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A partir de um texto do Diário de Lisboa que relatava o primeiro dia de uma sessão parlamentar daquela que viria a ser a última legislatura da Primeira República, Rui Tavares traça-nos um retrato daquela época e da constituição da Assembleia daqueles tempos conturbados. Havia já sinais que poderíamos estar prestes a entrar numa ditadura militar? Oiça neste episódio do podcast Tempo ao Tempo.
Existem diversas curiosidades nesta crónica, a começar pelo uso de cravo na lapela pelos “canhotos”, da ala esquerda, e pela confusão instalada por não terem lugar para se sentarem no hemiciclo. Uma viagem a um tempo de instabilidade política que depois deu origem a uma longa ditadura em Portugal.
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Neste regresso do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares leva-nos aos tempos da telefonia e recorda-nos a importância deste meio de comunicação, das conversas à lareira de Roosevelt ao discursos de Hitler e Mussolini. Como é que a rádio moldou a sociedade ao longo dos tempos?
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Fernão Botto Machado foi deputado durante a Primeira República, na Assembleia Constituinte de 1911, mas as suas ideias e reformas podiam bem ser de hoje: um projeto de lei para a abolição das touradas ou a criação de uma conta-poupança para as lotarias para que o apostador pudesse recuperar o seu dinheiro. Rui Tavares conta-nos a fascinante história deste deputado à frente do seu tempo.
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Neste episódio, Rui Tavares leva-nos até 1816 e conta-nos a história da história de Frankenstein, o monstro sem mãe, e de como, num contexto masculino, junto dos consagrados nomes do cânone da poesia ocidental Lord Byron e Percy Shelley, a imaginação de Mary imaginação se destacou e criou o talvez o mais inspirador e comovente monstro dos monstros
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Há anos que ficam na história, outros que são esquecidos. Neste episódio do podcast Tempo ao Tempo, Rui Tavares faz um exercício de memória acerca de um ano que, não tendo ficado na história, foi determinante para os que o sucederam.
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Em 1925, num mundo e num Portugal muito diferentes, vivia-se um vazio político, pois Afonso Costa, que tinha sido o político mais influente do Regime, tinha ido para um cargo na Europa. Estava um Governo prestes a cair com uma moção de desconfiança, falava-se dos preços das casas e de roubo de malas nos Correios. Qualquer coincidência, é puara realidade.
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Não há factos irrelevantes, diz-nos Rui Tavares neste episódio do podcast Tempo ao Tempo, que nos traça o roteiro da esquecida guerra da Crimeia, não a guerra de hoje (que também ali começou), mas da primeira Guerra da Crimeia entre 1852 e 1856.
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Uma ilha remota, um bebé humano, e um animal que o instrui nos caminhos da vida.
Neste episódio, Rui Tavares dá-nos a conhecer um livro que, não sendo um clássico, é um tesouro – Vivo o filho do Acordado ou o Philosophus Autodidactus, O Filósofo Autodidata, escrito pelo filósofo Ibn Tufayl que viveu no século XII, entre a Península Ibérica e o Norte de África.
Perseguindo a história da vida da personagem Hay, Ibn Tufyal reflete sobre a essência da Humanidade, sobre o que nos torna humanos, o que, na natureza, nos distingue pela ascensão da consciência e do pensamento filosófico. Poderá uma criança crescer na natureza, em comunhão com os animais, e ser um sábio?
Um episódio que nos lembra da nossa natureza animal e da importância de crescermos num ecossistema complexo e sustentável, mas que aponta o que em nós é espiritual, o que, neste ecossistema, distingue a natureza humana.
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As negociações de Munique que levaram à anexação da Checoslováquia por parte da Alemanha de Hitler mudaram o tecido da Europa. Esta semana, Rui Tavares recorda os erros de Neville Chamberlain e fala sobre as lições que se podem extrair desses três dias de fevereiro de 1938 no que toca à responsabilidade dos líderes mundiais.
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Neste episódio, Rui Tavares dá-nos a conhecer a vida e as inquietações de Ibn Khaldun. Nascido num tempo histórico e numa geografia pautada pela encruzilhada de civilizações e religiões, entre o norte de África, a Península Ibérica, e o Mediterrâneo Oriental, Ibn Khaldun escreveu no século XIV uma obra fundadora da reflexão acerca da História.
O que vemos nas nossas ruínas? O que nos dizem sobre o nosso presente? O que nelas podemos adivinhar do nosso futuro?
Sob o signo da narrativa do filme Dune, somos levados a refletir sobre o ciclo da história das civilizações, da sua construção, e das forças que as depõem, dando lugar a novos, e por vezes sombrios tempos.
Mais do que um episódio sobre o passado, esta é uma reflexão sobre a voz do futuro.
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Tempo ao Tempo é um podcast de histórias da História, de passado, presente e futuro, e da mudança da memória no tempo. Aqui vamos percorrer a micro-história e a História global, a História europeia e a História nacional, sempre com o objetivo de atualizar os dilemas das pessoas do passado e colocar em perspetiva histórica os nossos dilemas do presente. Com o tempo, vão aparecer texturas e um padrão narrativo, que ajudará a fazer sentido do todo. Mas o todo será sempre multímodo, polifónico e eclético. De muitos caminhos.
Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares, com apoio à produção de Leonor Losa.
A sonoplastia de Tempo ao Tempo é de João Luís Amorim e a capa é de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos.
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