Soares.
“Nós somos muito capazes e temos um olhar diferenciado para todas as coisas”.
A secretária de Auditoria Interna, Ana Paula Santana, que também representou as servidoras do tribunal, pontuou um dado que confere o resultado de iniciativas do STJ voltadas à equidade de gênero.
“Desde 2020, a gene tem mais de 50% de mulheres na nossa força de trabalho”
A ministra Maria Thereza de Assis Moura encerrou o evento.
“As mulheres que aqui estão, tenho certeza, elas se inspiram nas mulheres que elas poderão ser e se espelham e têm certeza de que elas poderão ser e poder mais cada vez.”
Uma das servidoras do STJ que acompanharam a mesa-redonda foi Danielle Botelho.
“Foi tudo muito inspirador. Para a gente poder colocar em pauta a questão de gênero, a gente precisa ter histórias reais, a gente precisa ter diversidade, a gente precisa de ter inclusão”.
Do Superior Tribunal de Justiça, Jáfer Araújo.