O Superior Tribunal de Justiça (STJ) promoveu mais uma edição do Programa Bibliotemas, que é um ciclo contínuo de ações voltadas a servidores e todos os interessados das áreas de informação, documentação e gestão do conhecimento. Nessa edição, a novidade foi a divulgação de obras raras na página da Biblioteca Digital Jurídica do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a BDJur.
As obras raras estão guardadas no formato físico em um espaço separado e com climatização para ajudar na conservação. O acesso é restrito. As publicações são emprestadas apenas em casos excepcionais, mas agora o conteúdo é compartilhado na BDJur. Dos 1.500 livros, mais de 600 já foram digitalizados, como detalhou a chefe da Seção de Publicações Institucionais do STJ, Jéssica Marques.
“É uma novidade no STJ. Nós estamos digitalizando a maior parte do acervo que nós conseguimos de obras raras para disponibilizar online para o público em geral”.
Algumas obras são muito antigas e estão deterioradas, por isso não serão digitalizadas, mas, segundo a chefe da Seção de Gestão de Acervos do STJ, Luciana Oliveira, com a digitalização das que são possíveis, o acesso ao conteúdo será facilitado.
“A gente tem muito pedido de ministros, né? Às vezes a gente empresta, mas o empréstimo, como precisa de climatização, é um empréstimo por pouco tempo. Então a digitalização vai permitir com que eles tenham acesso por mais tempo à obra, sem causar danos do conhecimento contido nessas obras, vai democratizar o acesso.”
O Programa Bibliotemas é realizado pela Secretaria de Gestão da Informação Bibliográfica do STJ e é voltado à troca de conhecimento entre servidores por meio de palestras, seminários e rodas de conversa. Esta é a terceira edição do encontro e trouxe como tema a “Preservação Digital das Obras Raras do Superior Tribunal de Justiça: Desafios e Estratégias.” De acordo com Luciana Oliveira, há expectativas para o alcance de metas traçadas.
“A gente tem uma primeira previsão que é o final da gestão, né? Julho de 2026. A gente vai tentar digitalizar o máximo que a gente conseguir até lá. Já tem muita obra disponível na BDJur e a gente vai colocar cada vez mais. O processo tá sendo contínuo.”
O secretário substituto de Gestão da Informação Bibliográfica do STJ, Arlan Lima, resumiu a importância do Programa Bibliotemas.
“Este projeto é exemplar por sua capacidade de reunir inovação, preservação e acesso público.”
Com informações de Katia Gomes, do Superior Tribunal de Justiça, Fátima Uchôa.