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A industrialização e a racionalização na construção civil deixaram de ser apenas estratégias para acelerar prazos para se tornarem ferramentas importantes para a descarbonização e a sustentabilidade no setor. A verdade é que o Brasil carrega um atraso histórico nesta área, lidando com um mercado ainda instável e muito focado no canteiro de obras tradicional.
Mas o momento atual traz uma oportunidade única: com a possibilidade de novas linhas de financiamento, mudanças nas regras do jogo e a chegada de tecnologias que fabricam quase tudo fora da obra, os próximos dez anos têm tudo para transformar o jeito como projetamos e construímos. Neste episódio falamos sobre a industrialização aliada à sustentabilidade na construção em mais um episódio em parceria com a AsBEA de São Paulo!
Participam:
Raquel Sanches é arquiteta e urbanista, doutora em Tecnologia da Arquitetura pela USP, tem 20 anos de experiência profissional e uma década dedicada à consultoria em conforto ambiental e sustentabilidade. Atua nas áreas de conforto térmico e lumínico, eficiência energética e qualidade do ambiente interior. É também professora convidada da pós-graduação em Arquitetura Hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein.
Robertto Freitas é arquiteto e urbanista pela FAU-USP, mestre pela Escola Politécnica da USP, vice-presidente da AsBEA-SP e sócio-fundador do Salinas & Freitas Arquitetos, escritório que atua há mais de 20 anos em projetos residenciais, comerciais e institucionais.
Hoje vamos falar e comentar uma reportagem lançada pela Architectural Digest. A jornalista Elizabeth Stamp fez uma lista com os 15 maiores escândalos do mundo da arquitetura. Nesse episódio, vamos falar alguns deles e comentar outros escândalos famosos, mas também pode rolar alguns escândalos pessoais! Então vem com a gente se espantar e ouvir nossos pitacos a respeito!
Você passa anos na faculdade aprendendo a projetar com total liberdade, concreto armado e grandes vãos de vidro. Aí você abre o seu escritório, fecha o primeiro grande contrato comercial em um casarão do século XIX e se depara com um manual de tombamento estadual de mais de cem páginas dizendo que você não pode fazer! Projetar no patrimônio histórico não é só olhar para o passado; é viabilizar o futuro dessas edificações. No episódio de hoje, vamos discutir os bastidores dessa prática. Como é a vida de quem vive entre dossiês, laudos de danos e o canteiro de obras de restauro? Como equilibrar a premissa de uma arquitetura contemporânea e inventiva com o respeito rigoroso à memória?
PARTICIPAM:
Milena Andreola: Arquiteta e urbanista, professora titular e coordenadora do Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Academia, em Juiz de Fora. Foi presidente da OSCIP PERMEAR (Programa de Estudos e Revitalização da Memória Arquitetônica e Artística). Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Patrimônio Cultural, e foi presidente da OSCIP PERMEAR atuando principalmente com projeto, acompanhamento de obras, elaboração de inventários, dossiês e laudos e de implementação e consultoria de políticas de preservação do Patrimônio.
Rafael Ribeiro: Arquiteto e urbanista, fundador do Porão Arquitetura, atua na área de desenvolvimento de projetos comerciais e residenciais há 7 anos. Tem em seu portfólio obras de restauração e requalificação de edificações tombadas.
Bom cast!
A acessibilidade na arquitetura e no urbanismo vai muito além da instalação de rampas ou banheiros adaptados; ela é a materialização do direito fundamental de ir e vir e de ocupar a cidade com dignidade. Projetar espaços acessíveis significa adotar o Desenho Universal como premissa, garantindo que ambientes, produtos e serviços sejam utilizáveis pelo maior número de pessoas possível, independentemente de suas capacidades físicas ou sensoriais. É importante desmistificar a ideia de que a acessibilidade é um “anexo” ao projeto ou um custo adicional. Ela qualifica a cidade e o projeto em sua estética e função, servindo, literalmente a todos, do cadeirante ao idoso, da pessoa com deficiência visual aos pais com carrinhos de bebê. Episódio especial gravado durante a Semana de Arquitetura e Urbanismo de 2025 da Uniacademia, em Juiz de Fora, Minas Gerais.
Participam:
Alexandre Ank é atleta paralímpico de tênis de mesa desde 2003. É destaque no cenário nacional e internacional do tênis de mesa paralímpico, sendo medalhista no Parapan-Americano e na Paralimpíada de Pequim. É assessor consultivo legislativo de comissão da Câmara Municipal de Juiz de Fora.
Carlos Eduardo Mattos é arquiteto e urbanista e especialista em Desenvolvimento Estratégico do Projeto, ambos pela Universidade Federal de Juiz de Fora(UFJF). É Mestre em Habitação pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT/SP e professor da Uniacademia.
Denyse Pereira Neves Delgado é doutoranda em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR/UFRJ, mestre em Arquitetura e urbanismo (2012), na linha de pesquisa de Gestão territorial, pelo PPGAU/UFF, e Graduada em Arquitetura e Urbanismo (2009) pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).Experiência em planejamento urbano e regional, sobretudo na subárea de gestão do território, com atuação na gestão e elaboração de Planos Regionais de Estruturação Urbana e Planos diretores participativos.
