The Walking Tech

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The Walking Tech episodes

  • #47 – Como não bater cabeça com o NPS
    O Net Promoter Score (NPS) ajuda as empresas a saberem mais sobre o que seus clientes estão pensando. Por outro lado, essa é uma metodologia que causa muita confusão na forma que é aplicada!



    Por isso, na pílula #47 do The Walking Tech, Adriano Martins explica como não bater mais cabeça na hora de desenvolver uma pesquisa de NPS.



    Hoje falamos sobre cocriação, colaboração, etc. Enfim, estar junto do cliente, sabendo o serviço que ele precisa e o que ele pensa do serviço que está sendo entregue. E o NPS é uma forma de saber isso.



    O NPS é uma ferramenta bastante utilizada por várias empresas, desde as menores até às donas da indústria. Por outro lado, muitas pessoas não sabem interpretar um NPS. Muitas acham que, só porque um cliente deu nota 10 para um serviço, tudo está bem.



    O NPS é uma métrica muito usada na área de Customer Experience (CX). Geralmente, fazemos uma pergunta do tipo: “De 0 a 10, o quanto você recomendaria essa empresa para um amigo?” e uma pontuação, que como no exemplo, geralmente vai de 0 a 10.



    O NPS foi desenvolvido pela Bain and Company, e tem como função segmentar feedbacks negativos e positivos.



    A pontuação, apesar de simples, possui algumas nuances. Podemos categorizá-las de três formas: promotores, neutros e detratores.



    Os promotores são aqueles que respondem com uma pontuação de 9 a 10, e são os clientes mais leais e entusiasmados.



    Neutros são os que respondem com uma pontuação de 7 a 8. De certa forma, eles estão satisfeitos, mas não tanto quanto os promotores.



    Os detratores respondem com uma pontuação de 0 a 6, são insatisfeitos, e provavelmente não comprarão da sua empresa tão cedo, além de criticá-la para outras pessoas.



    A sua pesquisa NPS precisa ter uma pontuação final, e para isso, é preciso subtrair a porcentagem de detratores da porcentagem de promotores. Exemplo: se 80% dos entrevistados são promotores e 10% são detratores, você tem um NPS de 70.



    Conclusão: quanto menos detratores, mais promotores. O foco precisa ser na diminuição de detratores, para que mais pessoas não sejam “contaminadas”.



    Existem dois tipos de NPS: o relacional e o transacional.



    O NPS relacional é implantado regularmente, em um determinado período, como por trimestre ou por ano. Assim, você entende como seus clientes se sentem em relação à sua empresa em comparação com outros períodos. Mais do que isso, sua pesquisa se torna uma referência para a sua empresa melhorar o que está dando errado.



    Já os NPS transacionais são enviados após o cliente interagir com sua empresa, como em uma chamada de suporte, por exemplo. É usado para entender a satisfação do cliente em um tópico muito específico. O recomendável é que você use os dois tipos para entender seu cliente sob uma perspectiva micro e macro.



    É possível metrificar quase tudo através do NPS, desde produtos até membros de um time.



    O NPS também pode ser considerado uma estratégia de CX ou de Marketing, pois pode ser aplicado como uma pesquisa de benchmark.



    Você compreende onde está pisando, ajudando em campanhas e no atendimento ao cliente. O objetivo é conquistar ainda mais pessoas, cada vez mais leais, ao invés de meros consumidores.



    Existe também o eNPS, uma pesquisa usada para medir o sentimento do funcionário. Em suma, são pesquisas que medimos o quão recomendável o funcionário enxerga a empresa na qual ele trabalha. É um ponto de partida para medir o sentimento coletivo de uma forma geral.



    Para criar uma pesquisa NPS, você pode utilizar plataformas de CX,
    13 min
  • #46 – Crowdfunding de investimento: uma forma eficiente de investir em startups | Entrevistada: Camila Nasser
    Quando o assunto é investimento, muitas pessoas optam por ir pelo caminho mais seguro, ou seja, garantir ações de empresas já consolidadas no mercado, mesmo que o retorno financeiro nesse sentido seja pequeno em um primeiro momento. Por outro lado, hoje já temos opções que se mostram cada vez mais interessantes, como o crowdfunding de investimento em startups promovido pela Kria. 



    Para falar sobre esse novo mindset de investimentos e provar que o crowdfunding de investimento é uma forma eficiente de investir em startups, conversamos com a CEO da Kria, Camila Nasser.



