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StudiumCast episodes

  • Arte, Estrada e o Velho Oeste Digital!

    No episódio de hoje do podcast Comunicação em Pauta, mergulhamos no universo de Lobo Loss. Quadrinista e ilustrador, ele nos mostra como a união entre comunicação e arte pode ser disruptiva e cheia de estilo.


    Confira os destaques desse papo:


    Obras de Peso: Conheça o sombrio "Memento Mori", uma releitura da expansão do Velho Oeste, e "Alta Octanagem", que nos transporta para um mundo punk apocalíptico dominado por facções de motoqueiros.


    Consistência X Dom: Com anos de experiência no ensino de desenho, Lobo é enfático: "Não existe dom, existe constância. O segredo está em desenhar todo dia e buscar as referências certas”, afirma.


    Garagi Saloon: O estúdio que é o manifesto da cultura biker e do Velho Oeste, onde a arte ganha vida e encontra seu público.


    Spoiler 2026: Vem aí o ROADKILL! Um RPG de sobrevivência em gangues de motoqueiros nos Ermos. Prepare sua motoca, porque o lançamento será aqui em BH!


    Dica para iniciantes: O mercado valoriza o nicho. Qualidade importa muito mais do que volume de público.


    #LoboLoss #Ilustração #CulturaBiker #VelhoOeste #Podcast

    16 min
  • O professor que transformou uma praça pública em sala de aula e foi responsável pela aprovação de milhares de pessoas em concursos

    O sonho de muitos alunos agora foi literalmente realizado. O StudiumCast, o podcast de quem faz e acontece, conversa nesta edição com o professor Sandro Maia. Policial militar aposentado, formado em Letras pela Faculdade de Sete Lagoas (MG), Sandro tem uma trajetória com a educação que começou muito antes de se tornar conhecido como o “Sandro dos concursos”.


    Filho de uma família muito humilde, nascido no Espírito Santo, encontrou na educação o caminho mais eficaz para fugir dos trabalhos braçais que o pai, pedreiro, desejava que ele seguisse, como servente e jardineiro. Estudou Química e chegou a atuar como analista químico em uma grande empresa, mas ainda sentia que faltava um propósito.Grande admirador da farda da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), viveu uma aventura ousada ao fugir de casa para ingressar na corporação mineira.


    Foi nesse percurso que, influenciado por colegas, acabou se formando em Letras. A princípio, não se identificou com a escolha, mas o talento falou mais alto. Ao começar a ensinar dentro da própria polícia, o educador foi surgindo naturalmente, até se transformar no fenômeno das aulas ao ar livre. O projeto começou de forma modesta, em uma sala cedida por uma faculdade da cidade, voltado inicialmente para candidatos ao concurso da Polícia Militar de Minas Gerais.


    No entanto, a grande procura fez com que as aulas fossem transferidas para a Praça do Coreto, no bairro Prado, região que abriga um dos batalhões mais tradicionais da capital. Com o tempo, as aulas passaram a contemplar concursos de diversas forças policiais do país, acumulando aprovações expressivas. Sandro destaca que a conexão com a comunidade foi tão forte que toda a população local passou a colaborar com o projeto. “Estávamos ao lado de uma escola e, ainda assim, os alunos saíam em silêncio. Comerciantes ajudavam, batuques paravam e até pessoas em situação de rua que moravam na praça contribuíam para o sossego. Assim, promovemos várias aprovações”, relembra.


    A gratidão virou projeto. As aulas nasceram de um sentimento de gratidão. Com a vida estruturada, ciclos de pobreza rompidos e família formada, Sandro enxergou no ensino uma forma de devolver à sociedade tudo o que a educação havia feito por ele. Para o professor, uma das maiores tristezas é ver sonhos não realizados. Por isso, seu foco principal são alunos que não têm condições financeiras de custear cursos preparatórios.


    A satisfação, segundo ele, está justamente em ajudar estudantes a conquistarem uma vida melhor por meio do estudo — assim como aconteceu em sua própria história.As aulas acontecem de segunda a quinta-feira, das 17h às 19h30, na Praça do Coreto, no bairro Prado, em Belo Horizonte.


