The Walking Tech

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The Walking Tech episodes

  • #37 – Não é mágica, é inovação (ou Imagineering)! | Entrevistado: Itamar Olimpio
    Qual é o segredo para a inovação? Muitos acreditam que a criatividade é um dom, algo que só pode ser despertado de forma aleatória, como em um passe de mágica. Porém, o Imagineering, metodologia holandesa, mostra que a inovação pode ser algo processual.



    Para falar um pouco sobre o Imagineering e a importância de sistematizar a inovação, conversamos com Itamar Olimpio, CEO da Co-Viva.



    Itamar acredita que é possível ser criativo usando metodologias. Para ele, as ideias só melhoram quando você as tira do papel, mas é importante também mapeá-las e colocá-las em prática, em forma de teste.



    Sobre a sua trajetória, Itamar conta a sua longa estadia na Europa; o CEO morou por seis anos na Irlanda, onde estudou inglês e trabalhou durante esse período. Depois disso, Itamar mudou para a Holanda, para continuar a sua formação acadêmica; foi lá que ele conheceu o Imagineering, um tipo de mestrado oferecido em uma universidade holandesa e que chamou a sua atenção. Itamar conquistou o título de “Engenheiro da Imaginação”, e ao todo, ficou na Europa por quase 10 anos.



    Sobre o termo Imagineering, a sua origem causa uma certa confusão, já que muitos atribuem a sua criação a Walt Disney, na década de 50. Entretanto, Itamar conta que a palavra já era utilizada na década de 40 pela Alcoa. Ele também conta como o Imagineering funciona: “A partir da cocriação, as pessoas descobrem soluções para as empresas”.




    https://www.youtube.com/watch?v=IwDOsKv3TqM




    O Imagineering está diretamente ligado com ser inovador. Mas o que é, afinal, ser inovador? “É ser um profissional atento às mudanças à sua volta, ser curioso(a)”, diz o entrevistado. Para Itamar, inovadores não apenas pensam diferente, como também agem diferente. O resultado disso é o surgimento de novas e boas ideias.



    O CEO da Co-Viva também fala que existem algumas características comuns em um profissional inovador: 



    Absorvem o que acontece no mundo a sua volta com qualidade de atenção;Falam constantemente com pessoas diversas, que pensam diferente, estando abertos a experiências que essas pessoas trazem;Provocam todos com perguntas poderosas, provocativas e curiosas que desafiam o que está estabelecido;Não ficam parados: possuem alta capacidade de ação.



    Itamar também revela que ser inovador é necessário especialmente em situações onde os recursos são escassos. Até por isso, o Imagineering nasceu na Holanda, um país que, em comparação a outras potências europeias, sempre precisou ser mais criativa por conta de suas limitações geográficas e de infraestrutura. 



    Sobre desenvolvedores que não buscam inovar, Olimpio faz um alerta, dizendo que, no final, tudo que é desenvolvido tem como usuário final um ser humano. “Não tem como você ficar dentro da sua própria bolha, pois tudo que você faz afeta uma cadeia de pessoas”, explica o entrevistado.




    https://www.youtube.com/watch?v=dN13hw7z4kM&t=3s




    Itamar também conta quais são as ferramentas que ele utiliza para inovar e que são a base para o Imagineering. Entre elas, estão a cocriação, Design Thinking, e o System Thinking, que ajudam a gerar boas ideias.



    Além dessas ferramentas, Olimpio conta como funciona o Future Mapping, outra metodologia utilizada por ele: “Ajudamos as pessoas a fazer um brainstorm criativo, olhando para o futuro”, detalha o CEO da Co-Viva. 




    https://www.youtube.com/watch?v=WD3dzAGp0KQ




    Inovação é importante, mas algumas empresas ainda são resistentes em relação a isso, ainda mais aquelas em que se desenvolveram com base em uma cultura tradicional. Itamar conta que, nesse caso,
    56 min
  • #36 – Growth Hacking: o filho do Marketing com a TI | Entrevistado: Marcos Pâncaro
    A integração da TI com diversas áreas é um fato. E nesse contexto, nasceu um dos casamentos mais sólidos do mundo corporativo: a Tecnologia com o Marketing. União esta que gerou um filho: o Growth Hacking.



    No podcast #36 do The Walking Tech, Marcos Pâncaro, CEO e fundador da Frantic Digital, conta como o Marketing e a TI dependem um do outro para o sucesso de uma organização, além de esclarecer o que é o Growth Hacking.



