Um local amplo, com equipamentos modernos e oferecendo mais conforto para os servidores, no edifício anexo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), próximo ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. O Laboratório de Preservação e Restauro do STJ, o “Lapre”, é responsável pela conservação e pela restauração de livros e documentos da corte.
Conhecido até então como Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos, o antigo Lacor funcionava dentro da Biblioteca do Tribunal. A cerimônia de inauguração foi realizada com a presença do presidente do STJ, ministro Herman Benjamin.
“Eu não tinha noção da grandeza desse trabalho. Porque a gente imagina o serviço como era nos Anos 90 seria apenas de higienização. Mas não! Vai desde a fabricação do papel até às capas. É algo de dar muito orgulho a todos nós. E sair do cubículo e vir pra um latifúndio como esse indica a prioridade que estamos dando a esse trabalho.”
O diretor-geral do STJ, Sérgio Pedreira, afirmou que a inauguração abre espaço para capacitação de novos servidores e fortalece a política institucional do tribunal de preservação da história.
“Nos próximos meses serão realizados cursos de restauro e conservação de acervos de papeis voltados para capacitação de servidores do tribunal. O objetivo é formar restauradores altamente qualificados, preparados para aplicar as melhores técnicas de conservação, garantindo continuidade e aprimoramento desse trabalho. Essas três frentes – estrutura física, vinculação orgânica e formação técnica – representam nosso compromisso com uma gestão integrada, sustentável e voltada para a valorização das pessoas e da memória institucional.”
O Laboratório de Preservação e Restauro foi recentemente vinculado à Secretaria de Gestão da Informação Bibliográfica. O secretário, Cristian Brayner, exalta a importância da estrutura.
“É o primeiro laboratório de restauração no âmbito do Poder Judiciário do Brasil. E, na verdade, ele presta um serviço vultuoso, tanto em relação a número, a quantidade de itens bibliográficos, arquivísticos e mesmo museológicos, mas também delicado, então exigia um espaço mais qualificado, maior. Então a gente sai de 90 para 230 metros quadrados, Então isso vai possibilitar o STJ, na figura do Lapre, prestar um serviço de melhor qualidade para o Superior Tribunal de Justiça quanto para o Poder Judiciário brasileiro.”
As obras que chegam ao Lapre podem passar por até 5 etapas: diagnóstico, higienização, restauração - que envolve a fabricação de enxertos de papel - encadernação e acondicionamento, como explicou o chefe do setor, Carlos Eduardo Lessa.
“Nós restauramos livros de gabinetes de ministros, da biblioteca e de outras unidades do tribunal também. A gente faz um trabalho de preservação, higienização, restauração desse material, e trabalhamos até quando há parceria, com órgãos do Poder Público.”
A chefe substituta do Lapre, Maria Solange de Brito, acredita que o novo espaço também vai garantir a ampliação do trabalho que o setor desenvolve.
“O STJ tem uma demanda grande, reprimida de novos materiais que aguardam restauração. Existem os objetos do museu, que até então não iniciamos. Até o momento nós atuamos mais no suporte de papel, livros, documentos, fotografias…E esse pelo menos três vezes maior vai propiciar que novas atividades sejam inseridas na unidade.”
Do Superior Tribunal de Justiça, Jáfer Araújo.