O livro Cortes Superiores e o Código de Processo Civil: o sistema brasileiro de precedentes, os recursos excepcionais e as ações originárias no STJ e no STF após 10 anos da edição da Lei 13.105/2015 traz 40 artigos escritos por processualistas de todas as regiões do Brasil, reconhecidos nacionalmente pela qualidade dos trabalhos acadêmicos. Participaram do lançamento da obra, ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Supremo Tribunal Federal e várias outras autoridades, além de convidados. Na abertura do evento, no Espaço Cultural STJ, o ministro Luis Felipe Salomão, vice-presidente do tribunal, destacou a importância da corte na aplicação do CPC.
“Praticamente todos os julgados que interpretaram tanto o Código Civil quanto o Código de Processo Civil têm típica natureza infraconstitucional. Portanto, os julgados são realmente de interpretação final do STJ. E é por isso que o tribunal é considerado o Tribunal da Cidadania.”
Os textos da coletânea abordam temas centrais do direito processual civil contemporâneo e oferecem uma análise sobre os efeitos do Código de Processo Civil de 2015 no sistema jurídico brasileiro. A obra tem como coordenador-geral o ministro do STJ Mauro Campbell Marques.
“Um dos grandes méritos, portanto, dessa coletânea é justamente estabelecer um diálogo entre o clássico e o contemporâneo, entre a dogmática e pesquisa empírica entre diferentes correntes de pensamento que, embora diversas, compartilham compromisso comum: a construção de um processo civil mais democrático, eficiente e responsável”.
O coordenador científico do livro é Fabiano Tesolin.
“Foram tratados temas sobre os recursos excepcionais, e aqui está dentro do nosso recurso especial; temas relacionados ao sistema brasileiro de precedentes, inclusive os filtros, os recursais o tema da relevância que é tão importante para o STJ nesse momento; a repercussão geral também, porque é um livro que aborda temas também de interesse do Supremo.”
E como coordenador-executivo, a coletânea conta com André de Azevedo Machado.
“Como novidade do Código de Processos em 2015, foi necessário esse destaque para os precedentes, o sistema de precedentes. Então, a gente tentou reunir os melhores autores para poder desenvolver temas atinentes ao Código de Processo Civil.”
Com informações de Katia Gomes, do Superior Tribunal de Justiça, Fátima Uchôa.