    No início da entrevista, Marcos revela um pouco da sua trajetória. Formado em Administração, o especialista em Marketing começou a sua carreira na Grendene, onde ficou por quase 5 anos e chegou a ocupar um cargo de liderança.



    Assumindo essa função, Marcos se apaixonou pelo Marketing. Foi quando resolveu assumir a veia empreendedora – segundo ele, herdada do pai – e abriu sua primeira empresa, junto com outros sócios. Atualmente, Marcos Pâncaro é CEO da Frantic Digital.




    https://www.youtube.com/watch?v=XaB1pDSUCNA




    Uma das especialidades de Marcos é o Growth Hacking, um dos termos mais ouvidos nos últimos tempos na área de Marketing. Mas o que essa palavra significa exatamente?



    “Growth Hacking significa criar estratégias com base em experimentação. Com base em dados do resultado desse experimento, descobrir se há alguma luz no fim do túnel, aplicando essa experimentação de forma processual.” E para quem acredita que o Growth Hacking é uma fórmula mágica, o entrevistado revela que, na realidade, essa é uma prática que se baseia em teste de menores proporções, algo que vai na contramão do que muitos empreendedores fazem. “Testes devem ser feitos com muita frequência”, conta ele.



    Marcos também explica que o Growth Hacking é uma metodologia pautada em KPIs, em que o aprendizado se dá pelo acerto e erro.




    https://www.youtube.com/watch?v=JI58lbxf5wo&t=3s




    Sobre a relação entre o Marketing e a TI, o entrevistado aponta algumas razões para que haja cada vez mais pessoas de tecnologia na área de Marketing. “Uma pessoa de tecnologia provavelmente já resolveu coisas mais complexas do que alguém de humanas”, e exemplifica a facilidade com atividades como integrações ou cálculos que um profissional de TI tem como vantagem em suas habilidades para ajudar na gestão do marketing.



    E o que um “Growth Hacker”, fruto da parceria entre o Marketing e a TI, faz no trabalho? Segundo Marcos, um profissional de Growth Hacking é aquele que consegue ser generalista e ao mesmo tempo ter alguns conhecimentos aprofundados. Por exemplo, uma pessoa de Marketing que mexe com Growth Hacking pode se cercar de pessoas de tecnologia, unindo ambas as visões para buscar o sucesso. Porém, Marcos também alerta que a definição de um “Growth Hacker” é algo muito complexo para especificar em palavras.



    Sobre os braços do Marketing que mais envolvem o entrevistado, ele revela: “Entender as etapas de vendas e buscar otimizá-las é a minha paixão.”




    https://www.youtube.com/watch?v=w1WByvMGEXg




    E como o Marketing se posiciona em meio à transformação digital? Pâncaro defende a importância fundamental do Marketing Digital, ainda mais depois da pandemia. “As pessoas não passam mais na frente de uma loja”, alega ele.



    Ainda sobre o Marketing Digital, Marcos diz que esse segmento deu a oportunidade para pessoas que anteriormente não podiam anunciar em veículos grandes. Além disso, hoje existe a possibilidade de atingir um público mais segmentado.



    E ele também destaca que, apesar de empresas grandes terem vantagem em relação à verba, não significa que o trabalho delas é mais fácil. “No Marketing Digital,
    52 min
  • #35 – Novas tecnologias: atalho para o sucesso | Entrevistado: Tony Ventura
    A concorrência em todas as áreas está acirrada, e se destacar em meio a tantas soluções parecidas é uma tarefa cada vez mais difícil. Nesse cenário, apostar nas novas tecnologias pode ser um atalho para o sucesso de qualquer empresa.



    Para explicar melhor como as novas tecnologias podem ser um diferencial, entrevistamos Tony Ventura, coach de Tecnologia.



    Primeiramente, Tony fala sobre a sua  paixão por coisas inovadoras, algo que não é de hoje: “Quando era criança, meu pai adorava me dar presentes que ninguém tinha, diferentes, e eu adorava isso”, diz o entrevistado. Mais velho, o coach começou a trabalhar em startups, mas se transformou em um pesquisador de tecnologia. Hoje, Tony também faz palestras, workshops e mantém uma comunidade com mais de 10 mil pessoas na Internet, a Growth Hackers [Ferramentas].




    https://www.youtube.com/watch?v=GT1frkbe-cI&t=5s




    Mas o que é e faz exatamente um coach de tecnologia? Tony explica que adotou o nome “coach” pois, apesar de não ser formado em coaching, exerce uma função de amostragem e atualização de profissionais em relação às novas tecnologias. Ele também conta que muitas dessas pessoas que recebem suas orientações são altos executivos, que nem sempre têm tempo para pesquisarem sobre o assunto.