    No início da entrevista, Camila responde qual é a diferença entre vaquinha virtual, financiamento coletivo e investimento coletivo. Ela explica que no caso da vaquinha, estamos falando de uma doação ou ajuda para desenvolver um produto. Por outro lado, o investimento coletivo, cada investidor seleciona sozinho a sua oportunidade. É uma oportunidade de investir para que você se torne sócio de um negócio.



    Sobre a trajetória da CEO, que hoje tem 27 anos, ela conta que, quando mais nova, decidiu ingressar na faculdade de Administração Pública. Nasser revela os motivos para ter deixado o curso após apenas 4 meses: “eu estava sentindo o meu potencial criativo sendo danificado”. Foi aí que ela migrou para a comunicação, buscando “mudar o mundo”, algo que ela sempre desejou. Foi quando elaborou o Kria, em 2014, em parceria com Frederico Rizzo.



    Camila também responde se é possível ser sócio de uma startup investindo pouco e participar do alto retorno que uma startup geralmente alcança. “Tem muita startup legal que vai te dar um retorno incrível, mas você não vai ter o retorno de 1000x (daquilo que foi investido”.



    A partir daí, Camila conta como funciona a plataforma do Kria: “Investir com o Kria é participar dos primeiros IPOs das empresas, é uma oferta pública de uma empresa privada”. Sobre o ecossistema do site, a CEO diz que o objetivo é deixar os empreendimentos mais acessíveis para possíveis investidores, furando a bolha tradicional.



    Nasser também deixa claro que, apesar do crowdfunding ainda não ser legalizado na época em que o Kria foi criado (2014), ela diz que a empresa encontrou uma forma de ofertas públicas para empresas. “O papel do empreendedor e do mercado é inovador, e o regulador precisa sair correndo atrás. Precisa existir uma inovação prévia à qualquer regulamentação”. Ela lembra também que o crowdfunding deu tão certo, que após três anos a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulamentou o mercado, e em 2020 ela já estava propondo mudanças de melhoria no crowdfunding.



    E qual é a diferença entre o Private Equity, o Venture Capital e o fundo de investimento? Camila responde: “As plataformas de fundo investimento estão inseridas tanto nesse mundo do Private Equity, quanto do Venture Capital.” Ela também complementa, dizendo que o Private Equity ainda está muito focado na tecnologia, enquanto que o Venture Capital busca negócios em estágios embrionários.



    Nasser também conta quando você pode obter algum retorno no caso das startups. Isso pode ocorrer quando o negócio é adquirido por algum player estratégico, quando há fundos maiores investindo na empresa ou quando as startups abrem um IPO na bolsa. Além disso, ela também explica que na saída do investimento, o investidor vai ter como retorno uma porcentagem do que a empresa vale naquele momento.



    Perguntada sobre se os mini IPOs um dia vão equilibrar as small caps da bolsa de valores, Nasser responde: “O Equity Crowdfunding é um mercado que evoluiu muito, e agora estamos à espera de uma mudança na CVM que faça com que empresas maiores possam captar investimentos”. Assim, ela ressalta que existem limites para empresas que querem participar dessa captação de investiment...
    53 min
  • #45 – Soluções tecnológicas que transformam vidas | Entrevistado: Vinicius Lima
    As inovações vem transformando a forma como vivemos - não se limitando apenas aos negócios. Nesse sentido, soluções que geram bem-estar e qualidade de vida são cada vez mais comuns.



    Para falar sobre o assunto, conversamos com Vinicius Lima, CEO da Escala, empresa que oferece aplicativos na área de saúde.



    No início da entrevista, Vinicius conta um pouco da sua trajetória. Ele é formado em Ciência da Computação pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), e desde sempre se interessou por programação, conhecendo linguagens básicas aos 12 anos de idade. Natural de Barretos, o entrevistado também conta que o Hospital de Amor, referência no combate ao câncer, o inspirou a desenvolver trabalhos na área da saúde. 



    O CEO da Escala conta o que despertou seu desejo em empreender: “Por conta da minha faculdade, que era federal, havia uma tendência que eu seguisse o caminho da pesquisa. Isso me incomodava, pois eu queria algo que gerasse resultados rápidos.”