    A cada encontro, Sandro tira dúvidas sobre crase, uso do “por que”, escrita correta de palavras juntas ou separadas e compartilha dicas de organização e otimização do tempo de estudo. Ao final, deixa sempre um alerta importante: não é necessário estudar por muitas horas seguidas. O essencial é adaptar o conteúdo ao tempo disponível. E lança o desafio que já virou marca registrada: “Se você abrir mão do que gosta e estudar uma hora por dia, todos os dias, é capaz de passar no concurso dos seus sonhos.”

    27 min
  • Elmário Carlos e sua jornada de superação pelo mundo das finanças

    No episódio desta semana do StudiumCast, Vera Lima recebe o profissional do mercado financeiro Elmário Carlos para uma conversa sobre trajetória de vida, superação e educação financeira. Com o DNA social correndo nas veias, Elmário é filho de um bancário e de uma mãe com forte atuação social. Seu nome singular surgiu da junção dos nomes de dois grandes amigos de seu pai: Elmar e Mário.


    Após a morte do pai, quando Elmário tinha apenas 4 anos, viu sua mãe, Sandra, se reinventar. Ela voltou a estudar e fundou a ONG “Nosso Pequeno Lar”, que há 18 anos acolhe crianças em situação de vulnerabilidade. Inspirado pela história de seu pai, Elmário seguiu uma carreira de 15 anos como bancário e, posteriormente, se especializou em seguros de vida.


    É autor do livro “Nem Tudo Acontece Só com o Vizinho”, em que mescla sua biografia com reflexões sobre a importância da conscientização quanto à proteção financeira. No bate-papo, ele destaca que seguro não é apenas para quem falece, mas, principalmente, para quem vive e precisa enfrentar imprevistos como doenças ou invalidez.


    Para Elmário, o mercado de seguros cresce a cada ano, especialmente após a pandemia. No entanto, ele reforça que o sucesso nesse setor depende de estudo, dedicação e um atendimento personalizado.” Melhor ter alguma proteção do que proteção nenhuma”, conclui.

    20 min
  • Domine o Algoritmo: Helton Sforzin revela estratégias para conquistar autoridade máxima no Google

    Em um cenário digital cada vez mais saturado, a disputa pela atenção do usuário tornou-se um campo de batalha complexo. No entanto, para Helton Sforzin, diretor executivo da agência I5, o segredo não reside em gritar mais alto, mas em construir confiança.


    Em entrevista feita pela jornalista Vera Lima Bolognini, no podcast Studium Cast, o especialista detalha como profissionais liberais podem dominar os algoritmos e alcançar o topo das buscas orgânicas de forma ética e sólida.


    Com uma trajetória que remonta a 2002, Sforzin especializou-se em nichos de alta complexidade, como o jurídico e o médico. Nessas áreas, em que o marketing direto sofre restrições éticas rigorosas, a estratégia de conteúdo educativo torna-se o principal ativo de diferenciação.


    O Poder do crescimento orgânico


    Embora o tráfego pago seja uma ferramenta comum, Helton destaca que a verdadeira autoridade reside no SEO (Search Engine Optimization). Segundo o especialista, a relevância do posicionamento natural é corroborada pelos dados de comportamento do usuário:


    "Cerca de 70% a 80% dos cliques no Google ocorrem em resultados orgânicos, não nos patrocinados. O conteúdo é ouro; estar nas primeiras posições garante que você seja a primeira opção no momento da decisão."


    O tripé da estratégia digital


    Para escalar o ranking do buscador mais utilizado do mundo, Sforzin divide a jornada em três frentes fundamentais:

    • SEO On-page: a otimização interna do conteúdo e das palavras-chave dentro do site;

    • SEO Técnico: foco na performance, velocidade de carregamento e experiência do usuário (UX);

    • SEO Off-page: construção de autoridade externa por meio de menções e citações em portais de notícias e outros domínios relevantes.


    Autoridade como antídoto à disputa de atenção


    Um dos pontos centrais da tese de Helton é a inversão da lógica de vendas. Para ele, profissionais de áreas sensíveis devem focar na jornada de compra do cliente. Um exemplo prático citado foi a utilização de pautas factuais — como a discussão sobre a escala 6x1 — para atrair leads qualificados por meio de informação de utilidade pública.