    Com isso, Tony conta quais as raízes da desinformação de algumas pessoas, mesmo com a quantidade de novidades que surgem frequentemente. “As pessoas não sabem o que procurar”, diz o coach.




    https://www.youtube.com/watch?v=Lu5W0hFZmb8




    “Se você conhece as tecnologias certas, não precisa se preocupar com os concorrentes.” Com a autoria dessa frase,Tony reforça a importância da tecnologia diante da concorrência. E explica que hoje de fato é muito difícil se diferenciar no mercado, e muitas vezes essa diferenciação ocorre apenas pelo preço. Por isso, o coach também lembra que novas tecnologias estão cada vez mais acessíveis, o que facilita ainda mais o uso desses novos aparatos.




    https://www.youtube.com/watch?v=PslqrchqU1o&t=5s




    A partir daí, o entrevistado revela as principais tecnologias de vendas, das quais destaca duas: o VideoAsk e o Synthesia, sendo que a segunda é bastante utilizada por ele para impressionar clientes — confessa Tony.



    Tony também relata as novas tecnologias que vem mudando o dia a dia das pessoas. Uma delas é um travesseiro anti-ronco, e ele conta como funciona: “Pesquisas descobriram que a posição do corpo influencia no ronco. É uma tecnologia anti-snoring, que move a sua cabeça para ir pro lado”.



    Ele conta: “Eu sou muito curioso, então, toda vez que compro um gadget, procuro os parceiros daquele site. Assim, descubro outros parceiros que têm alguma tecnologia”. Ele também conta com a Growth Hacking [Ferramentas], sua comunidade, que ajuda o coach a buscar novas ferramentas.



    O entrevistado também conta um case de sucesso, e que mais do que isso, marcou para sempre sua vida profissional. Segundo seu relato, ele apresentou uma ferramenta de edição de vídeo para uma pessoa que estava desempregada; em seguida, esse profissional foi conquistando novos clientes (graças à tecnologia), e em pouco tempo conseguiu montar a própria equipe.



    Tony também contou como foi a sua experiência na última Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas. “Para mim, é como a Disney”, diz ele, e que a variedade de tecnologias é enorme, demandando muito tempo para ver todos os stands e as novidades presentes.



    Perguntado sobre qual área na qual a tecnologia mais brilha seus olhos, Tony é direto: “Gosto de coisas incríveis”. Por outro lado, ele também conta qual é a que mais vende: “Ferramentas de ...
    57 min
  • #34 – Uma rapidinha é muito melhor
    Todo mundo concorda: uma rapidinha é muito melhor. Mas calma! Não é nada disso que você está pensando. O assunto da pílula #34 do The Walking Tech é o relacionamento entre a ITIL e o Scrum. Nesse episódio, Adriano Martins explica como esse casal, com uma relação nem sempre tão tranquila, pode viver em harmonia na sua empresa.
    8 min
  • #33 – Saiba porque o Open Banking é o futuro do mercado financeiro | Entrevistado: Mateus Brum
    O mercado financeiro vem sofrendo transformações importantes graças à tecnologia e ao uso mais eficiente dos dados, e um bom exemplo disso é o Open Banking. Mas como ele funciona? E o mais importante: como ele pode beneficiar pessoas físicas e jurídicas com as suas finanças?



    Para explicar exatamente o que é o Open Banking, chamamos Mateus Brum, Head de Growth do Guiabolso.



    Logo no início da entrevista, Mateus reflete sobre uma crítica do Centro de Inclusão Financeira do Reino Unido, o qual afirmou que o Open Banking beneficiaria somente as pessoas envolvidas com tecnologia, além de achar ingênuo pensar que os dados podem ser usados para melhores ofertas. Para Mateus, essa crítica é relevante , mas é preciso acrescentar aí também a importância das pessoas serem donas dos próprios dados. Pois, o entrevistado explica que “por mais que o banco queira, ele não consegue conhecer em 100% o seu cliente”. Consequentemente, fica mais difícil oferecer bons produtos. Por isso, é fundamental o Open Banking!




    https://www.youtube.com/watch?v=MctU_eOCAIU




    Mas o que é Open Banking, afinal? Mateus explica: “O Open Banking cria um sistema em que o banco e instituições vão transitar as informações do cliente entre elas, sempre com o consentimento do próprio cliente”. Com isso, é possível ter uma melhor visibilidade da vida financeira do cliente, pois o Open Banking facilita a movimentação de dados cadastrais dessas pessoas.