    Vinicius também relata a sua experiência trabalhando em uma startup da Alemanha. Lá, ele percebeu que não precisava de uma equipe numerosa para gerar resultados. “A empresa era pequena, com nove pessoas, e eles conquistavam um faturamento alto. Minha primeira experiência como empreendedor foi lá, e isso moldou minha forma de trabalhar, de ver startups”, conta ele.



    Ainda sobre essa experiência na Alemanha, o entrevistado conta alguns diferenciais das startups de lá para as brasileiras: “Uma das coisas que me chamou a atenção foi que o empreendedor que fundou a startup já tinha tido outras experiências empreendendo. Quando você olhava para startups vizinhas, era a mesma coisa. Ou seja, a quantidade de profissionais que viveram aquilo e estavam empreendendo era muito alta.” Para ele, há muito tempo existe uma massa crítica de empreendedores na Alemanha, algo que só agora ocorre no Brasil.



    Além disso, Vinicius relata que a Alemanha é um país que ama processos, e que consegue combinar isso com a paixão do empreendedor. Por fim, ele ressalta que um ponto importante no caso do Brasil é ser “um mar de problemas”, prontos para serem resolvidos.




    https://www.youtube.com/watch?v=CsQHDDpwWcs




    A partir daí, o CEO conta como se transformou em coordenador de inovação do Hospital Albert Einstein. Primeiramente, ele buscava uma oportunidade que unisse seu lado técnico com o de inovação. Foi quando ele conquistou a chance de trabalhar em um laboratório de inovação do hospital. Em seguida, Vinicius explica que antes de atuar no lado técnico, ele precisou entender a rotina do local, que era bastante complexa. Foi aí que ele notou questões mais delicadas na gestão desse tipo de ambiente: “Um dos principais problemas que eu encontrei atuando com o time de operação estava relacionado a problemas administrativos.” 



    Vinicius conta que o ecossistema do Einstein era muito complexo, e que a gestão do horário de trabalho era um desafio. Para ele, esse tipo de problema era bastante sério para um hospital. “A carga administrativa que esse problema gerava acabava trazendo várias consequências até mesmo para o cuidado, já que havia buracos na escala, por exemplo”, explica ele. Foi aí que Vinicius desenvolveu um app que fazia a gestão da escala dos profissionais.



    Hoje em dia, ele enxerga a solução como ideal não apenas para a saúde (apesar de ser uma healthtech), mas para gestores e RH como um todo. E ele conta que a Escala já está atuando além da área em que foi concebida: “Hoje, nós estamos trabalhando em várias empresas de diversos nichos, apesar do nosso portfólio estar relacionado com a saúde.”



    E como é criar uma solução dentro de uma empresa, e levar isso para fora? Vinicius responde falando que,
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  • #44 – O que ninguém fala sobre empreendedorismo | Entrevistados: Cadu Cerizze e Erick Vils
    Empreender não é fácil - é uma carreira solitária e de muitas responsabilidades. Por isso, saber o essencial sobre o assunto é fundamental!



    Para ajudar, conversamos com Erick Vils e Cadu Cerizze, investidores anjo e empreendedores que estão à frente da Mokaly, empresa que oferece soluções para a transição da experiência do escritório presencial para o remoto.



    Sobre a trajetória dos dois, Erick conta que ambos nasceram em uma região próxima no Rio de Janeiro, mas que só se conheceram em um projeto piloto, de empresa para empresa. Cadu contou um pouco sobre esse projeto: “Começamos esse projeto há anos atrás, e depois disso tivemos um relacionamento super complementar, gostamos de trabalhar em conjunto. Nos encontramos em co-working, trabalhamos em projetos diferentes e em empresas diferentes.” Cadu também diz que o trabalho flui bem pelo fato de Erick ser especialista em tecnologia, enquanto que ele foca na parte do negócio.




    https://www.youtube.com/watch?v=aoobrPNtVnU




    Erick e Cadu também explicam o que constitui ser um empreendedor de fato. Para Erick, um empreendedor é aquele que está disposto a correr mais riscos. Enquanto isso, Cadu conta que o conceito de empreendedorismo em uma startup possui um diferencial, que é de toda a capacidade tecnológica que ela dispõe.