    "Quem constrói autoridade não disputa a atenção, conquista confiança", afirma Sforzin.


    Para o diretor da I5, a confiança é o ativo que transforma um visitante anônimo em um cliente fiel. Essa construção exige consistência e uma presença multicanal, garantindo que o profissional esteja onde sua persona consome informação, seja em blogs, YouTube ou podcasts.


    Trajetória e legado


    Autor de obras como o e-book "Autoridade Digital para Advogados" e o recente lançamento de 2024, "Gestão Inteligente no Google Maps para Profissionais da Saúde", Helton Sforzin consolida-se como uma das referências brasileiras em marketing ético. Seu método foca em transformar o conhecimento técnico em um ativo digital que gera reconhecimento e, acima de tudo, resultados sustentáveis no vasto universo da internet.


    25 min
  • Quando empreender deixa de ser solitário: Eugenio Elyseu e o poder do networking de negócios

    Considerado um dos ativos mais valiosos para conectar profissionais e empresários, o networking promete continuar, em 2026, alavancando redes de apoios que aceleram o crescimento dos negócios, nos mais diversos segmentos de mercado.

    Nessa ediçãodo StudiumCast conversamos com empresário Eugenio Elyseu, diretor-executivo do BNI Minas. Para quem ainda não conhece, o Business Network International (BNI), a maior rede de negócios do mundo, presente em 77 países, com mais de 344 mil empresários ativos, essa é uma excelente oportunidade.

    Otimista e visionário, Eugenio Elyseu é taxativo ao dizer que acredita muito no Brasil. Seu foco não está nos problemas, mas nas soluções. Angolano de nascimento, chegou ao Brasil ainda criança, pouco após a independência de Angola. Seu pai acreditava que o Brasil oferecia condições sociais e climáticas semelhantes às da sua terra natal. Após passar pelo Rio de Janeiro e pelo Maranhão, Eugênio se estabeleceu em Minas Gerais, onde estudou, construiu sua trajetória profissional e sua família. Casado com a psicóloga, especialista em geriatria, Lilian de Bernardi, diretora-executiva do BNI Minas, Eugênio é pai de três filhos e divide com a esposa a missão de apoiar empresários na construção de um mundo mais justo e colaborativo.

    Para Elyseu, todo empreendedor precisa de companhia ao longo de sua jornada. Ele ressalta que o empreendedorismo pode ser solitário, o que torna fundamental a troca com pessoas que já enfrentaram desafios semelhantes. Nesse contexto, o BNI se destaca como uma verdadeira universidade de informações, onde experiências são compartilhadas, caminhos são encurtados e erros podem ser evitados.

    O BNI é um grande ecossistema de negócios formado por mais de 350 mil empresários em todo o mundo, unidos pela práxis cotidiana de dar referências mútuas. A proposta é simples e poderosa: empresários indicam uns aos outros para suas redes externas, tornando os negócios mais sustentáveis, reais, sólidos e duradouros.

    Eugenio também desconstrói o mito de que bons profissionais estão apenas nos grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo. Muitas vezes as empresas buscam fora aquilo que já existe com qualidade em suas próprias cidades. O BNI propõe exatamente o contrário: valorizar os profissionais locais, fazendo o dinheiro circular na própria região e fortalecendo a economia de forma sustentável.

    Metas e perspectivas
    O Brasil ocupa hoje a terceira posição no ranking mundial do BNI, atrás apenas dos Estados Unidos da América (EUA) e da Índia. Em 2025, a rede cresceu cerca de 7 mil novos membros, ultrapassando, inclusive, a França. Para 2026, a meta é ainda mais ambiciosa: alcançar entre 9 e 10 mil novos membros, chegando à marca de 30 mil empresários no país.

    A filosofia do BNI foi trazida ao Brasil pelo empresário Marcos Martins, que há 17 anos se mudou para os EUA sem grandes perspectivas e hoje é Chief Executive Officer (CEO) de um grupo que reúne mais de 20.500 membros, consolidando-se como uma potência no setor.