    Em relação à história do Guiabolso, Mateus conta o porquê da empresa ter nascido como uma Edgetech e se transformado em uma Fintech. O Head de Growth conta que os fundadores da empresa, Benjamin Gleason e Thiago Alvarez, tinham uma ideia inicial de transformar a companhia em uma consultoria financeira, uma vez que eles descobriram que a população carece de educação financeira. Por outro lado, Thiago e Benjamin também notaram que as pessoas superestimavam a sua renda em mais de 20%, e seus gastos em mais de 10%.



    Com isso, seria difícil ser uma consultora, já que é difícil ajudar nesse sentido sem saber a vida financeira real de uma pessoa. E, assim, o Guiabolso reparou que visibilidade nesses casos era importante, e que para isso, precisaria dos dados e informações do cliente, organizando as suas finanças. Mateus também revelou que essa atitude gerou desconforto em alguns bancos, que não queriam que os dados de seus clientes fossem concedidos à empresa.



    Porém, hoje a empresa tem o suporte do próprio Banco Central, que vem se envolvendo no projeto de Open Banking. Para Mateus, esse é um ponto no qual o BC deve ser valorizado, já que desde o ano passado, a instituição vem buscando formas de melhorar o sistema financeiro, como no caso do Pix. E Mateus complementa, ressaltando a importância das pessoas de tecnologia nesse processo: “É a turma de tecnologia que vai guiar as empresas, pois precisaremos pensar no usuário e no cliente”.




    https://www.youtube.com/watch?v=GLICXdC8we8




    E como as empresas poderão se beneficiar com o Open Banking? Segundo Mateus, além daquelas que vão participar como usuárias, somente as reguladas pelo Banco Central poderão participar desse projeto, usufruindo do Open Banking para o seu negócio. De qualquer forma, graças à regulamentação do Open Banking no final de 2019, o mercado B2B desse segmento é cada vez mais forte. E ele dá um exemplo do próprio Guiabolso: uma imobiliária online, que utiliza os dados fornecidos para realizar análise de crédito. E o entrevistado acrescenta como benefício: “Para o cliente, uma análise que demorava 5 dias úteis para ser feita, hoje demora apenas 1”. Mateus também explica que a própria imobiliária também se beneficia, uma vez que agora é possível utilizar machine learning para esse processo.

    54 min
  • #32 – O CX e CS têm sempre razão | Entrevistada: Euriale Voidela
    Pensar na experiência do cliente antes, durante e depois de adquirir um produto ou serviço deixou de ser apenas uma necessidade, e pode ser considerado obrigatório para uma empresa que quer alçar voos mais altos. Nesse sentido, o CX (Customer Experience) e o CS (Customer Success) são fundamentais! Para falar sobre como o CX e o CS podem ajudar, o The Walking Tech recebeu Euriale Voidela, CEO da Customer Centric Consulting e especialista no assunto.



    A entrevista começa contando a sua trajetória, que conta com mais de 20 anos de experiência no mercado do consumidor, se tornando uma especialista e voz de autoridade sobre o assunto em diversos canais.



    No início, Euriale também responde uma questão polêmica: será que um bom CX consegue “tapar buraco” de um produto ruim? Para ela, a resposta é negativa. “Um bom CX não faz milagres sobre um produto que não funciona”, argumenta a CEO.



