A lavagem de dinheiro é um crime financeiro geralmente associado a tráfico de drogas, corrupção, sonegação fiscal, fraudes e outros crimes que geram grandes quantias de dinheiro de forma ilegal. A lavagem esconde a origem criminosa, dando uma aparência legal para o dinheiro. Esse tema é abordado no livro Lavagem de Dinheiro: à luz da doutrina e da jurisprudência dos tribunais superiores. O defensor público do Estado do Rio de Janeiro William Akerman é um dos organizadores da obra.
“A obra, então, aborda os grandes temas penais e processuais penais, envolvendo a lavagem e também as grandes operações realizadas no Brasil, como a Lava Jato, Mensalão, a Politeia, envolvendo a temática. os autores discorrem sobre perspectiva crítica, desde a competência até os aspectos técnicos sobre os meios que a lavagem pode ser realizada.”
Participaram dos artigos da coletânea, professores, juristas, defensores, promotores, juízes e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Joel Ilan Paciornik, que ressaltou a importância de debater o assunto.
“Além das consequências danosas que qualquer crime traz para a sociedade, a lavagem de dinheiro, ela traz consequências muito graves na economia global. As nações são classificadas hoje de acordo com seus níveis de combate à lavagem de dinheiro. Isso faz com que uma nação seja considerada mais desenvolvida ou não de acordo com a lavagem de dinheiro.”
O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, escreveu sobre apostas esportivas. Ele defendeu a regulamentação do setor.
“Quando você tem um setor que não está regulamentado, você, evidentemente, propicia o quê? Lavagem de dinheiro e outros crimes. Então nós fomos, desde o início, muito fortes no sentido de dizer da necessidade regulamentar. Nós apoiamos a regulamentação do parto do governo. E aí você consegue inibir ou pelo menos diminuir muito a hipótese de lavagem de dinheiro, por exemplo, que é o tema central desse debate, desse livro.”
Do Superior Tribunal de Justiça, Katia Gomes.