    Sobre o empreendedor no Brasil, Cerizze diz os pontos que favorecem ser brasileiro nesse sentido: “Por ser brasileiro, precisamos ser muito criativos para lidar com muitos problemas. O brasileiro identifica problemas, e dentro de cada problema existe uma oportunidade.” Enquanto isso, Erick destaca que o brasileiro nem sempre é motivado a empreender, por conta do excesso de burocracia. Por outro lado, ele diz que esse fator também se mistura nesse caldeirão, que faz com que o brasileiro adquira uma capacidade de se adaptar e empreender.



    Aliás, Erick foi diretor da Associação Brasileira de Franchising (ABF) durante dois anos, e esclarece algumas impressões que a maioria tem sobre ser um franqueado e na teoria não ser empreendedor. Perguntado sobre isso, ele responde: “Alguém que assume uma franquia também está correndo riscos”, e complementa: “O risco em ser um franqueado diminui, mas não é eliminado.”



    Cadu também ressalta que alguém com um cargo de analista ou gerente também pode ter uma mentalidade empreendedora, se destacando em uma estrutura meritocrática. Além disso, o entrevistado também desmistifica a questão de ter uma ideia própria para ser um empreendedor. “Às vezes, você pode olhar para o negócio de alguém que você admira e ajudar a pessoa nesta trajetória”, explica ele.



    Em seguida, Erick ressalta que nem sempre você terá um “click” para uma ideia, mas que os testes podem fazer com que a gente observe um problema.



    Outro ponto abordado na conversa foi como as startups são mais atrativas para investidores em comparação a empresas que tem um plano mais definido de negócio. Segundo Cadu, a resposta para essa tendência está na forma como as startups planejam. “O planejamento de startup exige que você se adapte com mais velocidade. Muitas coisas pegam a gente de surpresa, e essa capacidade de se adaptar tem sido testada”, diz o entrevistado.



    Erick complementa relatando a sua situação em particular: “No meu caso, eu não apenas invisto, mas ajudo nessas soluções.” Ele também conta que o que o motiva a ser um empreendedor é a possibilidade de solucionar problemas.



    E qual é o problema que a Mokaly resolve? Erick responde: “A integração de times distribuídos. Pegamos aspectos do presencial e do virtual, combinando ambos os mundos.” Cadu também responde, dizendo que a tecnologia que a Mokaly oferece surgiu em um momento obrigatório, por conta da pandemia.
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  • #43 – Ética na TI: Utopia ou realidade?
    O assunto de hoje é: Ética e TI. E vou começar contando uma história.



    Uma consultora contratada para ajustar alguns processos de TI chegou para o meu diretor e disse: “As coisas não funcionam por falta de processos”. Então o diretor respondeu: “As coisas não funcionam por conta das pessoas”. E assim o debate prosseguiu durante horas.



    Como eu estava no meu início de carreira, eu fiquei encantado com os argumentos da consultora, e até há alguns anos, eu seguia a mesma ideia. Naquela época, a consultora e o meu diretor deveriam ter a mesma idade; então, não era nem uma questão de quem era mais novo ou mais velho, pois ambos eram muito experientes, cada um no seu campo de atuação. Nesse sentido, só cabia a mim escolher a melhor teoria.



    O meu diretor, por exemplo, falava de um funcionário que fazia mudanças sem planejamento, sem Requisições de Mudança (RDM), sem respeitar os processos, e a consultora dizia que isso acontecia porque não havia um processo bem estruturado. Por outro lado, o meu diretor falava que não surtiria efeito, porque existem pessoas e pessoas. E então, a consultora falava da falta de processos. Enfim, era uma discussão que não tinha fim.



    Com o passar dos anos, eu fui percebendo que realmente algumas pessoas não seguem os processos, as caixinhas, as políticas e as regras. Sempre tem alguém que se desvia do “correto”.



    Meus últimos encontros com a questão da ética na TI



    Desde que fiz minha pós-graduação em teologia, com muito estudo, principalmente sobre filosofia, eu esbarrei no campo da ética e fiquei encantado. Foi nessa época que eu conheci o Tio Platão, aquele jogador de futebol (Sócrates) e o famoso Ari, o Aristóteles. 😂😂😂 



    Brincadeiras à parte, desde então eu venho refletindo sobre a ética na TI. Também fui resgatando o que já observei de comportamento dos profissionais da área, e recentemente lidei três vezes com esse assunto.