    Euriale também rebate a impressão de que empresas menores possuem uma cultura centrada no consumidor mais madura do que gigantes da indústria. Porém, ela concorda que em muitas companhias, a área de atendimento é vista como um centro de custo, e não investimento. “Quando a área é vista como um centro de custo, ela tem investimentos limitados. Consequentemente, esse processo não vai proporcionar a melhor experiência ao consumidor”, afirma Euriale. Para ela, o que ocorre são empresas que estão no meio termo: cresceram e identificaram que áreas estruturadas para a experiência do cliente são importantes.




    https://www.youtube.com/watch?v=IsLqt-aYOEA




    E como fazer para implementar uma cultura centrada no cliente e que acabe por trazer conformidade nesse processo? Para Euriale, o segredo é ter uma identidade de marca fortalecida, que faça com que essa cultura seja proliferada de ponta-a-ponta. E ela complementa: “A cultura centralizada de identidade de marca precisa ser refletida na governança da corporação”. 




    https://www.youtube.com/watch?v=ue_YR_AnpGY




    A entrevistada também ressalta que é crucial que o trabalho de CX seja feito com as partes internas, especialmente na área de tecnologia, que historicamente lida com esse tipo de relacionamento. Pois, dessa forma, fica mais claro para o desenvolvedor o que é valioso para o cliente final.



    Sobre as diferenças entre o CX e o CS, Euriale explica que o CX se refere à percepção das interações que uma marca tem com o seu cliente, de forma direta e indireta. Enquanto isso, o CS foca na entrega de valor para um cliente com seu produto e todas as suas interações. “Se não gerarmos valor, nós não temos sucesso”, revela a CEO da Consumer Centric Consulting.



    Mas será que o CX e o CS mudou a percepção de empresas que preferem investir no “pós-reclamação”? Euriale responde que muitas empresas estão se reposicionando e entendendo que é preciso valorizar os clientes e sua experiência. Por outro lado, ela diz que é natural ter uma linha orçamentária para determinadas situações, especialmente algumas que são externas à empresa. “Os provisionamentos são importantes para questões externas, para que a empresa não seja pega de surpresa”, explica ela.




    https://www.youtube.com/watch?v=OTZiopI4mMM




    Sobre o pensamento exposto no livro Customer Success (MEHTA, STEILMAN, MURPHY, 2016), em que “empresas inovadoras descobriram que a melhor forma de aumentar a receita é garantir o sucesso dos clientes”, ela concorda que isso não é exclusivo dessas tais empresas inovadoras. “É impossível uma empresa crescer sem o cliente estar feliz”, afirma a entrevistada.



    Para proporcionar uma boa experiência ao cliente, é preciso ter de forma clara qual é a sua Jornada. Nesse sentido,
    1 hr
  • #31 – Você está pronto para os ataques cibernéticos? | Entrevistado: Marcello Zillo
    Estamos vivendo uma verdadeira guerra cibernética. As inúmeras ameaças que invadem sistemas em todo o mundo demonstram que, mais do que nunca, a cibersegurança é um ponto cada vez mais crítico. O que nos leva à seguinte questão: você está pronto para os ataques cibernéticos? Para discutir esse assunto, convidamos Marcello Zillo, National Security Officer da Microsoft.



    Sobre a sua trajetória, Zillo conta que entrou na área de segurança graças a um amigo, algo que viria a ser a sua segunda experiência profissional com tecnologia, em uma época onde os empresários ainda discutiam a implementação da Internet nas empresas. Foi quando em 2020 ele finalmente chegou na Microsoft, onde trabalha até hoje, e segundo Marcello, em um momento interessante, pois “o mercado de cibersegurança está super aquecido, inclusive na região da América Latina”.



    Para comprovar esse “aquecimento”, Zillo conta que uma pesquisa feita pela Microsoft no ano passado revelou que uma em cada três empresas perceberam um aumento no volume de ataques cibernéticos. E Marcello traz outros dados, que demonstram que esse aumento vai além de uma impressão.




    https://www.youtube.com/watch?v=FZubUqoehWM&pp=sAQA




    Segundo o entrevistado, o Secure Operation Center (SOC) da Microsoft sinaliza 8 trilhões de ataques diários – antes da pandemia, esse número era cerca de 2,5 trilhões. Ele traz algumas explicações para isso: “O que eu tenho ouvido de todo mundo é que os ataques aumentaram, porque os fraudadores vão atrás da notícia. Se você analisar, o volume de phishing quando a pandemia foi declarada. Isso acontece porque os fraudadores sabem que as pessoas ficam mais curiosas e susceptíveis em um momento como esse”.



    Ele também ressalta que é importante educar as pessoas em relação à segurança e esses ataques de uma forma geral.




    https://www.youtube.com/watch?v=c3N-ihGplUs&t=1s




    Para lidar com esse grande número de ataques, Zillo destaca que a automação é fundamental, até por conta da falta de mão de obra na área de segurança. “Existe um gap profissional estimado de quase 4 milhões de profissionais no mundo, sendo que na América Latina, esse número é de 600 mil”, ele conta, trazendo números de uma pesquisa da (ISC)².