Se fazer arquitetura já é um desafio individual, imagine alinhar traços, conceitos e ambições de negócios com a pessoa com quem você divide o café da manhã e as contas da casa. No episódio de hoje, vamos falar com amigos que operam sob a dinâmica do amor e do trabalho. Como a intimidade afeta o processo criativo? Como fazer para não deixar o canteiro de obras invadir o jantar de domingo? Afinal, trabalhar junto edifica o relacionamento ou coloca a estrutura em risco? Hoje, vamos conversar com casais arquitetos! E estamos num lugar especial, o Dobra Colaborativo, que foi finalista do Prêmio de Arquitetura da Revista Projeto de 2025! Quem está na conversa com a gente são os casais que chefiam dois escritórios de destaque nacional: o ArqLiq, do André Coronha e Naiara Valéria, que projetaram o Dobra e o Achilles Barino e a Thaynara Faria, da Nó Arquitetura! Bom cast!
A arquitetura esportiva transcende a mera construção de estádios e arenas; ela molda a experiência coletiva e o desempenho atlético, unindo engenharia de ponta, design icônico e funcionalidade extrema. No cenário contemporâneo, esses espaços deixaram de ser estruturas isoladas para se tornarem hubs urbanos vibrantes que impulsionam a economia local e promovem a sustentabilidade.
Como equilibrar as rigorosas exigências técnicas de cada modalidade? E como trazer conforto e a segurança de milhares de espectadores? E como essas arquiteturas se tornaram emblemáticas, criando monumentos que celebram a paixão humana e a superação?
Bom cast!
A construção em madeira vive um momento de redescoberta, deixando de ser vista apenas como um recurso rústico ou provisório para se consolidar como o futuro da sustentabilidade nas construções. Com o avanço das tecnologias, a madeira hoje compete em escala e resistência com o aço e o concreto, oferecendo um balanço de carbono negativo que é vital para o enfrentamento da crise climática nas metrópoles contemporâneas. Essa mudança de paradigma exige que arquitetos e engenheiros dominem novas lógicas projetuais e diretrizes normativas, unindo o rigor técnico da fabricação industrial à sensibilidade de criar espaços que promovam o bem-estar biofílico e a eficiência construtiva.
Vamos falar de uma prática que vai além de uma simples reforma; trata-se de um processo de intervenção que visa atualizar edificações antigas, preservando sua essência histórica e cultural enquanto as adapta às exigências contemporâneas de sustentabilidade, segurança e conforto. Nesse sentido, essa prática se consolida como uma ferramenta fundamental para a revitalização urbana e a preservação do patrimônio construído em nossas cidades. Mas, para além do seu conceito, o que temos na realidade brasileira e como torná-la mais atrativa não só para o mercado mas também para as pessoas e a cidade? Hoje falamos sobre retrofit em mais um episódio em parceria com a AsBEA de São Paulo!
E hoje nóis vai descer pra BC! Talvez esse seja o lugar mais falado do país quando se trata de cidade. Está nos anúncios imobiliários, nos vídeos das redes sociais e no interesse de quem quer pagar para morar nos edifícios mais altos do país. Quais os motivos de tanta visibilidade? Por que edifícios tão altos? Como a dinâmica urbana da cidade fez com que ela se tornasse o que é hoje? E quais as consequências disso tudo?
Participam:
Camila Alba é arquiteta, urbanista e pesquisadora e mestra pela FAUSP (2025), onde defendeu a dissertação “Arquitetura-imagem, balneário-cidade”, um Almanaque sobre a cidade de Balneário Camboriú. Atualmente se dedica a pesquisa e a produção artística acerca da paisagem e da cultura arquitetônica das cidades do litoral norte de Santa Catarina.
Gabriel Gallarza é Arquiteto e Urbanista, membro fundador do OiA – Observatório de Interações no Ambiente, onde atua como pesquisador e educador. Ao longo dos últimos anos, realizou projetos voltados ao patrimônio cultural e ambiental do litoral norte de Santa Catarina, com ênfase em Balneário Camboriú.
Caio Dias é arquiteto urbanista, mestre em Paisagem Urbana pela Politecnico de Milão, Itália. Idealizador e sócio fundador do portal Projetar.org para concursos de projetos para estudantes de arquitetura. Foi premiado em concursos de arquitetura nacionais e internacionais. É Fundador do Studio CSD, sócio fundador da Nidu, incorporadora imobiliária. Sócio e conselheiro em diferentes startups do ramo imobiliário.
Olá pessoal! Voltamos para a nova temporada de 2026 com uma pergunta: qual a perspectiva dos profissionais de arquitetura para o ano de 2026? Uma reportagem feita pela revista Dezeen colocou esses questionamentos para arquitetos importantes no cenário mundial e as opiniões mostram um cenário pessimista. Preocupações ambientais, a presença da Inteligência Artificial, direitos autorais e incertezas econômicas são algumas das questões levantadas pelos entrevistados. Será que nossa realidade é diferente? Como esses conflitos nos ajudam a nos preparar para o ano que está por vir?
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