    A primeira foi ao final do curso de Inteligência Artificial, que gerou muitas decisões sobre o que era ou não legal fazer com o poder da IA em mãos. Dentro dessas possibilidades, nós esbarramos nos valores das pessoas. A discussão percorreu assuntos como clonagem, máquinas substituindo o homem, IA para armamento, etc. E essa discussão aconteceu logo após a explicação sobre as leis, pois geralmente, antes de alguma coisa virar lei, elas são debatidas no campo da ética.



    A segunda oportunidade foi um pouco depois, no curso de Segurança Cibernética que ministrei, e quando eu cheguei na parte do curso que falava sobre ataques e hackers éticos, novamente a discussão se voltou para os valores humanos. Afinal, o que leva uma pessoa a prejudicar a outra? Eu disse que não fazia sentido alguém aprender as técnicas para usar contra uma empresa ou outra pessoa. Já outras acham legal o estereótipo do homem mascarado para representar o cara da Segurança da Informação/Hacking.



    E aí eu me fiz a seguinte pergunta: por que as pessoas têm medo de serem abordadas por policiais à noite? Será que eles já têm a fama de serem corruptos, vendidos para um sistema que nós mesmos criamos? E mais: Será que a área da Segurança da Informação não se parece com uma academia militar? Afinal, se alguém aprende as técnicas de SI e usa para o mal, é a mesma coisa que um policial aprender a manusear uma arma para ameaçar alguém.



    Voltando ao curso de Segurança Cibernética, o treinamento se estendeu até 2 da manhã, porque ficamos discutindo essa questão ética. E muitos lamentaram a dura realidade: nada adiantaria uma política de Segurança da Informação se o cabra já ter os seus valores corrompidos. De um jeito ou de outro, ele vai dar o seu “jeitinho” e se transformar em um black hat, um hacker que vai roubar,
    7 min
  • #42 – Sales Intelligence: muito mais que um CRM! | Entrevistada: Juliana Vital
    Com a expansão do e-commerce no Brasil, a disputa para aparecer e vender mais na Internet se tornou acirrada. Nos dias de hoje, não é mais possível depender apenas do argumento para uma venda. Então, como vender mais e melhor na Internet? Uma das respostas para essa pergunta está no Sales Intelligence.



    Para explicar o que é o Sales Intelligence, e provar que ele é muito mais do que ter apenas um CRM, conversamos com Juliana Vital, Chief Revenue Officer (CRO) Global da Nubimetrics.



    Fundada em 2010 em San Salvador de Jujuy, na Argentina, a Nubimetrics foi criada para ser uma plataforma SaaS que empodera vendedores de e-commerce, entregando-os dados de mercado analisados profundamente e que tem como finalidade alavancar o negócio desses vendedores de maneira correta e inteligente.



    Sobre a trajetória de Juliana, a entrevistada conta com mais de 17 anos de experiência em negócios digitais, atuando com gestão de produtos e também transformação digital.




    https://www.youtube.com/watch?v=yQ29XoTITzA




    Vital começa desfazendo uma confusão geralmente relacionada ao Sales Intelligence: a de que ele é apenas sinônimo de um CRM mais robusto, “bombadão”. “O Sales Intelligence pode se transformar de muitas maneiras. Um CRM pode gerar Sales Intelligence? Sim. Entretanto, esse conceito trata de como utilizar os dados para analisar a performance de vendas e analisar a jornada do cliente para vender mais”, explica ela.




    https://www.youtube.com/watch?v=Zb2KL5HO4K4




    Para resumir, Juliana define o Sales Intelligence como algo que não pode ser feito sem dados. Além disso, ela esclarece que não se trata da quantidade ou volume de dados, mas sobre as perguntas que você quer responder com eles.



    Juliana também lista outros diferenciais de uma ferramenta de Sales Intelligence: “Através dos dados e de um tracking simples, você já consegue compreender o que o cliente buscou, uma demanda insatisfeita ou um gap de supply”, explica a CRO.




    https://www.youtube.com/watch?v=2OSNPk5iA5E




    Além disso, uma ferramenta de Sales Intelligence conta com outras características próprias. “Uma ferramenta de Sales Intelligence não vai só analisar uma determinada informação, mas trabalha com benchmarking”, diz Juliana. E ela complementa, explicando que o Sales Intelligence não é útil apenas para o B2C, como também para negócios B2B. Tudo isso é feito, claro, com a ajuda de Machine Learning e Inteligência Artificial, de acordo com a entrevistada.