    Para Zillo, só a automação é capaz de lidar com o alto número de ataques que uma empresa pode sofrer. “O atacante quer encontrar uma porta, e nós precisamos defender todas”, diz ele.




    https://www.youtube.com/watch?v=w-E4raLn9Xc




    E o que configura um ataque ou crime cibernético? Zillo explica que essa é uma discussão calorosa, devido a algumas divergências. De um lado, algumas pessoas achavam que os crimes cibernéticos já era algo categorizado; de outro, o pensamento era de que a lei era branda para tratar esses crimes. Mas ele destaca uma boa e recente notícia, que é a aprovação da Lei 14.155. “Agora, a lei quadruplica a punição (antes era de 3 meses a 1 ano)”.



    “Além disso, as penas podem ser de até 8 anos de prisão e aplicação de multa, em casos de agravamento, caso os crimes sejam praticados em servidores fora do Brasil ou se a vítima for uma pessoa vulnerável”, complementa Zillo, acrescentando ainda que agora a Lei tipifica melhor o que é um crime. “Se você utilizou informações da vítima para executar algum tipo de atividade, é um crime digital”.



    Perguntado sobre o comportamento humano ser o elo frágil na Segurança da Informação, o entrevistado concorda, dizendo que os ataques podem ser muito direcionados – como por exemplo, no caso de uma máquina de um profissional que é sysadmin (um administrador de sistemas, encarregada por manter/operar computadores ou uma rede).



    56 min
  • #30 – O fantástico mundo do Product Manager | Entrevistado: Marcell Almeida
    Com a demanda cada vez maior por produtos melhores, é inegável o papel de protagonista que o Product Manager (PM) conquistou dentro das empresas. Isso porque é da sua função se preocupar com as necessidades dos clientes, transformando isso em funcionalidades. Mas, será que o papel do PM se resume a isso? Como funciona o fantástico mundo dos Product Managers? Esses e outros assuntos são o tema do episódio #30, que tem como entrevistado Marcell Almeida, CEO da PM3, referência de cursos sobre a função.



    De início, Marcell contou um pouco da sua trajetória. Formado em Ciência da Computação, ele conta que, assim como acontece com outras pessoas, entrou na área de produto de “paraquedas”. O entrevistado passou por diversas empresas, crescendo na função, enquanto deu início à PM3 em 2018, um projeto que, segundo Marcell, era paralelo e foi crescendo. 



    Marcell também contou como foi o processo de discovery da PM3 e quais as inquietações para dar início ao projeto. Ele conta que, entre 2016 e 2017, organizou pela primeira vez o ProductCamp, um evento para profissionais de produto. Foi quando percebeu que poderia causar impacto na comunidade, ajudando as pessoas da área, e o primeiro passo foi criar um curso, uma vez que as pessoas gostariam de aprender sobre a área de produto.



    Foi assim que, nos últimos anos, a PM3 se tornou referência para cursos de Product Management. Para Marcell, inicialmente o peso em relação a isso era apenas de ajudar quem trabalha com produtos, mas que isso mudou um pouco atualmente. “Hoje temos as expectativas das pessoas, que esperam aprender com a gente e sair diferente de quando eu entrei no curso. Isso gera um outro peso: coisas que nós queremos evitar que aconteça com a comunidade. Nós não vendemos sonhos e sim o ensino a partir de cases práticos”. Marcell enfatiza a importância da prática em cursos como esses, ao invés do foco ser apenas nos certificados.




    https://www.youtube.com/watch?v=xeWF4oT-c8E




    E quais as habilidades para se tornar um head de produto? Marcell diz, que inevitavelmente, quem quer essa posição precisa ter sido Product Manager ou ter uma ideia do que essa função realiza, pelos inúmeros desafios que ele terá que enfrentar. “Você desenvolver a parte de comunicação tanto com o time de engenharia quanto com o time de stakeholders é o essencial de tudo”, o entrevistado afirma.



    Além disso, Marcell também diz que um bom PM não precisa ter grande conhecimento técnico. “O importante é entender a necessidade do negócio ou do usuário”, ele diz. Outras características destacadas pelo CEO da PM3 é ter o “faro de produto”, entendendo as oportunidades e transformando isso em funcionalidades.



