Tempo ao Tempo

Tempo ao Tempo

By Rui TavaresHistory
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Tempo ao Tempo episodes

  • Um tempo de novos monstros: dois mil anos de guerras culturais e de “hipocritões e olhigarcas”

    Um grafito com 2 mil anos em Pompeia é o ponto de partida desta viagem onde Rui Tavares nos leva por duzentos séculos de guerras culturais a partir do seu livro “Hipocritões e Olhigarcas”

    Marshall McLuhan dizia que “O meio é a mensagem”, mas Rui Tavares propõe uma visão alternativa: e se as mensagens revolucionárias forem apenas aquelas que são capazes de saltar de meio para meio? É este o ponto de partida para diversas guerras culturais que saltam de tempo para tempo e de língua para língua, tal como a história do Minotauro que inspirou o grafito que uma criança desenhou numa parede em Pompeia há duzentos séculos atrás.

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    32 min
  • Sem mãe, nem pai, nem país: Joseph Conrad, o escritor que antecipou a globalização

    Rui Tavares leva-nos até ao território polaco no fim do século XIX onde o escritor Joseph Conrad nasceu, uma terra partilhada por três impérios e muita instabilidade. Oportunidade para tecer considerações sobre o autor de “Coração das Trevas”, o livro que foi adaptado por Francis Ford Coppola no filme “Apocalipse Now”. Cem anos depois da morte do escritor, Rui Tavares traça um perfil através desse território confuso e oferece-nos uma visão sobre os primeiros tempos da globalização.

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    30 min
  • O que fazer quando se tem 1% do PIB nacional guardado em casa? O problema de Alves Reis no verão de 1925

    Continuando na década de 20, Rui Tavares volta à personagem de Alves Reis e ao seu plano para conseguir imprimir notas e colocá-las em circulação. Porque não basta imprimir notas, há que saber gastá-las. O que faria com 1% do PIB português em sua casa?

    Onde se cria dinheiro? Quem cria dinheiro? E quem consegue colocá-lo em circulação? E que tal criar um banco? Foi isso mesmo que fez Alves Reis.

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    31 min
  • O declínio da civilização, Doppelgängers, Primeira Guerra Mundial e um arquivista transgénero

    Enquanto a Europa se perdia na Grande Guerra, um conflito que se tornou rapidamente numa guerra de poucos ganhos territoriais mas muita perda humana, Spengler escrevia “O Declínio da Civilização” e dava-nos conta que a civilização europeia já tinha perdido o seu apogeu. A partir do livro de Oswald Spengler, Rui Tavares traça um relato do período entre-guerras, o futuro da Alemanha na república de Weimar e conta como conheceu o “Doppelgänger” de Oswald: Otto Spengler, uma personagem obscura que tem mais a ver com os nossos anos 20 do que os anos 20 de Oswald.

    Oswald Spengler ficou famoso e até conheceu Adolf Hitler, que achou provinciano e insuportavelmente burguês. Não era esse o “César” que ele esperava para impor um socialismo alemão hierárquico e estatista.

    Poderão os anos 1920 ditar também os nossos anos 2020? Será a história realmente cíclica?

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    37 min
  • Afonso Costa, o outro governante português acusado de corrupção

    Afonso Costa ou até Marquês de Pombal, dois exemplos de governantes com o mesmo peso do ex-primeiro-ministro José Sócrates que foram indiciados ou presos por corrupção. Neste episódio, Rui Tavares explora a história e as circunstâncias da prisão de Afonso Costa e os paralelismos com a operação Marquês..

    Contudo, só podemos dizer que José Sócrates não foi o primeiro governante a ser julgado por corrupção se a corrupção não tivesse sido crime à época dos factos.

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    37 min
  • O que é, afinal, o dinheiro? Pode o Banco de Portugal emitir notas falsas?

    Rui Tavares continua a sua viagem até ao fim dos anos conturbados da Primeira República para nos fazer refletir sobre o dinheiro, o seu papel e o seu valor, partindo da figura de Cunha Leal, um político que viria a fundar o Partido Republicano Nacionalista que questionou a veracidade do Banco de Portugal na emissão de notas e moedas quando disse “O diretor da Casa da Moeda mente!”

    Não poderia sobre o dinheiro ser dito o mesmo que Santo Agostinho disse sobre o tempo? Ou seja, “Quando não me perguntam o que é, eu sei perfeitamente o que é o tempo e quando me perguntam o que é, eu fico perdido à procura de uma resposta?”

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    29 min
  • Morrer de tédio: será esse o fim da história? Alexandre Kojève acreditava que sim

    A partir das ideias e do sonho de uma Europa unida do filósofo tornado burocrata Alexandre Kojève, Rui Tavares volta às teorias sobre o fim da História, partindo do dia da morte de Kojève em pleno Maio de 1968. O filósofo, conhecido pelas suas interpretações de Hegel, teorizava que o triunfo do pensamento racional e burocrático significaria o fim de uma História, expulsa de conflitos ideológicos

    Apesar de ter nascido no seio da burguesia russa, Kojève era um cidadão da Europa: estudou na Alemanha e combateu pela França. Encontrava semelhanças nos Estados Unidos e na União Soviética, apesar das enormes diferenças ideológicas e sonhava com uma Europa unida. O que é ser europeu quando se nasce russo, se pensa em alemão e se escreve em francês?

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    36 min
  • Alves dos Reis e as notas falsas: o prego no caixão da Primeira República?

    Continuando na história do início do século XX, Rui Tavares faz um retrato das circunstâncias que deram origem à maior fraude económica da história de Portugal a partir de uma teoria do economista Henry Wigan, que traça uma relação direta entre as notas falsas de Alves dos Reis e o fim da Primeira República. Oiça mais um episódio de Tempo ao Tempo

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    27 min
  • Quantos fins terá, afinal, a História?

    A partir do livro “O Fim da História” de Francis Fukuyama, Rui Tavares traça uma visão da história, das histórias, a partir do livro de 1992 do filósofo que afirmava que o liberalismo democrático e o capitalismo podem ter já assinalado o fim da evolução sociocultural da humanidade, referenciando também os filósofos Ray Kurzweil e Toby Ord.

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    42 min
  • O caso Alves dos Reis ajudou à queda da Primeira República? Uma viagem até 1925 e ao escândalo das notas falsas

    As notas falsas de Alves dos Reis provocaram estragos no Portugal de 1925. Uma das maiores fraudes financeiras de sempre, o caso das notas falsas provocou tantos estragos na sociedade portuguesa que pode ter mesmo acentuado a queda da Primeira República. Rui Tavares regressa até 1925 para analisar os jornais da época e mergulhar nos últimos dias da Primeira República Portuguesa

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    31 min

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Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos. 

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