    Juliana também oferece a sua visão sobre o movimento intenso de empresas que oferecem algum tipo de benefício ao consumidor, como um programa de cashback. Para ela, é importante oferecer algo de valor ao cliente, uma vez que, nesse movimento, ele estará compartilhando o seu dado. “Um cashback é uma forma de incentivar o tracking de dados. É também importante para o consumidor, que quer alguma vantagem, ter o poder da informação em suas mãos”, complementa ela.



    Atualmente, a Nubimetrics atua especificamente no Mercado Livre. Nesse sentido, Juliana explica os motivos pelos quais um vendedor, com o mesmo preço e produto que outro, pode acabar tendo um volume de vendas diferente. “A posição em que ele aparece na página é super importante. Se um produto está na página 1 e outro na página 4, temos aí uma clara vantagem”, explica ela. Vital também diz que vender sem informação é um tiro no escuro, enquanto que com algumas informações você consegue estruturar uma trajetória de vendas de determinado produto. Em suma, vender com informação dá muito mais certo.



    Juliana também deixa claro que a Nubimetrics é uma ferramenta que permite apenas minerar os dados,
    51 min
  • #41 – É hora de combinar educação e disrupção | Entrevistada: Mari Achutti
    Com a Transformação Digital, a educação vem apresentando novas demandas e necessidades. No caso da educação corporativa, isso também não é diferente, uma vez que é preciso lidar com o desenvolvimento das soft e hard skills. Em outras palavras, é hora de combinar educação e disrupção!



    E para discutir sobre o tema, conversamos com Mari Achutti, CEO e fundadora da Sputnik, empresa de educação corporativa.



    Sobre a sua trajetória, Mari conta que desde a época da faculdade não se adaptava ao ensino tradicional. “Eu adorava a hora do intervalo e o barzinho, mas o modelo tradicional de ensino sempre foi algo muito complexo pra mim”, conta ela. Mari é publicitária, trabalhou em diversas agências no Rio Grande do Sul, onde nasceu a Perestroika – empresa na qual a Sputnik funciona como um “braço”, como a própria entrevistada explica.



    Mari partiu para morar no Rio de Janeiro, onde conheceu Roni, CEO da Reserva (empresa do ramo da moda) e que gostaria de construir uma academia de educação na própria empresa. Foi ali que a entrevistada abriu uma escola, compreendendo o que era necessário no processo de educação. “Hoje a Reserva é uma das grandes empresas em relação à cultura”, conta Mari, destacando a importância que a educação corporativa tem na organização.




    https://www.youtube.com/watch?v=zqwkp4WLdR0&t=4s




    Mas falando sobre o modelo tradicional de ensino, será que ele está fadado a acabar? Para Mari, surpreendentemente, a resposta é negativa: “As pessoas aprendem de diversas formas, e devemos parar de insistir que apenas um só formato vai funcionar”, fala a CEO. Ela também explica que a grande mudança está no fato de que o professor não será a única fonte de aprendizado, mas que estará inserido em uma “caixa de ferramentas” nesse processo.



    Em suma, Mari diz que o papel do professor não vai deixar de existir, mas que vai mudar. “A mudança de papel estará na questão de facilitar o aprendizado”, diz ela.



    Achutti também acredita que ainda estamos em um processo de transformação e adaptação em relação ao modelo híbrido de ensino corporativo (deixando claro, também, que esse processo é ainda mais complexo em escolas de ensino básico, especialmente as públicas).



    No bate-papo, Mari também explica o que é o Experience Learning, metodologia que a Sputnik utiliza. “O Experience Learning nasceu há 10 anos, e encontra-se sempre em mutação.” Sobre o método de ensino, ela diz que, na sua opinião, o mais importante na educação nos dias de hoje é colocar o aluno no centro. “Hoje nós precisamos despertar o interesse nas pessoas, criar uma jornada para que elas aprendam", completa a fundadora da Sputnik.




    https://www.youtube.com/watch?v=hSB5nvbpV9A




    Pensando nessa perspectiva de ensino corporativo, o que é mais difícil desenvolver: a soft skill ou a hard skill? Mari responde essa pergunta de forma direta: “É muito mais difícil desenvolver a soft skill, pois isso entra em uma questão de mindset cultural.” A entrevistada fala que hoje é muito mais fácil para a empresa entender a hard skill, e acrescenta que houve uma melhora de percepção da importância da comunicação e comportamento em relação à gestão de conflitos e criatividade.