    Marcell também diz que, ao contrário do que se vê na teoria, os processos que o PM participa podem ser, como ele mesmo diz, um “caos absoluto”. Isso se deve ao fato de que tudo nasce da oportunidade e da necessidade que você detecta, tendo diversas ideias e formas de testes a partir disso.




    https://www.youtube.com/watch?v=hezKKgWdEm4&t=1s




    Outro ponto importante abordado por Marcell foi sobre a etapa de Product Discovery, e quando isso deve acontecer. “O Discovery é contínuo, tanto no começo quanto ao longo do tempo, pois eu estou sempre aprendendo”, diz Marcell. Ele também alerta que a etapa de Discovery de forma contínua não se restringe a falar com o usuário todos os dias, mas também analisar os dados, realizar um benchmarking ou mapear o mercado.



    Marcell também fala sobre o UX e o UI, explicando a diferença de um para o outro: enquanto o UX enxerga a camada de ponta a ponta do produto, o UI tem como foco a parte mais visual. Ele aproveita para dizer que os diversos papéis que existem em UX são muito importantes para o ...
    57 min
  • #29 – Não tenha medo de empreender! | Entrevistado: Valter Lima
    Transformação digital é o assunto do momento quando falamos de tecnologia. Afinal, essa é uma questão que nos afeta até mesmo no dia a dia. Mas, e quando esse assunto está ligado ao empreendedorismo? Quais as barreiras, desafios e conquistas que são possíveis de alcançar na área?



    Essas e outras questões foram o tema do bate-papo do The Walking Tech com Valter Lima, CEO da Connectcom Teleinformatica. Na conversa, ele conta um pouco da história da companhia, e conta como o empreendedorismo traz frutos quando há coragem.



    Valter, que trabalhou como bancário e a partir daí resolveu empreender fundando a Connectcom, contou um pouco da trajetória da empresa, desde a sua fundação em 1994, quando ainda tinha um DNA bastante focado no outsourcing (um dos carros-chefe da organização).




    https://www.youtube.com/watch?v=mUlJij8Lx3Y




    Valter Lima explica que a Connectcom teve que se adaptar às diversas mudanças tecnológicas que ocorreram nesses quase 30 anos, o que representou um grande desafio para uma empresa que começou quando TI era algo bem diferente. Porém, Valter também destaca a importância dessa flexibilidade e adaptação ao mercado de tecnologia. “Uma empresa que presta serviço de tecnologia precisa estar sempre se reinventando, para ajudar outras empresas a se reinventarem”, ele diz. O entrevistado também afirma que essa adaptação levou ao que ele chama de “oferta digital” que a Connectcom oferece.



    Ele também foi perguntado sobre os diversos desafios para empreender em um país que se mostra tão instável politicamente e economicamente como o Brasil. Ele lembra de uma frase usada por um dos fundadores do LinkedIn para ilustrar essa situação: “Empreender é você se jogar de um precipício e construir um avião durante a queda”. E acrescenta que esses desafios são válidos, para que a empresa se fortaleça e amadureça no sentido de governança, definição de portfólio e uma melhor concepção do que é o mercado.



    Aliás, sobre o posicionamento de mercado, Valter relembra o conceito de oferta digital – isso é, um pacote fechado de diversos serviços que ajude os clientes da empresa a alcançar a transformação digital. Ele também relembra que alguns serviços que sempre foram a sustentação da companhia, como o service desk e o suporte funcional, também fazem parte desse posicionamento.




    https://www.youtube.com/watch?v=6xwbPJ2TwFA




    Para que a empresa alcançasse uma expansão desse nível (incluindo duas aquisições feitas no ano passado), Valter Lima não deixa de ressaltar a importância de um bom planejamento. Segundo ele, “planejar é criar o futuro”. Para o planejamento da Connectcom dar certo, ele valorizou o uso de OKRs (Objectives and Key Results), que tornaram possíveis a mensuração dos resultados obtidos a partir do planejamento feito pela companhia. Outro ponto importante, para ele, foi planejar em curto e médio prazo.



    Ainda sobre esse tópico, ele também reflete sobre como algumas startups e empresas de inovação falham nesse sentido, e dá a dica: “Uma boa ideia representa apenas 10% do sucesso. Se não houver planejamento, uma equipe competente e um pouco de investimento, esse sucesso se torna difícil”.