    Os números confirmam essa força: nos últimos 12 meses, o BNI movimentou cerca de 27 bilhões de dólares em negócio fechados, por meio de 17 milhões de referências, envolvendo mais de 350 mil empresários em 77 países. Tudo isso sustentado pela filosofia “Givers Gain”, que significa: contribuir para ganhar. Ao gerar negócios para outras pessoas, você recebe negócios em troca.

    Eugênio destaca que a referência vai muito além de uma simples indicação. Trata-se de um processo que envolve conhecer profundamente o trabalho do outro, estar preparado para representá-lo com credibilidade e confiança, assegurando que o serviço será entregue conforme o combinado. “Referência é uma oportunidade de negócio extremamente qualificada”, ressalta.

    20 min
  • Do traço à estratégia: como o design molda marcas, impacta o mercado e interfere nas decisões

    O podcast “Studium Cast” desta semana entrevista o designer Alex Fonseca Silva, da empresa 3S Criação, profissional responsável pela criação de marcas e especialista em Branding, área que atua especificamente na dimensão estratégica do design.

    Alex explica que o design está presente em diversos segmentos, que vão da moda — onde é mais popularmente reconhecido — até a área industrial. Ele lembra que a formação em design no Brasil teve origem no desenho industrial e surgiu a partir da necessidade da indústria de projetar previamente tudo aquilo que seria produzido em escala. Dessa forma, o designer industrial nasce com o objetivo de alinhar forma e função às demandas produtivas.

    O campo de atuação do designer é amplo e perpassa várias áreas de atuação e segmentos de mercado, mas é talvez no campo da comunicação visual que ele seja notado com desempenho maior. Isso porque, tudo que precisa alcançar um grande público passa, antes, pelo olhar e pelo planejamento do designer, para que o resultado seja funcional, eficiente e visualmente adequado.

    Alex ressalta que o talento é um fator secundário na profissão. Para ele, o mais importante é a técnica, que pode ser aprimorada com habilidade e prática. O talento, sozinho, não é suficiente para sustentar uma carreira sólida no design. Segundo ele, o design é um mercado de alta demanda, especialmente em um país com forte vocação empreendedora como o Brasil. Empresas e projetos precisam de identificação visual, que pode variar de algo mínimo até uma estratégia altamente profissional e estruturada.

    O Designer e sua influência nas decisões de negócio

    Ao citar o conceito desenvolvido por uma escola de design da Noruega, que classifica o design como uma escada de níveis, afirma que no primeiro degrau, o design é utilizado apenas em situações extremas. No nível operacional, contrata-se alguém que saiba executar. No nível estético, a preocupação principal é que o resultado seja bonito. Já no nível do design estratégico, o profissional passa a influenciar diretamente as decisões de negócio.

    Esse tipo de designer, segundo Alex, tende a ser mais valorizado e mais bem remunerado no mercado. Um exemplo clássico de design estratégico é a Apple, cuja relevância se deve à profunda sintonia entre o designer e o fundador Steve Jobs. O profissional tinha tanta autonomia e respeito que participava ativamente da decisão sobre quando um produto estava, de fato, pronto para o mercado.

    Alex conta que iniciou sua trajetória a partir de uma formação técnica, especializando-se posteriormente em uma faculdade de design. Apesar disso, destaca que a profissão é construída, sobretudo, pela experiência, pelo olhar apurado, pela experimentação e pelo repertório cultural. “É fundamental observar, ouvir, circular por diferentes universos e estar sempre atento ao mundo ao redor”, afirma.

    Como exemplo de sucesso nacional em branding estratégico, cita o Nubank. “Antes mesmo de seu lançamento, já existia um forte trabalho de construção e fortalecimento da marca. Mesmo sendo uma empresa nova em um segmento relativamente recente, o banco digital alcançou grande visibilidade e reconhecimento. Até o apelido carinhoso ‘Roxinho’, como é conhecido o cartão de crédito, foi pensado estrategicamente”, diz. Hoje, o Nubank é considerado uma das maiores marcas da América Latina, mesmo competindo com instituições mais tradicionais e com maior base histórica de clientes.

    Ao relembrar seus 25 anos de atuação no mercado, Alex destaca a criação de uma linha profissional e da estratégia de marca para a Nestlé como um de seus grandes trabalhos.