    E o que é uma educação disruptiva, de fato? Para Mari, isso não foge da questão do formato e do conteúdo. “Em relação ao conteúdo, temos que colocar o aluno no centro. E a forma é sobre fazer diferente, pensar que a educação não é só alguém falando e o outro aprendendo”, explica a CEO.



    Mari também aborda a tendência da gamificação no ensino. Para ela, esse é um formato interessante, mas que não deve ser encarado como o único para um modelo disruptivo. Nesse sentido,
    55 min
  • #40 – Eita cabra bom esse Design Thinking!
    Desenhar bons serviços sempre é um desafio! Ao mesmo tempo, é muito importante saber lidar com essa etapa, já que ela é chave para conquistar os clientes. 



    Na Pílula #40 do The Walking Tech, Adriano Martins explica como você pode contar com um cabra chamado Design Thinking, focando nos seus 5 princípios para entregar bons serviços.



    Para ler o artigo da AXELOS que fala sobre os cinco princípios de Design Thinking de Serviços, clique aqui.
    9 min
  • #39 – Reinventando as formas de trabalho na Transformação Digital | Entrevistado: André Abreu
    A Transformação Digital realmente mudou as nossas vidas, em todos os aspectos. E claro, o modo como trabalhamos também vem sendo remodelado nesses novos formatos. Muito mais do que novas ferramentas, as relações mudaram.



    Para provar que isso é real, conversamos com André Abreu, fundador e CEO da BossaBox, empresa que vem trazendo uma nova abordagem para a contratação e relacionamento entre freelancers e empresas.



    André, que foi listado na Forbes Under 30 em 2020 como um dos mais brilhantes empreendedores, criadores e game-changers brasileiros, primeiramente explica que, para inovar, não precisa ser necessariamente jovem. “Se você tiver predisposição para tentar fazer as coisas diferentes e ouvir o seu consumidor, a idade não vai atrapalhar”, ele diz, deixando claro que inovação não tem nada a ver com idade.



    O CEO da BossaBox também conta um pouco sobre a sua trajetória e da empresa. Formado em Administração pela FGV, foi na faculdade que ele teve o seu primeiro contato com programação e estatística. Foi lá também que André conheceu os seus sócios, em busca de resolver um problema da sociedade. 



    O entrevistado se juntou a um desses sócios e criou uma operação de Software House, em 2016. A partir das primeiras entregas, a empresa foi buscar profissionais que ajudassem no desenvolvimento das soluções, combinando desenvolvedores, designers, enquanto André e Giovani (seu sócio) faziam a função de Product Manager. Foi durante esse tempo, também, que o CEO da BossaBox aprendeu com seus primeiros erros. “Deu tudo errado, nós não conseguíamos realizar uma entrega do jeito que a gente queria, mas aprendemos demais sobre como gerenciar um projeto de software”, conta ele. Com isso, foi possível vivenciar tanto a dor das empresas quanto dos profissionais freelancers.



    André Abreu também diz que a BossaBox, apesar de ser reconhecida como uma empresa inovadora, começou fazendo o “feijão com arroz”, ou seja, construindo aplicativos e coisas mais básicas, além de atuar no marketing com um trabalho muito parecido de uma agência.




    https://www.youtube.com/watch?v=7ykVM3M3anM&t=1s




    Ele também explicou o termo Prolancer, criado pela empresa: “Nós vivenciamos a dor do freela, e eles queriam migrar para um modelo de trabalho com autonomia e protagonismo de carreira.” Com isso, a BossaBox percebeu que o ajuste na relação entre as empresas que solicitam um serviço e os freelancers faria com que esses profissionais optassem por serem Prolancers – freelancers que vivem disso como modelo de trabalho.



    E como funciona o modelo proposto pela BossaBox? André conta que a construção de todo o processo foi feita de forma muito orgânica, além de revelar que inicialmente os profissionais amaram a empresa. “Era toda a flexibilidade de um freela com uma estabilidade financeira e uma relação bastante profissional”, explica o CEO. 



    Com 15 mil pessoas no banco de freelancers, a BossaBox mantém de maneira contínua a qualificação dessa base, além de tentar entender como é cada profissional. Entendendo como cada profissional funciona, a empresa busca verificar como cada um combina com o outro, pensando nas possíveis squads. “É proposta de valor para quem está na BossaBox trabalhar com uma pessoa que você gosta”, conta Abreu. Enquanto isso, os clientes entendem qual é a squad que eles precisam.