    Valter valorizou as recentes aquisições da Connectcom – como no caso da compra da Interaktiv, especialista no desenvolvimento de projetos ágeis e soluções digitais, além de atuar na área de Healthcare – e como elas ocorreram mesmo em meio à crise da Covid-19. Para ele, essa aquisição foi muito importante pois abriu as portas do setor de cuidados médicos para a empresa, e com isso, foi possível ajudar as pessoas em um momento tão importante e delicado.




    https://www.youtube.com/watch?v=5pSrk7KU320



    52 min
  • #28 – Tecnologia e negócios: o que o presente revela e o futuro nos reserva? | Entrevistado: Benjamin Quadros
    O mercado da tecnologia passou por uma verdadeira revolução desde o ano passado. Até por isso, o setor se transformou em um mundo que por vezes se mostra misterioso e desconhecido para empresas e profissionais de tecnologia. Mas esse não é o caso da BRQ Digital Solutions. No podcast #28, conversamos com Benjamin Quadros, CEO da BRQ, que traz um panorama da área da tecnologia no contexto atual, além de contar como ela tem sido cada vez mais importante para os negócios de qualquer organização.



    No início do bate-papo, o entrevistado concorda com o pensamento de que há escassez de profissionais de tecnologia - especialmente desenvolvedores, porém não simpatiza com o termo "apagão". A propósito, Quadros cita as oportunidades que o setor oferece, com quase 2 milhões de empregos na área que existem no Brasil, além da adição de 60 mil profissionais em 2020, mesmo com a crise do coronavírus. Ou seja, a tecnologia é uma área que continua em franca expansão e que não lida com o desemprego.




    https://www.youtube.com/watch?v=kWa5UOlxRv4&t=2s




    Então, qual a verdadeira razão para a reclamação de possíveis salários baixos e a falta de crescimento para desenvolvedores? Para Quadros, a resposta para esse desafio é simples: “O desafio é você gostar do que faz, e assim você não terá bloqueio nem para salário, nem para oportunidades profissionais”.



    Porém, ele também está ciente de que o desafio das empresas para empregar os profissionais é grande, ainda mais no contexto atual do país. “Sabemos que a complexidade de administrar no Brasil é difícil, pois no Brasil não temos um ambiente de negócios que seja favorável a gerar empregos”, disse entrevistado. Acrescentando que, esse é um dos grandes motivos pelos quais diversas empresas recorrem à informalidade, por meio de contratação PJ, por exemplo.




    https://www.youtube.com/watch?v=BKBoI7uH-zc




    Aliás, vale ressaltar que esse é um dos diferenciais da BRQ, que aposta nas contratações formais, via CLT.



    Por outro lado, ele acredita que o grande ponto para transformar esse cenário é com uma reforma tributária que desonere o emprego (levando em conta as questões para arrecadar os impostos, substituindo os que já existem ao gerar empregos).



    A partir daí, Quadros discorre sobre o sucesso da BRQ ao longo de seus 28 anos de existência. 



    Sobre o crescimento da empresa, ele destaca que isso não aconteceu sem alguns percalços. “Olhando para trás, é fácil enxergar as oportunidades que perdemos”, afirma Benjamin. Além disso, o CEO da BRQ afirma que o grande desafio para a empresa no momento é enxergar as próximas oportunidades dentre as milhares que a área da tecnologia oferece.



    Enquanto isso, em relação a gestão de pessoas, Quadros também destaca o Anywhere Office, o modelo de trabalho remoto utilizado pela BRQ e que fez os funcionários, segundo ele, se sentirem mais produtivos, além de reduzir os níveis hierárquicos.



    E o que a área de tecnologia no Brasil precisa percorrer em relação às políticas públicas, educação e tecnologia? Neste ponto, Quadros destaca novamente a necessidade de uma reforma tributária que garanta com que as empresas finalmente trabalhem na formalidade. 




    https://www.youtube.com/watch?v=s3UVfSx8QKc&t=2s




    Ele também explica como a capacitação dos profissionais é fundamental para o avanço do setor em âmbito nacional, e que isso já é percebido na sociedade: “Todo mundo já percebeu que a tecnologia pode mudar a vida de pessoas carentes menos favorecidas. É um upgrade que podemos dar para a sociedade brasileira, mas isso leva tempo”, diz Quadros.



    Na entrevista,
    32 min

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