    20 min
  • Conheça o Barroco Mineiro sobre a perspectiva do renomado escultor mineiro Higino D’Almeida

    O podcast “Studiumcast” recebe um grande ícone do Barroco Mineiro: Higino D’ Almeida. O artista, reconhecido por aplicar sua singular amorosidade à arte contemporânea no Barroco, abre o seu coração para um bate-papo cultural, falando sobre seus 45 anos de carreira e sobre os motivos que fazem a arte pulsar dentro de si.

    Nascido e criado no bairro Primeiro de Maio, Zona Norte de Belo Horizonte, sendo o filho mais velho entre sete irmãos e nunca tendo conhecido seu pai, Higino conta que não teve uma vida fácil e que chegou a trabalhar como vendedor ambulante para ajudar sua mãe no sustento da casa. Em meio ao sofrimento vivido, surgiu a inspiração que o levou a trabalhar com a madeira. “Tinha a alma rica e cheia, mas poucos recursos financeiros”, relata.

    Nos anos 1980, teve o ímpeto de buscar o Mestre Maurino de Araújo, renomado escultor e artista plástico mineiro que residia no mesmo bairro que ele, para pedir orientações. À época, o grande Mestre o apresentou ao Barroco Mineiro, sendo este o momento em que teve a sua curiosidade aguçada para o estilo artístico.

    A partir daí, foi em busca de conhecimento em livrarias e escritos sobre obras de grandes escultores, entre eles, Aleijadinho, Ataíde e Francisco Xavier de Brito. Também realizou em percurso turístico nas cidades históricas de Sabará, Ouro Preto e Congonhas para visualizar de perto as pinturas e entender sobre as técnicas utilizadas pelos inspiradores mestres.

    Após muito estudo, conseguiu formular as características da policromia que compusessem o seu estilo.  “É na hora da pintura que a vida nasce. Ela é escupida na madeira, aí vem o envelhecimento. Você vai lá atrás, lá no Aleijadinho e deixa a obra fluir”, detalha.

    Higino D’Almeida revela que as madeiras utilizadas em suas obras são colhidas por ele e que, além de ajudarem a reciclar, elas transformam-se em “amor e carinho para os irmãos e as pessoas.”

    Preconceito e perseguição

    Em um momento de sua vida, logo após a conversão da sua mãe para a religião evangélica, Higino sofreu uma perseguição pública por conta da sua arte, o que culminou na saída da casa de sua genitora. Segundo o artista, o ataque aconteceu porque as pessoas, na época, relacionavam à sua arte a crenças religiosas. “Eles queriam queimar minha arte porque diziam ser coisa do demônio”. Mas o tempo passou, as superações vieram e hoje Higino celebra: “minhas obras seguem uma outra perspectiva, desvinculada da religiosidade.”

    Trabalho e projetos futuros

    O grande artista do Barroco Mineiro explica que está imerso na produção das obras artísticas que integrarão uma Exposição Coletiva no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Ele conta que o convite surgiu por meio da sua participação em uma das audiências da Ocupação do antigo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), que estava sobre o trabalho jurídico do advogado Dr. Daniel Deslandes, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Expressão da Ordem dos Advogados de Minas Gerais (OAB-MG).

    O artista

    Higino Simplício de Almeida, mais conhecido como Higino D’ Almeida, tem 66 anos e há 45 anos desenvolve esculturas seguindo sua visão contemporânea do Barraco Mineiro. O artista segue o desejo de provocar e de reunir o profano e o sagrado, os conflitos internos, os sofrimentos, o humor, a força interior, a união e a solidão.

    Reconhecido como um dos mais populares escultores mineiros da atualidade, Higino mora em Belo Horizonte e possui obras em vários países e museus ao redor do mundo.


    25 min
  • Oratória para a arte e o domínio das palavras

    O professor de Oratória, Rodrigo Moreira, é o convidado da jornalista Vera Lima Bolognini em mais uma edição do " StudiumCast" - o podcast de quem empreende, faz e acontece . Formado em Fonoaudiologia e membro do Business Network Internacional (BNI), ele relembra que sua trajetória na comunicação começou ainda na adolescência, quando, nos trabalhos escolares, assumia o papel de apresentador por iniciativa própria — o autointitulado “Salvador de Grupos”. À época, porém, sem nenhuma técnica.