    André também esclarece qual é o posicionamento da BossaBox no mercado: “Eu desenvolvo, seguindo as melhores práticas do mercado, com os melhores profissionais, a sua iniciativa digital.” Além disso, ele também diz que, no momento, a BossaBox não é uma plataforma de relacionamento entre freelancers e empresas, mas uma empresa que faz a entrega do produto aparecer.




    56 min
  • #38 – Empreender? Nem pensar, eu sou da TI (SQN) | Entrevistado: Wallace Lovato
    A área da Tecnologia é uma das que mais oferecem estabilidade ao profissional de tecnologia, seja qual for o nível. Ao mesmo tempo, em alguns desses profissionais, surge a vontade de empreender. E o que fazer nesses casos? Quais os caminhos tomar se quiser abrir um negócio de sucesso na área de tecnologia? Essa e outras perguntas são respondidas por Wallace Lovato, CEO e fundador da Globalsys, multi-empreendedor e palestrante.



    E logo de início, ele responde uma questão importante: será que ser um empreendedor é a mesma coisa que ser um empresário? Na opinião de Wallace, o cenário ideal é o que as duas coisas estejam relacionadas. Para ele, apesar de estarmos em uma geração de empreendedores, nem todo mundo quer ser um empresário, ou seja, ter uma ideia e colocá-la para funcionar.



    Wallace também contou um pouco da sua trajetória de sucesso. Vindo de uma família de comerciantes e estudante de escola pública, ele diz que esse início, por mais difícil que possa parecer, foi uma experiência valiosa. “Essa vivência me trouxe uma resiliência muito grande que até hoje eu levo para os meus negócios”.



    O empresário também narrou um pouco do despertar da sua paixão pela tecnologia, que apareceu especialmente em seu primeiro estágio, no SEBRAE, inicialmente na área de reprografia, e depois no setor de TI. Depois disso, Wallace trabalhou como desenvolvedor na Xerox, onde despertou o seu primeiro incômodo, trabalhando na área de sistemas, já que era preciso lidar com a falta de protagonismo. Ele também já se interessava pelo mercado de DBA.




    https://www.youtube.com/watch?v=e2OfSwtMnpc




    Foi aí que Wallace resolveu ingressar em outra empresa, de porte menor, mas onde teria mais protagonismo. A partir disso, ele expõe o que acredita ser um fator de sucesso na sua carreira: “Se você quer crescer e empreender, é preciso trabalhar em pequenas empresas, onde você vai crescer e ter aquele sentimento de que não é mais um.”



    Essa experiência fez com que Wallace chegasse até a área comercial, e a partir daí a sua vontade em empreender só aumentou. A possibilidade de ter mais autonomia nas decisões, também acendeu essa chama.




    https://www.youtube.com/watch?v=7KJIsndWBoM




    “Sempre quis ter um negócio que eu pudesse conduzir e pudesse tocar do jeito que estava na minha cabeça”.



    A experiência na área comercial também fez com que Wallace construísse relações com vários clientes. Considerando também a sua bagagem técnica, ele decidiu que era hora de tomar um rumo próprio, fundando a Globalsys em 2010.




    https://www.youtube.com/watch?v=YjN07UzO18g




    Aliás, o CEO também destaca a importância dessas relações na hora de abrir um negócio, inclusive em relação às pessoas de TI. “As pessoas de TI precisam gerar novas estruturas”, diz Wallace, ao explicar sobre o networking no ambiente do trabalho.




    https://www.youtube.com/watch?v=CyfeKy84Ydk




    Essas relações, que ele chama de “hora/bar”, é algo que Wallace acredita que todo futuro empreendedor deve investir. Sobre quem quer empreender na área de tecnologia, ele é direto: “todo empreendedor quer ter um sócio de tecnologia”, lembrando das possíveis oportunidades para quem já é de TI.



    Diante da pergunta de como é ser empreendedor em uma área tão concorrida como a de DBA, Wallace diz que as suas experiências anteriores foram fundamentais, pois nas empresas onde trabalhou teve a chance de observar o que não dava certo e fazer diferente.



    Sobre os erros cometidos nesta trajetória de mais de dez anos, Wallace diz que uma coisa crucial é ter iniciativas menores enquanto se é uma em...
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