    18 min
  • Românticos São Loucos! A trajetória de Marcos Catarina e um dos blocos de carnaval que mais cresce em Minas Gerais

    Quando se fala nos “Catarina”, é impossível não pensar em um imenso legado de arte e sensibilidade. Marcos é irmão de Vander Lee e tio de Laura Catarina — nomes consagrados no cenário da música mineira — e segue trilhando com brilho próprio o caminho da canção.

    Historiador de formação, Marcos uniu duas de suas grandes paixões, as viagens e a música, para levar suas composições aos mais diversos cantos do país. Para ele, as viagens de um artista são também uma forma de retratar o seu tempo e o seu lugar, em diálogo com outras culturas.

    O bairro Olhos D’Água, em Belo Horizonte (MG), onde passou a infância, é uma de suas maiores referências poéticas.” Mesmo que as paisagens mudem mundo afora, elas sempre dialogam com essa paisagem interna que habita o artista”, afirma Marcos.

    Como criador do presente, Marcos Catarina traz em sua arte toda a carga emocional dos tempos desafiadores em que vivemos. Para ele, a arte não é ficção é complemento da realidade.

    O “Baile dos Românticos” nasceu de uma homenagem ao irmão Vander Lee, que costumava realizar, nas terças-feiras de carnaval, um baile entre amigos. Após sua morte, Marcos passou a ser convidado para participar de diversas homenagens, o que coincidiu com o lançamento de seu álbum Leve. A partir daí, nasceu o bloco “Românticos São Loucos”, que em sua estreia reuniu cerca de 10 mil pessoas no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte.

    Desde então, o bloco só cresceu. Após o período sombrio da pandemia, tornou-se um verdadeiro fenômeno cultural, completando quase oito anos de história. O Românticos São Loucos também se destaca por homenagear grandes pensadores contemporâneos, como Ailton Krenak — primeiro indígena a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL) — e Nêgo Bispo, importante referência quilombola e filósofo, recentemente falecido.

    Mineiro de alma e coração, Marcos Catarina carrega consigo a influência do rico cancioneiro popular do estado, além da forte presença artística de seu pai e irmãos.

    Acompanhe essa entrevista cheia de histórias, memórias e poesia no Studium Cast!

    20 min
  • Assistência social: defesa dos direitos dos cidadãos

    O podcast “Studiumcast” recebe Mônica Abranches, presidenta do Projeto Rondon Minas e assistente social há 34 anos, para um bate-papo esclarecedor para aqueles que buscam conhecer a importância da atuação da assistência social para as pessoas.

    Mônica é assistente social de formação, com especialização em políticas públicas, mestrado na área da educação, doutorado em geografia e dois pós-doutorado também direcionados à área da educação. A profissional atuou em grandes instituições como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e em Movimentos de Juventude.

    Abranches relembra que a escolha pelo doutorado em geografia se deu graças a necessidade de ter uma formação na área para lesionar na disciplina “Introdução ao diagnóstico socioespacial”, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). A doutora explica que a matéria ensinava sobre como as políticas públicas funcionam no espaço geográfico de uma cidade.

    Para o segundo pós-doutoraado, a presidenta do Rondon Minas compartilha que sua pesquisa consiste no estudo e na avaliação dos impactos dos projetos de extensão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Estadual de Minas Gerias (UEMG) na educação básica.

    Para ela que esteve a frente do ensino há mais de 20 anos na PUC Minas, o “bom mestre, é o melhor discípulo”. A analogia reforça o quanto o desejo ardente pela educação sempre esteve a frente de suas escolhas. Mônica também revela que se sente realizada exatamente por sempre ter vivenciado uma realidade eclética, conciliando atividades entre ser professora, palestrante, assistente social e voluntária em projetos de cunhos sociais.

    Por fim, Abranches elucida sobre as diversas possibilidades de atuações para o profissional de assistência social, podendo ser exercida na saúde, na educação, área hospitalar e até mesmo no amparo a idosos, crianças e adolescentes. “O país precisa da profissão. A essência do nosso trabalho é a defesa da cidadania das pessoas”, conclui.

    16 min

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